Bicicletada Floripa de março uniu ciclistas de vários grupos e matizes

Em muitas das cidades em que ocorre, a Bicicletada costuma ser uma confraternização de diversos grupos de ciclistas, com diferentes afinidades e objetivos. Em Florianópolis, excetuando-se em situações excepcionais, como em pedais unificados ou nas tristes ocasiões de instalação de bicicletas-fantasmas, essa união de que se move sobre duas rodas não costuma ocorrer.

Não costumava. Desde o começo do ano, a Bicicletada Floripa tem sido constituída por uma profusão de pedalantes com características bastante distintas entre si. E em março essa situação ficou bastante evidente.

Teve ciclista de grupo de pedal noturno, cicloativista de carteirinha, cicloturista. Teve bicicleta fixa, moutain bike, speed, bmx, urbana e até mesmo bicicleta de supermercado! Teve ciclista hipster, bike polista, bike anjo. Teve ciclista de associação e cicloanarquista. Teve até ciclista que se fez de Bob Marley!

Teve ciclista dos Ingleses, do continente e do Morro das Pedras. Teve ciclista mecânico e cicloempreendedor. Teve ciclista que estava desde o começo e ciclista que entrou no caminho. Teve alegria e teve diversão.

Marcada para iniciar às 19h, a Bicicletada Floripa saiu com mais de duas horas de atraso. Mas foi por um bom motivo. As gêmeas Josi e Josi, que haviam chegado na capital catarinense havia apenas duas semanas, iriam inaugurar as suas bicicletas. Compradas numa grande rede de supermercados, estavam em condições impróprias para uso. Coube ao coletivo Guerrilla Bike mostrar por que os caras que promovem oficinas comunitárias são feras no uso das biciferramentas.

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Sem lideranças – e como poderia haver com essa junção da ciclodiversidade? -, a definição do caminho foi demorada, mas ajeitada. No final da noite, eles teriam passado pela Av. Madre Benvenuta, Rodovia Admar Gonzaga, R. João Pio Duarte Silva e Av. Dep. Antônio Edu Vieira.

Sim, o trajeto era curto. Mas a noite também se aproximava para o fim, assim como certamente será o uso das magrela atuais das Josis. Se a noite permitisse, seguir-se-ia até o Pomar dos Ciclistas, na Via Expressa Sul.

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Mas nem tudo são flores. Assim como nenhuma Bicicletada é igual à outra, nesta estariam reservadas algumas surpresas. E nem se fala das surpresas negativas com maus motoristas, como um que tentou jogar o carro contra ciclistas na frente da FIESC, advindo de uma via coletora, ou ainda o absurdo que o Fiat negro de placa MIJ 4939 fez próximo ao Parque Ecológico do Córrego Grande, quase atingindo um veículo ao andar na contramão.

Situação comum neste ano, a Bicicletada Floripa tomou as ruas. Ao menos quarenta ciclistas, em algum momento, estiveram pedalando nesta edição da Massa Crítica. Enquanto um anjo passava orientações para uma das Josis e Bob Marley fazia sair um som de sua magrela, as ruas eram completamente tomadas. Por vezes, abria-se espaço para a passagem de motociclistas e de motoqueiros. Em um trecho carente de transporte coletivo, apenas duas vez se fez necessário abrir espaço para a passagem de veículos, sendo apenas um ônibus a passar.

Se as ruas são como vasos sanguíneos, as artérias de Florianópolis estão entupidas. A angiogênese não vai ser solução se a cidade não repensar seu modelo de transporte. Abertura de novas vias serão novos caminhos para as gorduras que poluem esse organismo vivo. Não há hematose que dê conta de tamanha saturação de CO2!

Já passava das 23h quando a chuva começou a apertar. Faltavam ainda cerca de dois quilômetros para o pomar. Não houve jeito e a decisão foi por se abrigar. E pela primeira vez em sua história a Bicicletada acabou… em um posto de gasolina! Um posto tão amigo dos ciclistas que as bombas de ar comprimido só funcionam mediante pagamento. Não que isso fosse um problema. Entre o octano e o álcool, a opção pelo etanol do estabelecimento ao lado fez com que mal se percebesse a benção aguada de São Pedro, que acabou por fazer com que mais ciclistas ainda partilhassem desse momento sublime que é a Massa Crítica.

(Vídeo) Ghost Bike Róger: “Simplesmente vidas, sendo, novamente, perdidas”

As belas imagens do Felipe Munhoz e as belas palavras de desabafo do Fabiano Faga na homenagem ao ciclista Róger Bitencourt na instalação da Bicicleta Fantasma em sua memória.

“Em um domingo de verão, dia de sol como há meses não se via em Floripa, centenas de pessoas deixaram de fazer o que gostam, para pendurar uma bicicleta branca em um poste da SC 401, local do assassinato do ciclista Róger Bitencourt, por um motorista bêbado.

O que buscam essas pessoas, não é muito, pelo contrário, buscam condições mínimas de mobilidade, de forma segura e humana.

O que parece simples está infelizmente longe de ser atingindo, devido a uma parcela raivosa da população e pela omissão das instituições públicas.

A morte do Róger se tornou notória, devido à forma brutal e banal que ocorreu, também em um domingo, fazendo o que gostava, pedalando com os amigos, no acostamento da SC 401, às 10 horas da manhã.

Apesar disso, a bicicleta, por ser mais humana e, portanto, mais frágil que um carro, de forma alguma é mais perigosa.

Perigosas, são as altas velocidades que matam motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres.

Mortes não deveriam ser toleradas no trânsito, simplesmente porque poderiam ser facilmente evitadas.

Usuários de bicicleta sabem disso, e não toleram nenhuma morte, por isso estão nas ruas e não vão sair de lá.”

Felipe Munhoz

Massas Críticas catarinenses – outubro de 2015

Véspera de Dia das Bruxas e os 13 anos da Bicicletada Floripa parecem não terem sido suficientes para uma mudança radical.

Apenas soluções paliativas são tomadas e, enquanto isso, Gabriéis tombam no asfalto cinzento. Mais significativo ainda foi o fato de Gabriel ter participado do Dia Mundial Sem Carro apenas duas semanas antes de seu tombo. Quantos outros de nós teremos que tombar antes de a segurança virar prioridade?

