Prefeito de Florianópolis faz avaliação de propostas de mobilidade

O Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, publicou em suas páginas do bíduo 1º e 2 de abril de 2017 uma entrevista com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB). Na matéria, que pode ser conferida aqui, o prefeito fala para o repórter Felipe Alves sobre o andamento de 26 promessas feitas durante a sua campanha eleitoral após os primeiros três meses de governo.

Enquanto era candidato ao posto de alcaide da capital catarinense, Gean Loureiro foi um dos signatários da “Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística de Florianópolis”, que foi uma das ações do Projeto Bicicleta nas Eleições, promovido na cidade pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) com o apoio da União de Ciclistas do Brasil (UCB). A matéria traz trechos que falam sobre a mobilidade urbana, que foram separados no enxerto copiado abaixo.

Aos três meses de administração, Gean Loureiro avalia andamento de propostas

Separamos 26 propostas feitas pelo prefeito de Florianópolis no ano passado para saber o que será executado.

Neste dia 1º de abril, Gean Loureiro (PMDB) completa o primeiro trimestre à frente da Prefeitura de Florianópolis. O Notícias do Dia separou 26 propostas concretas de diversas áreas apresentadas por Gean durante a campanha eleitoral para saber se, passados os três primeiros meses, será possível efetivar as promessas apresentadas em campanhas. […]

Ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e presidente da Fatma, Gean não esconde que dedicou sua trajetória política para estar no cargo em que ocupa hoje. “Eu não posso fraquejar agora diante das dificuldades, senão não estou preparado para ser prefeito”, alega.

AS PROPOSTAS DE CAMPANHA

MOBILIDADE URBANA

– Implantar o Plano de Mobilidade Urbana

“Estamos fazendo estudos para encaminhar. O plano tem que ser debatido para ser construído, mas tem ações que já começam a ser colocados em prática através dos modais que estamos discutindo. Queremos nesse ano ter o plano encaminhado”.

Aterro da Baía Sul. Foto: Flávio Tin/ND.

– Implantar novas ciclovias

“Pedimos para Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento e Desenvolvimento Urbano fazer um estudo das rotas cicloviárias e também novas oportunidades de espaços para os ciclistas. Já estamos na fase de estudos da pista da Beira-Mar Norte aos domingos, que deve iniciar em abril. Mas estamos definindo rotas para ciclovias e tentando estabelecer parcerias e formatos para poder concretizar. Não temos meta específica, mas vamos fazer o máximo possível”.

– Ampliar o número de corredores exclusivos ou preferenciais para transporte coletivo

“Isso é o Rapidão [BRTs], que já começamos este mês. Nossa ideia é realizar até 2019 todo o anel viário central e, a partir daí, ampliar para os troncos dos eixos norte, sul e continente”.

– Construir um bicicletário municipal

“Estamos definindo pontos específicos que possam dar segurança e condição de deixar as bicicletas, por que se não fizer isso você não estimula o uso. Estão sendo definidos os pontos e vai ser feito em parceria com a iniciativa privada”.

– Implantar estacionamento de carros e bicicletas junto aos terminais de integração

“Isso deve entrar como parte da estrutura das obras do anel viário. A ideia é poder ter deslocamento de algumas pessoas que possam ir de carro até esses locais e, a partir daí, utilizar o transporte coletiva, não se deslocando até o centro da cidade. Fazemos o levantamento dos terrenos da prefeitura para poder adequar e fazer essa modelagem”.

– Implantar projeto de bicicleta compartilhada

“Estamos fazendo um novo formato de edital, pois o último deu deserto [sem interessados]. É preciso ter um atrativo maior. Em qualquer parceria público-privada se não tiver algo que se tenha retorno, a empresa não se atrai”.

INFRAESTRUTURA

– Construção do elevado do Rio Tavares em 2017

“Estamos fazendo a continuidade da obra e continuamos avançando. Teve dificuldade com o financiamento e a SPU, mas já vencemos. Esse é um compromisso sagrado para a gente realizar. Temos uma expectativa de execução da obra para até março do ano que vem e a gente está tentando antecipar para ver se consegue entregar até o fim do ano. Aprovamos o projeto das PPPs para a desapropriação sem tirar dinheiro da prefeitura. Sobre a outorga, estamos intermediando para poder concretizar”.

Elevado do Rio Tavares. Foto: Flávio Tin/ND

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

– Implantar o Plano Diretor

“Nosso prazo para enviar para a Câmara é até 31 de maio. Reativamos o Núcleo Gestor e estamos cumprindo os prazos. Não sei se vamos ter o melhor Plano Diretor, por que é uma lei especial que o prefeito cumpre os prazos. Obviamente que a decisão é do Núcleo Gestor e do Ipuf, mas a decisão final é da Câmara de Vereadores”.

Florianópolis. Foto: Daniel Queiroz/ND.

