Comissão Pró-Segurança da SC-405 reúne-se nesta terça-feira com o governo do estado

Está marcada para esta terça-feira, dia 24 de janeiro, na Secretaria de Estado de Infraestrutura de Santa Catarina, no Edifício das Diretorias, R. Tenente Silveira nº162, em Florianópolis, às 17h, a reunião entre a comissão de ciclistas e moradores da região do Rio Tavares e os técnicos do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) para discutir as melhorias nas obras de ampliação da SC-405, inaugurada incompleta.

A Comissão Pró-Segurança da SC-405, formada por associações de moradores e conselhos comunitários dos bairros Fazenda do Rio Tavares, Cachoeira do Rio Tavares, Rio Tavares e Porto da Lagoa, além de ciclistas da ONG ViaCiclo, Bicicletada Floripa, Pró-Bici e Associação Ecochannel vai propor as soluções abaixo:

– Reinstalação das faixas de pedestres nos locais compreendidos entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o rio Tavares, que foram retiradas mas nem todas recolocadas;
Lombofaixas, de maneira que as faixas de pedestres fiquem ao nível do passeio, proporcionando medidas de acalmia de tráfego (traffic calming) que permitam a travessia segura de pedestres e portadores de necessidades especiais;
– Lombofaixa na região do Trevo do Rio Tavares, de modo a possibilitar a clara preferência do pedestre na travessia;
Redução da velocidade máxima permitida para 40km/h (por sinal, maior do que a velocidade média dos automóveis na cidade);
– Três retornos ao longo do trecho, sendo um a manutenção da rótula no Trevo do Rio Tavares, um sob o Trevo da Seta, em mão inglesa, e um na altura da saída dos ônibus da empresa Insular (ex-Ribeironense), desonerando os ônibus de fazerem trajetos maiores e possibilitando retorno próximo à metade do trecho em questão;
Calçadas;
Ciclovia – e não ciclofaixa – em toda a extensão do bairro, com o projeto tendo que ser aprovado pela Bicicletada Floripa, ViaCiclo e Pró-Bici;
Iluminação, inclusive próximo a todos os pontos de paradas do transporte coletivo.

A Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis confirmou presença na reunião para discutir questões relativas ao transporte coletivo, em especial a recolocação dos abrigos, mas quiçá também a proposta de que a terceira pista seja utilizada unicamente para o transporte coletivo, como também almejam os cerca de 70 mil moradores do sul da Ilha de Santa Catarina.

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Rio Tavares: comissão de moradores e ciclistas reúne-se nesta segunda

A reunião entre moradores e técnicos do DEINFRA e da Secretaria de Estado de Infraestrutura que ocorreu no dia 4 de janeiro deu origem a duas comissões para solucionar os conflitos na reigão.

A comissão de moradores e ciclistas tem como componentes representantes das associações de moradores do Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares, Cachoeira do Rio Tavares e Porto da Lagoa, além de ciclistas da Bicicletada Floripa, da ONG ViaCiclo e da comissão municipal Pró-Bici. A reunião deles vai ocorrer nesta segunda-feira, 9 de janeiro, às 20h, no Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, próximo ao Terminal de Integração do Rio Tavares (TIRIO). Em reunião anterior que contava com esses mesmos membros foi elaborado um documento, já encaminhado à Secretaria de Estado de Infraestrutura, com assinatura de cerca de 450 moradores, com as solicitações abaixo:

 – Quatro retornos ao longo da Comunidade da Cachoeira do Rio Tavares [onde ocorreu a obra de ampliação da SC-405]
– As marquises dos pontos de ônibus

– Calçadas e acostamento adequados para que todos possam ter acesso
– Ciclovia
– Lombada eletrônica
– Sinalização

A reunião entre os técnicos ainda não possui data marcada, bem como não há previsão de nova reunião envolvendo os técnicos e a comunidade.

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Moradores vão atrás de calçada e ciclovia para o sul de Florianópolis

Em agosto, os moradores das comunidades Caieira da Barra do Sul e Tapera da Barra do Sul, extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, levaram ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) uma solicitação pedindo a construção de calçadas e uma ciclovia entre ambas comunidades.

Os arquitetos do IPUF mostraram-se interessados em viabilizar a execução do projeto. Os moradores entregaram um abaixo-assinado e irão conversar com os proprietários de imóveis junto à rodovia, para autorizar recuo do terreno onde devem ser implantadas ciclovias e calçadas.

