Prefeitura de Florianópolis volta a receber demandas de ciclistas

Neste primeiro sábado de julho foi realizada no bairro da Costeira do Pirajubaé mais uma edição da Prefeitura do Bairro, iniciativa na qual os cidadãos podem ter acesso direto com seus representantes do executivo e do legislativo, levando até eles demandas e necessidades das comunidades nas quais estão inseridos.

Nesta edição, mais uma vez houve demandas de ciclistas. Ao me verem com uma camiseta com o símbolo da bicicleta no peito, as pessoas já logo pediam por ciclovias na Costeira, sentidos pelo fato de que a única ciclovia que corta o bairro fica é quase inacessível por se localizar após as pistas da Via Expressa Sul.

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Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas – Em janeiro, a prefeitura ouviu propostas em evento no bairro Pantanal.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais

Está previsto para ser lançado em setembro a licitação do transporte coletivo. Ao mesmo tempo, esta tem sido foco constante de manifestações nas últimas três semanas. A Frente de Luta pelo Transporte Coletivo quer que seja revisto o modelo de funcionamento, visando à implantação da tarifa zero a todos os moradores. Independente da forma como for transcorrer o serviço de transporte de passageiros, existe uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina para que se veja a possibilidade de inclusão de racks para se levar bicicleta nos novos ônibus. A respeito disso, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) enviou em ofício, ainda em 2011, com sugestões para a implantação desses racks.

Foi exatamente uma cópia deste documento que eu levei ao secretário Valmir Humberto Piacentini. Ele gostou muito das sugestões, em especial dos racks dianteiros. Fiquei de re-encaminhar cópia deste ofício a ele e acredito que seja um item que será considerado na formulação da nova composição de empresas de transporte coletivo.

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Secretaria de Obras

O secretário João Amin (PP) poderia ter perguntado: “o que esse cara faz aqui DE NOVO?”. E, de fato, perguntou! Com a secretaria de Obras, como ciclistas, temos muitas coisas para conversar e a resposta tem sido, até agora, bem produtiva. Cumprimentei-o pelo início das obras da ciclovia na Lagoa da Conceição. Sobre essa pista ciclável, na R. Ver. Osni Ortiga, paira uma dúvida sobre os ciclistas. Ninguém ainda teve acesso ao projeto técnico-executivo da obra e algumas informações dão conta de que a ciclovia será em paver. O secretário falou que são muitas as compensações ambientais necessárias para tirar as obras do papel, como não poderiam deixar de ser as que mexem com as delicadas águas da nossa lagoa formosa.Entretanto, dependendo do paver, pode prejudicar a circulação de alguns modais cicloviários, como o patins e o skate, ambos em franco crescimento na cidade. Talvez algum outro tipo de concreto com maior porosidade possa ser utilizado nessa ciclovia. Como a primeira fase da obra envolve apenas o aterro e enrocamento, o secretário disse que iria ver se o piso da ciclovia poderia ser modificado.

Passamos a falar sobre o PAC Pavimentação. Recentemente, Florianópolis deixou de tentar captar um montante de R$ 3.624.883,16 para ciclovias. Segundo o secretário, entretanto, duas outras obras que incluem ciclovia foram pedidas. Uma é a R. Dep. Antônio Edu Vieira, no Pantanal, ainda envolta em discussão do projeto final. A outra é a revitalização da R. Padre Rohr, entre os bairros de Santo Antonio de Lisboa e Sambaqui. Apenas por curiosidade, existem duas versões para esse projeto. Na versão desenvolvida pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, considerada superior, está prevista a inclusão de ciclovia bidirecional com 2,5m de largura.

Para conhecer melhor os diversos projetos cicloviários que estão dentro da pasta, João Amin reiterou o trânsito livre que os ciclistas têm por lá e que podemos aparecer por lá para conhecer melhor as obras por lá encampadas.

Por fim, levantei novamente a solicitação da ViaCiclo pra a retirada das tachas luminosas nas faixas laterais da R. Dep. Antônio Edu Vieira, colocadas na última reforma da via e que vêm prejudicando o tráfego de ciclistas.