Escola do Rio Tavares promoverá passeio ciclístico

A Escola Básica Municipal João Gonçalves Pinheiro, localizada na Rua Silvio Lopes de Araújo, no bairro Rio Tavares, em Florianópolis, irá realizar neste sábado, 8 de agosto, um passeio ciclístico pelas ruas principais da planície do Campeche. A concentração começará às 8h, com saída prevista para às 9h. Participam da organização, além do professor Wladson Dalfovo e a sua Turma 81, a empresa de cicloturismo Caminhos do Sertão, o Bike Anjo Floripa e o projeto Bicicleta na Escola.

A pedalada, aberta ao público, faz parte de um trabalho integrado de desenvolvimento educacional, político e ambiental dos alunos, sem deixar de buscar um apelo da comunidade e dos governantes para o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte seguro, eficiente e não poluente.

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Florianopolis 2015-08-08 Rio Tavares

A planície do Campeche é um dos locais mais propícios ao pedalar de toda a Ilha de Santa Catarina. De formação sedimentar e com geomorfologia moldada pela erosão eólica, a região foi uma das primeiras bacias cicloviárias estudadas no país. Há quase uma década a geógrafa e hoje professora do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Camboriú Roberta Raquel propôs uma microrrede cicloviária abrangendo toda a região. Por todo o percurso pelo qual os alunos passarão deveriam haver ciclovias, de acordo com o Projeto Rotas Inteligentes, gestado desde 1997 pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

As ciclofaixas que existem hoje, na Av. Pequeno Príncipe e no trecho da SC 405 na Fazenda do Rio Tavares, foram construídas entre 2008 e 2010 e receberam muito pouca manutenção. Até o começo deste mês, havia trechos inteiros dessas ciclofaixas recobertas por areia. Em 2012, a Av. Campeche foi revitalizada, sem, entretanto, implantação de estrutura cicloviária. A SC406, apesar de ter uma emenda orçamentária para se buscar recursos da União, não tem sequer projeto técnico-executivo em formulação.

O que as crianças de hoje querem é mostrar que não pretendem relegar a bicicleta às suas aventuras pueris. Almejam sensibilizar população e políticos para que mantenham a segurança de usar a bicicleta sem que os seus futuros sejam postos em risco.

Ciclovia no Rio Tavares pode sair após 3 anos de atraso

Foi lançado no dia 29 de outubro, o terceiro edital para obras de ciclovias e calçadas na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis.

O terceiro edital quase um ano após a segunda tentativa de dar vazão à obra ter ficado sem concorrentes. Segundo o Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA/SC), a ausência de empresas interessadas nas demais licitações deveu-se ao fato de o valor da obra ser pequeno quando comparada a outras obras em implantação no Estado. Ao contrário do que foi afirmado em 2011, nenhuma dessas novas obras contempla infraestrutura cicloviária adequada, nem mesmo a da SC-403, cujo tratamento cicloviário está péssimo, contando com largura insuficiente segundo os parâmetros técnicos e ausência de adequações cicloviárias nas intersecções.

De fato, agora o valor para a obra é superior. Estão previstos para a implantação de lombofaixas, calçadas e ciclovia o montante de R$2.122.540,27. A partir do início das obras, devem-se passar oito meses até o seu término.

:: Baixe aqui o edital Edital de Concorrência 0065/2013 e seu Anexo

A ciclovia na SC-405 era uma reivindicação dos ciclistas e da comunidade de 4 bairros desde 2008, quando recomeçaram os planos para duplicação da via. Além de ciclovia, as comunidades exigiam uma faixa exclusiva para o transporte coletivo. A terceira faixa da SC-405 acabou sendo aberta aos automóveis. Inaugurada num final-de-semana, teve seu primeiro congestionamento observado logo na primeira segunda-feira, demonstrando a ineficácia da medida como obra de trânsito e de mobilidade urbana. Em um ano, triplicaram os “acidentes” envolvendo pedestres e ciclistas.

A via, em vez de conectar, separou o bairro ao meio.

Em janeiro deste ano, a Bicicletada Floripa foi para a região congestionada. Os ciclistas, de variadas idades, foram mais velozes que os automóveis. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Se o preço das obras subiu, a qualidade técnica aparenta ter subido pouco. O projeto, feito em parceria com moradores e ciclistas, foi feito para a ciclovia ser inaugurada rapidamente, em julho de 2012. As visitas técnicas terminaram no começo de março do mesmo ano e apenas em outubro foi lançado o primeiro edital.

Passados dois anos, esperava-se, pelo menos, que o projeto fosse consideravelmente melhorado, com previsão de ciclovia bidirecional de 3 metros e calçadas de 2m, o que não irá ocorrer. Três metros deve ser a largura que pedestres, ciclistas e postes devem compartilhar para sair do caminho dos carros. A extensão continua sendo de 2,34km, abrangendo o trecho entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o Rio Tavares.

A perspectiva para o futuro também não é das melhores. Nos últimos cinco anos, nenhum engenheiro do DEINFRA nem de empresas que “tradicionalmente” lhe prestam serviços participou das capacitações técnicas realizadas em Santa Catarina nos últimos cinco anos.