Só em Florianópolis, Gabriel foi o décimo a ser transmutado numa bicicleta branca, que hoje marca a paisagem da Via Expressa Sul. Enquanto isso, as ações são poucas – e as conversas para as soluções permanentes seguem seguindo.

Florianópolis cumpriu parcialmente a exigência de um Termo de Ajustamento de Conduta e, após 14 anos de obrigação perante a lei, contempla seus terminais com paraciclos. Inseguros ainda, mas paraciclos. Além disso, vai pintar e florear as ciclovias que não foram (re)pintadas ou devidamente ajustadas. Os diálogos sem fim se arrastam e agora abrangem o importante Plano Setorial de Mobilidade, já atrasado. E as ações se arrastam. R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa da Conceição, que começou há 3 anos, ainda não tem previsão concreta para seus últimos porcos 200 metros. A Av. Gov. Ivo Silveira, do Estreito a Capoeiras, ainda não vê sinal de ciclovia.

E assim vamos indo pra distante de Pasárgada – uma terra de sonhos!

O efeito colateral é único: a permanência das Massas Críticas/Bicicletadas em cidades catarinenses.

Enquanto as inações continuarem a existir, as Bicicletadas irão existir.

Confira onde ocorrerão as Massas Críticas catarinenses de vésperas de Dia das Bruxas (e Dia do Saci)!

Brusque

Brusque 2015-10-30

Florianópolis

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Florianopolis 2015-10-30Arte: Rafael Lapa Valgas

Após a Bicicletada, haverá o 2° AlleyCat Floripa, como primeiro evento da edição florianopolitana das Fixolimpíadas!

Florianopolis 2015-10-30 Alleycat Fixolimpiadas

Joinville

Joinville 2015-10-30

Massas Críticas Catarinenses – setembro de 2015

Setembro é o mês da mobilidade. Mas é também o mês da primavera a desabrochar.

E em setembro desabrochou no coração dos ciclistas o sentimento contido. Aquele sentimento de que ele pode fazer algo mais.

Setembro não teve ação por parte do poder público, em uma incrível demonstração de inação que o persegue sem sair do lugar. Quem tem o poder parece não ter a vontade. E quem tem vontade não tem o poder.

Projetos simples e eficientes, como o Bicicleta na Escola, estamparam comoventes manchetes.

Projetos de estado, aqueles que ultrapassam governos, entretanto, simplesmente caminharam em marcha lente. O do “bike rack” resolveu dar seguimento sem a Procuradoria da Câmara chamar os ciclistas, apesar de numerosas tentativas de reunião. A lei dos 20% do Fundo de Trânsito para o sistema cicloviário ainda não deu entrada na casa legislativa. Perdeu o prefeito a última grande oportunidade de fazer média com os ciclistas em um dia especial.

Dia 22 de setembro foi o Dia Mundial Sem Carro. Mas a Semana Municipal da Bicicleta começou bem antes, no dia 17. E os ciclistas logo tomaram conta de uma ampla gama de atividades de rua e de auditório. Teve lançamento de livro, Desafio Intermodal, Pedal Unificado, Pedala Rio Vermelho, festa – e isso que a semana ainda não acabou! A Bicicletada e o Pedal da Saúde completarão as últimas atividades no mês mais ciclístico do ano.

E se as pedivelas não movimentaram os pensamentos dos dirigentes, os músculos dos ciclistas seguem incansáveis. Mas para ajudar a cidade a ir para frente, sempre vale uma forcinha: são 3 os abaixo-assinados que hoje correm por Florianópolis, pedindo por melhorias ciclísticas.

Se a ‘pressão’ é grande, há quem desande. Enquanto uma mídia local se deu mal – por criticar o cicloativismo mentindo para os seus leitores -, a mídia oficial optou por falar, apesar de não muito agir. A prefeitura optou por recontar as novidades, embora a leitura valha pela boa causa e pelos dados sistematizados.

Em nível estadual, uma boa nova: passou a tramitar o projeto do Sistema Cicloviário Catarinense!

Outubro promete acalentar ainda mais o coração dos ciclistas catarinenses, fazendo-os mover ainda mais em busca de um futuro mais ciclável, mais humano.

Enquanto ele não chega, confira as cidades onde haverá Bicicletada/Massa Crítica:

Brusque

Brusque 2015-09-25

Florianópolis

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Florianopolis 2015-09-25Arte: Larissa Dalpaz

Joinville

Joinville geral horiz

Rio Vermelho terá pedalada em prol de ciclovia

Um dos bairros com maior percentual de uso da bicicleta por mulheres e crianças em Florianópolis, o Rio Vermelho terá sua primeira pedalada visando a sensibilizar a gestão pública para a necessidade de calçadas adequadas e ciclovias em toda a Rodovia João Gualberto Soares e Rua Cândido Pereira dos Anjos (Travessão).

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Arte: Angelo Silveira

A pedalada começará às 15h a partir da Casa de Cultura do Rio Vermelho, na Rua Luiz Duarte Soares. O trajeto passará pelo Travessão, no local em que foi instalada uma bicicleta-fantasma (ghost bike) em homenagem ao garoto João Victor, atropelado por um motorista embriagado em março do ano passado.

A pedalada faz parte das atividades da Semana Nacional do Trânsito e da Semana Municipal da Bicicleta. O percurso terá 7km de extensão, a serem percorridos em 1h, em ritmo leve.

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O desejo da comunidade por ciclovias já rendeu dois abaixo-assinados. Atualmente, uma ciclovia com pavimentação em paver foi finalizada após 6 anos de construção na parte norte do bairro. Além de ser inacessível a quem se utiliza de skate, patins e patinetes, questões de ego político têm dificultado a implantação de estrutura cicloviária ao longo de todo o bairro.

Massas Críticas Catarinenses – agosto de 2015

Agosto fez jus à sua sina. Mês desgostoso, viu uma inércia do poder público em relação aos meses anteriores.

Mesmo com o esforço dos ciclistas, as ciclovias velhas de Florianópolis estão demorando a ficarem como novas.

Mesmo com o esforço dos ciclistas, não foi dessa vez que o Floribike tomou forma.

Apesar do apelo dos ciclistas, não foi neste mês que nossas ciclovias foram implementadas.