Câmara de Vereadores

Havia poucos vereadores nesta edição da Prefeitura no Bairro. Desta vez, falei apenas com o Vanderlei Farias, o Lela (PDT). O assunto não poderia deixar de ser outro: SC-405. Desde que foi inaugurada, a ampliação desse trecho do Rio Tavares, além de não resolver o problema de mobilidade – sequer passou perto -, teve aumento no número de acidentes com pedestres e ciclistas, que triplicaram. As soluções apontadas por ciclistas e moradores, um ano e meio após reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), ainda não foram tomadas. Nem ainda a licitação das lombofaixas e ciclovias foram relançadas! Além disso, passou-se o prazo dado pela justiça para a construção de ciclofaixa (seis meses, em junho de 2012) e, após, ciclovia (um ano, em dezembro de 2012). Além disso, o projeto feito era para obra emergencial e até mesmo ele tem sua validade e eficácia questionada devido a essa nova demora.

O vereador afirmou que já falou sobre isso três vezes na Câmara. Ainda assim, não houve um movimento por parte do órgão estadual responsável, o DEINFRA. Sendo assim, novidades ruins podem surgir para os moradores a qualquer instante.

Prefeitura Municipal

Alguns dos assuntos mais importantes foram tratados diretamente com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). O primeiro foi sobre a possível influência da lei da paisagem no sistema de aluguel de bicicletas. Em 2012, foi sancionada pela Câmara Municipal uma Lei da Paisagem, a LCM 422/12. Essa lei apresentou vários problemas legais e jurídicos, tanto que foi movida Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Os itens que tratam tanto de anúncios em bicicletas quanto em motocicletas infringem normativas federais, por exemplo. Independente disso, um novo projeto de lei está sendo elaborado pelo executivo.

Quando questionado sobre como isso influenciaria no sistema de bicicletas coletivas que a cidade pretende implantar, ele foi taxativo: “Isso não influencia de forma alguma!”. O artigo que salvaguarda o Floribike é o art. 46, que trata das inovações.

Perguntei-lhe também sobre a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa e a Pró-Bici. Esta última tem sofrido pressões para mudança de composição, visando à diminuição da participação popular, com menor número de membros dos diferentes movimentos do ciclismo municipal, e aumento do número de cadeiras de órgãos públicos, alguns dos quais não aparentam apresentar capacidade técnica e/ou funcional para tratar a bicicleta como componente da mobilidade urbana. Sobre a Pró-Bici, o prefeito afirmou que mantém constantes conversas com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira Filho. Para minha surpresa, apresentou um dado importantíssimo: na proposta de reformulação da administração pública, está prevista a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa, promessa de campanha e primeiro item do Termo de Compromisso com os Ciclistas de Florianópolis.

Além disso, sobre o convite para pedalar com o Bike Anjo Floripa, o prefeito lembrou do acidente com a estudante de Oceanografia da UFSC e solicitou para colocar em sua agenda ainda durante esta semana um horário.

Secretaria de Administração e Previdência

Ao secretário Gustavo Miroski, não podia deixar de perguntar sobre uma das maiores dúvidas que pairam sobre a cabeça dos ciclistas da cidade: a quantas anda as bicicletas públicas. Ele afirmou que fora feito alguns pedidos de impugnações, mas que o processo estava rolando e que, até o final deste mês, ele iria ter continuidade.

Fabiano Faga Pacheco

Carta dos alunos da Oceanografia à Reitoria

Os alunos da Oceanografia entregaram nas mãos do chefe de gabinete da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Antonio Oliveira Vieira, na tarde da última sexta-feira, 5 de julho uma carta com reivindicações em relação à postura da instituição diante das situações que levaram à morte da estudante Lylyan Karlinski Gomes, na última segunda-feira, 1º de julho.

Confira na íntegra a nota à imprensa, que também pode ser acessada em PDF.

