Bicicleta roubada no bairro Santa Mônica é recuperada

O Jornal Notícias do Dia, edição online da Grande Florianópolis, publicou matéria sobre a prisão de um ladrão após cometer dois furtos na mesma manhã. Um dos objetos recuperados trata-se de uma bicicleta Caloi. A matéria, publicada no dia 3 de abril de 2017, às 8h54, pode ser encontrada aqui.

Homem é preso por furto duas vezes no mesmo dia em Florianópolis

Intervalo entre as duas ocorrências foi de apenas quatro horas na manhã deste domingo

Um homem de 29 anos foi preso duas vezes neste domingo (2) em Florianópolis. De acordo com a Polícia Militar, o intervalo entre as ocorrências foi de apenas quatro horas, durante a manhã.

A primeira ocorrência aconteceu às 7h15, quando a polícia desconfiou da atitude do homem que estava na avenida Beira-Mar Norte com uma bicicleta e uma caixa de ferramentas. Ao ser abordado, ele confessou que a bicicleta havia sido roubada no bairro Santa Mônica, enquanto que as ferramentas foram furtadas no Rio Tavares.

A polícia deu voz de prisão ao suspeito e ele foi encaminhado para a delegacia, para os procedimentos legais. No entanto, em rondas, a guarnição localizou novamente o criminoso andando no bairro Santa Mônica, por volta das 11h. Ele estava com uma lavadora de alta pressão dentro de um saco de lixo e, durante a nova abordagem, confessou que havia acabado de roubar o objeto de uma loja.

Os policiais conseguiram contato com os donos do estabelecimento, que confirmaram a versão do suspeito. Ele foi encaminhado novamente para a delegacia e, desta vez, ficou detido.

O homem confessou o roubo da bicicleta, das ferramentas e também de uma lavadora de alta pressão. Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND.

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Público do Donna Fashion Iguatemi ovaciona Bicicletada

Conteúdo Especial - Bicicleta na RuaCiclistas pediam seriedade no cumprimento de TAC que prevê que shopping construa de 1,25 km de ciclovia na Av. Madre Benvenuta, em Florianópolis

A Bicicletada Floripa desfilou ao redor da passarela da moda. Um ano após a morte do ciclista José Lentz Neto, a tradicional manifestação de rua ocupou calmamente os espaços internos de um dos principais shoppings da cidade.

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Massas Críticas catarinenses

Agosto chega ao fim. Um mês de gostos e desgostos.

Num mesmo fim-de-semana, o presidente da ViaCiclo é atropelado, o prefeito de Florianópolis sente medo ao pedalar e um ciclista morre num lugar que deveria ter ciclovia há tanto tempo quanto durou a vida do garoto.

Ergueu-se bicicletas-fantasmas, em Florianópolis e em Jaraguá do Sul. Dois monumentos em rodovias administradas pelo Governo Estadual.

Fica-se no tempo das promessas. Com mais R$ 1 milhão talvez a serem empenhados este ano, a capital catarinense vê-se ainda numa ausência de obras estruturantes e focadas no planejamento urbano real, participativo e verdadeiro. O capital a ser investido ainda é inferior ao montante retirado do orçamento anual para obras cicloviárias. O tempo urge e, com mais um guerreiro em bicicleta, foi implacável.

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“O Shopping Iguatemi está matando ciclistas”, afirma vereador

O debate em torno da ciclovia da Av. Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis, teve um novo capítulo na nesta segunda-feira, 9 de julho.

No plenário da Câmara de Vereadores, o vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP), foi categórico ao afirmar que o empreendimento estava vitimando ciclistas. Pedrão fez uma alusão a José Lentz Neto, que faleceu ano passado no local onde já deveria haver uma ciclovia construída pelo shopping, acertado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta.

O debate mobilizou também os vereadores Lino Fernando Bragança Peres (PT) e Marcelo Fernando de Oliveira, o Marcelo da Intendência (PDT). Lino Peres sugeriu a realização de um balanço no Ministério Público Federal, talvez até uma audiência pública com a procuradora do caso, Analúcia Hartmann.

Confira abaixo o discurso da sessão ordinária:

Saiba mais:

Ciclovia na Av. Madre Benvenuta é discutida na Câmara de Vereadores de Florianópolis

Ausência de seguranças para o ciclista é tema de Podcast na Rádio UDESC

Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje.

Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos

Ciclovia na Av. Madre Benvenuta é discutida na Câmara de Vereadores de Florianópolis

A construção de uma ciclovia na Av. Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis, foi tema de debate na Câmara de Vereadores na última quarta-feira, 10 de julho.

