(Conexão Sul 2013) Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio

O dia começou pregando peças.

Chovia forte às 6h30. Obnubliava na Grande Florianópolis, nuvens pesadas e cinzas.

A saída foi atrasada em cerca de meia hora. Encontraram-se sob a ponte Pedro Ivo 25 molhados ciclistas. A alegria, surpreendentemente, abria as emoções em cada rosto, contrariando o tempo fechado, sisudo.

Numa das mais novas praças de Florianópolis, onde antes erguia-se o condenado edifício que servira de sede à Federação Catarinense de Remo, esporte que ainda sobrevive ao lado daquele rincão, o alongamento unia cada pessoa, conhecida ou desconhecida. Estavam lá por um motivo: fazer uma das melhores viagens de suas vidas. O lugar é desconhecido, a provinciana Vidal Ramos, não muito distante dali. Apenas 200km por estradas vicinais, que poderiam ser feitos em um único dia.

Mas não era essa a intenção. O caminho, e não o destino, era o fim. Pelo caminho aproveitaríamos as interações existentes, as sombras, os rios, as subidas e as descidas. Mas, principalmente, nos aproveitaríamos. Conhecer-nos-íamos  cada vez mais, sob os olhares daqueles que conosco estavam.

O caminho era um tanto curto, mas não estávamos lá pela velocidade, para chegar antes. Desses 25, quase ninguém usava roupas de ciclista. Eu era outlier-mor. Não por não querer trajar-me com algodão, mas simplesmente pq as roupas de ciclismo são confortáveis para um dia inteiro sobre a magrela. Simplesmente porque, com ela, me sinto bem. E a maioria sentia-se bem com roupas leves, muitas de algodão, alguns até de chinelos. Bicicletas simples convivendo com camelos um tanto mais custosos. Não era isso que nos diferenciava. A simples presença da bicicleta já era, por si só, motivo suficiente para nos unir, uma união inquebrável, inrupta, incapaz de ser segregada por esses fatores materiais.

Mas estávamos lá, sob a ponte, às 9h30, aguardando a chuva parar para nos alongar. A roda incluiu pessoas diferentes e até seres vivos diferentes: as poucas árvores lá presentes, que nos serviam de choupana contra Sol e chuva e de parceira de abraços, sendo até mesmo componentes da roda.

Uma pessoa ficou: apenas nos daria a força inicial. Fúria era ele. Apelido de quem enfrentou a fúria climática divina apenas para mandar um “até logo”.

Florianópolis tem cachoeiras feitas especificamente para os ciclistas se refrescarem. Elas ficam na passarela sob a ponte e só funcionam quando está chovendo e logo depois. Ao lado delas, obras de arte marginal formam um mosaico de diferentes significados, conotações, realidades e qualificações técnicas e gráficas.

Fomos pelo Estreito, passando ao largo de onde a Velha Senhora, Ponte Hercílio Luz, aguarda os materiais ficarem prontos para montarem as estruturas que se lhe podem salvar. O canteiro de obras guarda esperanças nos corações de muitos desterrenses, que esperam ver Dama de Ferro de volta à ativa, após aposentadoria compulsória de três décadas.

Onde a Ciclofaixa de Domingo, transforma-se em trifaixa, o som de uma música demoníaca atraía-nos. Eram guitarras, instrumentos eletrônicos e um som batido e ritmo que ecoavam de um palco recém-montado. Era como se o som estivesse sendo passado. Para nossa surpresa, constituía-se na Marcha para Jesus.

Em frente, na antiga geral do Barreiros, bairro de São José, a primeira pessoa a nos fotografar. Rosana da Rosa deve compartilhar nossas fotos pelo Facebook (tomara). Perguntou se fazíamos isso com frequência. Existe todo ano, na época do EREB, o Encontro Regional dos Estudantes de Biologia da Região Sul. Ao menos tem sido assim desde 2010. Ilha do Mel e Maquiné foram os últimos destinos. Rosana, de bike, e nós, seguimos.

Pegamos a marginal da BR-101, sendo muito bem recebidos. Diversas foram as buzinadas de apoio. Era impressionante a fila indiana de 23 bicicletas a trafegarem, lotadas as cestas, alforjes, sacos de dormir, isolantes e barracas.