Nota à imprensa

Na manhã do dia 5 de Julho de 2013, os alunos do curso de Oceanografia, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, escreveram e entregaram à Reitoria uma carta solicitando uma audiência com a vice-reitora, para discussão do seguinte conteúdo:

Vimos por meio deste instrumento manifestar nossa indignação com a péssima mobilidade urbana e segurança que circunda nossa instituição e que levou à tragédia ocorrida esta semana, em um dos acessos do Campus, com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes. Neste momento, mais do que a dor da perda, sentimo-nos na responsabilidade de reivindicar o amparo da Reitoria à nossa causa e solicitar uma audiência com a Vossa Senhoria. Abaixo, propomos algumas das pautas a serem discutidas.

1 – Construção, adequação e revitalização das sinalizações horizontal e vertical, que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas tanto na UFSC quanto em seu entorno, num prazo de, no máximo, 6 (seis) meses a partir encerramento do semestre letivo 2013.1. Para as adequações da rótula da Praça Santos Dumont um prazo máximo de até dia 19 de Julho de 2013.

2 – Acesso imediato ao projeto de mobilidade da UFSC, finalizado e aprovado em Dezembro de 2012, financiado pelo Banco do Brasil (com valor estimado em 2.1 milhões de reais) e que prevê também construções de bicicletários, o qual foi mencionado pelo chefe de gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, na última Quarta-feira 4 de Julho de 2013, no prédio da Reitoria, durante a manifestação dos alunos do curso e ciclistas.

3 – Participação de alunos na comissão deliberativa do projeto da duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

4– Apoio à produção e divulgação de campanhas que promovam a correta utilização das vias utilizadas por pedestres, ciclistas e automóveis no interior no entorno do campus universitário, através da gráfica, editora e imprensa da universidade, conforme compromisso assumido pelo chefe de gabinete da Reitoria no dia 4 de Julho de 2013.

5 – Transferência das verbas destinadas aos estacionamentos da UFSC para projetos que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas. Restrição e/ou diminuição dos estacionamentos da universidade.

6 – Trocar e aumentar o número de estacionamentos de bicicleta da UFSC pelos do modelo aprovado pela prefeitura, num prazo máximo de 1 (um) mês a partir encerramento do semestre letivo 2013.1.

7 – Instalação de lombadas nas entradas do campus universitário.

8 – Formação de uma comissão emergencial que discuta mensalmente e aponte soluções para, pelo menos, os pontos acima listados.

Solicitamos que a data desta audiência seja dia 12 de Julho de 2013.

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Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas

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No último sábado de janeiro, a Prefeitura Municipal de Florianópolis recebeu mais de 300 reivindicações de seus cidadãos. Pela quarta vez em 2013, a “Prefeitura no Bairro” aproximou políticos e moradores na tentativa de aprimorar a gestão pública e conhecer mais de perto os anseios de quem habita a capital catarinense.

Em duas das versões anteriores, em Canasvieiras e no Campeche, já tinha havido reivindicações por parte de pessoas que andam de bicicleta. Dessa vez, no bairro Pantanal, eu fui lá levar diversas demandas dos mais variados segmentos ciclísticos para serem apreciados pelos secretários, vereadores e pelo chefe do Executivo. De bicicleta, pouco após às 10h30, cheguei à tenda montada no terreno da Eletrosul.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria do Continente

O atual secretário João Batista Nunes (PSDB) reconheceu-me logo de chegada. Propus-lhe um planejamento de curto, médio e longo prazo para a melhoria das condições ciclísticas nos bairros não-ilhéus.

A curto prazo, pode-se realizar a instalação de bicicletários adequados em parques e prédios públicos, além de se realizar os acessos à única ciclovia urbana da região, a Av. Poeta Zininho (Beira-mar do Estreito). Por incrível que pareça, a obra, inaugurada no último aniversário da cidade após anos de construção, não contempla os acessos à ciclovia em seu começo nem em seu final.

Para médio prazo, a retirada da gaveta de projetos como a revitalização da orla de Coqueiros, por sinal uma das promessas de campanha do ex-prefeito Dário Berger (PMDB), e o aproveitamento dos estudos cicloviários feitos por técnicos holandeses possibilita uma ampliação importante da malha cicloviária em uma região densamente ocupada.

