Massas Críticas catarinenses

Maio de 2014. Quase um ano e meio após os prefeitos assumirem e 3,5 anos de os catarinenses terem um novo governador, em que pese o início de obras cicloviárias, o mês foi mais de discórdias do que de casamentos.

Com prazo de término para a época das eleições, teve início, enfim, a ciclovia na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis. Após mais de dois anos dificultando a vida dos estudantes das escolas da região, uma obra que deveria ter sido feita até junho de 2012 enfim há de começar. Uma vitória da sociedade? Nem tanto. Além da demora, a largura de 3m onde não haverá postes e pontos de ônibus colocará em conflito pedestres e ciclistas. É um avanço, sem dúvida. Tímido e sem resolução de pontos de conflitos, mas um avanço.

Como tem se tornado constante, maio também foi um mês de perdas. Constância essa que não se fez sentir nos movimentos de bastidores para mudar e melhorar a situação cicloviária catarinense.

Muito pelo contrário. Na capital, o prefeito vetou projeto de lei que extendia para locais de ensino, cultura, lazer e estacionamentos a necessidade de possuir paraciclos ou bicicletários. E seu braço direito, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) foi categórico ao dizer:

– As pessoas falam muito da ditadura do automóvel, mas existe também a ditadura da ciclovia, que oprime o pedestre!

Uma fala absurda para momentos de inação tanto para os pedestres quanto para os ciclistas. Ignorando as próprias comissões do IPUF, como a Pró-Bici e o Floripa Acessível, e o histórico da ViaCiclo e da própria Bicicletada Floripa, que sempre lutaram por melhorias para pedestres e para o transporte coletivo – exemplos clássicos constam com a Vidal Ramos e a R. Ver. Osni Ortiga. Talvez o secretário baseie-se na SC-405, que teve seu projeto denunciado reiteradamente, inclusive em instâncias jurídicas, pelos ciclistas.

Se na cidade algumas obras devem sair com infraestrutura cicloviária – inferior – , como na Av. Gov. Ivo Silveira, na própria R. Ver. Osni Ortiga e da R Dep. Antônio Edu Vieira, a própria prefeitura prejudica tanto pedestres quanto ciclistas na R. Padre Rohr, em Santo Antônio de Lisboa… e simplesmente ignora a implementação de uma cicloestrutura em plena Av. das Rendeiras, no coração da Lagoa da Conceição. Sem estudos numéricos de tráfico minimamente decentes, a opção foi pela manutenção de estacionamentos para o veículo particular. Um soco no estômago do planejamento cicloviário municipal, que previa há mais de dez anos a passagem de uma ciclovia por uma das mais cênicas paisagens ilhoas.

Sabendo que desde que assumiu, o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) ainda não construiu nem 10km de infraetrutura cicloviária decente e adequada percebe-se que vai ser muito difícil que ele cumpra, até o próximo mês, os 40km prometidos em 18 meses durante sua campanha eleitoral e sabatina. E o que deixa os ciclistas ainda mais nervosos é que parece cada vez mais distante que essa cifra seja atingida…

Mas é por isso, afinal, que existem as Bicicletadas!

Confira se vai haver na sua cidade e participe!

Blumenau

Saída da Prefeitura da Blumenau, na Praça Victor Konder, às 18h30.

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Brusque

Brusque 2014-05-30

Ao final da Bicicletada, palestra com Thiago Fantinatti, autor do livro “Trilhando Sonhos”, na Praça da Cidadania – Fundação Cultural.

Brusque 2014-05-30 Trilhando Sonhos

Chapecó

Chapeco geral v2

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Florianópolis

Florianopolis 2014-05-30Arte: Flora Neves

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Ciclovia no Rio Tavares pode sair após 3 anos de atraso

Foi lançado no dia 29 de outubro, o terceiro edital para obras de ciclovias e calçadas na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis.

O terceiro edital quase um ano após a segunda tentativa de dar vazão à obra ter ficado sem concorrentes. Segundo o Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA/SC), a ausência de empresas interessadas nas demais licitações deveu-se ao fato de o valor da obra ser pequeno quando comparada a outras obras em implantação no Estado. Ao contrário do que foi afirmado em 2011, nenhuma dessas novas obras contempla infraestrutura cicloviária adequada, nem mesmo a da SC-403, cujo tratamento cicloviário está péssimo, contando com largura insuficiente segundo os parâmetros técnicos e ausência de adequações cicloviárias nas intersecções.

De fato, agora o valor para a obra é superior. Estão previstos para a implantação de lombofaixas, calçadas e ciclovia o montante de R$2.122.540,27. A partir do início das obras, devem-se passar oito meses até o seu término.

:: Baixe aqui o edital Edital de Concorrência 0065/2013 e seu Anexo

A ciclovia na SC-405 era uma reivindicação dos ciclistas e da comunidade de 4 bairros desde 2008, quando recomeçaram os planos para duplicação da via. Além de ciclovia, as comunidades exigiam uma faixa exclusiva para o transporte coletivo. A terceira faixa da SC-405 acabou sendo aberta aos automóveis. Inaugurada num final-de-semana, teve seu primeiro congestionamento observado logo na primeira segunda-feira, demonstrando a ineficácia da medida como obra de trânsito e de mobilidade urbana. Em um ano, triplicaram os “acidentes” envolvendo pedestres e ciclistas.

A via, em vez de conectar, separou o bairro ao meio.

Em janeiro deste ano, a Bicicletada Floripa foi para a região congestionada. Os ciclistas, de variadas idades, foram mais velozes que os automóveis. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Se o preço das obras subiu, a qualidade técnica aparenta ter subido pouco. O projeto, feito em parceria com moradores e ciclistas, foi feito para a ciclovia ser inaugurada rapidamente, em julho de 2012. As visitas técnicas terminaram no começo de março do mesmo ano e apenas em outubro foi lançado o primeiro edital.