Ainda assim, a vida urge pela pressa na execução da obra. Torcem as crianças que estudam nas escolas da região para que, desta vez, haja alguma empresa interessada. Torcem também os seus pais. Torcem os moradores que diariamente se arriscam ao cruzar a região, em atividades tão simples quanto ir à mercearia e à padaria. orcem, enfim, as pessoas cujas vidas serão salvaguardadas.

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Dia Nacional do Ciclista

Neste último ano, muita coisa se falou sobre bicicleta em Santa Catarina. As ações que começaram em período eleitoral deram origem a compromissos com os ciclistas, assumidos em Joinville e em Florianópolis.

Mas em termos estaduais, muito pouca coisa avançou de fato.

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Ônibus & ciclistas: bom exemplo e mau exemplo

Desde o abalroamento que acabou resultando na morte da estudante de Oceanografia Lylyan Karlinski Gomes, no primeiro dia deste mês, muitas movimentações foram feitas a fim de se equacionar a relação complementar que o transporte coletivo e a bicicleta deveriam ter no dia a dia.

Se a avaliação das articulações desse último mês são positivas, vemo-nos ainda distante de uma situação ideal.

Confira o seguimento do bom exemplo que a Canasvieiras vem conduzindo e a péssima atitude de um motorista da Insular neste fim de julho.

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Sábado é dia de pedalar pela Saúde

Florianopolis 2013-07-06 Pedalada da Saude

Neste sábado, 06 de julho, estão programadas para acontecer no Rio Tavares diversas atividades de educação, cultura, esporte e lazer, abertas para a comunidade.

O Conselho Local de Saúde da Fazenda do Rio Tavares está promovendo a quinta edição do Sábado da Saúde, evento que volta a acontecer no bairro após dois anos. Além das ações de vacinação, medição de pressão e orientação sobre direitos reprodutivos e sensibilização sobre vício em álcool e tabaco, bazares, mostra de filmes, aulas de iôga e até o espaço do Brinca Comunidade far-se-ão presentes.

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Contando também com o apoio da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), do Bike Anjo Floripa e da bicicletaria Cicle Campeche vai acontecer a 4ª Pedalada da Saúde, um passeio ciclístico em ritmo leve em torno do Morro do Lampião. Deve ocorrer também uma edição do BarrancAnjo, em que as pessoas podem tirar dúvidas sobre como pedalar e se portar no trânsito.

Florianopolis 2013-07-06 Rio Tavares

Oficinas de suco verde, tempero saudável, boi de mamão estão previstas, assim como exibição de teatro e apresentação de violão e clarinete. Confira abaixo a programação:Florianopolis 2013-07-06 Sabado da Saude atividadesO Sábado da Saúde acontecerá no Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, ao lado do Terminal de Integração do Rio Tavares (TIRIO). Haverá também eleição para a nova formação do conselho de saúde.

Artigo: Pensar, enquanto tempo há

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 11 de abril de 2013. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui.

Notícias do Dia - logo v2

Artigo

Planejarás a tua urbe, enquanto é tempo

Silvio LuzardoAdministrar a cidade no nosso intrincado enredo urbanístico apresenta ao prefeito Cesar Souza Júnior, de Florianópolis, um nó que exige flexibilidade, coragem e decisão atemporal. Difere em envergadura do engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal no Rio de Janeiro, em 1920. O presidente Epitácio Pessoa determinou que preparasse a cidade para os festejos do primeiro centenário de independência do Brasil. E Sampaio enfrentou uma pressão do tamanho do que resolveu atacar: a demolição do morro Castelo! Alegava que o morro, apesar de “histórico” (onde Mem de Sá instalou o governo, em 1567), atrapalhava a ventilação da cidade, a circulação e a implantação de sistema de saneamento. A obra possibilitou inúmeros avanços posteriores e foi um marco na modernização da Cidade Maravilhosa.

Ao suspender os alvarás, o prefeito mexeu em vespeiro da dimensão do morro Castelo. Florianópolis é a jóia da coroa na construção civil. Empreendedores têm pressa e alegam que sustentam parte da economia de mão-de-obra não só do município como da região metropolitana. Entretanto, o administrador público deve ter um olhar precavido e não condescendente. Deve administrar com a vista alongada, por no mínimo 30 anos. Eis a diferença onde residem os enormes conflitos de interesses. Por isso, a prefeitura deve agir rápido para sanar as irregularidades e disciplinar, de uma vez por todas, um Plano Diretor Integrado. Se isso não ocorrer, Florianópolis pode se transformar de Ilha da Magia em Presídio Urbano.

Entretanto, não é só a iniciativa privada que se vale das “lacunas” da legislação ultrapassada. Obras públicas mal planejadas, com uma visão estreita e oportunista, ilustram a cidade, de um lado. No outro, a absoluta falta de controle e fiscalização sobre moradias em nossos morros. Há imperiosa necessidade de um planejamento prospectivo e estratégico, que antecipe o futuro e amarre o controle. As obras devem ocorrer estruturadas nessa cosmovisão urbana: qual o cenário provável para 2025?