Por fim, o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis (Floribike) pode sofrer sua primeira ampliação agregando a porção continental e a definição de pontos de aluguel de bicicletas por lá é uma medida de longo prazo que pode, desde já, tomar forma.

O secretário afirmou que no final de fevereiro pretende se reunir com o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e com ciclistas para alavancar a questão.

Secretaria de Obras

O secretário de Obras e vice-prefeito João Amin (PP) recebeu de braços abertos para poder falar sobre diversos problemas que hoje afligem os ciclistas de Florianópolis.

Primeiramente, entreguei cópia de um ofício da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) solicitando a retirada das tachas laterais da R. Dep. Antonio Edu Vieira, a principal rua do Pantanal. Instaladas após o asfaltamento da via, esses refletores instalados na linha branca próxima ao meio-fio são desnecessários, não cumprindo função para o tráfego automotor, mas prejudicando enormemente o fluxo de ciclistas. Em determinados locais, os ciclistas chegam a perder 40cm de uma faixa onde poderiam transitar, tendo que conduzirem suas bicicletas mais para o meio da rua, colocando-se em risco maior e prejudicando, também, o fluxo de automóveis. Na véspera mesmo, minha caramanhola caíra da bicicleta por causa da trepidação que essas tachas ocasionam.

Tratando ainda do Pantanal, solicitei uma revisão do projeto de pseudoduplicação da R. Dep. Antonio Edu Vieira, que certamente mais afetar negativamente o tráfego de ciclistas e pedestres.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Sobre o bicicletário do Campeche, cujos paraciclos são sofríveis, a resposta foi rápida: “Vamos arrumá-los!”, falou. Um dos técnicos da Obras ao seu lado, afirmou que eles não haviam encontrado um modelo para o Brasil, tendo tido bastante dificuldade em definir um estacionamento de bicicletas melhor. Falei-lhe sobre o modelo padrão de Florianópolis, no qual chega a caber mais bicicletas, no mesmo espaço ocupado pelos paraciclos atuais, e com um custo aproximadamente igual.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

A reformulação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também foi motivo de conversa, visto que é quase certa a presença alguém da secretaria de Obras nela.

O secretário pediu ajuda para a resolução dos problemas com as ciclofaixas na região central, dispôs-se a receber-me e a um grupo variado de ciclistas em sua secretaria e afirmou que em finais de fevereiro vai tratar com o IPUF sobre os projetos que já existem lá para poderem ser implantados em Florianópolis.

A legislação municipal, que prevê a implantação de pista ciclável em todas as novas ruas de Florianópolis, foi tema de debate também. Desrespeitada veementemente pelo governo anterior, e Lei Complementar Nº 78/2001 foi sancionada pela mãe do atual vice-prefeito, Angela Amin.

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

Por uma questão de viagem do titular Dalmo Vieira Filho, Rodolfo Matte ocupou-se em ouvir os moradores pela SMDU e por suas divisões e autarquias, incluindo a Secretaria Executiva de Serviços Públicos (SESP), a Fundação de Meio Ambiente (FLORAM) e o IPUF.

Levei-lhe ao conhecimento este artigo sobre as ciclofaixas de lazer, contendo diretrizes para que a implantação do projeto tenha sucesso.

Relembrei também um pedido de ciclistas que fora prometido ser cumprido até outubro do ano passado: a instalação de placas de advertência para a manutenção da distância de 1,5m do ciclista nas pistas com mais de uma faixa de rolamento por sentido.

Falamos brevemente sobre a Pró-Bici, situada dentro do IPUF, que pode contribuir enormemente para a ampliação decente das pistas cicláveis em Florianópolis.

Câmara de Vereadores

O vereador Celso Sandrini (PMDB) é um dos apoiadores do processo de revitalização da Caieira da Barra do Sul e da Taperinha, em projeto que prevê a implantação de ciclovias, calçadas e áreas verdes. Afirmou que a comunidade está ansiosa pelo projeto. Disse ainda que as pessoas de seu gabinete estão em férias e que após fevereiro vai agendar reunião no IPUF para essa revitalização e para a implantação da Casa Açoriana.