Passados dois anos, esperava-se, pelo menos, que o projeto fosse consideravelmente melhorado, com previsão de ciclovia bidirecional de 3 metros e calçadas de 2m, o que não irá ocorrer. Três metros deve ser a largura que pedestres, ciclistas e postes devem compartilhar para sair do caminho dos carros. A extensão continua sendo de 2,34km, abrangendo o trecho entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o Rio Tavares.

A perspectiva para o futuro também não é das melhores. Nos últimos cinco anos, nenhum engenheiro do DEINFRA nem de empresas que “tradicionalmente” lhe prestam serviços participou das capacitações técnicas realizadas em Santa Catarina nos últimos cinco anos.

Ainda assim, a vida urge pela pressa na execução da obra. Torcem as crianças que estudam nas escolas da região para que, desta vez, haja alguma empresa interessada. Torcem também os seus pais. Torcem os moradores que diariamente se arriscam ao cruzar a região, em atividades tão simples quanto ir à mercearia e à padaria. orcem, enfim, as pessoas cujas vidas serão salvaguardadas.

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Projetos de iluminação de calçadas e ciclovias em Florianópolis e Joinville são premiados

A cerimônia da sexta edição do Prêmio ABILUX – Associação Brasileira da Indústria de Iluminação, realizada no dia 22 de outubro, no centro de eventos da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, rendeu boas notícias para os catarinenses. Projetos de iluminação das cidades de Florianópolis, Joinville e São Francisco do Sul foram premiados.

A iluminação da fachada da Igreja Matriz Nossa Senhora das Graças de São Francisco do Sul, projetado pela empresa SQE LUZ, formado pelas empresas catarinenses SADENCO Engenharia  e  QUANTUM Engenharia,  e pela multinacional holandesa Arcadis Logos, ficou em segundo lugar na categoria Urbana – Vias Públicas e venceu o Prêmio Especial “Iluminação Eficiente”.

Em Joinville, o projeto da Av. Beira-Rio foi o ganhador da categoria urbana.

– O projeto de  Modernização da Iluminação da Av. Beira-Rio de Joinville (SC), ganhador na Categoria Urbana, teve como objetivo iluminar  e valorizar a calçada, a ciclovia, a vegetação e, na sequência, a pista de  veículos. A opção feita pela equipe da SQE LUZ Joinville foi pela luz “branca”  respeitando-se a altura e o espaçamento das partes e da vegetação. A escolha recaiu sobre a instalação de postes ornamentais que permitiram o uso de  luminárias decorativas formando um conjunto harmônico. O canteiro central recebeu  postes do tipo “asa” – segundo a ABILUX.

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Já em Florianópolis, dois projetos foram premiados. A iluminação da Av. Beira-Mar Norte ficou em terceiro lugar na Categoria Urbana – Vias Públicas. As 366 luminárias LED, instaladas em 2012 e inauguradas como parte do programa de comemoração do 286º aniversário da cidade, trouxeram uma economia de 50% no consumo de energia em relação à iluminação anterior, feita com lâmpadas de vapor metálico.

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Já, segundo a SQE Luz, a iluminação do Passeio dos Namorados, no bairro Jurerê, obteve o segundo lugar na Categoria Especial “Iluminação Eficiente”. No site da ABILUX, entretanto, aparece que esse prêmio recai também para a iluminação da Av. Beira-Mar Norte. No Passeio dos Namorados foram instaladas 113 luminárias decorativas de alto rendimento no ano de 2011. Além da redução do consumo de energia, houve também redução da poluição luminosa e do número de postes e melhorias na segurança e na uniformidade da iluminação.

Passeio dos Namorados. Foto: Adriano Amaro.

Passeio dos Namorados. Foto: Adriano Amaro.

 

Desrespeito com os pedestres em São José

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Pedestres encontram dificuldade para transitar por ruas do Kobrasol e Campinas, em São José

Quem transita a pé por ruas de bairros como Kobrasol e Campinas, em São José, encontra uma série de dificuldades pelo caminho. A falta de espaço público reservado para pedestres ou até mesmo a obstrução de locais que são de passagem de pedestres são problemas diários enfrentados por quem se aventura a andar a pé em meio às lojas e aos carros.

Em determinados locais do Kobrasol, como na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, os lojistas utilizam as calçadas como se fossem estacionamentos particulares onde, em muito locais, os pedestres acabam prejudicados pela falta de espaço para transitar.

Segundo o guarda municipal de São José, Eduardo de Oliveira, a questão é complicada pela falta de regulamentação específica. “Não há uma definição clara de onde fica exatamente o espaço para passeio público em alguns locais”. De acordo com ele, em algumas situações o tamanho do carro interfere diretamente na fiscalização, já que os carros maiores correm o risco de tomarem conta de toda a calçada, não sobrando espaço para os pedestres.

“As pessoas são espremidas nas pequenas calçadas. Entendo que temos muitos carros nas ruas, mas acho falta de respeito com os pedestres”, criticou a professora Silvia Berro, 35 anos, durante um passeio com o filho na avenida Central do Kobrasol.  A doceira Crisleine Schelemper, 33, também sofre cada vez que sai de casa com o carrinho de bebê.  “Os automóveis estão muito em cima das pessoas. Pela quantidade de público que caminha por aqui todos os dias creio que sejam necessárias algumas mudanças em prol de quem está a pé”, pediu.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

O aposentado Cesar dos Santos, 68, acredita que as calçadas estão cada vez menores. “A disputa com os veículos só aumenta. Escapei de atropelamento por duas vezes. O poder público precisa tomar atitudes”, pede o morador do bairro Kobrasol.

De acordo com Priscila Godinho, comandante da guarda municipal de São José, ao longo dos anos os próprios lojistas fizeram obras em frente a seus estabelecimentos e cada um fez isso de acordo com suas necessidades, sem um controle específico. Há casos em que, em frente a uma loja não há nenhum espaço para pedestre e, em outros, há até duas calçadas (uma próxima à rua e outra próxima à loja). “O fiscalizador fica sem ter o que fazer, pois a infraestrutura do local não colabora”, avalia Priscila.