Apesar do apelo dos ciclistas, não foi dessa vez que a Câmara de Vereadores cumpriu seus prazos de tramitação de projetos.

E já faz 2 anos que Everton Luiz Machado perdeu a vida em Ratones no mesmo mês de agosto.
Há 3, José Lentz Neto falecia em local onde só agora estão construindo uma ciclovia.
Há 7, Rodrigo Machado Lucianetti não resistia a um motorista embriagado que ainda hoje segue impune.

Ghost bikes presentes com poder público ausente.

Está na hora de mudar.

Essa é a razão de a Bicicletada existir!

Confira as cidades em que ela se fará presente:

Brusque

Brusque 2015-08-28

Florianópolis

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Arte: Germana Lopes Souza

Joinville

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Joinville 2015-08-28 horiz

Joinville 2015-08-28 vert

Escola do Rio Tavares promoverá passeio ciclístico

A Escola Básica Municipal João Gonçalves Pinheiro, localizada na Rua Silvio Lopes de Araújo, no bairro Rio Tavares, em Florianópolis, irá realizar neste sábado, 8 de agosto, um passeio ciclístico pelas ruas principais da planície do Campeche. A concentração começará às 8h, com saída prevista para às 9h. Participam da organização, além do professor Wladson Dalfovo e a sua Turma 81, a empresa de cicloturismo Caminhos do Sertão, o Bike Anjo Floripa e o projeto Bicicleta na Escola.

A pedalada, aberta ao público, faz parte de um trabalho integrado de desenvolvimento educacional, político e ambiental dos alunos, sem deixar de buscar um apelo da comunidade e dos governantes para o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte seguro, eficiente e não poluente.

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Florianopolis 2015-08-08 Rio Tavares

A planície do Campeche é um dos locais mais propícios ao pedalar de toda a Ilha de Santa Catarina. De formação sedimentar e com geomorfologia moldada pela erosão eólica, a região foi uma das primeiras bacias cicloviárias estudadas no país. Há quase uma década a geógrafa e hoje professora do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Camboriú Roberta Raquel propôs uma microrrede cicloviária abrangendo toda a região. Por todo o percurso pelo qual os alunos passarão deveriam haver ciclovias, de acordo com o Projeto Rotas Inteligentes, gestado desde 1997 pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

As ciclofaixas que existem hoje, na Av. Pequeno Príncipe e no trecho da SC 405 na Fazenda do Rio Tavares, foram construídas entre 2008 e 2010 e receberam muito pouca manutenção. Até o começo deste mês, havia trechos inteiros dessas ciclofaixas recobertas por areia. Em 2012, a Av. Campeche foi revitalizada, sem, entretanto, implantação de estrutura cicloviária. A SC406, apesar de ter uma emenda orçamentária para se buscar recursos da União, não tem sequer projeto técnico-executivo em formulação.

O que as crianças de hoje querem é mostrar que não pretendem relegar a bicicleta às suas aventuras pueris. Almejam sensibilizar população e políticos para que mantenham a segurança de usar a bicicleta sem que os seus futuros sejam postos em risco.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2015

Julho finda trazendo consigo o frio que teimou em não aparecer no inverno. Mas acalentou sensações mistas de esperança e desconfiança no coração dos ciclistas.

O Floribike prolonga mais um pouco seu fardo de ser o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo. Já são 8 anos do projeto à sua não execução. Mas não deve sê-lo por muito mais tempo. O adiamento, desta vez, foi pouco: para 25 de agosto é a abertura dos envelopes das empresas concorrentes!

Mas as mentiras continuam a permear a administração municipal de Florianópolis.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que foi feita ciclovia na Rua Dante da Pata, nos Ingleses.
Na realidade, na realidade… mesmo com espaço, só há linha branca nas laterais, onde carros ficam a estacionar.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que ciclovia na Rua Padre Rorh, em Santo Antônio de Lisboa há.
Mas omitiram, mas omitiram… que ciclofaixa não é ciclovia e que a Secretaria de Obras optou por um projeto pior e mais caro. Ao contrário da lei, pior para ciclistas e pior para pedestres.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que na revitalização da Av. Ivo Silveira haveria travessia elevada nas ortogonais à via, para facilitar ciclistas, pedestres e cadeirantes.
Mas mentiram, mas mentiram… porque isso lá não haverá!
E omitiram, e omitiram… que vão criar problemas de desenho urbano para poder com asfalto gastar.
(e danem-se pedestres e ciclistas, porque, embora a avenida vá ficar melhor do que hoje, poderia ser ainda mais!)

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… projetos para a revitalização das avenidas Jorge Lacerda e Waldemar Vieira. E, neles, ciclovia há.
Mas, como era de se esperar,
aos perfis viários analisar,
facilmente se há de notar
que muito se poderia melhorar.

Com as vias daquela largura
aos carros alta velocidade.
E aos ciclistas a amargura
de pista ciclável de tal finura
que se pensa que a mobilidade
é destituída de acessibilidade.

Um projeto melhor se poderia vislumbrar
se com duas rodas ou sola de pé
in loco se observasse
E na cidade reparasse.
Da mobilidade o foco no tripé
daria às ruas um novo olhar, um novo andar.

Ciclistas, pedestres, o coletivo
Será que ainda é difícil pensar nisso?

O lado bom é que ainda há esperança. E elas surgiram num vulto que não se omite. Melhorias à frente frente ao que já existe. Ciclovias recuperadas antes que tardias. E projetos de lei que visam a facilitar a vida do oprimido que não se cansa de pedalar.

Confira abaixo quando e onde os oprimidos catarinenses vão se unir para força adquirir.

Blumenau

Saída às 20h em frente à Prefeitura, na Praça Victor Konder.

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Brusque

Brusque 2015-07-31

Florianópolis

Concentração na pista de skate da Trindade. Saída às 20h.

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Joinville

Joinville 2015
Manifesto de Joinville

Na última terça feira (20), um jornalista alegou em sua coluna que Joinville tem “excesso de ciclovias”.

Nos próximos dez dias estará acontecendo o Festival de Dança em Joinville, um evento que rendeu apelido de “cidade da dança” ao município. Outros apelidos surgiram na história de Joinville, “cidade da bicicleta”, por exemplo, puro marketing usado para vender a cidade com “ar europeizado”, mas sabemos que nada disso corresponde com a realidade. 