Tão logo inaugurado o túnel Antonieta de Barros, fui conhecê-lo. Impossível atravessá-lo. Só existem corredores estreitos destinados à segurança (eventual evacuação). O projeto não considerou a mobilidade de pedestres e ciclistas (embora acredite que se possa reverter essa situação). Mais recente, o elevado do Itacorubi poderia também ter acesso aos pedestres e ciclistas. Havia espaço para isso, até porque o elevado começa em duas vias e, pasmem, termina numa só, numa curva! E a “solução” da SC-405, no Rio Tavares? O problema foi resolvido num trecho e “arrebentou” mais adiante. Será que uma rótula improvisada não resolveria o caso, até que se faça um entroncamento – um elevado – com a rodovia Dr. Antonio Gonzaga. Mas persevera minha preocupação: será também um elevado só para veículos automotores?

Por Silvio Luzardo*

* Silvio Luzardo é professor

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Fernanda Lago: Florianópolis tem que deixar de ser “carro-dependente”

O deslocamento das pessoas

A mobilidade na Ilha

A mobilidade e as cidades

Um ano e nada mudou

Um ano após o atropelamento de dois ciclistas na SC-401, no qual faleceu o estudante de Medicina Emílio Delfino Carvalho de Souza, muito pouca coisa se modificou de fato em Florianópolis para permitir maior segurança aos ciclistas que transitam na principal rodovia estadual catarinense.

Apesar do endurecimento da Lei Seca, por parte do governo federal, e da maior fiscalização da Polícia Militar Rodoviária, ambas atitudes dignas de eloqüentes elogios, o tráfego de bicicletas nas rodovias que cortam o território urbano catarinense ainda não teve a atenção que merece.

Apenas no ano passado, três ciclistas morreram na SC-401, número superior a qualquer outro desde a vigência da Lei Seca, no segundo semestre de 2008. Durante o ano de 2012, a SC-401 chegou a ficar mais de 100 dias sem acidentes fatais, fato pelo qual a morte de ciclistas se torna ainda mais preocupante.

Uma dessas mortes, inclusive, ocorreu em local onde os técnicos do Departamento de Infraestrutura (DEINFRA) acataram a instalação de uma ciclofaixa. Projetada desde 1991, a ciclovia da SC-401 até hoje não saiu do papel em nenhum de seus 19,6km.

E nem parece ter havido articulação para sair.

Fala-se apenas na implantação de ciclovias quando algum trecho de rodovia está para ser duplicado ou implantado. Sem as obras para carros, as obras para bicicletas não saem. Em Florianópolis, é o caso da Transavaiana e da SC-403. Mas igualmente não é o caso do acesso ao ParqTec Alfa, Tecnópolis.

Nenhum ciclista até hoje obteve acesso aos projetos de pistas cicláveis na Transavaiana nem da SC-403. E os temores se justificam: basta olhar a ineficiência técnica da ciclofaixa da SC-401. E o aumento dos acidentes com ciclistas e pedestres na SC-405, no Rio Tavares. Nenhum acesso, nenhuma conversa, sequer passou por consulta da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) ou mesmo pela coordenação de projetos cicloviários da prefeitura de Florianópolis.

Temem os ciclistas que virem a trafegar por essas rodovias, inseridas dentro da urbe.

A promessa que não saiu

Além da não-discussão de ciclovias decentes na SC-401, há que se salientar o não-cumprimento de uma das promessas feitas pelo então superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e braço direito do então prefeito municipal, Dário Elias Berger (PMDB). Em uma entrevista ao Jornal do Almoço por conta do ocorrido, por sinal bastante criticada, o gestor máximo do órgão de planejamento anunciou o investimento do município de R$4 milhões de reais na construção de ciclovias na cidade para o ano de 2012. Conforme demonstrado aqui no blogue, esse investimento referia-se à requalificação do espaço público das ruas Bocaiúva e Almirante Lamego.

Sabem quantos desses R$ 4 milhões foram empenhados? Zero. Absolutamente nada. O projeto de requalificação sequer teve seu projeto executivo feito e as ciclofaixas que surgiram nos últimos meses nada tiveram a ver com a construção de ciclovias, mas sim com a repavimentação pré-eleição que botou asfalto em diversas ruas das cidades.

Outras obras cicloviárias nem chegaram a ter um começo, como o caso da ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, ou tiveram apenas um tímido início, como a da Rod. João Gualberto Soares, iniciada após 6 seis anos no Rio Vermelho.

É com extrema infelicidade que se constata que algumas figuras públicas queriam apenas aparecer perante à tragédia anunciada que custou a vida de um jovem universitário, ciclista, morador de Santa Catarina.