A secretária Andréa Pacheco, da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social de São José apresentou no dia 18 de outubro uma proposta para a prefeita Adeliana Dal Pont para tentar resolver estes problemas. Segundo Andréa, a proposta prevê alterações viárias em Campinas e Kobrasol, alterações do fluxo de trânsito e aumento de calçadas. Na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, o objetivo é padronizar a calçada, permitindo que os pedestres caminhem em frente às lojas sem obstáculos. “Vamos priorizar os pedestres e os ciclistas com o aumento das calçadas. O objetivo é levar os pedestres próximos às lojas, estimulando o comércio.”

Soluções serão discutidas com moradores

O primeiro entrave para a Prefeitura é definir se a área onde os carros estacionam na Lédio João Martins é pública ou privada. Esta questão será debatida com o Ministério Público no próximo dia 31. A partir daí, o objetivo da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social é discutir as alterações com as associações de moradores de Campinas e Kobrasol e, a partir daí, implementar as medidas.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

“Essas questões são muito controversas. Em relação aos estacionamentos, alguns lojistas são a favor de multar e outros são contra. Vamos propor que sejam feitas obras de aumento das calçadas para dar mais espaço aos carros, pedestres e incluir estes espaços na Zona Azul para dar rotatividade de clientes aos lojistas”, comenta Andréa.

A guarda municipal contabiliza que as principais infrações em São José são relacionadas a estacionamento irregular, atrapalhando o fluxo de automóveis e pedestres. Somente em setembro, 696 pessoas foram notificadas na cidade por infringirem normas relacionadas a estacionamento. Os que estacionam em local proibido estão em primeiro lugar (188 notificações), seguido por estacionar sobre calçadas (162) e estacionar em carga e descarga (42). As multas variam de R$ 50 a R$ 120, dependendo da infração, e geram de 4 a 7 pontos na carteira do motorista.

Lei municipal específica para farmácias e bancos

A lei n° 2907, de 1996, garante estacionamento temporário e rotativo de veículos em frente a farmácias e drogarias localizadas em São José, desde que haja placas de sinalização específica, no limite máximo de 15 minutos. O benefício também é estendido aos estabelecimentos bancários, onde o usurário pode ficar estacionado por até 30 minutos.

O que diz a lei

O capítulo 4 do Código de Posturas do Município de São José, de 1966, que discorre sobre trânsito público, garante que:

Art. 86 – O trânsito, de acordo com as leis vigentes, é livre, e sua regulamentação tem por objetivo manter a ordem, a segurança e o bem-estar dos transeuntes e da população em geral.

Artigo 87 – É proibido embaçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nas ruas, praças, passeios, estradas e caminhos públicos, exceto para efeito de obras públicas ou quando exigências policiais o determinarem.

Felipe Alves
(colaborou Alessandra Oliveira)

Fonte: Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, de 30 de outubro de 2013.

Carta dos alunos da Oceanografia à Reitoria

Os alunos da Oceanografia entregaram nas mãos do chefe de gabinete da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Antonio Oliveira Vieira, na tarde da última sexta-feira, 5 de julho uma carta com reivindicações em relação à postura da instituição diante das situações que levaram à morte da estudante Lylyan Karlinski Gomes, na última segunda-feira, 1º de julho.

Confira na íntegra a nota à imprensa, que também pode ser acessada em PDF.

Nota à imprensa

Na manhã do dia 5 de Julho de 2013, os alunos do curso de Oceanografia, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, escreveram e entregaram à Reitoria uma carta solicitando uma audiência com a vice-reitora, para discussão do seguinte conteúdo:

Vimos por meio deste instrumento manifestar nossa indignação com a péssima mobilidade urbana e segurança que circunda nossa instituição e que levou à tragédia ocorrida esta semana, em um dos acessos do Campus, com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes. Neste momento, mais do que a dor da perda, sentimo-nos na responsabilidade de reivindicar o amparo da Reitoria à nossa causa e solicitar uma audiência com a Vossa Senhoria. Abaixo, propomos algumas das pautas a serem discutidas.

1 – Construção, adequação e revitalização das sinalizações horizontal e vertical, que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas tanto na UFSC quanto em seu entorno, num prazo de, no máximo, 6 (seis) meses a partir encerramento do semestre letivo 2013.1. Para as adequações da rótula da Praça Santos Dumont um prazo máximo de até dia 19 de Julho de 2013.

2 – Acesso imediato ao projeto de mobilidade da UFSC, finalizado e aprovado em Dezembro de 2012, financiado pelo Banco do Brasil (com valor estimado em 2.1 milhões de reais) e que prevê também construções de bicicletários, o qual foi mencionado pelo chefe de gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, na última Quarta-feira 4 de Julho de 2013, no prédio da Reitoria, durante a manifestação dos alunos do curso e ciclistas.

3 – Participação de alunos na comissão deliberativa do projeto da duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

4– Apoio à produção e divulgação de campanhas que promovam a correta utilização das vias utilizadas por pedestres, ciclistas e automóveis no interior no entorno do campus universitário, através da gráfica, editora e imprensa da universidade, conforme compromisso assumido pelo chefe de gabinete da Reitoria no dia 4 de Julho de 2013.

5 – Transferência das verbas destinadas aos estacionamentos da UFSC para projetos que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas. Restrição e/ou diminuição dos estacionamentos da universidade.

6 – Trocar e aumentar o número de estacionamentos de bicicleta da UFSC pelos do modelo aprovado pela prefeitura, num prazo máximo de 1 (um) mês a partir encerramento do semestre letivo 2013.1.

7 – Instalação de lombadas nas entradas do campus universitário.

8 – Formação de uma comissão emergencial que discuta mensalmente e aponte soluções para, pelo menos, os pontos acima listados.

Solicitamos que a data desta audiência seja dia 12 de Julho de 2013.