Sabemos da precária infraestrutura de Joinville, não só para ciclistas, mas para pedestres, cadeirantes, deficientes visuais e para quem utiliza o transporte coletivo.

O Massa Crítica de Joinville acontece toda última sexta-feira do mês, é um evento que reuni ciclistas de toda a cidade, para promover a cultura do uso da bike, bem como, chamar a atenção para os problemas da mobilidade urbana, especialmente, a infraestrutura cicloviária. 

Pensando nisso, o Massa Crítica deste mês fará uma homenagem à “cidade da dança” e da “bicicleta”, com o número “A dança da bicicleta”.

Participe! Pegue sua zica e venha pedalar por uma cidade melhor!

A “cidade da bicicleta”, nunca foi a “cidade dos ciclistas”!

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Massas Críticas catarinenses – maio de 2015

Mês das mães, maio reservou gratas surpresas aos seus filhos ciclistas.

Após quase 2 anos sem novidades importantes, o Poder Público cumpriu o preságio aqui já falado. Houve movimentação, enfim! Florianópolis anunciou o novo edital para o Floribike, o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo! Estudado desde 2007 e com edital lançado em 2013, o Floribike vem com grande expectativas para a capital com a melhor qualidade de vida do país.

Além disso, novos paraciclos deverão ser instalados em terminais de integração de ônibus, após 5 meses de descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta e 14 anos de descumprimento de legislação municipal. E parece que mais novidades virão por aí em Florianópolis.

Seria o começo de uma nova mudança?

A mãe Maio parece ainda não concordar com isso. Sanou parte da vontade ciclística pontual de seus filhos, mas não o estruturou para melhor crescer. Continua a ignorar o planejamento, prejudicando o desenvolvimento de suas crias. Não pôde mandar seus ciclistas para a não criada Diretoria de Transporte Ativo, não abriu o diálogo com a quase defunta Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta – Pró-Bici e não inaugurou centímetros de obras ou de projetos de ciclovias, apesar dos anúncios recentes para o bairro José Mendes.

Maio, dessa forma, sabota os filhos, talvez até mesmo sem perceber.

Enquanto as cidades do Brasil e do mundo – excetuando-se por alguns vereadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, que de tanta besteira já viraram ícones folclóricos – protegem e bem planejam o futuro de seus ciclistas, Florianópolis e Santa Catarina continuam à mercê de uma gestão ainda ineficaz em assegurar aos pedalantes o mais básico direito à vida!

Que mãe Maio siga em paz e venha a namorada Junho, fazendo mais pessoas se apaixonarem por esse veículo de duas rodas que te mantém quente e em contato as demais pessoas ao seu redor.

Não serão as ações de Maio que abalarão o ímpeto juvenil das tão necessárias Bicicletadas catarinenses.

Confira abaixo em que locais elas acontecerão:

Brusque

Brusque 2015-05-29Florianópolis

Concentração a partir das 19h na pista de Skate da Trindade, com saída prevista para às 20h.

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Cidades catarinenses participarão de Bicicletada Internacional em prol de ciclovias

Soou estranho quando a promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE/SP), Camila Mansour Magalhães da Silveira, solicitou ao Tribunal de Justiça estadual para que paralisasse a construção de novas ciclovias no maior município do Brasil.

Afinal, São Paulo obtivera reconhecimento internacional havia poucos meses, sagrando-se vencedor da 10ª edição Sustainable Transport Award (Prêmio de Mobilidade Sustentável), concedido em Washington, nos Estados Unidos. O número de ciclistas nas avenidas com ciclovias e ciclofaixas têm aumentado, de acordo com as contagens da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (CicloCidade). E São Paulo, enfim, está tirando o atraso de histórico descaso para com os usuários que escolheram a bicicleta ou o ônibus para se locomover pela cidade – além de mais de 200km de ciclovias, a cidade implantou corredores de ônibus.

Também soou estranho o espaço dedicado aos dois principais jornais impressos do Estado para as críticas, por vezes infundada, contra as ciclovias da cidade. Um exemplo do papel dúbio da mídia pode ser bem expresso pela capa da Veja SP que estampava que o valor gasto com as ciclovias eram de R$ 650 mil/km. Além do valor real ser bem inferior (apenas R$180 mil, abaixo até das planilhas de custo para orçamento de projetos), a Vejinha colocou como exemplo de ciclovia aquela feita na Marginal Pinheiros pela administração estadual, governada pela oposição. Ciclovia segregada e com poucos acessos que não resistiu às chuvas de março. A atuação midiática merece uma análise à parte, mas o acompanhamento dos fatos e das notícias veiculadas na mídia impressa, virtual e televisiva já nos levam a questionamentos sérios em relação ao papel que a imprensa vem ocupando nesse debate.

A atuação do Ministério Público em prol de um veículo privado – e ineficiente em termos de mobilidade – levou os ciclistas às ruas de São Paulo. E não apenas às ruas, mas também ao próprio Ministério Público, que viu seus argumentos contra as obras atuais nas ciclovias serem quase todos desmentidos.

O apoio aos ciclistas paulistanos não tardou em chegar. Dezenas de cidades do mundo programaram Massas Críticas para esta sexta-feira, no que foi chamado de Bicicletada Internacional. O mote de quase todas elas é o mesmo: que as políticas públicas em prol da bicicleta não sejam apenas uma falácia, mas uma realidade!

Florianopolis 2015-03-27 Internacional ciclovias SP

Confira as cidades catarinenses que realizarão a sua Bicicletada em março de 2015.

Blumenau

 Blumenau volta a contar com sua Bicicletada. A saída será às 19h da Prefeitura, na Praça Victor Konder.

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Brusque

Brusque 2015-03-27

Florianópolis

Segunda mais antiga Massa Crítica do Brasil, Florianópolis não poderia ficar de fora da Bicicletada Internacional. A concentração tem início às 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

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Florianópolis contará também neste sábado com atividades gratuitas em comemoração aos seus 289 anos de emancipação política de Laguna. O Movimento Floripa de Bicicleta exposição de bicicletas antigas e palestras de bike fit, Cycle Chic, cicloturismo e mecânica básica.