Saiba mais:

Mais de duzentas pessoas comparecem à homenagem a ciclista morto na SC-401, neste sábado – Cobertura do Bicicleta na Rua sobre a bicicleta-fantasma na SC-401 em homenagem a Emílio Delfino Carvalho de Souza.
“Os ferimentos do meu filho não foram leves”, diz mãe de ciclista atingido na SC-401 – Desabafo da mãe de Nicolas Paolo Zanella, ciclista atropelado na SC-401.
Florianópolis terá duas Bicicletadas neste fim de semana – Divulgação oficial da Mobilização por mais segurança e menos mortes na Ilha de Santa Catarina.
SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas – Reportagem do Jornal Notícias do Dia revela a preocupação com a circulação de bicicleta na rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina.
Notas sobre a reunião pelo fim da impunidade no trânsito – Sociedade civil, mobilizada, divulga novas informações sobre o acidente.
A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes na SC-401 aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

Charge – Pedalando com segurança na SC-401

Rodas entre o asfalto e a areia

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Bicicletada Floripa de janeiro teve irreverência e críticas à ausência de ciclovias e à implantação de bicicletários inadequados

A tradicional Massa Crítica de Florianópolis contou com mais de 50 ciclistas em sua primeira edição de 2013. Fazendo alusão às férias e ao mar, cumpriu a promessa e foi à praia!

Arte: Fabricio Sousa

No caminho até à próxima praia do Campeche, ciclistas fantasiados, de sunga, chinelos ou bermudão, não se eximiram em realizar críticas à ausência de espaço reservado à circulação de ciclistas e apoio da população.

Na primeira Bicicletada de 2013, ciclistas de Florianópolis pedalam observando o pôr do Sol.

Na primeira Bicicletada de 2013, ciclistas de Florianópolis pedalam observando o pôr do Sol. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Pelo caminho até o sul da Ilha, uma volta no parque da Costeira do Pirajubaé deixou crianças e adolescentes perplexos.

Passagem de ciclistas por parque da Costeira impressionou os mais jovens.

Passagem de ciclistas por parque da Costeira impressionou os mais jovens. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Uma ciclovia fora prometida no Rio Tavares e deve começar a ser construída logo após a temporada de verão, ou seja, daqui uma quinzena. Apesar da promessa, por decisão judicial, já deveria existir ao menos uma ciclofaixa no local desde junho, e uma ciclovia deveria ter ficado pronta no começo deste mês.

No Rio Tavares, a principal via do bairro, a rodovia SC-405, foi ampliada, sem considerar, entretanto as travessias para pedestres nem a circulação de bicicletas. Na época apontada como grande parte da solução para os congestionamentos diários no local, a ampliação acabou, ao contrário, trazendo mais problemas de mobilidade na bacia do Campeche, com o aumento do número de automóveis, mas não de ônibus, circulando por ela. Em menos de um ano, a faixa adicional já se tornou insuficiente para a demanda de veículos motorizados individuais que trafegam por ela. Ao mesmo tempo, triplicou-se o número de acidentes com ciclistas e pedestres.

Não faltaram bicicletas ornamentadas motivos florais.

Não faltaram bicicletas ornamentadas motivos florais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Ocupando uma das faixas da via no sentido Centro-Sul, os ciclistas viram-se obrigados a ficarem em meio ao trânsito, atrás de uma fila de automóveis que insistia em parar. Os gritos de “Cadê a ciclovia!?” entoados foram logo aplaudidos por moradores da região, bem como por diversos motoristas que os viam passar.

Com acostamento intermitente, ciclistas aguardam atrás dos automóveis a sua vez de se deslocar.

Com acostamento intermitente, ciclistas aguardam atrás dos automóveis a sua vez de se deslocar. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A passagem pela Av. Pequeno Príncipe, o principal acesso ao Campeche, também rendeu boas críticas às condições precárias que a falta de manutenção da ciclofaixa acarretou, resultando em cada vez mais buracos e amontoados de areia.

O banho de mar, compartilhado por cerca de 15 ciclistas nas águas incomumente tranquilas da praia, antecedeu um protesto rápido contra os paraciclos instalados ao final da praia.

Parte dos ciclistas na praia do Campeche.

Parte dos ciclistas na praia do Campeche. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Revitalizada há poucos meses, o acesso à praia não contou pista ciclável, conforme determina a Lei Municipal 78/2001, e teve 22 paraciclos entorta-rodas instalados. O modelo municipal, considerado adequado pelos ciclistas, pode ser encontrado aqui.

Bicicletas ao chão em protesto contra bicicletário inadequado instalado no Campeche.

Bicicletas ao chão em protesto contra bicicletário inadequado instalado no Campeche. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

No dia seguinte, durante o evento “Prefeitura nos Bairros”, o secretário de Obras e vice-prefeito João Amin (PP) afirmou que irá rever esses paraciclos e instalar um modelo mais adequado.