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A pé pela ponte

Acontece neste sábado em Florianópolis a II Caminhada Jane Jacobs, cujo tema desta edição é a travessia Ilha-Continente. Segundo os idealizadores, “fala-se muito sobre a conexão para o transporte coletivo e para os carros” e lançam a seguinte reflexão: “você já passou por debaixo da ponte a pé?”

A caminhada sairá do Terminal de Integração do Centro (TICEN) às 15h, em direção ao Parque de Coqueiros.

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Caminhada Jane Jacobs 2013-07-06

(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

O médico da UNIMED e pesquisador da UDESC Tales de Carvalho fez uma compilação de diversos estudos dos últimos anos para fazer um paralelo entre a saúde e a mobilidade urbana. E foi categórico:

– Ser regularmente ativo salva vidas!

Para ele, formas de mobilidade que incluam o caminhar e o pedalar devem ser incentivadas. E mesmo quem usa o transporte coletivo não fica de fora dos benefícios. Afinal, quem pega o ônibus também acaba tendo que caminhar.

E não precisa ser adepto da academia ou ter boa forma física: um estudo de 2001 detectou que 40min diários eram suficientes para reduzir em 31% a mortalidade de cardiopatas. Além disso, outro estudo detectou que, a partir de 50min/dia de atividade física, ocorre regressão de lesóes coronarianas em pacientes aterioscleróticos.

Os benefícios à saúde pública ficam evidentes. A cada US$ 5.000,00 gastos em programas de reabilitação cardíaca (prevenção) economiza-se US$126.000,00 em cirurgia de angioplastia, por exemplo. Sem contar os benefícios físicos e emocionais gerados pela primeira frente ao quadro de recuperação lenta da operação invasiva.

Tales também mostrou outro estudo, de 2002, que compara os benefícios da atividade física entre pessoas cardíacas e não-cardíacas. Em ambos os grupos, quanto mais ativas fossem as pessoas, menor o risco de morte, tanto para cardíacos quanto para pessoas normais. Inclusive, o estudo demonstrou que o risco de morte é maior para pessoas não-cardíacas sedentárias do que para cardíacos ativos.

Sobre o Floribike, sistema de aluguel de bicicletas que está em licitação em Florianópolis, o médico vê como uma oportuniade excelente de gerar impactos positivos na saúde física e mental dos moradores, além de contribuir para a redução dos poluentes no ar.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

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(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) “As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios”

(Mobilidade nas Cidades) O foco da mobilidade não é a fluidez

(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

Confira abaixo, praticamente na íntegra, a palestra que Guillermo Peñalosa proferiu durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, no dia 3 de abril, em Florianópolis.

Ideal para políticos, gestores e quem não pôde conferir de perto a brilhante explanação do colombiano.

Colaborou Bruno Negri

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Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Artigo: Pensar, enquanto tempo há

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 11 de abril de 2013. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui.

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Artigo

Planejarás a tua urbe, enquanto é tempo

Silvio LuzardoAdministrar a cidade no nosso intrincado enredo urbanístico apresenta ao prefeito Cesar Souza Júnior, de Florianópolis, um nó que exige flexibilidade, coragem e decisão atemporal. Difere em envergadura do engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal no Rio de Janeiro, em 1920. O presidente Epitácio Pessoa determinou que preparasse a cidade para os festejos do primeiro centenário de independência do Brasil. E Sampaio enfrentou uma pressão do tamanho do que resolveu atacar: a demolição do morro Castelo! Alegava que o morro, apesar de “histórico” (onde Mem de Sá instalou o governo, em 1567), atrapalhava a ventilação da cidade, a circulação e a implantação de sistema de saneamento. A obra possibilitou inúmeros avanços posteriores e foi um marco na modernização da Cidade Maravilhosa.

Ao suspender os alvarás, o prefeito mexeu em vespeiro da dimensão do morro Castelo. Florianópolis é a jóia da coroa na construção civil. Empreendedores têm pressa e alegam que sustentam parte da economia de mão-de-obra não só do município como da região metropolitana. Entretanto, o administrador público deve ter um olhar precavido e não condescendente. Deve administrar com a vista alongada, por no mínimo 30 anos. Eis a diferença onde residem os enormes conflitos de interesses. Por isso, a prefeitura deve agir rápido para sanar as irregularidades e disciplinar, de uma vez por todas, um Plano Diretor Integrado. Se isso não ocorrer, Florianópolis pode se transformar de Ilha da Magia em Presídio Urbano.

Entretanto, não é só a iniciativa privada que se vale das “lacunas” da legislação ultrapassada. Obras públicas mal planejadas, com uma visão estreita e oportunista, ilustram a cidade, de um lado. No outro, a absoluta falta de controle e fiscalização sobre moradias em nossos morros. Há imperiosa necessidade de um planejamento prospectivo e estratégico, que antecipe o futuro e amarre o controle. As obras devem ocorrer estruturadas nessa cosmovisão urbana: qual o cenário provável para 2025?

Tão logo inaugurado o túnel Antonieta de Barros, fui conhecê-lo. Impossível atravessá-lo. Só existem corredores estreitos destinados à segurança (eventual evacuação). O projeto não considerou a mobilidade de pedestres e ciclistas (embora acredite que se possa reverter essa situação). Mais recente, o elevado do Itacorubi poderia também ter acesso aos pedestres e ciclistas. Havia espaço para isso, até porque o elevado começa em duas vias e, pasmem, termina numa só, numa curva! E a “solução” da SC-405, no Rio Tavares? O problema foi resolvido num trecho e “arrebentou” mais adiante. Será que uma rótula improvisada não resolveria o caso, até que se faça um entroncamento – um elevado – com a rodovia Dr. Antonio Gonzaga. Mas persevera minha preocupação: será também um elevado só para veículos automotores?

Por Silvio Luzardo*

* Silvio Luzardo é professor

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Pedalada Pelada leva bom humor às ruas de Florianópolis na busca por respeito no trânsito

Mais de 150 ciclistas participaram na capital catarinense do World Naked Bike Ride.