Florianopolis 2015-03-29 Movimento Floripa de Bicicleta

Joinville

Março foi um mês negro para Joinville. Em uma mesma semana, dois ciclistas morreram atropelado na mesma rua. Esse fato ajudou a reagrupar a Bicicletada local, que ocorrerá hoje, a partir das 18h30, na Praça da Bandeira.

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15 razões para pedalar pelado em Florianópolis em 2015

Neste sábado, 14 de março, Florianópolis terá a sua quarta edição do World Naked Bike Ride (Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupas). A concentração terá início às 16h, com início da pedalada previsto para cerca de 18h. O roteiro será definido na hora pelos participantes, em ritmo leve e sonoro pelas ruas dos bairros da porção central da capital catarinense.

Conhecido popularmente no país como Pedalada Pelada ou Peladada, o WNBR tem como lema “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. O idéia é chamar a atenção das pessoas para a fragilidade do corpo humano, conscientizando motoristas a terem mais cuidado com a vida humana alheia no trânsito. A ausência de vestimentas refletiria a falta de proteção do ciclista, que não se vê envolvido por uma proteção metálica, como a carroceria de um automóvel, no caso de algum incidente de trânsito. No Brasil, a ampla maioria dos acidentes que têm a bicicleta como um dos veículos envolvidos não tem o ciclista como culpado.

Seguindo esse pensamento, durante o WNBR, quanto menos roupas o ciclista estiver usando, mais inseguro ele se sente com o transito da cidade. Na prática, como é normal em outras cidades do Brasil, a maioria acaba pedalando com roupas de baixo. Em Florianópolis, são muito mais as pessoas tiram tudo do que aquelas que não tiram nada.

Como é facilmente perceptível, um dos principais objetivos da Pedalada Pelada é chamar a atenção e levar à reflexão tanto de motoristas quanto do poder público, colaborando para que, assim, pedalar pela cidade seja mais seguro e agradável ao ciclousuário.

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Florianopolis 2015-03-14 WNBR

Se você ainda tem alguma dúvida quanto a participar ou não do evento, fornecemos abaixo 15 razões para você não deixar de participar da Pedalada Pelada em 2015:

1. Você pode!

Este artigo mostra claramente, com base na legislação, que nem toda nudez será castigada. Não há obscenidade e muito menos indicativo de promiscuidade ou ofensa alheia em se mostrar o corpo como ele é, sem conotação erótica ou sexual. Inclusive, em diversas cidades, pais levam seus filhos para mostrar como um evento desses realmente é: uma forma de protesto bem humorada e bem evidente, que não apela a baixarias e nem prejudica a autoestima ads pessoas, tão denegrida pelos padrões de beleza ditados pela indústria da moda. É, antes de tudo, um exercício de cidadania e de percepção e respeito às diferenças.

2. É um evento mundial

Como o próprio nome diz, o Passeio Ciclístico Mundial sem Roupas não ocorre só no Brasil. A data oficial para o Hemisfério Sul é o segundo sábado de março, embora, por alguma razão desconhecida, em 2015 ela tenha caído na primeira semana do mês em diversas cidades do mundo. O Brasil, entretanto, permaneceu fiel e, além de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro também terão sua edição da Pedalada Pelada neste sábado. Além dessas três cidades, houve também Peladada em Porto Alegre. Lá, o WNBR tem ocorrido no dia em que houve o atropelamento coletivo de ciclistas durante a Massa Crítica, em 25 de fevereiro.

3. A Peladada em Florianópolis não é problemática

Florianópolis e Porto Alegre realizam suas edições do WNBR pelo quarto ano consecutivo. No país, estão atrás apenas de São Paulo, que teve sua primeira edição em 2008. Em Santa Catarina, nunca houve um problema devido aos ciclistas – tirando a agressão de funcionário do TITRI contra os ciclistas em 2013. A Polícia Militar freqüentemente acompanha de longe a manifestação, que vira uma grande festa nas ruas, com grande interação do público das ruas e nas sacadas dos prédios. Reiterando, NUNCA houve um problema provocado pelos ciclistas durante as Peladadas de Florianópolis.

No Brasil, houve, por duas ocasiões, ciclistas presos em São Paulo, na primeira e na terceira edição. Nenhum deles hoje tem ficha criminal por ter pedalado pelado. Já os atos de violência da polícia militar paulista foram abundantemente noticiados, não contribuindo em nada para sua reputação já combalida.

4. Você não precisa pedalar pelado!

Apesar do nome, o lema “tão nu quanto você ousar, tão nu quanto você se sentir” apenas provoca o participante a revelar como ele realmente se sente no trânsito do dia a dia. A nudez não é obrigatória, mas opcional. Boa parte das pessoas troca peças de roupa por mensagens ou desenhos no corpo, feitos com tinta.

5. A Av. Madre Benvenuta ainda está sem ciclovia!

Após 9 anos da elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a ciclovia da Av. Madre Benvenuta está finalmente com as obras iniciadas. Caso estivesse ficado pronta antes, poderia ter evitado a morte de José Lentz Neto, que faleceu em seu último dia de trabalho quando voltava da UDESC. Durante todo esse tempo, o Shopping Iguatemi procrastinou enquanto pôde a execução da obra – chegou a enviar ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis um projeto que beirou ao ridículo em agosto de 2013. Agora, graças à atuação do Ministério Público Federal a do próprio IPUF, a ciclovia começa a ser feita. Entretanto, não se pode comemorar antes da hora: a cidade tem um histórico de atrasos e imperfeições na execução de infraestrutura cicloviária.

6. A Rodovia SC-401 tem uma ciclofaixa!

Um grande exemplo de que não se pode comemorar de forma antecipada uma obra cicloviária em Florianópolis é a SC-401. Apesar de nos projetos técnicos de execução aparecer a alcunha “ciclovia” na mais perigosa e mortal rodovia de Florianópolis, o que foi feito lá, na realidade, foi uma ciclofaixa. Desde que ela foi construída, há três anos, 3 ciclistas já perderam a vida… na própria ciclofaixa! Apesar de uma ciclovia ter sido prevista nesta rodovia desde 1991, ela até agora permanece um exemplo da desmoralização do Estado de Santa Catarina, que, oficialmente, ainda alega que a estrutura “está dentro das normas”. O caso virou um case negativo no livro “Brasil Não Motorizado”.

