Encontros de sábado

Dois eventos de confraternização prometem juntar ciclistas dos mais diferentes perfis na Grande Florianópolis neste sábado, 1º de julho de 2017. Enquanto em Florianópolis, o Guerrilla Bike Coletivo promove oficina comunitária, com workshop, troca de peças e rodas de conversa, na Palhoça acontece o arraiá do Alemão Bike Shop, com música ao vivo e presença de food bikes.

Confira abaixo mais informações sobre os eventos:

IV Oficina Comunitária Guerrilla Bike Coletivo

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Guerrilla Bike Coletivo apresenta mais uma edição da Oficina Comunitária + Giro de Peças + Rodas de conversa + Campanha do agasalho, etc.

Tragam suas bikes pra fazermos ajustes e pequenos reparos totalmente grátis, e também suas peças encostadas pra vender, trocar, doar…

Workshop de remendo de pneu furado, check up da bicicleta, dicas para pedalar com mais segurança no trânsito, como resolver pequenos problemas na bike de maneira rápida, uso correto das marchas, altura do selim, etc.

As temperaturas mais baixas se aproximam. Pensando nisso, estaremos recebendo agasalhos para que no decorrer da semana seguinte possamos distribui-los a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Local: Restaurante Universitário da UFSC
Data: 01/07 — Sábado
Horário: 10:00 – 15:00

Só chegar galera, tudo free! Vamo dale!”

Arraiá Alemão Bike Shop

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“Arraiá de ofertas será um dia de arraiá na loja Alemão bike Shop de Palhoça onde além dos descontos especiais e do bate papo entre amigos, teremos 3 food bikes excelentes para o pessoal passar o dia, a tarde ou um happy hour especial ao lado dos amigos do ciclismo.

O Alemão Bike Shop situa-se na Av:. Elza Luchi 121, no centro da Palhoça.

Estão confirmadas as food bikes Monareta, famosa pelas pizzas do Guilherme Ribeiro Pinto, El Gato Churro Ice Cream, com o seu diferente prato que dá nome à marca, e a Maria Cervejeira, que, para os menos ébrios, dispensa apresentações.

 

Paixão pelas bicicletas antigas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 18 de junho de 2012, no caderno Plural (pág.8). Veja em PDF: {contracapa} e {pág. 8}.


Bicicletas são a paixão de Hélio Becker

Palhoça. Peças em exposição no ViaCatarina. Foto: Marco Santiago / ND.

Perfil.

Amor incondicional pelas bikes

Paixão. Além da coleção de bicicletas antigas, Hélio Becker tem uma área onde coleciona toda sorte de objetos. Foto: Marco Santiago / ND.

FLORIANÓPOLIS – O galpão onde Hélio Becker trabalha e guarda suas ferramentas tem mais de 30 bicicletas, mas muitas outras estão espalhadas pelo terreno, protegidas ou ao ar livre, limpas ou tomadas pela ferrugem. Somadas às que ficam em exposição até o dia 24 no shopping ViaCatarina, em Palhoça, devidamente restauradas, são mais de cem as unidades que esse advogado de 52 anos garimpou para dar asas a um hobby que pode não ser barato, mas que lhe dá grande prazer.

Recuperar bicicletas e andar com elas pela avenida das Torres, no Real Park, em São José, só se compara, em sua rotina meticulosa de ourives de bikes sem uso, à busca de peças para dar sobrevida a esses veículos que, não raro, são abandonados em terrenos baldios ou ferros velhos. O começo foi com uma bicicleta ganha de um amigo que ele remontou para pedalar na região.

Becker tem um blog (http://bicicletasantigashb.com/), viaja, lê e usa a internet para trocar informações com outros colecionadores e comprar bikes inteiras ou em pedaços, sem se importar com a distância em que se encontra o objeto de sua curiosidade. Nessa peregrinação, já comprou bicicletas em Blumenau, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Foi lá que encontrou uma Philips de 1910, verdadeira raridade, que faz companhia a uma Phoenix inglesa de 1968.

Nesse mètier, o advogado – ele é consultor jurídico na Assembleia Legislativa do Estado – se concentra na marca, no ano, na pintura, nos frisos, nos desenhos e adesivos das bicicletas que arrebanha. Uma vez recuperadas, eles ficam em sua casa ou vão para exposições. Entre as 25 que estão na fila da reforma, há modelos como Caloi, Monark, Oxford, Wanderer e a italiana Bianchi, uma das melhores do mundo.

Uma lição de vida

Habituado a levar mais de dois meses para recuperar cada unidade, Hélio Becker chega a encomendar peças no exterior para não deixar seus veículos de duas rodas sem chance de restauro. Foi o que aconteceu com um porta-corrente que veio da Itália, diretamente da Bianchi Milano, e vai ajudar a recompor uma bicicleta de 1930 adquirida em Blumenau. “Gosto de restaurar, ver o resultado”, diz. “Quanto mais difícil, mais interessante é”.