O projeto passará por pré-avaliação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis (Pró-Bici) no próximo dia 23 de janeiro.

Melhorias como estas beneficiam os moradores de várias maneiras, não apenas trazendo mais segurança, mas também incentivando o turismo e melhorando a qualidade de vida e a saúde da população, que terá um local apropriado e seguro para pedalar e fazer caminhadas.

(Vídeo) Debatendo mobilidade urbana em Florianópolis

Programa exibido pela TV Câmara de Florianópolis, em 24 de setembro de 2011, na Semana da Mobilidade Sustentável, com um debate sobre a mobilidade urbana, em especial a feita através de bicicleta, com o presidente da Frente Parlamentar pela Mobilidade Urbana Sustentável, vereador Ricardo Camargo Vieira, e o secretário da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) e membro da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Fabiano Faga Pacheco.

Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 28 de setembro de 2011. Você também pode também ler a matéria no site do ND aqui . As pequenas correções foram feitas direto no texto.

Florianópolis terá serviço de aluguel de bicicletas em novembro de 2012

Projeto será semelhante ao do Rio de Janeiro conhecido como Samba.

Seguindo o exemplo de cidades como Paris, Barcelona e Rio de Janeiro, a Capital de Santa Catarina passará a oferecer aluguel de bicicletas na região central da cidade e nos bairros Agronômica, Trindade, Itacorubi e Córrego Grande. O Floribike terá 111 estações e 1.395 bicicletas. A expectativa é de que o serviço passe a operar em novembro de 2012.

O primeiro passo para implantação foi dado nessa quinta-feira com o anúncio do projeto e da audiência pública que definirá o conteúdo do edital de licitação. De acordo com a diretora de planejamento do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves da Silva, serão necessários seis meses para definir o edital, habilitar as empresas canditadas e anunciar a vencedora. Depois disso, são mais oito meses para implantação.

A diretora de planejamento explica que o Floribike funcionará por concessão, ou seja, a prefeitura cederá o espaço público para instalação das estações e a empresa vencedora arcará com os custos dos equipamentos. Os pontos de aluguel de bicicletas já foram definidos, no entanto, ainda não se sabe qual tecnologia será utilizada e qual será o valor do aluguel.

No entanto, Vera Lúcia lembra que o Floribike será semelhante ao sistema de aluguel de bicicletas do Rio de Janeiro, implantado em 2008 e conhecido como Samba (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicleta de Aluguel). Nele, o usuário ganha os primeiros trinta minutos de uso e partir daí paga R$ 10 pela diária, R$ 30 pela semana e R$ 350 para o ano inteiro. Na maioria dos casos, o pagamento é feito com cartão de crédito.

Meta é desafogar o trânsito

Entre os benefícios do aluguel de bicicletas para a mobilidade urbana de Florianópolis está a diminuição do uso do carro e do ônibus em pequenas distâncias (em um raio de 5km). “A pessoa usa o veículo para as longas distâncias, como do Norte ao Centro ou do Sul ao Centro, e na região central se descola de bicicleta”, comenta Vera Lúcia.

O Floribike foi dividido em dois núcleos: o central e o universitário. O primeiro terá 66 estações e 830 bicicletas e inclui pontos como o Ticen (Terminal de Integração do Centro) e ruas e avenidas como Beira-mar, Bocaíuva, Almirante Lamego, Othon Gama D’eça, Mauro Ramos, Rio Branco, Paulo Fontes e Felipe Schimidt.

Já o núcleo universitário, que engloba os bairros Itacorubi, Córrego Grande e Trindade, terá 45 estações com 565 unidades e inclui ruas e avenidas como Gov. Irineu Bornhausen, Lauro Linhares, Titri (Terminal de Integração da Trindade), rodovia Ademar Gonzaga e avenida Madre Benvenuta (Udesc).