7. O Floribike não saiu!

Florianópolis é a cidade do mundo (do mundo!) que mais enrola para implantar o seu sistema de bicicletas compartilhadas. O primeiro projeto da cidade data de 2007! Em 2013, quando finalmente foi lançado o último edital, entre tropeços, a licitação deu vazia. Anunciado durante o Fórum Mundial da Bicicleta para março de 2014, o novo edital, pronto ainda em 2013 (com pequenas modificações posteriores), até hoje não foi lançado. A prefeitura até chegou a anunciar que lançaria um edital que desvirtuaria todo o planejamento de mobilidade ciclística da cidade. Ao que parece, voltou atrás e é provável que tenhamos novidades sobre isso nesta próxima semana.

8. A ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga ainda não está pronta!

O sonho há muito almejado de ciclovia na Lagoa da Conceição está mais perto do que nunca de acontecer! Mas caminha a passos de tartaruga! Na primeira vez que houve uma manifestação pedindo a construção da obra corria o ano de 1997. Em 2009, chegou-se a se anunciar que a obra ficaria pronta em 6 meses (prazo pouco factível). Há quase 18 anos, portanto, a comunidade da região aguarda a construção da ciclovia. Após adiar por alguns anos, o projeto técnico-executivo, razoavelmente fraco, foi concluído no final de 2012. Em julho de 2013, iniciou-se a primeira etapa da obra, envolvendo aterro e enrocamento, com prazo de conclusão de 4 meses. Após 20 meses, em janeiro deste ano, finalmente parece que essa etapa da obra teve fim. Serão, ao todo, de 3 a 4 etapas para a conclusão da ciclovia da Lagoa!

9. Caieira da Barra do Sul não tem nem projeto!

A ciclovia do extremo sul, nos bairros de Caieira e Tapera da Barra do Sul, foi objeto de reuniões, passeios ciclísticos e intervenções educativas no ano de 2012. Os moradores reclamavam da velocidade dos carros e ônibus e temiam pela segurança de seus filhos, em especial aos usuários de skate. Entretanto, até hoje não foi feito nem o projeto conceitual. A ciclovia da Caieira da Barra do Sul tende a ser mais uma das obras cicloviárias que vão se arrastar por décadas até ficar pronta, exceto em caso de real vontade política. A ciclovia é, junto com a Casa Açoriana, uma das obras mais importantes para a região.

10. Microrrede Centro repousa no esquecimento

Projetada ao menos desde 2008, com a colaboração de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, a rede cicloviária do bairro Centro teve algumas de suas rotas construídas nos últimos anos. Apesar de ainda não seguir todas as normas municipais, ganharam ciclofaixas as ruas Bocaiúva, Almirante Lamego, Duarte Schuttel, Heitor Luz, Trompowsky, Dom Joaquim e Hercílio Luz. No entanto, as últimas ciclofaixas no Centro foram construídas pela gestão anterior – e inauguradas por ciclistas durante a Bicicletada Floripa de dezembro de 2012. Na atual gestão, houve até recusa em se buscar recursos junto ao Ministério das Cidades! Nem a “Reunião do Milhão” ajudou à Microrrede Centro a surgir no horizonte.

11. “Reunião do Milhão” não teve efeito algum

Em 26 de agosto de 2013, após pedalar com ciclistas, o prefeito anunciou que investiria R$ 1 milhão ainda naquele ano na mobilidade ciclística. Dentre as decisões tiradas numa reunião ampliada da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), estavam a destinação da verba, principalmente, para reforçar a Microrrede Centro, além de intervenções na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos e no Campeche. Além de não ter sido aplicado, o prefeito ainda anulou recursos destinados aos ciclistas previstos no orçamento daquele mesmo ano!

12. Pró-Bici melou

Criada para estreitar laços entre ciclistas e técnicos de carreira, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) desandou. Tendo que ser atualizada, mesmo com o decreto pronto em março, apenas em outubro de 2013 ela foi melhor redefinida. Esse decreto foi aprovado com muito (muito!) esforço, trazendo um benefício em termos administrativos e burocráticos enormes. Com certa surpresa, um dos responsáveis pelo seu atraso foi o arquiteto e então superintendente do IPUF, Prof. Dalmo Vieira Filho, o mesmo que levou problemas jurídicos pela não participação popular ao Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Sendo, por efeito do decreto, presidente dessa comissão, ele nunca fez questão de chamar as reuniões, que, pelo regimento interno, teriam que ser, no mínimo, mensais. Agora, o novo superintendente do órgão tem que assumir essa função, mas até agora não o fez e, antes de ser superintendente, ainda impediu o secretário da Pró-Bici de realizar a sua função.

13. Também pelos 20%

Promessa de campanha, 20% do Fundo Municipal do Trânsito, criado pelo prefeito para centralizar verbas de multas e recursos afins, seria utilizado em prol da bicicleta. Para surpresa, o FMT foi criado sem esse dispositivo e, até hoje, não foi enviado pelo alcaide o projeto de lei que destina os recursos para as ciclovias. Assim, ao menos durante metade da sua gestão, uma promessa que poderia ajudar milhares de florianopolitanos simplesmente ainda sequer começou a tramitar pela Câmara de Vereadores. Para piorar, investigação da Polícia Federal que resultou no afastamento do então presidente da Câmara descobriu que verbas dos radares de trânsito tinham destinação imprópria: corrupção.

14. Carta Sem Compromisso

Durante as eleições, o prefeito eleito assinou o Termo de Compromisso com os Ciclistas, feito pela ViaCiclo, Bike Anjo Floripa, Bicicletada Floripa e Bicicleta na Rua. Até agora, praticamente nenhuma promessa foi cumprida, incluindo a única que previa uma data. A construção de 40km de ciclovias nos primeiros 18 meses foi simplesmente ignorada, tendo sido construído cerca de um quarto disso, apenas – e de forma pontual. Para o Movimento Floripa Te Quero Bem, formado pela RBS, Instituto Guga Kuerten, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) e Instituto Vilson Groh, o prefeito prometeu 40km em 4 anos de governo. Eleito, entretanto, no Plano de Metas consta apenas 20km até 2016. Ou seja, metade do que era para ser feito em 18 meses deverá ficar pronto em quase o triplo do tempo.