Saiba mais sobre a Bicicletada Floripa de janeiro

Fotos:

Eduardo Xavier
Fabiano Faga Pacheco
(também no Facebook)
Fabricio Sousa
Stefano Maccarini

Vídeos:

Daniel de Araújo Costa
Fabiano Faga Pacheco

Pedala Parkinson e reunião sobre SC-405

Os próximos dias serão marcados por atividades para os mais diversos tipos de ciclistas de Florianópolis. Haverá desde treinos até pedaladas mais leves, passando também por assuntos que interessam aos preocupados com a mobilidade urbana.

Audax Floripa

Neste domingo, às 7h, saindo da Della Bikes, na Trindade, acontecerá o segundo treino oficial para quem pretende concluir o Audax Floripa 200km ou o Desafio de 100km. O percurso do Desafio (e também parte do trecho principal) será feito em nível intermediário, num total de 80km.

Pedala Parkinson 2012

Devido à chuva, o Pedala Parkinson foi transferido para este domingo, saindo às 15h do trapiche da Av. Beira-Mar Norte. A concentração inicia às 14h30. A pedalada foi programada para acontecer no último Dia Internacional da Doença de Parkinson (11/04), como forma de mostrar que quem sofre dessa moléstia pode permanecer inserido na sociedade.

SC-405

Segunda-feira será marcada por reunião entre a Comissão Pró-Segurança da SC-405, no Rio Tavares, e o  secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, às 17h30. A reunião vai, mais uma vez, tratar das obras complementares à ampliação da pista. Os moradores dos bairros, Rio Tavares, Campeche, Fazenda do Rio Tavares e Cachoeira do Rio Tavares permanecem descontentes com a lentidão de algumas das reivindicações apresentadas em janeiro deste ano.

Feliz Aniversário, Desterro!

Esta sexta-feira, 23 de março, Florianópolis comemora 286 anos de sua emancipação política. Como nos últimos anos, esta data é escolhida por seus representantes para se fazer inaugurações de obras. E algumas delas têm a ver com bicicleta.

Beira-Mar Continental

A Avenida Poeta Zininho, popularmente conhecida como Beira-Mar Continental ou Beira-Mar do Estreito, leva, nos 2,3km sem poesia de sua extensão, o nome do autor do hino oficial da cidade, o popular “Rancho de Amor à Ilha”. Neste novo aterro de um povo que infelizmente ainda não trata seus mares com carinho, constam ciclovias bidirecionais margeando o mar. Os ciclistas contam com iluminação, mas a arborização continua praticamente inexistente, diferindo muito da orla bastante freqüentada dos municípios paulistas de Santos e Praia Grande.

Os novos 2,3km de pistas cicláveis começam e terminam dispersos de outras estruturas cicloviárias, mas sem dúvida é uma opção interessante para os deslocamentos de passagem feitos em bicicleta. A maior parte de quem mora no antigo Balneário do Estreito, cuja balneabilidade ainda deixa a desejar, verá o trecho mais como uma opção de lazer do que de deslocamentos no dia a dia. Para esses, pistas cicláveis no binário R. Fulvio Aducci e R. Gen. Eurico Gaspar Dutra seriam essenciais.

Prevista para ser inaugurada em 2009, a obra demorou 8 anos para ser concluída. Em 2011, no Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, Guillermo Peñalosa sugeriu que um trecho como aquele deveria ter a metade da quantidade de pistas, com a parcela restante recoberta por áreas verdes e de lazer.

De fato, não deve resolver a mobilidade do automóvel a médio e longo prazo, até por não estar integrada aos estudos que visam implantar um novo modelo de transporte coletivo (BRT, VLT ou monotrilho, segundo o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig), mas para os ciclistas contribui de fato como uma opção nova tanto de lazer quanto de deslocamento.

A Beira-Mar Continental já foi oficialmente inaugurada, nesta quinta-feira, 22.

Nova iluminação na Beira-Mar Norte

Numa atitude que pegou os ciclistas de surpresa, a Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou:

“No Centro da cidade uma surpresa para os amantes da bicicleta: iluminação em led da ciclovia da Beira-Mar Norte.”

De fato, a iluminação é benvinda, proporciona melhor visão a um menor custo aos cofres públicos. Entretanto, deve-se considerar que a iluminação só deveria ser instalada após um projeto paisagístico que contemplasse arborização de seus canteiros, de forma a não atrapalhar a sinalização semafórica e não gerar sombreamento na nova iluminação.

Ciclovia na Lagoa

A revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa, foi anunciada. Após a captação de recursos do Ministério das Cidades, será assinada, nos próximos dias, a ordem de serviço para iluminação, passeios, daques e ciclovia. É um antigo anseio da comunidade que tomou a forma que tem hoje em 2009, quando surgiu o Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Saiba mais:

Ciclovia da Osni Ortiga – Daniel Biólogo

Passeio Ciclístico

O SESC-SC convida a todos os interessados para o I Encontro de Ciclistas SESC. A saída e a chegada serão no SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino nº100. A pedalada deve sair à 9h e seguir por um percurso de 4km pelo Centro da cidade, num trajeto fácil para pessoas de qualquer idade ou condição física.