Pontos de aluguel de bicicletas

Núcleo central (66 estações com 830 bicicletas)

– Av. Beiramar (trapiche) – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva/Almirante Lamego – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Prof.Othon Gama D’eça – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beira-mar – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Trompowsky– 1 estação de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva (entorno do Shopping Beiramar) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beiramar (Entre a Avenida Rio Branco e a Rua Des. Arno Hoeschl) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Desembargador Arno Hoeschl – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco (próximo ao Angeloni) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Prof. Othon Gama D’eça – 2 estações de 10 unidades.
– Avenida Rio Branco (1° Regimento da Polícia Militar) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Santo Inácio de Loyola – 1 estação de 15 unidades.
– Largo Benjamin Constant – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Adolfo Konder– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Encontro com a Rua Hoepcke) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Rodoviária Rita Maria) – 3 estações de 25 unidades.
– Rua Padre Roma – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Felipe Schmidt (Largo Fagundes) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Osmar Cunha – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Deodoro – 2 estações de 10 unidades.
– Largo da Catedral – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Marechal Guilherme – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Getúlio Vargas – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Federal de Educação) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Acesso ao Ticen) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Governador Gustavo Richard – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Procurador Abelardo Gomes – 2 estações de 10 unidades.
– Terminal Urbano de Florianópolis – 2 estações de 15 unidades.
– Praça Tancredo Neves – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Hercílio Luz (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.

Núcleo universitário (45 estações com 565 unidades)

– Av. Beira-mar (Praça Governador Celso Ramos) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Beira-mar (Praça República da Grécia) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Rui Barbosa – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen (Teatro do CIC) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares – 1 estação de 15 unidades.
– Titri – 2 estações de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Willian Richard Schisler Filho – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Madre Benvenuta (Udesc) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Amaro Antônio Vieira – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Henrique da Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Madre Benvenuta – 2 estações de 10 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga (Celesc) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Esquina com a Av. Madre Benvenuta) – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Ademar Gonzaga (Entre a Rua Vera Linhares de Andrade e Avenida Buriti) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Praça Santos Dumont) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Delfino Conti – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Henrique as Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Parque Ecológico Córrego Grande) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Encontro com a Rua Mto. Aldo Krieger) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Cap. Romualdo de Barros – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Edison P. do Nascimento – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Dep. Antonio Edu Vieira (Eletrosul) – 1 estação de 15 unidades.

Aline Rebequi

Saiba mais:

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

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Setembro, mês da mobilidade

Setembro é tido no Brasil como o mês da mobilidade sustentável. Nos últimos anos, têm sido freqüentes os eventos e debates que reforçam essa idéia. Diversas cidades do país, por exemplo, envolvem-se politicamente na promoção de atividades durante o Dia Mundial Sem Carros, que ocorre em 22 de setembro. Há anos, grandes pedaladas ocorrem nesse dia em cidades como São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. Com o trânsito cada vez mais caótico que tem assombrado até as médias cidades, fica premente que o planejamento urbano deve levar em conta alternativas aos meios de transporte que contemplem não apenas o automóvel.

Até a cidade estadunidense de Boston, conhecida por não ser amigável ao pedalar, está revendo seus conceitos e apostando em novas formas de deslocamento para seus cidadãos. Disponibilizou 600 bicicletas coletivas, investindo US$ 5,7 milhões para mudar sua imagem.

Outras cidades que, tradicionalmente, investiam preferencialmente na construção de novas pontes e rodovias estão se rendendo a mudar sua forma de pensar. Los Angeles, por exemplo, começa agora, tardiamente, a investir na requalificação de seu espaço urbano, incluindo a revitalização de passeios e a implantação de ainda tímidas ciclovias.

E já não era sem tempo! Os constantes engarrafamentos fizeram até que uma empresa de avião operasse vôos de um lado a outro da cidade por apenas US$ 4,00! O paradigma da rapidez dos veículos motorizados na cidade foi posto em cheque em julho deste ano. Numa espécie de Desafio Intermodal local, seis ciclistas desafiaram o avião e… chegaram com uma hora de antecedência!!!

Ainda assim, Los Angeles continua uma cidade dúbia! Mesmo com o fechamento para obras da principal rodovia americana, que passa pelo município, tendo ocasionado uma redução dos congestionamentos, os investimentos em sua ampliação superam em muito aqueles fornecidos à mobilidade por bicicleta e aos pedestres.