15. Desplanejamento cicloviário reina

Durante todo o mandato atual, hoje um desplanejamento enorme em termos de mobilidade urbana na cidade, com projetos pontuais desconectados da realidade e da necessidade da cidade! O teleférico e o projeto de canaletas para Bus Rapit Transit (BRT) são exemplos perfeitos dessa ausência de gestão e vontade. Em vez de tirar uma pista para automóveis, o BRT vai circular onde hoje existe a melhor ciclovia da cidade, a da Av. Beira-Mar Norte, que vai ficar onde hoje existe o passeio, que vai ficar onde hoje fica o mar! Há apenas 4 anos, o passeio da Beira-Mar foi revitalizado, ao custo de R$ 9 milhões, contando com nova pavimentação, arborização, mobiliário urbano e pérgolas, além de melhorias no enrocamento do aterro! Um dos itens principais do Termo de Compromisso com os Ciclistas, a criação de uma diretoria para tratar da bicicleta, pouco avançou. Prevista em trabalhos acadêmicos do  Projeto Pedala Floripa, do Grupo CicloBrasil, situado na UDESC, como fundamental desde 2004, a Diretoria de Mobilidade Ativa chegou a ser encaminhada ao prefeito através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável para ser parte constituinte da Secretaria de Mobilidade Urbana. Após ser desidratada por assessores do prefeito, a Diretoria foi simplesmente ignorada nas reformas administrativas posteriores. Sem ela, e com os projetos do IPUF sendo historicamente ignorados pela Secretaria de Obras, com a Secretaria de Mobilidade Urbana sendo meramente espectadora, não se pode planejar obras cicloviárias a médio e longo prazo com eficiência e racionalidade. Tampouco se pode vislumbrar a existência de obras não pontuais, mas sim conectadas por um eixo orientador das reais demandas da cidade e da sociedade.

Como se pode ver, existem sim motivos para você pedalar pelado neste sábado.

Pedalada no Dia da Mulher!

Duas atividades para quem vai estar em Florianópolis poder aproveitar o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher:

Passeio Ciclístico pelo Fim da Violência contra as Mulheres

“A Frente Parlamentar dos Homens Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres/Câmara Municipal de Vereadores e diferentes movimentos de luta pelos direitos da Mulheres, tirou algumas atividades para o decorrer de 2015 em sua última reunião. Entre várias atividades discutidas com movimentos e parlamentares na última reunião,  ficou para o dia 08 de março “Passeio Ciclístico Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” e uso da Tribuna Livre no dia 09/03/2015.

Enquanto responsável  pela Frente pela necessidade de darmos visibilidade a grave situação de violência contra as mulheres, pela discussão trazida nas atividades pelos movimentos estamos encaminhando estas duas ações que farão parte do Calendário Unificado das atividades do 08 de Março no Município, com participação de diversos  movimentos sociais.

Atividade do Dia Internacional da Mulher

Saída: do Koxixo´s – Beira-Mar – Concentração às 15 horas

Roteiro: Koxixo’s ->Travessa Paulo Zimmer -> Ciclofaixa da Agronômica (Rui Barbosa e Frei Caneca) -> Ciclofaixa da Rua Bocaiúva e Alm. Lamego -> 1 faixa da Av. Dr. Othon Gama D’Eça e Osmar Cunha -> Jerônimo Coelho -> calçadão da Felipe Schmidt -> Praça XV -> Rua dos Ilhéus -> R. Padre Miguelinho -> R. Anita Garibaldi -> Av. Hercílio Luz -> R. Emílio Blum -> Pça Getúlio Vargas -> R. Almirante Alvim -> Rua Vitor Konder -> R. Altamiro Guimarães -> bolsão de estacionamento da Beira-Mar Norte até Mauro Ramos -> Ciclovia da Beira-Mar -> Ponta do Coral.

Videodebate

Título: Tão Longe é Aqui, de Eliza Capai
Dia: 09/03
Hora: 16:30
Local: Plenarinho da Câmara Municipal de Vereadores 

Organização:  Frente Parlamentar dos Homens Pelo Fim da Violência contra Mulher e Marcha Mundial das Mulheres

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E para quem ainda não sabe pedalar ou quer aprimorar-se sobre duas rodas antes de ir mais adiante, domingo também tem uma atividade à medida para você:

Escola Bike Anjo

Florianopolis 2015-03-08 EBA

Inscrições gratuitas em bikeanjofloripa.com/escola-bike-anjo/

Se não conseguir inscrever-se, não deixe de aparecer entre às 16h e às 19h, no pátio central da UFSC!

Bicicletada Floripa – fevereiro de 2015

Confira abaixo o vídeo irado feito da última edição da Massa Crítica de Florianópolis:

Massas Críticas catarinenses

O primeiro ano do novo velho governo estadual catarinense começa sem uma clara sinalização de que realmente fará uma “Política para as Pessoas” nas questões que tratam sobre a mobilidade das pessoas. Apesar de mudanças importantes em dois órgãos-chaves – a Secretaria de Estado de Infraestrutura e o Departamento Estadual de Infraestrutura/DEINFRA -, ainda não fica claro como será a política pública no que se refere aos meios de transporte ativos e coletivos, tampouco se haverá estímulo ao transporte intermunicipal sobre trilhos.

São dúvidas persistentes para um governo de continuidade. E ganha ainda maior dimensão quando se percebe que foi o deputado estadual líder do governo quem perdeu o projeto de lei que criava o sistema cicloviário estadual. Apesar das recentes ciclofaixas inauguradas ou em construção (caso das SC-401, 403 e 405), todas com qualidade duvidosa, nenhuma outra ação se viu em 4 anos do atual governo estadual que pudesse melhorar as condições de circulação por quem se utiliza da bicicleta para transporte, lazer ou esporte. É hora de mudar essa postura e governar para todos os catarinenses! Subsídios para isso já existem para a Grande Florianópolis, com os resultados do Plano de Mobilidade Sustentável (PLAMUS). Não são apenas as medidas de curtíssimo prazo, como uma faixa reversível no acesso à Ilha de Santa Catarina, que têm que ser tomadas, sob o risco de falha ainda mais grave na gestão de mobilidade. O investimento na segurança de pedestres e de ciclistas em rodovias que hoje são, funcionalmente, avenidas não pode ser procrastinado.