Ele explica a relação tão próxima com as bikes. “Elas nos dão uma lição: quando param, caem; se andam, adquirem equilíbrio; quando pedem força, estão subindo; quando não pedem, estão descendo. Assim é a nossa vida”.

No pedal desde a infância

Além do galpão e da casa onde mora, Hélio Becker tem uma área onde, além da churrasqueira para reunir família e amigos, guarda toda sorte de objetos. Ali podem ser vistos rádios a pilha, lampiões, velhos telefones e máquinas fotográficas, ferros de passar que eram alimentados com brasa, moedor de pimenta, uma antiga TV Philco, projetor de slides e operador de telégrafo. E mais, há um Fusca 1968 totalmente original, um Gurgel e um antigo Ford coberto com lona.

Voltando ao compartimento das ferramentas, pode-se ver pneus de 80 anos em bom estado, guidões, aros, pedais, porta-correntes, quadros, para-lamas e até um farol português da década de 1910 que iluminava o caminho a partir de uma vela de cera. Acostumado a andar de bicicleta desde a infância, em Santo Amaro da Imperatriz, Becker também curte a admiração dos outros pelo seu trabalho. “No shopping, como elas parecem ter acabado de sair da loja, as pessoas ficam horas olhando a exposição”, afirma.

Paulo Clóvis Schmitz

Veja também:

Exposição “Caloi 110 Anos” na Vila Olímpia – impressão das bicicletas expostas da centenária fabricante, em 2010.

Bicicletas antigas em exposição em São Paulo – impressão da exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, em 2009.

Como chegar a um encontro de estudantes num lugar paradisíaco? De bicicleta, claro!

Durante o feriado de Corpus Christi vai ocorrer em Palhoça, SC, mais uma edição do Encontro Regional de Estudantes de Biologia da Região Sul – EREB-Sul. O tema é sugestivo: “Uma Odisséia neste espaço – Um encontro para pensar o encontro”. Vale a pena ler a filosofia na qual os organizadores se embasam.

O local escolhido, relativamente isolado, foi num acampamento na praia da Guarda do Embaú. Apenas três caminhos levam a ela, um deles, por mar. Até poucos anos atrás parte do Parque Nacional da Serra do Tabuleiro, a Guarda do Embaú hoje faz parte da APA do Entorno Costeiro e há muita pressão política para diminuir ainda mais a proteção ambiental de lá, como fica evidente na proposta do novo plano diretor da cidade, criado às escondidas.

Ainda assim, permanece um recanto quase intocado às margens da BR-101. Um recanto com séria problemática ambiental e também social, com uma comunidade tradicional de pescadores que dependem da pesca da tainha para tirarem seu sustento. Futuramente, planejam alguns administradores, ali poderemos ver prédios e todos os problemas de uma ocupação urbana voltada à especulação imobiliária. É triste imaginar que um dia a Guarda do Embaú possa ser apenas um resquício do que é hoje, abrigando vasta bio- e geodiversidades.

Para esse encontro, algumas surpresas. Estudantes de Florianópolis irão de bicicleta! E convidam a quem mais quiser ir para uma expedição de bike até a guarda.

O caminho será pelo sul da Ilha de Santa Catarina, pegando uma balsa até a Praia dos Sonhos, adjacente. Haverá duas viagens de ida, uma quarta às 12h e outra quinta às 8h. Para quem vai ao encontro, uma boa oportunidade de ir se encontrando e encontrando os demais junto a uma das maneiras de se locomover que provoca maiores encontros.

Está lançado o convite!

Obs.: a volta será por conta de cada participante, visto que a maioria irá permanecer para o EREB-Sul.

Palhoça: Pedestres em segundo plano no Aririú

O recorte de reportagem abaixo foi originalmente publicado no Jornal Notícias do Dia, versão de Palhoça, em 15 de dezembro de 2010 (pág. A2). A matéria, na íntegra, pode ser vista  em .png aqui.

Notícias do Dia - logo

Pedestres ignorados nas ruas

Lombadas. Motoristas aproveitam a falta de fiscalização e abusam da velocidade na área urbana

Há quase dois meses desligadas, as lombadas eletrônicas fazem falta para o processo de humanização do trânsito na área central e bairros de Palhoça, principalmente aos pedestres que transitam pela avenida São Cristóvão, no Aririú. Comerciantes e moradores locais reclamam da alta velocidade dos motoristas na via, aumentando os riscos de acidentes.