Texto: Fabiano Faga Pacheco. Fotos: Caniggia.

A primeira edição da Pedalada Pelada ou Peladada, versão brasileira do World Naked Bike Ride (ou Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupa, em tradução livre), que aconteceu em dezenas de cidades do mundo nesta quarta-feira, 10 de março, levou centenas de pessoas às ruas de Florianópolis. Entre as principais reivindicações dos ciclistas, estão o respeito pela bicicleta como componente do trânsito e a implantação de ciclovias seguras em Florianópolis.

A concentração começou por voltas das 18h, na pista de skate da Trindade. Aos poucos os ciclistas foram chegando. Até o horário da saída, muitos despiram suas vestes e ficaram em roupa de baixo. Rapazes sem camisa ou apenas de cueca ou sunga foi uma cena nem um pouco incomum na primeira edição da Pedalada Pelada de Florianópolis. Tintas foram disponibilizadas e os ciclistas pintaram em seus próprios corpos frases como:

Queime calorias, não gasolina

Só assim você me vê

Minha insegurança = minha nudez

Sou frágil. Respeite!

Emissão Zero

Assim você me mata [de carro]

Cerca de 300 pessoas, entre ciclistas, curiosos e jornalistas apareceram na concentração. Às 19h30, ao menos 165 ciclistas seguiram pelo trajeto, que incluiu bairros da Bacia do Itacorubi e Centro. Após percorrerem Santa Mônica, Itacorubi e Córrego Grande, os ciclistas foram recepcionados com entusiasmo na UFSC, onde ocorria o festival musical Grito Rock. No caminho pela Trindade, Agronômica e Centro, houve interação com os moradores, motoristas, frequentadores de bares e usuários que esperavam pelo transporte coletivo, que acenavam manifestando maciço apoio aos ciclistas.

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Frases como “Mais bicicletas, menos carros” e “Você aí parado, vem pedalar pelado!” deram o tom das cantorias. Mais de 95% dos ciclistas estava menos vestido do que quando chegou à concentração, vários com bundas e/ou seios de fora, sendo que uns 10% em algum momento ficaram completamente nus, simbolizando a fragilidade do ciclista, que conta apenas com o próprio corpo, desprovido de lataria e de air bags.

Henrique Aguiar levou o filho João Guilherme para a pedalada pelada. Para ele, o evento superou suas expectativas. Acha importante desde já mostrar ao filho que a bicicleta é um meio de transporte na cidade e que o ciclista merece ser respeitado.

O percurso teve cerca de 25km, percorridos em duas horas.

Trajeto

O trajeto cíclico passou por Av. Madre Benvenuta (Santa Mônica), Rod. Admar Gonzaga (Itacorubi), R. Vera Linhares de Andrade, R. João Pio Duarte Silva (Córrego Grande), R. Delfino Conti (UFSC), R. Lauro Linhares (Trindade), R. Delminda Silveira, R. Rui Barbosa, R. Frei Caneca (Agronômica), Av. Mauro Ramos, R. Germano Wendhausen, R. Altamiro Guimarães, R. Bocaiúva. Av. Prof. Othon Gama D’Eça, Av. Pref. Osmar Cunha, R. Jerônimo Coelho, R. Felipe Schmidt, R. Arcipreste Paiva, R. Conselheiro Mafra, R. dos Ilhéus, R. Anita Garibaldi, Av. Hercílio Luz, Av. Mauro Ramos. Av. Jornalista Rubens de Arruda Ramos/Beira-Mar Norte (Centro), R. Cmte. Constantino Nicolau Spyrides, R. Delminda Silveira (Agronômica), R. Lauro Linhares, Av. Madre Benvenuta e Av. Prof. Henrique da Silva Fontes (Trindade) e R. Pedro Lessa (Santa Mônica).

Obras não saem do papel

As promessas para os ciclistas acumulam-se, sem, entretanto, observar-se a sua execução. A ciclovia da Lagoa da Conceição, na R. Ver. Osni Ortiga, obteve, semana passada, a licença ambiental prévia para a sua execução, após quase 3 anos de espera. O dinheiro foi assegurado em dezembro de 2011 e virá do Ministério das Cidades.

Prometida na última campanha eleitoral, a ciclovia de Coqueiros, objeto, inclusive, de estudos internacionais, não tem previsão alguma de sair do papel. A mesma coisa se pode afirmar da outra promessa de campanha, a ciclovia circum-universitária, margeando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Dentro da UFSC, estudos estão sendo feitos pela AH8 Projetos Cicloviários para estruturas cicloviárias no próprio campus da universidade.

Encontra-se a 3 semanas parada na Diretoria de Licitações e Contratos da Secretaria Municipal de Administração e Previdência o edital de licitação das bicicletas públicas de Florianópolis.Após o descaso do superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), José Carlos Rauen (PMDB), que atrasou em 45 dias o processo licitatório, o Floribike sairá pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável.

As três passarelas para pedestres que não foram feitas quando do aterro das baías norte e sul também ficarão para depois. A prefeitura não obteve verbas totalizando R$6 milhões de reais por não possuir projetos técnicos dessas obras. O pior dos casos vem da passarela do Rita Maria. Com a inauguração do novo elevado no local, o Carl Hoepcke, cuja construção não incluiu acessos a pedestres e ciclistas, estes agoram correm muito mais perigo na travessia de pistas. No começo do mês, frequentadores de clubes de remo fizeram manifestos que não serão atendidos pelo governo municipal.

Da rodoviária ao Gasômetro sem ser atropelado

Desembarquei pouco depois das 7h na rodoviária de Porto Alegre. Minha bicicleta veio junto, transportada num dos bagageiros da empresa Eucatur. Dirigi-me direto à Usina do Gasômetro, à beira do rio Guaíba. A idéia de ir pedalando pela movimentada Av. Mauá (e depois Av. Pres. João Goulart, vulgo Beira-Rio) foi logo abortada, devido às 4 faixas de alta velocidade. Optei por ir pelo centro da cidade, sem ser atropelado, num percurso de praticamente igual distância, com a vantagem de conhecer parte do patrimônio arquitetônico porto-alegrense.