Desde a construção do atual Shopping Iguatemi, em 2006, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre os proprietários e a prefeitura definiu, dentre outras coisas, que ficaria por conta do empreendimento a construção de uma pista ciclável do tipo “ciclovia” num trecho de 1250 metros da avenida. Entretanto, ao longo dos últimos 7 anos, apenas 250m de ciclofaixa unidirecional foram construídos.

O empreendedor, por sua vez, sistematicamente nega-se a construir a ciclovia na avenida, desconsiderando completamente o trabalho dos técnicos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), feito pelo engenheiro Lírio José Legnani e pela urbanista Vera Lúcia Gonçalves da Silva, que previa ciclovia ao longo da avenida, e não pelas ruas internas do bairro.

Em 2010, os (ir)responsáveis pela Prefeitura, além de afirmarem que a ciclofaixa construída era uma ciclovia, chegaram até a afirmar que o trabalho de seus técnicos seria muito caro para o empreendedor, numa situação obscura de advogarem contra os interesses da cidade e a favor do empreendimento.

Por causa dessa conduta, que resultou inclusive na morte de um ciclista na avenida em 2012, o vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP) fez um requerimento, aprovado pelos demais membros do legislativo, para pedir cópia do TAC ao Ministério Público Federal para poder cobrar a execução dos 1.000 m restantes.

Votação de requerimento sobre ciclovia na Av. Madre Benvenuta na Câmara de Vereadores. Foto: Pedro de Assis Silvestre (Pedrão).

Votação de requerimento sobre ciclovia na Av. Madre Benvenuta na Câmara de Vereadores. Foto: Pedro de Assis Silvestre (Pedrão).

Link original da imagem

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Ausência de seguranças para o ciclista é tema de Podcast na Rádio UDESC

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Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos

Ausência de seguranças para o ciclista é tema de Podcast na Rádio UDESC

No dia 04 de setembro de 2012, às 18h, a Rádio Educativa UDESC Florianópolis FM 100.1 MHz exibiu um podcast especial sobre segurança cicloviária em Florianópolis. A matéria, feita por Iuri Barcelos, abordou, além da falta de respeito com os ciclistas no trânsito, os problemas para quem quer pedalar na Avenida Madre Benvenuta, no Santa Mônica,onde um ciclista havia falecido na semana anterior, a necessidade de interligação entre as pistas cicláveis existentes, a implementação do sistema de aluguel de bicicletas (Floribike) e os benefícios que o ciclismo diário oferece à saúde.

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Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Bicicleta é destaque no Diário Catarinense
Florianópolis congestionada

 

Bicicleta-fantasma será reinstalada nesta sexta-feira na Avenida Madre Benvenuta

A bicicleta-fanstama (ghost bike) que fora furtada no último domingo da Avenidade Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis, será recolocada no mesmo lugar em que estava afixada na noite desta sexta-feira, 09 de novembro. A bicicleta, pintada de branco, indicava o local onde faleceu o funcionário público José Lentz Neto, 59 anos, atingido por uma moto enquanto trafegava de bicicleta no dia 31 de agosto deste ano.

A bicicleta-fantasma foi devolvida pela própria mulher que a pegou. A.*, ao ter conhecimento da simbologia dela, devolveu-a na delegacia de polícia da Lagoa da Conceição no dia seguinte. Segundo o B.O. que registrou, ela teve ajuda dos funcionários de um posto de gasolina situado próximo ao poste no qual se erguia a bicicleta para retirá-la e arrumar um de seus pneus, que se encontrava retorcido.

Daniel de Araújo Costa, presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), reouve a bicicleta-fantasma furtada no Santa Mônica.

Na recolocação da ghost bike erão repassadas informações completas e inéditas sobre o furto. A.* foi convidada pelos ciclistas a estar presente no momento, expondo a situação, mas não deve estar presente. Segundo seu chefe, ela se encontra ainda visivelmente abalada pelo ocorrido.

Os ciclistas irão se concentrar em frente à UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), a poucos metros de nde houve o acidente, e sairão de lá às 19h. Após a recolocação e o minuto de silêncio, haverá uma pedalada pela Bacia do Itacorubi, em ritmo leve e acessível a qualquer pessoa.