Aririú. Avenida São Cristóvão, a principal do bairro, não tem fiscalização contra motoristas apressados. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com relato de moradores, já houve dois atropelamentos desde que o equipamento parou de funcionar. “Às vezes, a gente tem que ajudar algumas pessoas mais velhas a atravessar, é um perigo”, relata Marilene da Silva Pinho, 36 anos. Segundo ela, até mesmo alguns motoristas de ônibus têm exagerado na velocidade. “Por causa da alta velocidade, eles nem param nos pontos para os moradores. Não dá tempo”, diz Marilene. Ela também reclama da ausência de faixas de pedestres.

Pressa. Marilene da Silva Pinto diz que nem os ônibus param no ponto. Foto: Washington Fidélis/ND.

A comerciante Ana Cláudia Truppel, 26 anos, também está insatisfeita com a situação. Segundo ela, a proximidade com um santuário faz com que a rua seja movimentada. “Eles querem que a gruta seja ponto turístico, mas não pensam na viabilidade disso”, comenta, insatisfeita. Ainda neste ano, segundo Truppel, foi solicitada à prefeitura a criação de um redutor de velocidade, a 100 metros da lombada eletrônica desligada. Atualmente, há uma placa indicativa no local, mas a lombada ainda não foi implantada.

Faixa. Ana Cláudia Truppel confirma que falta segurança aos pedestres. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com o superintendente de trânsito, Luiz Carlos Duncke, a previsão é de que as lombadas voltem a funcionar em janeiro do próximo ano [2010]. “Anteriormente, a população reclamava das lombadas, dizendo que eram caça-níqueis, agora todos reclamam para que voltem a funcionar”, diz. As 18 lombadas eletrônicas arrecadavam, em média, R$ 80 mil por mês. Para o próximo ano, mais 20 equipamentos devem ser instalados.

Continuam as pedaladas por terras sulinas

Já foi falado, numa postagem anterior, sobre ciclistas catarinenses que aproveitavam as férias para viajar e sobre pessoas de outros Estados que vieram conhecer a região Sul sobre duas rodas.

Agora, será feita uma atualização sobre a situação dos cicloviajantes, bem como a divulgação de novos passeios ciclísticos e empreitadas.

Documentário Floripa-Santiago

Confirmou-se a separação dos ciclistas do Documentário Floripa-Santiago em dois grupos. Os ciclistas que ficaram para trás voltaram a ficar sozinhos.

Desconhece-se o paradeiro dos ciclistas do curso de Ciências Biológicas da UFSC que também fazem percurso semelhante.

Abaixo, o vídeo dos ciclistas do projeto feito pelo Diário Catarinense.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

EcoAustral

Os ciclistas da Travessia Pacífico-Atlântico já começaram o novo projeto, batizado de EcoAustral. Eles partiram de Florianópolis rumo a Ushuaia, na província argentina de Tierra del Fuego. Entretanto, logo de cara a equipe já enfrentou desafios, que prometem ser maiores ainda durante o percurso. Acompanhe a aventura deles através do blogue http://ecoaustral2010.wordpress.com.

Veja abaixo o vídeo de promoção da empreitada anterior.

Rumo ao Fórum Social Mundial

Já partiram os ciclistas que pretendem ir de São Paulo rumo a Porto Alegre para o Fórum Social Mundial. Eles saíram da Praça do Ciclista, na capital paulistana, às 5h do dia 7 de janeiro de 2009.

Para acompanhar esse desafio, acompanhe o http://pedalfsm2010.wordpress.com.

Bicicletada na Lagoa da Conceição

Amanhã acontecerá a primeira Bicicletada em Florianópolis, saindo às 15h da R. Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa.

Aproveite a época do ano novo e renove-se, tire a poeira da bicicleta e contribua para o fortalecimento dos projetos de implantação de calçada e ciclovia na Lagoa da Conceição.

Italia Catarinense

Um grupo de cicloturistas italianos será recepcionado neste domingo, 10 de janeiro, em sua chegada em Florianópolis. Um grupo sairá da loja Della Bikes, em Florianópolis, às 13h rumo a Palhoça, onde os ciclistas encontrarão os italianos, que virão de Santo Amaro da Imperatriz, no posto entre a BR-101 e BR-282. De lá, eles virão margeando o mar de volta à Ilha de Santa Catarina. Qualquer um que quiser recepcioná-los será bem-vindo!

Para acompanhar a expedição dos italianos, siga o www.italiacatarinense.com.br.

Saiba mais:

Ciclistas viajarão de Florianópolis a Santiago para mostrar eficiência da bicicleta – sobre o Documentário Floripa-Santiago.
Grupo de estudantes fará expedição de bicicleta entre Chile e Argentina – sobre o EcoAustral 2010.

Veja também:

Ciclista já conheceu mais de 3000 cidades com a sua bicicleta

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