Dividi a faixa de ônibus no contrafluxo da R. Voluntários da Pátria, divindindo com os pedestres, posteriormente, o calçadão da Praça Quinze de Novembro e da R. dos Andradas, terminando na área militar da R. Sete de Setembro antes de observar a estrutura típica do Gasômetro.

Porto Alegre conta com patrulha de bicicleta, com suas magrelas amarelas a vigiar a Praça Quinze de Novembro. Apesar disso, o uso desse veículo parece ser, de certa maneira, ignorado, com seguidas pessoas recomendando ruas pela contramão (inclusive da patrulha). As regras de trânsito relativas à bicicleta permanecem, de certa forma, ignoradas, apesar da reação da mídia ao atropelamento de ciclistas na Massa Crítica de um ano atrás.

A presença recente do Carnaval ainda se fazia sentir pelas ruas da cidade pelo leve teor ureico do centro. Apesar disso, as ruas estavam limpas, com os principais detritos sendo folhas e galhos das árvores.

Passando por meio de praças, deparei-me, em frente ao gasômetro, com uma travessia de pedestres que é uma afronta ao bom senso de caminhar. A Av. Pres. João Goulart conta com acionamento de botão para pedestres. Até aí, tudo bem, se não fosse a impossiblidade de atravessar ambas as pistas da avenida, e os parcos quase 15s que são conferidos aos pedestres para realizar meia travessia. Grades conduzem o pedestre a outro ponto do canteiro central para acionar outro botão para se ter outros quase 15s para se atravessar as outras duas faixas que a avenida comporta nesse ponto.

Seguindo por esse caminho, dá para se ficar pensando: por que não se faz um parque linear à beira do Guaíba, com calçadão e ciclovia, proporcionando mais vida àquele trecho.

Para a surpresa geral, apesar da deficiência de acesso a pedestres e ciclistas, a partir do Gasômetro, indo ao sul e ao leste, margeando o rio, rumo à sua foz, existe uma ampla área verde, ocupando àrea de transbordo natural do rio, com ampla pista de caminhada com cerca de 10m de largura (isso mesmo, 10m!), que, mesmo às 8h da manhã, encontrava-se tomada por pessoas, além de um ou outro ciclista. O treinamento matinal de militares da polícia e do Exército naquele trecho torna-o seguro, possibilitando que mais pessoas ocupem a área, trazendo vitalidade àquele trecho que, há 20 anos, era repudiado pela população local.

Estou agora no Gasômetro e o Fórum Mundial da Bicicleta começa a ser montado. Estão cá do meu lado paraciclos, trazidos pelos próprios organizadores, que serão montados para serem usados pelos participantes. Uma exposição de bicicletas também está sendo ajeitada.

Fabiano Faga Pacheco

SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 07 de fevereiro de 2012 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. Veja em PDF: {capa} e {pág. 3}.

  

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Violência assusta

SC-401 teve duas mortes de ciclista só este ano, e número preocupa a PM Rodoviária 

Rodovia da morte para ciclistas

SC-401. Em 37 dias de 2012, número de ciclistas mortos já é igual ao total dos últimos três anos.

A soma de mortes envolvendo ciclistas na SC-401, neste ano, já é igual ao total registrado nos últimos três anos. Em apenas 37 dias de 2012, duas pessoas morreram e uma ficou ferida na rodovia. Nos 19,5 quilômetros, do Itacorubi ao Norte da Ilha, apenas 6.5 mil metros têm faixa destinada às bicicletas. Ainda assim, o uso é compartilhado com pedestres e veículos que aguardam reparos. O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) não prevê a construção de mais ciclovias na estrada.

Segundo o relações públicas da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), major Fábio José Martins, o número de acidentes envolvendo ciclistas preocupa. “A quantidade de pessoas com bicicletas cresceu muito, mas há poucas ciclovias. Vamos começar a trabalhar essa questão”, prometeu.

No último domingo, às 9h30min, Emilio D. C. de Souza trafegava pelo km 18,2, trecho sem ciclovia, da SC-401 quando foi atingido por um automóvel. Ele chegou a ser levado para o Hospital Celso Ramos, mas morreu no começo da tarde. Outro ciclista ficou ferido no acidente. O motorista do veículo Forde Fiesta, Lucas Collovini, 29 anos, se recusou a fazer o teste de bafômetro e a ceder sangue para a realização do exame, que comprovaria a embriaguez. Como ele prestou socorro às vítimas, foi liberado. Collovini se limitou a informar que dormiu ao volante.

O presidente do Deinfra, Paulo Meller, acredita que o acidente foi uma fatalidade. “Não temos projetos para fazer ciclovia naquele ponto. Esse caso foi um acidente. Ele saiu da pista. A ciclofaixa não evitaria o acidente”, justificou Meller. Em relação ao trecho recém-duplicado da SC-401, onde ciclistas e pedestres têm que dividir espaço com carros quebrados, Meller garante que o projeto é adequado. “Está dentro das normas”, defendeu.

Denúncia. Gilbert de Oliveira, 36 anos, disse que se os ciclistas andam no acostamento são jogados para a pista pelos motoristas dos carros que saem das lojas existentes ao longo da SC-401. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

“Os motoristas não têm paciência”

O motorista Gilbert de Oliveira, 36 anos, utiliza a bicicleta sempre que pode. Mas ele reclama que falta respeito dos condutores. “Quando você está no acostamento, os carros que saem das lojas ao longo da via ficam empurrando a gente para a pista. Os motoristas não têm paciência com quem está de bicicleta”, reclamou.