(*) O nome foi suprimido para proteção

Saiba mais:

Mulher devolve bicicleta-fantasma em Florianópolis – No dia seguinte, a ghost bike furtada foi devolvida.
Ghost bike ganha vida – Bicicleta-fantasma furtada foi avistada sendo pedalada na Lagoa da Conceição.
Mulher furta bicicleta-fantasma da Av. Madre Benvenuta – A ghost bike do Santa Mônica sumiu numa tarde de domingo.
Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje. – “Sem ciclovias, sem uma vida”, conteúdo do Diário Catarinense.
Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos –  A omissão municipal fez sua vítima no bairro Santa Mônica.

Veja também:

(Vídeo) Prévia do documentário “Ghost Bikes” – As bicicletas brancas serão tema de trabalho de conclusão de curso de Jornalismo da UFSC.
(Vídeo) Bicicletas-fantasmas em Florianópolis – As homenagens aos ciclistas mortos no trânsito foi tema do programa Conexão TVCOM.

(Vídeo) Bicicletas-fantasmas em Florianópolis

Programa Conexão TVCOM exibido originalmente em 06 de setembro de 2012, às 18h30, pela TVCOM SC, abordando a instalação da bicicleta-fantasma no Santa Mônica, em homenagem a José Lentz Neto, bem como a situação das ciclovias em Florianópolis.

Nele, a repórter Larissa Schmidt entrevista Fabiano Faga Pacheco, membro da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

A versão acima é da reprise exibida em 07 de setembro, às 11h.

Saiba mais:

Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje. – “Sem ciclovias, sem uma vida”, conteúdo do Diário Catarinense.
Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos –  A omissão municipal fez sua vítima no bairro Santa Mônica.
“Espero que a ghost bike em homenagem a ele tenha sido a última”, diz nora de ciclista atropelado em ciclofaixa em Canasvieiras – O desejo da família de Hector Galeano não se realizou.
Florianópolis foi a primeira cidade da América do Sul a ter duas bicicletas-fantasmas instaladas em apenas um final de semana – A ghost bike de Hector Cesar Galeano foi a segunda do final de semana.
Mais de duzentas pessoas comparecem à homenagem a ciclista morto na SC-401, neste sábado – Cobertura do Bicicleta na Rua sobre a bicicleta-fantasma na SC-401 em homenagem a Emílio Delfino Carvalho de Souza.
Florianópolis terá duas Bicicletadas neste fim de semana – Divulgação oficial da Mobilização por mais segurança e menos mortes na Ilha de Santa Catarina.
Dois exemplos de por que devem ser feitas ciclovias em vez de ciclofaixas nas rodovias – Nota sobre o acidente com Hector Cesar Galeano
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
Bicicletas-fantasmas em Florianópolis para o mundo saber – As primeiras ghost bikes da Grande Florianópolis são divulgadas para o mundo. A cidade foi a terceira cidade brasileira a contar com essa homenagem.

Veja também:

(Vídeo) Conversas Cruzadas: Ciclovias em Florianópolis
(Vídeo) Debatendo mobilidade urbana em Florianópolis
(Vídeo) Enrique Peñalosa – Investimentos em calçadas, ciclovias e transporte público melhoraram a mobilidade em Bogotá

Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje.

A reportagem abaixo foi publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense, de quarta-feira, 05 de setembro de 2012. Você pode lê-la também no site do DC aqui ou no do Hora de Santa Catarina aqui. Veja em PDF.

PROTESTO EM BRANCO

Representante dos usuários de ciclovias da Grande Florianópolis, Daniel Costa conclui a pintura da bicicleta que será colocada no local onde morreu um ciclista, na Capital. Foto: Daniel Conzi.

MOBILIDADE URBANA

Sem ciclovias, sem uma vida

Enquanto IPUF e incorporadora não chegam a um acordo para criar faixa, ciclista sofre acidente fatal no último dia de trabalho.

A morte de um ciclista na Avenida Madre Benvenuta, em Florianópolis, na última sexta-feira, aconteceu em um local onde deveria existir uma ciclovia, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela incoporadora que construiu o Shopping Iguatemi.

Devido a esse acidente, a sexta bicicleta fantasma será instalada em Florianópolis nesta quarta-feira, às 19h30min. Criado em 2003, nos Estados Unidos, o movimento se espalhou pelo mundo, colocando bicicletas brancas onde ciclistas sofrem acidentes fatais.

O homenagem será em memória a José Lentz Neto, ciclista que foi atropelado a poucos metros da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde foi servidor por 42 anos. Aos 60 anos, Lentz voltava para casa depois de seu último dia de trabalho. Tinha acabado de se aposentar. Ele era técnico-administrativo de Desenvolvimento e trabalhava na Central de Documentação. Segundo a filha Amanda, que estuda na Udesc, ele fez uma cirurgia de redução de estômago há alguns anos e começou a andar de bicicleta em busca de qualidade de vida.