Prefeitura Municipal

Fui o penúltimo a conversar com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). Levei-lhe o convite de campanha do Bike Anjo Floripa de pedalar na cidade com integrantes do grupo, ao que disse com honestidade a uma assessora: “Tou devendo isso. Foi compromisso da campanha ainda. Anota aí! Estou precisando mesmo pedalar um pouquinho.”

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Sobre o edital do Floribike, que estava em sua mesa pronto para publicação, afirmou que estava encaminhando para a área jurídica tudo o que havia sobre editais e licitação. Por sinal, poucos dias depois, uma reunião foi agendada pela administração municipal para dar encaminhamento ao projeto.

Por fim, sobre a necessária atualização da Pró-Bici, disse-lhe que uma proposta de composição deve chegar em suas mãos em março, permitindo agilidade nos processos que envolvem a circulação de bicicletas

Fabiano Faga Pacheco

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Prefeitura no Bairro recebe grande público no Pantanal

Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 28 de setembro de 2011. Você também pode também ler a matéria no site do ND aqui . As pequenas correções foram feitas direto no texto.

Florianópolis terá serviço de aluguel de bicicletas em novembro de 2012

Projeto será semelhante ao do Rio de Janeiro conhecido como Samba.

Seguindo o exemplo de cidades como Paris, Barcelona e Rio de Janeiro, a Capital de Santa Catarina passará a oferecer aluguel de bicicletas na região central da cidade e nos bairros Agronômica, Trindade, Itacorubi e Córrego Grande. O Floribike terá 111 estações e 1.395 bicicletas. A expectativa é de que o serviço passe a operar em novembro de 2012.

O primeiro passo para implantação foi dado nessa quinta-feira com o anúncio do projeto e da audiência pública que definirá o conteúdo do edital de licitação. De acordo com a diretora de planejamento do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves da Silva, serão necessários seis meses para definir o edital, habilitar as empresas canditadas e anunciar a vencedora. Depois disso, são mais oito meses para implantação.

A diretora de planejamento explica que o Floribike funcionará por concessão, ou seja, a prefeitura cederá o espaço público para instalação das estações e a empresa vencedora arcará com os custos dos equipamentos. Os pontos de aluguel de bicicletas já foram definidos, no entanto, ainda não se sabe qual tecnologia será utilizada e qual será o valor do aluguel.

No entanto, Vera Lúcia lembra que o Floribike será semelhante ao sistema de aluguel de bicicletas do Rio de Janeiro, implantado em 2008 e conhecido como Samba (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicleta de Aluguel). Nele, o usuário ganha os primeiros trinta minutos de uso e partir daí paga R$ 10 pela diária, R$ 30 pela semana e R$ 350 para o ano inteiro. Na maioria dos casos, o pagamento é feito com cartão de crédito.

Meta é desafogar o trânsito

Entre os benefícios do aluguel de bicicletas para a mobilidade urbana de Florianópolis está a diminuição do uso do carro e do ônibus em pequenas distâncias (em um raio de 5km). “A pessoa usa o veículo para as longas distâncias, como do Norte ao Centro ou do Sul ao Centro, e na região central se descola de bicicleta”, comenta Vera Lúcia.

O Floribike foi dividido em dois núcleos: o central e o universitário. O primeiro terá 66 estações e 830 bicicletas e inclui pontos como o Ticen (Terminal de Integração do Centro) e ruas e avenidas como Beira-mar, Bocaíuva, Almirante Lamego, Othon Gama D’eça, Mauro Ramos, Rio Branco, Paulo Fontes e Felipe Schimidt.

Já o núcleo universitário, que engloba os bairros Itacorubi, Córrego Grande e Trindade, terá 45 estações com 565 unidades e inclui ruas e avenidas como Gov. Irineu Bornhausen, Lauro Linhares, Titri (Terminal de Integração da Trindade), rodovia Ademar Gonzaga e avenida Madre Benvenuta (Udesc).