Em termos municipais, chegamos a mais das metades das gestões dos governos municipais. Alguns tiveram melhorias significativas, em especial onde a participação popular colaborou com os trabalhos dos órgãos técnicos e com a tomada da decisão política. Entretanto, em outros casos, refutou-se a participação dos cidadãos.

Especialmente grave é a situação de Florianópolis. Suas duas comissões que contavam com a participação de parcelas da sociedade civil foram efetivamente colocadas no limbo. Reconhecidas como promissoras em nível nacional, e com seus membros capazes de influenciar na adoção de boas políticas públicas, tanto a Floripa Acessível quando a Pró-Bici foram relegadas ao último plano da gestão municipal, que tanto pregava uma “Cidade para as Pessoas” durante sua campanha eleitoral. As conseqüências disso são perceptíveis, com o lançamento de ciclovias apenas em grandes obras, quase desvinculadas ao projeto cicloviário municipal denominado Rotas Inteligentes. Florianópolis não tem sabido aliar o hoje com o futuro em seus projetos urbanísticos. Os projetos demoram muito até serem efetivamente colocados em prática – quando o são! Um bom projeto pode demorar anos até sua conclusão, sem que isso, entretanto, prejudique os projetos mais iminentes, algo que não tem acontecido em Florianópolis, infelizmente.

Nessa esteira, após mais de um ano de notícias requentadas sobre ações não concretizadas pela prefeitura municipal, fevereiro trouxe como novidade a implantação de ciclovia definitiva no bairro continental de Coqueiros. Essa iniciativa, da qual o Bicicleta na Rua é forte apoiador, deveria vir em conjunto com a Pró-Bici, uma das idealizadoras do projeto Ciclofaixa de Domingo. Por sinal, a ciclovia em Coqueiros vai ao encontro deste artigo, na qual se defende as ciclofaixas de lazer como uma forma de implantação de pistas cicláveis de forma definitiva.

Em Florianópolis, a omissão e a demora na realização de ações efetivas poderá ser observada – literalmente – em março, durante a quarta edição local do World Naked Bike Ride (ou Pedalada Pelada). Em outras cidades, notadamente em Itajaí, ciclistas promovem protestos pedindo ciclovias.

E, enquanto, não são atendidos os pedidos dos ciclistas, maior fica o estoque de combustível para a realização das Bicicletadas/Massas Críticas no Estado.

Confira abaixo as Bicicletadas de fevereiro:

Brusque

Brusque 2015-02-27

Florianópolis

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Florianopolis 2015-02-27

Florianópolis e Blumenau terão Bicicletada

Fim de janeiro de 2015, primeira última sexta-feira da metade final dos mandatos dos atuais prefeitos do Brasil.

E, em Santa Catarina, percebe-se que muita coisa não foi e nem será feita pelos que nos governam.

Em nível estadual, o governo reeleito foi o que mais fez ciclofaixas em rodovias. Infelizmente, com uma qualidade tal que, apenas na SC-401, dois ciclistas perderam a vida…. na própria ciclofaixa! E as obras que vêm por aí determinam que a qualidade vai melhorar muito pouco em relação à ciclofaixa da Rodovia da Morte. Mesmo com ajuda de ciclistas, a ciclovia compartilhada da SC-405, no Rio Tavares, ficou muito aquém do que poderia. Apresenta, ironicamente, todos os problemas que os ciclistas alertaram já durante a confecção do projeto: largura insuficiente tanto para a ciclovia quanto para a calçada, postes sobre o leito ciclável, problemas na travessia da via, lado errado da pista, não atendendo a demanda de ciclistas crianças que vão à escola, não tratamento cicloviário nas rotatórias (os trechos mais críticos) e por aí vai.

Em nível municipal, enquanto as prefeituras da Costa Esmeraldina, por onde passa o Circuito Cicloturístico Costa Verde e Mar, dão um banho nas cidades maiores, apesar de problemas pontuais, a capital catarinense exibe uma série enorme de falhas em sua gestão de mobilidade, devidamente apontadas pelos resultados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS).

Apostas grandiosas e dispendiosas, com pouco resultado prático e elevado custo de manutenção, como teleférico, promovem uma gestão voltada à justaposição dos meios de locomoção, e não a uma complementação entre eles. Prova disso é que a linha de BRT prevista, além de fazer o mesmo trajeto do teleférico em vez de ser feita na mesma via que hoje comporta de 6 a 9 faixas para carros, será construída exatamente onde hoje fica a ciclovia, sendo esta jogada para um aterro a ser feito na Av. Beira-Mar Norte. Apenas para lembrar, em 23 de março de 2012 foi inaugurada a revitalização do passeio e calçada, contando também com arborização e pérgolas. O atual secretário municipal de Obras, funcionário de carreira, já ocupava cargo de diretoria à época da inauguração.

Promessas de campanha não foram e não devem ser cumpridas pelo prefeito em exercício. Bicicletas compartilhadas, maior quilometragem de ciclofaixas de lazer do país, uma das maiores malhas cicloviárias do Brasil. Nada disso esteve tão longe de ser cumprido quanto agora pela atual gestão. Mesmo projetos de ciclovias como nos bairros José Mendes ou Caieira da Barra do Sul estão muito distantes de serem considerados a ponto de virarem realidade.

Para piorar, a capital viu-se assolada com uma onda de roubos e furtos de bicicletas na própria principal ciclovia, o que gerou uma manifestação com mais de 100 ciclistas no Cicloabraço à Passarela do CIC, local onde ocorreu a maioria dos roubos.

Fevereiro, apesar de tudo, promete boas notícias, lançadas à luz da Peladada e das proximidades do aniversário de Florianópolis. Mas, enquanto isso, nada mais natural que os ciclistas saiam às ruas para mostrar sua presença na luta constante por continuar simplesmente pedalando!

Confira as Massas Críticas catarinenses de janeiro:

Blumenau

Reunião às 19h30 em frente à prefeitura.

Florianópolis

Florianopolis 2015-01-30

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