José ia de bicicleta para a Udesc. Foto: Arquivo pessoal.

A discussão entre ciclovia e ciclofaixa

Daniel de Araújo Costa, presidente da Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis (Viaciclo), participou da organização de uma bicicletada, que será realizada antes após a colocação da bicicleta fantasma.

Chamada de Ride of Silence, passeio do silêncio, em tradução literal, o protesto tem o objetivo de cobrar a construção da ciclovia (com meio-fio para proteção dos ciclistas) na Madre Benvenuta, como proposto quando o Shopping Iguatemi foi construído. A incorporadora Pronta, maior acionista do shopping, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta se comprometendo a construir ciclovia e ciclofaixa. Segundo o advogado da Pronta, Alexandre Araújo, o problema é que o termo de compromisso prevê a construção de ciclofaixa (com pintura indicando trânsito de bicicletas), e o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) entendeu que no local seria construída uma ciclovia.

— É um local onde o metro quadrado é muito caro. Para fazer uma ciclovia seria preciso desapropriar terrenos, alterar calçadas, é uma obra de milhões e não é o que nos comprometemos a fazer — disse Alexandre.

Daniel de Araújo Costa, da ViaCiclo, pintou de branco a bicicleta fantasma que será instalada hoje, na Capital, em homenagem a José Lentz Neto. Foto: Daniel Conzi.

Processo vem desde 2006

O shopping foi inaugurado em 2006, desde então o processo sobre a ciclovia tramita na Justiça Federal. Enquanto isso, acidentes no local somam-se às estatísticas.

Segundo o Ipuf, o acordo feito com o Shopping Iguatemi, em audiência pública realizada em 2008, quando o processo corria na Justiça, é que o projeto realizado seria elaborado pelo Ipuf e pago pelo shopping. Conforme o instituto, mesmo sem alterações no trânsito da Madre Benvenuta, 400 metros de ciclovia já poderiam ter sido feitos, incluindo o trecho vizinho da Udesc, onde ocorreu o acidente fatal, e o trecho que foi feito, na Avenida Beira-Mar.

Conforme o instituto, existem fatores no projeto do Ipuf que encarecem o projeto, como iluminação e canteiros, mas o trecho de 300 metros entre a Udesc e o posto Petrobras já poderia ter ciclovia, não é necessária nenhuma modificação no trânsito para essa parte da obra. Desde o início de 2012, segundo a Polícia Rodoviária Militar, no Estado foram registrados 90 acidentes envolvendo ciclistas, 20 fatais.

Opinião DC

A implantação da ciclovia na Av.Madre Benvenuta , se foi prometida, precisa ser executada. Segundo acordo firmado com a municipalidade, a ciclovia seria de responsabilidade do shopping Iguatemi. Mas uma questão semântica (ciclovia ou ciclofaixa), com argumentos técnicos , está transformando a celeuma, na verdade, num jogo de empurra que envolve o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF). A burocracia lerda pode ser tão letal quanto o trânsito violento. O poder público e o setor privado precisam se unir para parar de contabilizar mortos.

Roberta Ávila

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Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos

José Lentz Neto começou a usar a bicicleta por motivos de saúde. Acima de seu peso ideal, seu médico recomendou a prática de atividades físicas pouco após ele ser submetido a uma delicada operação. Como tantas outras pessoas, optou pela magrela. Servidor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), José preparava-se para as últimas horas antes da tão sonhada aposentadoria.

A cerca de 300m da UDESC, numa sexta-feira ensolarada pelo meio-dia a omissão do poder público e a imperícia de um motociclista tiraram-lhe a vida aos 60 anos. José Lentz Neto encontrava-se no sentido correto do fluxo, na Av. Madre Benvenuta, no Santa Mônica, em direção à Trindade, quando ocorreu o sinistro.

Este poderia ser um caso isolado, se não fosse o quinto caso de ciclista morto na Grande Florianópolis desde o começo do ano, o terceiro na capital catarinense, sendo o primeiro fora das rodovias federais e estaduais que cortam a região. A sua morte foi mais um caso da omissão do poder público para lidar com a mobilidade por bicicleta e com a frágil relação dos ciclistas para com os demais veículos. No dia seguinte, outro ciclista, Cloves Irineu Caetano seria vitimado por um ônibus próximo ao Terminal de Integração de Canasvieiras (TICAN).