Enquanto algumas cidades ainda temem em enxergar em problemas as suas soluções, São Paulo, no último ano, tem trilhado um caminho mais próspero! Depois de a bicicleta ter chegado até à frente do helicóptero, no Desafio Intermodal realizado em 2009, vislumbram os ciclistas paulistanos um futuro melhor, embora ainda marcado de incertezas. A Ciclofaixa São Paulo, opção de lazer aos domingos, foi consideravelmente ampliada e, certeiramente, novos parques urbanos serão implantados no município ao longo de sua extensão. Pipocam projetos de  infraestrutura  cicloviária e, ao contrário de uma década atrás, quando planos cicloviários regionais foram criados e não saíram do papel, hoje São Paulo conta com forte pressão de associações de ciclistas para a implementação das melhorias.

A posição de Florianópolis também é dúbia. Enquanto são estudados novos locais para bicicletários, novas malhas cicloviárias e até mesmo um sistema de aluguel de bicicletas, vemos algumas obras fundamentais serem realizadas de maneira que não melhoram o trânsito e ainda colocam em risco a vida dos usuários da bicicleta. Exemplo mais gritante disso são as novas obras de nova pista na SC-405, no Rio Tavares. O aumento da velocidade dos automóveis nos trechos iniciais somados a uma diminuição de seu espaço de circulação põe em risco a vida dos ciclistas que trafegam pela região. Mesmo os planos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) prevendo as novas obras, que incluem nova pista e acostamento, previam eles também passeios e ciclovia. O Ministério Público exigiu a construção de ciclovia em um ano no local, bem como a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também se manifestou favorável aos ciclistas.

Outros exemplos da cidade refletem melhor o tom dúbio do discurso. Oficialmente inauguradas entre um e dois anos atrás, as ciclofaixas feitas ao final do próprio Rio Tavares e na Cachoeira do Bom Jesus ainda hoje não foram finalizadas. Postes são um obstáculo constante e perigoso em ambos os trechos. Ao mesmo tempo, no Ribeirão da Ilha, a tão sonhada ciclovia que consta no projeto executivo transmutou-se em passeio compartilhado que sofre, assim como a ciclofaixa da Rua Bocaiúva, constantes invasões por automóveis.

Dessa maneira, a mobilidade na cidade, tanto para quem anda de automóvel quanto para quem usa a bicicleta anseiam, ainda, medidas mais eficazes para rapidez e segurança dos usuários.

Os ciclistas depositam suas esperanças na integração intersetorial que o Pró-Bici trouxe consigo. A população em geral aguarda ainda a corajosa aposta no BRT (Bus Rapid Transit), apontado como uma plausível solução por especialistas estrangeiros e locais durante o Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Para quem hoje consegue ver soluções de longo prazo em suas próprias cidades, fica claro que novas pontes não são o caminho para melhorar a mobilidade urbana e que apenas investimentos no binômio transporte ativo + transporte coletivo estão na resposta que equaciona as soluções de trânsito das cidades do futuro.

Chegamos agora no melhor período para se pensar a mobilidade de forma integrada e holística. Sem preconceitos. Sem medo de inovar. Setembro já chegou!

Fabiano Faga Pacheco 

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no endereço eletrônico do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 26 de abril de 2011. Você também pode também ler a matéria no site do ND aqui.

Prefeitura de Florianópolis planeja implantar
sistema de bicicletas públicas em 2012

Proposta será estudada e aprimorada pela Pró-Bici, comissão criada na Capital para discutir a mobilidade urbana com o uso da bicicleta.

A mobilidade urbana poderá ter um motivo a mais para comemorar o próximo aniversário da Capital, em 23 de março de 2012. A Prefeitura de Florianópolis planeja inaugurar na data o sistema de transporte por bicicletas públicas, uma espécie de aluguel de bicicletas a uma baixa tarifa para percorrer determinados percursos. O convite para o estudo do modelo foi feito pela empresa Icnita Emovity, de Barcelona, em visita recente à Capital.

De acordo com a diretora de Planejamento do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Vera Lúcia Gonçalves da Silva, membro da Pró-Bici (Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta), a empresa espanhola estudou modelos de bicicletas públicas no mundo todo e apresentou uma proposta ao município. “Os testes seriam feitos em dois eixos principais, a avenida Beira-mar Norte ligando à UFSC, e a avenida Hercílio Luz, no Centro”, explica, lembrando que a ideia ainda será discutida e aprimorada pelos membros da Pró-Bici.