Pontos de aluguel de bicicletas

Núcleo central (66 estações com 830 bicicletas)

– Av. Beiramar (trapiche) – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva/Almirante Lamego – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Prof.Othon Gama D’eça – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beira-mar – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Trompowsky– 1 estação de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva (entorno do Shopping Beiramar) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beiramar (Entre a Avenida Rio Branco e a Rua Des. Arno Hoeschl) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Desembargador Arno Hoeschl – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco (próximo ao Angeloni) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Prof. Othon Gama D’eça – 2 estações de 10 unidades.
– Avenida Rio Branco (1° Regimento da Polícia Militar) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Santo Inácio de Loyola – 1 estação de 15 unidades.
– Largo Benjamin Constant – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Adolfo Konder– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Encontro com a Rua Hoepcke) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Rodoviária Rita Maria) – 3 estações de 25 unidades.
– Rua Padre Roma – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Felipe Schmidt (Largo Fagundes) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Osmar Cunha – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Deodoro – 2 estações de 10 unidades.
– Largo da Catedral – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Marechal Guilherme – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Getúlio Vargas – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Federal de Educação) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Acesso ao Ticen) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Governador Gustavo Richard – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Procurador Abelardo Gomes – 2 estações de 10 unidades.
– Terminal Urbano de Florianópolis – 2 estações de 15 unidades.
– Praça Tancredo Neves – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Hercílio Luz (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.

Núcleo universitário (45 estações com 565 unidades)

– Av. Beira-mar (Praça Governador Celso Ramos) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Beira-mar (Praça República da Grécia) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Rui Barbosa – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen (Teatro do CIC) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares – 1 estação de 15 unidades.
– Titri – 2 estações de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Willian Richard Schisler Filho – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Madre Benvenuta (Udesc) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Amaro Antônio Vieira – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Henrique da Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Madre Benvenuta – 2 estações de 10 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga (Celesc) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Esquina com a Av. Madre Benvenuta) – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Ademar Gonzaga (Entre a Rua Vera Linhares de Andrade e Avenida Buriti) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Praça Santos Dumont) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Delfino Conti – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Henrique as Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Parque Ecológico Córrego Grande) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Encontro com a Rua Mto. Aldo Krieger) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Cap. Romualdo de Barros – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Edison P. do Nascimento – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Dep. Antonio Edu Vieira (Eletrosul) – 1 estação de 15 unidades.

Aline Rebequi

Saiba mais:

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Veja também:

(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias
(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

UFSC avaliará projeto de revitalização do Pantanal

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 16 de dezembro de 2010 (pág. 5). Você pode ler a reportagem em .pdf aqui ou, então, acessar a prévia no próprio site do ND aqui.

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UFSC avalia obras na Edu Vieira

Revitalização. Projeto depende de cessão de área da instituição

Na tarde de ontem, o vice-prefeito, João Batista Nunes, e o secretário municipal de obras, Luiz Américo Medeiros, entregaram ao reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Álvaro Prata,  cópia do projeto  da duplicação e revitalização da rua Deputado Edu Antônio Vieira, no bairro Pantanal. Para que a licitação seja reaberta, depois que o Tribunal de Contas de Santa Catarina suspendeu o processo em novembro devido a irregularidades, a universidade precisa fceder uma área de cerca de 15 mil metros quadrados, onde ficaria uma nova faixa da rodovia.

“O projeto, que já está aprovado desde 2001, prevê a duplicação da pista e revitalização até a Eletrosul, com implementação de calçadas, ciclofaixas, entre outros serviços. O mesmo deve ocorrer até o Armazém Vieira, porém, neste trajeto, o trânsito será binário, em sentido único. Quem trafega do shopping Iguatemi deverá passar pela Carvoeira para chegar à Expressa Sul. Mas quem anda do Sul da Ilha pode seguir normalmente”, explica Nunes.

João Carlos Fagundes, professor da UFSC, preside a comissão que estuda a viabilidade do projeto. Segundo ele, a cessão do terreno é avaliada junto à prefeitura. “Existe a intenção de ceder, mas estamos discutindo algumas condicionantes. A instituição cresceu muito nos últimos anos e este é um espaço que perderemos. Mas sabemos que, ao ceder, contribuiremos para solucionar problemas da comunidade em que a UFSC está inserida”, acrescenta. Ele diz que no início do próximo ano a UFSC deverá ter uma posição sobre o impasse.