Para o major Fábio José Martins, a velocidade permitida na SC-401 é incompatível à realidade da Capital. “É uma rodovia acima da média urbana. Os ciclistas têm que evitar esse local, principalmente o trecho sem ciclovia”, avisou o policial rodoviário.

Flagrante. Rapaz se arrisca ao cruzar SC-401, justamente onde há uma passarela para pedestres. Foto: Alexandro Albornoz / ND. 

Pedestres também correm risco

Os pedestres também correm risco diário ao utilizar a SC-401. Porém, em alguns casos, são eles que colocam em risco a vida dos usuários da estrada. Ontem, a reportagem do Notícias do Dia flagrou uma pessoa atravessando a pista sob uma passarela. Números do setor de estatística da Polícia Rodoviária Militar revelam que cinco pedestres morreram na via no ano passado. Outras 15 pessoas ficaram feridas. Neste ano, não houve mortes.

O trecho recém-duplicado da rodovia, inaugurado em dezembro, tem 8,4 quilômetros de faixa destinada a pedestres e ciclistas e uma passagem subterrânea. Ainda há o elevado da Vargem Pequena. Durante a temporada, 68 mil veículos trafegam diariamente pela SC-401.

Everton Palaoro

Saiba mais:

A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes como os deste fim-de-semana aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

(Vídeo) Acidente na SC-401 no RBS Notícias – Conteúdo da RBS TV SC.
Acorda Floripa! – Depoimento do triatleta André Puhlmann, que estava pedalando próximo ao local do acidente.
Vídeo e mais comentários sobre a entrevista acerca dos ciclistas atropelados na SC-401 – Conteúdo comentado do Jornal do Almoço.
Comentários e impressões sobre a entrevista sobre o acidente com ciclistas no Jornal do Almoço – Primeira parte dos comentários sobre o vídeo do Jornal do Almoço.
Mais um ciclista morre na SC-401  – Divulgação do último acidente no Jornal Notícias do Dia.
Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo do triatleta Rodrigo Machado Lucianetti.

Rio Tavares ganhará ciclovia! Projeto executivo será elaborado neste mês.

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 02 de fevereiro de 2012 (às 22h06). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Trânsito na Capital

Semáforos na SC-405, em Florianópolis, começam a funcionar no domingo

Controle será feito manualmente pelos policiais

A segunda rodovia mais movimentada de Santa Catarina e a primeira com pista reversível poderá ficar mais segura este ano. Nesta semana, o secretário de Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini, anunciou que irá resolver dois entraves da terceira pista da SC-405, no Sul da Ilha, em Florianópolis, até o final de 2012. A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) também promete ligar os semáforos de reversão da pista até domingo. Os problemas encontrados ao longo do trecho de 2,4 quilômetros da rodovia foram enumerados há 20 dias em uma reportagem do DC.

Segundo Cobalchini, o projeto de execução será elaborado neste mês e prevê a construção de uma ciclovia e calçada com 2,5 metros de largura do lado direito da terceira pista (no sentido praia-Centro) com uma extensão de 2,4 quilômetros.

A medida irá solucionar o conflito existente entre pedestres e veículos e pode aumentar a segurança dos moradores que circulam a pé e de bicicleta. O segundo problema, que o secretário promete resolver este ano, é a distância de 400 metros entre as faixas de pedestre. Ele garante que serão construídas faixas com lombadas ao longo da via.

O novo modelo é uma espécie de lombada que fica acima do nível normal da rua sinalizada com pintura em solo que permite a travessia mais segura de pedestres já que os veículos precisam diminuir a velocidade ao passar por elas.

O secretário de Infraestrutura diz que depois do Carnaval irá se reunir com os engenheiros responsáveis pelo projeto para definir quantas serão construídas e onde elas estarão posicionadas na pista.

— Estas medidas são emergenciais, os outros problemas tentaremos resolver ao longo do ano junto à Polícia Rodoviária Estadual — diz.

Cobalchini se refere à falta de retornos na rodovia e a possibilidade de diminuir a velocidade permitida de 60km/h para 40km/h. Para estes, não há previsão de início das obras.

A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão. Foto: Fernando Salazar / Especial / Agencia RBS.

As melhorias atendem à reivindicação dos moradores que formaram a Comissão Pró-Segurança da SC-405. Entre os pedidos estão as faixas com lombadas, a redução da velocidade na via e os retornos.

— Na segunda-feira, vamos percorrer todo o trecho da rodovia para ajudar a definir qual espaço que será destinado aos pedestres e aos ciclistas. Esperamos que os demais problemas ganhem soluções — diz Anselmo Döll, integrante da comissão.

Outro problema que ganhou um prazo para solução é o funcionamento dos cinco semáforos (que indicam o sentido do fluxo de veículos). Eles permanecem desligados desde o dia da inauguração, em dezembro do ano passado. De acordo com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), a empresa responsável pelo serviço deve instalar as baterias nos aparelhos até domingo, quando eles passam a funcionar. Hoje, a reversão do tráfego é feita manualmente por quatro policiais rodoviários estaduais

A SC-405 é considerada pelos moradores da região como “rodovia perigo”. O trecho está sem acostamento, sem calçadas, sem ciclovia e sem retorno. O fluxo de veículos atinge até 40 mil/dia na temporada de verão em uma localidade que concentra mais de 4 mil moradores e um intenso movimento de comércio.

Os sete nós da SC-405

1 – Pedestres em conflito com os veículos

Solução para 2012: hoje há uma faixa de pedestre a cada 400 metros. Com a distância muitos pedestres se arriscam atravessando a rodovia em meio aos veículos. Por isso, serão instaladas faixas com lombadas. Com elas, os motoristas se obrigam a diminuir a velocidade e os pedestres cruzam a via com mais segurança.

2 – Na teoria é rodovia, na prática é uma avenida

Solução para 2012: para o trecho se tornar mais humanizado e seguro a rodovia precisa receber calçadas e ciclovias. Elas deverão ser concluídas ainda este ano.