A ciclovia que não estava ali

Desde 2006, quando foi inaugurado o Shopping Iguatemi, que recortou cinco vezes a ciclovia da Av. Beira-Mar Norte, com a instalação de semáforos para ciclistas que não permitem o pedalar contínuo, tamanha a preferência ofertada aos automóveis, há dinheiro para a construção de ciclovia na Av. Madre Benvenuta. São R$2 milhões destinados pelo shopping por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Após o shopping ter contratado uma consultoria que afirmou ser possível fazer “ciclovia” na região com apenas R$90 mil, algo completamente fora dos padrões nacionais e da própria legislação municipal, houve contestação de dois dos projetos de ciclovia, planejados pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e por urbanistas formados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sendo que o parecer de um professor da mesma instituição levou a uma intervenção do Ministério Público Federal (MPF), que paralisou a implementação de uma ciclovia que estavasendo projetada conjuntamente pelo IPUF e a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Nesse meio tempo, surgiram iniciativas isoladas, que visavam à construção de ciclovia bidirecional no canteiro central, sem a arborização, mas, para tanto, seria necessária redução das faixas de rolamento de automóveis em 40cm de cada lado da via. Faltou a vontade política em encontrar soluções para enfrentar realmente os problemas da mobilidade urbana.

Numa região que possui 5,9% dos deslocamentos feitos mediante bicicleta, o maior percentual dentre as ruas da cidade, segundo o estudo “Diagnóstico cicloviário de Florianópolis”, feito pelo IPUF, e um impasse pela construção de uma ciclovia que ligaria os principais campus universitários da cidade, a morte de José Lentz Neto poderia ter sido evitada.

Flash Mob

A mesma sexta-feira que tombou mais um ciclista, uniu dezenas de outros na Bicicletada. Embora estupefatos pela inesperada notícia, avisada durante a concentração, 65 ciclistas dirigiram-se ao local. Ocupando uma das faixas da Av. Madre Benvenuta, os ciclistas e suas bicicletas deitaram sobre o asfalto em uma homenagem. Em silêncio, chamaram a atenção dos motoristas que passavam para o fato de que a bicicleta é um veículo e, componente frágil do trânsito, merece ser respeitada.

Houve apoio generalizado pelos que passavam por ambos os lados da via, que não se registraram pontos de engarrafamento.

Ciclistas deitam sobre o asfatlo no local do acidente. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A Bicicletada continuou seu percurso pela Rod. Admar Gonzaga (Itacorubi), R. Veras Linhares de Andrade, R. João Pio Duarte Silva (Córrego Grande), R. Delfino Conti, R. Lauro Linhares (Trindade), R. Delminda Silveira, R. Dr. Carlos Corrêa, Av. Gov. Irineu Bornhausen (Agronômica), Av. Prof. Henrique da Silva Fontes, R. Pres. Gama Rosa, R. Lauro Linhares e Av. Madre Benvenuta (Trindade), terminando o percurso pouco antes das 21h.

A alegria e a irreverência chamavam a atenção dos motoristas e dos transeuntes com gritos de “Pra não infartar, tem que pedalar” e, como desejos gerais, “Mais bicicletas! Menos Carros!” e “Cadê a Ciclovia!? Cadê a Ciclovia!?”

Fotos:
Fabiano Faga Pacheco
João Paulo Tudeschini

Fabiano Faga Pacheco

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Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
Bicicletas-fantasmas em Florianópolis para o mundo saber – As primeiras ghost bikes da Grande Florianópolis são divulgadas para o mundo. A cidade foi a terceira cidade brasileira a contar com essa homenagem.

Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 28 de setembro de 2011. Você também pode também ler a matéria no site do ND aqui . As pequenas correções foram feitas direto no texto.

Florianópolis terá serviço de aluguel de bicicletas em novembro de 2012

Projeto será semelhante ao do Rio de Janeiro conhecido como Samba.

Seguindo o exemplo de cidades como Paris, Barcelona e Rio de Janeiro, a Capital de Santa Catarina passará a oferecer aluguel de bicicletas na região central da cidade e nos bairros Agronômica, Trindade, Itacorubi e Córrego Grande. O Floribike terá 111 estações e 1.395 bicicletas. A expectativa é de que o serviço passe a operar em novembro de 2012.

O primeiro passo para implantação foi dado nessa quinta-feira com o anúncio do projeto e da audiência pública que definirá o conteúdo do edital de licitação. De acordo com a diretora de planejamento do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves da Silva, serão necessários seis meses para definir o edital, habilitar as empresas canditadas e anunciar a vencedora. Depois disso, são mais oito meses para implantação.