Normalmente, nos sistemas de bicicletas públicas o usuário paga um valor e retira a bicicleta de uma estação. Após percorrer o trecho desejado, devolve a bicicleta em outra estação, com a opção de concluir o trajeto a pé ou de ônibus. Neste último caso, preferencialmente com integração da tarifa já paga pelo uso da bicicleta. Outra proposta é criar bicicletários que funcionariam como estacionamentos. Quem tem bicicleta e deseja ir ao trabalho ou à escola, poderia guardá-la nestes espaços mediante pagamento de taxas.

Para o diretor-executivo da 8-80 Cities, entidade canadense que promove o uso de transportes alternativos, Guillermo Peñalosa, é preciso promover um projeto completo. “Não adianta bicicleta pública sem uma rede de ciclovias interligadas pela cidade. Várias tentativas no mundo que não pensaram na interligação foram um fracasso”, ressalta.

Patrick Daude, coordenador do Cities For Mobility: “Há vontade em mudar, mas é um caminho difícil." Foto: Divulgação/ND.

Para alemão, é preciso melhorar sistema de transporte

Transporte público por meio de ciclovias é um dos temas do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana realizado em Florianópolis nesta terça e quarta-feira. A Capital recebeu diferentes especialistas nacionais e internacionais no assunto. Um deles é Patrick Daude, coordenador do Cities For Mobility, maior entidade privada do planeta que trata sobre mobilidade urbana e é sediada em Stuttgart, na Alemanha.

Daude também integra a equipe de política da prefeitura e câmara daquela cidade. Como representante do prefeito de Stuttgart, faz uma espécie de intercâmbio com a Prefeitura da Capital há cinco anos e já percebeu os principais problemas da cidade. “Há vontade em mudar, mas é um caminho difícil. Percebemos o predomínio do espaço público para carros. No entanto, falta estrutura para optar pela bicicleta. E não basta infraestrutura, é preciso educação especialmente para demonstrar respeito ao ciclista”, lembra.

Para o alemão, o transporte público por meio de ônibus também precisa de melhorias. “Os terminais são bons e os ônibus são até modernos. Mas falta integração tarifária em toda a região”, diz. Outro problema é a falta de informações dentro dos terminais e nos pontos de ônibus. “Para onde vai? Qual linha? Poderia haver um mapa mostrando todo o percurso. Vejo que os telões ficam com até um minuto de publicidade. Imagine você chegar atrasado, querendo pegar um ônibus e ter que esperar até um minuto para ver qual é a próxima linha?”, alerta.

Sobre uma das principais polêmicas da Capital, um túnel ou uma ponte como quarta ligação entre Ilha e Continente, Daude afirma não ter preferência. “Não tenho dados técnicos para avaliar um túnel ou uma ponte. No entanto, se for para criar outro espaço, que se dê prioridade ao transporte público”, observa.

Serviço

O quê: Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana
Quando: 26 e 27/4, das 9h às 18h
Onde: Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na SC-401
Quanto: de R$ 592,50 a R$ 790
Como se inscrever: pelo site www.mobilidadenascidades.com.br, pelo e-mail inscricoes@shopconsult.com.br no local do evento

Palestras

Confira temas da programação:

“Soluções para a Mobilidade Urbana”, com o canadense Guillermo Peñalosa
“Transporte Público: Além do BRT – Veículos leves sobre trilhos (VLT) ou metrô?”, com o colombiano Carlos Felipe Pardo e o alemão Niklas Sieber
“Andar de Bicicleta e Andar a Pé: uma nova perspectiva para as sociedades dependentes de carros”, com o holandês Ton Daggers, o inglês Rodney Tolley e o alemão Claus Köhnlein
“O carro nas cidades”, com o colombiano Klaus Banse e o brasileiro Lincoln Paiva
“A Copa do Mundo de 2014 – Organização de sucesso e benefícios de longa duração para as Cidades”, o alemão Patrick Daude e a brasileira Carla Pereira
“A questão da Mobilidade Urbana nas Cidades Catarinenses”, com Giselle Xavier
“Bicicleta – da recreação à cidadania”, com o canadense Guillermo Peñalosa

Maiara Gonçalves

Saiba mais:

Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas – Ângelo Leite fala sobre o SAMBA – Sistema Alternativo de Mobilidade por Bicicleta de Aluguel durante o Bicicultura 2010.

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