Em outros aniversários

Em 23 de março de 2010, foi inaugurada, ainda incompleta, a ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares. Com nove postes de eletricidade no caminho dos ciclistas, até hoje nenhuma outra intervenção foi feita no local, permanecendo os obstáculos em seus mesmíssimos locais de dois anos atrás.

No ano passado, após um passeio ciclístico que contou com dezenas de pessoas, foi assinada a criação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta, contendo atores da sociedade e representantes de entidades públicas de Florianópolis. A iniciativa foi elogiada em cidades como Tijucas, Recife e São Paulo. Completando um ano desde sua criação, a Pró-Bici deverá ser reformulada, a fim de melhor cumprir sua função sob os olhares constantes dos ciclistas da capital.

Rio Tavares ganhará ciclovia! Projeto executivo será elaborado neste mês.

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 02 de fevereiro de 2012 (às 22h06). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Trânsito na Capital

Semáforos na SC-405, em Florianópolis, começam a funcionar no domingo

Controle será feito manualmente pelos policiais

A segunda rodovia mais movimentada de Santa Catarina e a primeira com pista reversível poderá ficar mais segura este ano. Nesta semana, o secretário de Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini, anunciou que irá resolver dois entraves da terceira pista da SC-405, no Sul da Ilha, em Florianópolis, até o final de 2012. A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) também promete ligar os semáforos de reversão da pista até domingo. Os problemas encontrados ao longo do trecho de 2,4 quilômetros da rodovia foram enumerados há 20 dias em uma reportagem do DC.

Segundo Cobalchini, o projeto de execução será elaborado neste mês e prevê a construção de uma ciclovia e calçada com 2,5 metros de largura do lado direito da terceira pista (no sentido praia-Centro) com uma extensão de 2,4 quilômetros.

A medida irá solucionar o conflito existente entre pedestres e veículos e pode aumentar a segurança dos moradores que circulam a pé e de bicicleta. O segundo problema, que o secretário promete resolver este ano, é a distância de 400 metros entre as faixas de pedestre. Ele garante que serão construídas faixas com lombadas ao longo da via.

O novo modelo é uma espécie de lombada que fica acima do nível normal da rua sinalizada com pintura em solo que permite a travessia mais segura de pedestres já que os veículos precisam diminuir a velocidade ao passar por elas.

O secretário de Infraestrutura diz que depois do Carnaval irá se reunir com os engenheiros responsáveis pelo projeto para definir quantas serão construídas e onde elas estarão posicionadas na pista.

— Estas medidas são emergenciais, os outros problemas tentaremos resolver ao longo do ano junto à Polícia Rodoviária Estadual — diz.

Cobalchini se refere à falta de retornos na rodovia e a possibilidade de diminuir a velocidade permitida de 60km/h para 40km/h. Para estes, não há previsão de início das obras.

A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão. Foto: Fernando Salazar / Especial / Agencia RBS.

As melhorias atendem à reivindicação dos moradores que formaram a Comissão Pró-Segurança da SC-405. Entre os pedidos estão as faixas com lombadas, a redução da velocidade na via e os retornos.

— Na segunda-feira, vamos percorrer todo o trecho da rodovia para ajudar a definir qual espaço que será destinado aos pedestres e aos ciclistas. Esperamos que os demais problemas ganhem soluções — diz Anselmo Döll, integrante da comissão.

Outro problema que ganhou um prazo para solução é o funcionamento dos cinco semáforos (que indicam o sentido do fluxo de veículos). Eles permanecem desligados desde o dia da inauguração, em dezembro do ano passado. De acordo com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), a empresa responsável pelo serviço deve instalar as baterias nos aparelhos até domingo, quando eles passam a funcionar. Hoje, a reversão do tráfego é feita manualmente por quatro policiais rodoviários estaduais

A SC-405 é considerada pelos moradores da região como “rodovia perigo”. O trecho está sem acostamento, sem calçadas, sem ciclovia e sem retorno. O fluxo de veículos atinge até 40 mil/dia na temporada de verão em uma localidade que concentra mais de 4 mil moradores e um intenso movimento de comércio.

Os sete nós da SC-405

1 – Pedestres em conflito com os veículos

Solução para 2012: hoje há uma faixa de pedestre a cada 400 metros. Com a distância muitos pedestres se arriscam atravessando a rodovia em meio aos veículos. Por isso, serão instaladas faixas com lombadas. Com elas, os motoristas se obrigam a diminuir a velocidade e os pedestres cruzam a via com mais segurança.

2 – Na teoria é rodovia, na prática é uma avenida

Solução para 2012: para o trecho se tornar mais humanizado e seguro a rodovia precisa receber calçadas e ciclovias. Elas deverão ser concluídas ainda este ano.

3 – Semáforos sem bateria e sem controle remoto

Solução prevista para domingo, 5: os cinco pórticos com semáforos ainda não funcionam. Mas o Deinfra promete que eles voltam a funcionar no domingo.