Deputado Edu Vieira. Comunidade está preocupada com trajetos mais longos. Foto: Daniel Queiroz/ND.

Moradores não aceitam projeto apresentado

Na início desta semana, ocorreu uma audiência pública entre moradores do Pantanal e prefeitura para discutir o projeto. “Apresentamos o projeto aos moradores. Eles deram algumas sugestões e fizeram críticas construtivas que vamos avaliar”, afirma o vice-prefeito. Segundo João Rogério da Cunha, presidente do Conselho Comunitário do Pantanal, os moradores não aceitaram o projeto como foi apresentado.

A principal preocupação é com o transporte público, que perde muito com o projeto atual. “Para fazermos um trajeto que hoje levamos 5 minutos, levaremos quase uma hora. Como o trânsito fica em mão única em um pedaço da via, precisaremos passar pela Carvoeira para chegar ao centro”, diz. Ele salienta que os moradores não perderão com o projeto, mas terão de se adaptar.

Emanuelle Gomes

Florianópolis: Pantanal terá ciclovia

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 14 de dezembro de 2010 (pág. 27). Você pode ler a matéria no site do DC aqui. O único equívoco foi corrigido no decorrer do texto.

Será que tem solução?


DUPLICAÇÃO

Via receberá investimento

Audiência discute soluções para tráfego intenso na Rua Deputado Edu Vieira, em Florianópolis

A duplicação e revitalização da Rua Deputado Edu Vieira, no Bairro Pantanal, em Florianópolis, foi tema de uma audiência pública ontem. Moradores, representantes do município e especialistas em mobilidade urbana se reuniram para tratar da obra que promete resolver o problema do tráfego na região.

A via, que recebe diariamente 37 mil veículos que seguem em direção à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ao Norte, Leste, e Sul da Ilha, deve ganhar mais duas pistas, ciclovia, acostamentos e passeios. O projeto, orçado em R$ 5,8 milhões pela prefeitura, prevê a duplicação de um trecho de um quilômetro, entre os trevos da Eletrosul e da UFSC. Os outros 900 metros seriam revitalizados, com substituição de calçadas e nova pavimentação.

Mas alguns entraves impediram que a de licitação, aberta no início de outubro, seguisse adiante e as obras começassem em dezembro. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o edital por irregularidades no processo. Um deles seria a falta de estudo de tráfego e projeto de desapropriação na região.

Ontem, na audiência, o secretário de Obras da Capital, Luiz Américo Medeiros, disse que se o processo for retomado em janeiro e tudo der certo na desapropriação do terreno da universidade, as obras devem começar no primeiro semestre de 2011. O prazo previsto para a entrega do serviço é de um ano.

Os moradores apresentaram projeto alternativo, que prevê a adoção experimental de mão única na Edu Vieira, sentido Armazém Vieira-UFSC. A volta seria pela Rua Capitão Romualdo de Barros, na Carvoeira.

Audiência pública tratará a revitalização do bairro Pantanal

Vai ser realizada nesta segunda-feira, 13 de dezembro, uma audiência pública no Conselho Comunitário do Pantanal, na Rua Dep. Antônio Edu Vieira 967,  às 19h, para tratar da revitalização desta que é a principal rua do bairro. Devem estar presentes representantes da Secrtaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, a Secretaria Municipal de Obras e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A posição dos ciclistas quanto à revitalização da dita rua é clara: a legislação deve ser cumprida e a via deve ser dotada de infraestrutura cicloviária, como previsto nos projetos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF). Note-se também a ausência deste órgão na audiência pública. O projeto de engenharia deve ser apresentado às 19h45min, entretanto não foi feita menção ao projeto urbanístico no convite da audiência, embora este possa estar incluído no Projeto de Transporte Público no Binário e Entorno.

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Qualquer pessoa interessada no assunto pode participar da audiência pública. Exerça a sua cidadania. Contribua para o futuro da sua cidade.

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