3 – Semáforos sem bateria e sem controle remoto

Solução prevista para domingo, 5: os cinco pórticos com semáforos ainda não funcionam. Mas o Deinfra promete que eles voltam a funcionar no domingo.

4 – Sem possibilidade de retorno ao longo do trecho

Solução prevista, mas sem prazo: o secretário de Infraestrutura diz que a intenção é fazer um retorno no meio do trecho, mas ainda não sabe informar como e quando ele será feito.

5 – Falta de espaço

Sem solução prevista: o Departamento Estadual de Infraestrutura afirma que para a melhoria do fluxo de veículos na região o ideal é duplicar a rodovia. Para isso, seria necessário desapropriar 70% do comércio local o governo, até o momento, não tem intenção de iniciar esta desapropriação.

6 – Sem horário fixo para reversão

Sem solução prevista: o projeto da pista reversível previa que a mudança do sentido ocorreria duas vezes ao dia, sempre às 6h e às 15h.

Mas, como o fluxo durante a temporada de verão é variável, até março não há um horário fixo. Quatro policiais militares continuam no local para orientar o trânsito.

7 – Uma obra provisória

Sem solução prevista: a terceira pista da SC -405 sozinha não elimina os congestionamentos na região. Ela ainda depende da duplicação dos 11km da SC-401 Sul (Diomício Freitas). O edital deve ser lançado até fevereiro e a entrega das obras é para o final de 2014.

Aline Rebequi

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Vídeo produzido pelo Diário Catarinense, divulgado originalmente neste link.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

SC-405: é seguro atravessar a rodovia?

O repórter e fotógrafo Guto Kuerten foi conferir como está a SC-405 depois da duplicação, mas do ponto de vista do pedestre. Como está para atravessar a via? Depoimentos dos moradores da região mostram que há, sim, dificuldades para cruzar a rodovia.

Ressalte-se, apenas, que uma solução mais efetiva e mais barata para melhorar a mobilidade dos pedestres da região seria a instalação de lombofaixas à mesma altura dos passeios (in)existentes, em vez de passarelas.

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Nova pista no Rio Tavares trouxe riscos a ciclistas e pedestres em Florianópolis

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 05 de janeiro de 2012 (às 11h21). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Nova pista da SC-405, no Sul da Ilha, oferece riscos para pedestres e ciclistas em Florianópolis

Uma hora no local é o suficiente para revelar diversas imprudências

Ciclistas se arriscam para a travessar a via. Foto: Fernando Salazar / Especial / Agência RBS.

Um copo de água com açúcar para diminuir o nervosismo e, antes de abrir a porta, uma palavra de incentivo do marido. A quarta-feira seria um dia de desafio para a aposentada Aide Costa da Cruz, 65 anos. Ela tinha contas para pagar, mas não era essa a angústia que lhe apertava o peito. Era a primeira vez que Aide atravessaria a SC-405 após a inauguração, em dezembro, da terceira faixa na rodovia que leva ao Sul da Ilha.

Ela encheu-se de coragem e lançou-se à aventura. A velocidade dos carros formava rajadas de vento. Alguns buzinavam. Ela se encolhia.

Terceira pista alongou distância

Na hora de atravessar, um susto: nervosa, Aide esqueceu que havia a terceira faixa. Ficou parada no meio da via, correndo o risco de ser atropelada, enquanto esperava uma brecha.

— Eu moro aqui há 30 anos e não era desse jeito. Agora tô morta de medo — desabafa.

O assombro de Aide com o risco iminente para pedestres é compartilhado entre os moradores da região. Para entender o motivo, basta caminhar por lá. Foi o que fez a equipe da Hora durante 60 minutos, ontem, enquanto conversava com a comunidade.

Só motor tem vez

Para atravessar a rodovia na faixa de pedestres, tivemos que correr, pois poucos veículos paravam. Os motoristas buzinavam, impacientes, e as motos sequer diminuíam a velocidade. Duas pessoas escaparam por centímetros de serem atropeladas, e um carro que parou para um pedestre atravessar na faixa levou uma batida na traseira.

Na pista fixa em sentido bairro-Centro, praticamente não há acostamento. Foi onde encontramos o administrador Cláudio Schramm Schenkel, 53, voltando do trabalho em sua bicicleta. Ele mora no Campeche e tem um escritório no Centro. Pedala 30 km todos os dias.

— Eu tenho experiência, sou cuidadoso e minha bike é equipada. Mas não recomendo que uma pessoa sem prática ande de bicicleta aqui — alerta.

Depois do Verão

Mobilizada, a população do Rio Tavares conquistou com protestos uma vitória junto ao poder público. O governo do Estado anunciou ontem que vai construir calçadas e ciclovias na extensão da SC-405 contemplada pela terceira pista. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, as obras devem iniciar após o fim da temporada de Verão.

O secretário adjunto de Infraestrutura no Estado, Paulo França, reuniu-se ontem com lideranças comunitárias e representantes de movimentos de ciclistas da Capital para discutir um modelo de projeto a ser implantado.

E durante as aulas?

Ainda faltam semanas para começar o período escolar, mas as famílias com filhos já estão aflitas com a possibilidade de ter crianças circulando em meio ao fluxo intenso do trânsito.

— Como as crianças vão fazer para atravessar? Não dá para deixar. É muito perigoso — preocupa-se o pedreiro Valdemir do Prado, que tem um filho de dois anos e outro de sete.

Ele faz questão de levar pessoalmente o menino mais velho para a escola, deixando o corpo entre o filho e os carros, para protegê-lo no trajeto.

Sinalização

Os cinco semáforos que vão indicar o sentido da terceira pista da SC-405 devem começar a funcionar hoje, a partir das 9h. A Polícia Militar Rodoviária será responsável pelo acionamento manual dos equipamentos.

Retorno

O presidente do Conselho Comunitário do Rio Tavares, Cedenir Silva, aponta a falta de locais para que os veículos passem de uma pista a outra, o que é possível só no Elevado da Seta ou no Campeche.

Laís Novo

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