4 – Sem possibilidade de retorno ao longo do trecho

Solução prevista, mas sem prazo: o secretário de Infraestrutura diz que a intenção é fazer um retorno no meio do trecho, mas ainda não sabe informar como e quando ele será feito.

5 – Falta de espaço

Sem solução prevista: o Departamento Estadual de Infraestrutura afirma que para a melhoria do fluxo de veículos na região o ideal é duplicar a rodovia. Para isso, seria necessário desapropriar 70% do comércio local o governo, até o momento, não tem intenção de iniciar esta desapropriação.

6 – Sem horário fixo para reversão

Sem solução prevista: o projeto da pista reversível previa que a mudança do sentido ocorreria duas vezes ao dia, sempre às 6h e às 15h.

Mas, como o fluxo durante a temporada de verão é variável, até março não há um horário fixo. Quatro policiais militares continuam no local para orientar o trânsito.

7 – Uma obra provisória

Sem solução prevista: a terceira pista da SC -405 sozinha não elimina os congestionamentos na região. Ela ainda depende da duplicação dos 11km da SC-401 Sul (Diomício Freitas). O edital deve ser lançado até fevereiro e a entrega das obras é para o final de 2014.

Aline Rebequi

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Vídeo produzido pelo Diário Catarinense, divulgado originalmente neste link.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

SC-405: é seguro atravessar a rodovia?

O repórter e fotógrafo Guto Kuerten foi conferir como está a SC-405 depois da duplicação, mas do ponto de vista do pedestre. Como está para atravessar a via? Depoimentos dos moradores da região mostram que há, sim, dificuldades para cruzar a rodovia.

Ressalte-se, apenas, que uma solução mais efetiva e mais barata para melhorar a mobilidade dos pedestres da região seria a instalação de lombofaixas à mesma altura dos passeios (in)existentes, em vez de passarelas.

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Reunião adiada!

Devido a um acidente ocorrido no interior do Estado de Santa Catarina, provavelmente este, a reunião prevista para ocorrer hoje entre a Comissão Pró-Segurança da SC-405 e a Secretaria de Estado de Infraestrutura foi cancelada até o retorno do titular da pasta, Valdir Cobalchini, que estava em reunião com a família acidentada ainda ontem e encontra-se abalado com a situação.

Atualização às 12h53min: o Jornal Notícias do Dia confirmou em seu site que foi esse mesmo acidente, em Papanduva, que indipôs o secretário.

Comissão Pró-Segurança da SC-405 reúne-se nesta terça-feira com o governo do estado

Está marcada para esta terça-feira, dia 24 de janeiro, na Secretaria de Estado de Infraestrutura de Santa Catarina, no Edifício das Diretorias, R. Tenente Silveira nº162, em Florianópolis, às 17h, a reunião entre a comissão de ciclistas e moradores da região do Rio Tavares e os técnicos do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) para discutir as melhorias nas obras de ampliação da SC-405, inaugurada incompleta.

A Comissão Pró-Segurança da SC-405, formada por associações de moradores e conselhos comunitários dos bairros Fazenda do Rio Tavares, Cachoeira do Rio Tavares, Rio Tavares e Porto da Lagoa, além de ciclistas da ONG ViaCiclo, Bicicletada Floripa, Pró-Bici e Associação Ecochannel vai propor as soluções abaixo:

– Reinstalação das faixas de pedestres nos locais compreendidos entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o rio Tavares, que foram retiradas mas nem todas recolocadas;
Lombofaixas, de maneira que as faixas de pedestres fiquem ao nível do passeio, proporcionando medidas de acalmia de tráfego (traffic calming) que permitam a travessia segura de pedestres e portadores de necessidades especiais;
– Lombofaixa na região do Trevo do Rio Tavares, de modo a possibilitar a clara preferência do pedestre na travessia;
Redução da velocidade máxima permitida para 40km/h (por sinal, maior do que a velocidade média dos automóveis na cidade);
– Três retornos ao longo do trecho, sendo um a manutenção da rótula no Trevo do Rio Tavares, um sob o Trevo da Seta, em mão inglesa, e um na altura da saída dos ônibus da empresa Insular (ex-Ribeironense), desonerando os ônibus de fazerem trajetos maiores e possibilitando retorno próximo à metade do trecho em questão;
Calçadas;
Ciclovia – e não ciclofaixa – em toda a extensão do bairro, com o projeto tendo que ser aprovado pela Bicicletada Floripa, ViaCiclo e Pró-Bici;
Iluminação, inclusive próximo a todos os pontos de paradas do transporte coletivo.

A Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis confirmou presença na reunião para discutir questões relativas ao transporte coletivo, em especial a recolocação dos abrigos, mas quiçá também a proposta de que a terceira pista seja utilizada unicamente para o transporte coletivo, como também almejam os cerca de 70 mil moradores do sul da Ilha de Santa Catarina.

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