A diretora de planejamento explica que o Floribike funcionará por concessão, ou seja, a prefeitura cederá o espaço público para instalação das estações e a empresa vencedora arcará com os custos dos equipamentos. Os pontos de aluguel de bicicletas já foram definidos, no entanto, ainda não se sabe qual tecnologia será utilizada e qual será o valor do aluguel.

No entanto, Vera Lúcia lembra que o Floribike será semelhante ao sistema de aluguel de bicicletas do Rio de Janeiro, implantado em 2008 e conhecido como Samba (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicleta de Aluguel). Nele, o usuário ganha os primeiros trinta minutos de uso e partir daí paga R$ 10 pela diária, R$ 30 pela semana e R$ 350 para o ano inteiro. Na maioria dos casos, o pagamento é feito com cartão de crédito.

Meta é desafogar o trânsito

Entre os benefícios do aluguel de bicicletas para a mobilidade urbana de Florianópolis está a diminuição do uso do carro e do ônibus em pequenas distâncias (em um raio de 5km). “A pessoa usa o veículo para as longas distâncias, como do Norte ao Centro ou do Sul ao Centro, e na região central se descola de bicicleta”, comenta Vera Lúcia.

O Floribike foi dividido em dois núcleos: o central e o universitário. O primeiro terá 66 estações e 830 bicicletas e inclui pontos como o Ticen (Terminal de Integração do Centro) e ruas e avenidas como Beira-mar, Bocaíuva, Almirante Lamego, Othon Gama D’eça, Mauro Ramos, Rio Branco, Paulo Fontes e Felipe Schimidt.

Já o núcleo universitário, que engloba os bairros Itacorubi, Córrego Grande e Trindade, terá 45 estações com 565 unidades e inclui ruas e avenidas como Gov. Irineu Bornhausen, Lauro Linhares, Titri (Terminal de Integração da Trindade), rodovia Ademar Gonzaga e avenida Madre Benvenuta (Udesc).

Pontos de aluguel de bicicletas

Núcleo central (66 estações com 830 bicicletas)

– Av. Beiramar (trapiche) – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva/Almirante Lamego – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Prof.Othon Gama D’eça – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beira-mar – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Trompowsky– 1 estação de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva (entorno do Shopping Beiramar) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beiramar (Entre a Avenida Rio Branco e a Rua Des. Arno Hoeschl) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Desembargador Arno Hoeschl – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco (próximo ao Angeloni) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Prof. Othon Gama D’eça – 2 estações de 10 unidades.
– Avenida Rio Branco (1° Regimento da Polícia Militar) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Santo Inácio de Loyola – 1 estação de 15 unidades.
– Largo Benjamin Constant – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Adolfo Konder– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Encontro com a Rua Hoepcke) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Rodoviária Rita Maria) – 3 estações de 25 unidades.
– Rua Padre Roma – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Felipe Schmidt (Largo Fagundes) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Osmar Cunha – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Deodoro – 2 estações de 10 unidades.
– Largo da Catedral – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Marechal Guilherme – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Getúlio Vargas – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Federal de Educação) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Acesso ao Ticen) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Governador Gustavo Richard – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Procurador Abelardo Gomes – 2 estações de 10 unidades.
– Terminal Urbano de Florianópolis – 2 estações de 15 unidades.
– Praça Tancredo Neves – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Hercílio Luz (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.

Núcleo universitário (45 estações com 565 unidades)

– Av. Beira-mar (Praça Governador Celso Ramos) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Beira-mar (Praça República da Grécia) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Rui Barbosa – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen (Teatro do CIC) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares – 1 estação de 15 unidades.
– Titri – 2 estações de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Willian Richard Schisler Filho – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Madre Benvenuta (Udesc) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Amaro Antônio Vieira – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Henrique da Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Madre Benvenuta – 2 estações de 10 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga (Celesc) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Esquina com a Av. Madre Benvenuta) – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Ademar Gonzaga (Entre a Rua Vera Linhares de Andrade e Avenida Buriti) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Praça Santos Dumont) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Delfino Conti – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Henrique as Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Parque Ecológico Córrego Grande) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Encontro com a Rua Mto. Aldo Krieger) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Cap. Romualdo de Barros – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Edison P. do Nascimento – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Dep. Antonio Edu Vieira (Eletrosul) – 1 estação de 15 unidades.

Aline Rebequi

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