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Pouco antes do Centro de Biguaçu, furou um pneu mariliesco. Um momento interessante para começar uma das brincadeiras do dia. Com ela, descobrimos que “fomos na feira e compramos maçã, pêra, amendoim, limão, melancia, goiaba, morango, abacate, chocolate, jabuticaba, jenipapo, gengibre, paçoca, capuchinha, alface, hortelã, couve, pepino, cenoura, tomate, banana, ovo, uva, batata, wasabi, feijão, melão, beterraba, agrião, cebola, abacaxi, brócolis, jiló, mandioca e Spirogyra”. Ainda não sei o nome da garota com quem travo esse desafio botânico de memória (esqueçam o ‘ovo’ ao interpretar o ‘botânico’).

Ficamos um bom tempo travados no início da Estrada do Café, na parte inicial de Três Riachos. Almoçamos no Restaurante da Gorete, em promoção exclusiva para nós. Também foi lá que encontramos um grupo de cinco ciclistas que haviam se atrasado. Éramos, agora, 29 pessoas em bicicleta. A parada no mercado abasteceu e reabasteceu todos com mantimentos.

Mas também nos atrasou. Seguíamos por Sorocaba de Dentro até o desvio para a Cachoeira do Amâncio, destino de nosso acampamento. Mas aí já eram 17h. De fato, pouco aproveitou-se o potencial da cachoeira. Cumpriu-se a promessa de se nadar pelado, eles e elas. Não fiquei de fora. Poucas pessoas de fato aproveitaram o dia de hoje para olhar a cachoeira. Apenas 5. De onde estão nossas barracas, não é possível observar todo o potencial de uma cachoeira. Mas a piscina natural, com corda para se lançar à água, não deve em nada para o aproveitamento do lugar.

Causo: Senhora Cidade Alerta

Num dos desvios no distrito de Sorocaba, paramos para perguntar o caminho para uma senhora da região. Moradora há 30 anos do lugar, disse que havia muito tempo não iria para a cachoeira do Amâncio. E que, qualquer problema que acontecia na região se dava por ali. Não chegou a especificar nada de especial. Recomendou que não deixássemos nossas bikes na estrada de terra e que a levássemos conosco. Lembrou que um adolescente falecera na cachoeira no ano anterior. Enfim, tentou, de todas as maneiras, desqualificar o lugar, um ponto turístico próximo ao seu lar. Lembrou-me muito a reação da minha avó após ver o programa “Cidade Alerta”. Num período do dia, ela fica contente e alegre. Após assistir à televisão, fala só de desgraças e situações negativas, empesteando o ar com maus fluídos.

Para mim, ficou evidente: a melhor vista é da Cachoeira em si. Já o melhor local para se ficar, nos pontos mais fundos da piscina natural à nossa frente, situada numa das primeiras trilhas de acesso à cachoeira.

Esta parece estar mais vazia do que o usual. Denota que, mesmo com a chuva, já esteve recentemente com maior vazão, mas não muito mais. Vi um filete de água sair de seu caminho e umedecer a rocha semisseca na qual eu pisava, indicando um pequeno aumento em sua vazão. Ao lado dela, um pequeno descampado guarda lixo. Muitas garrafas de cerveja, refrigerante e até de aguardente denotam a atitude não sustentável de maus visitantes. Ao lado delas, dois pequenos montes de tijolos demonstram que é usual o uso do fogo próximo à água.

As rochas demonstram que o local já foi de maior envergadura. Rochas hoje nuas moldadas pela ação da água com o tempo estão expostas, complementando o paredão por onde escoem as águas. Não me recordo de nenhuma pequena usina hidroelétrica (PCH) na região para explicar o fenômeno.

Muitos insetos puderam provar de nosso sangue. Mutucas, mosquitos e, como não poderia deixar de ser em um local com água corrente, borrachudos. Muitos. Demais até. Pego a me imaginar em como é aqui no verão.

A piscina natural cujas águas ouço fluir agora, próxima à barraca, tem solo de rochas polidas, de variados tamanhos, ou ainda com partes cobertas por terra ou areia. Em comparação ao caminho aquático para se ver a cachoeira, é um alívio para os pés. Existem vários acessos à essa piscina, incluindo pelo ar, por uma corda presa a árvore. Foi dessa piscina, um poção, que pegamos água para beber, fazer sopa, esquentar comida e lavar roupas e utensílios de cozinhar.

A noite foi seguida por rodas de conversas ao lado de uma fogueira improvisada, a cerca de um metro da porta da minha barraca. As melodias de Caetano Veloso foram as mais cantadas hoje. Os sons de violão e flauta embalavam-nos harmonicamente, enquanto a sopa era aquecida. Uma canequinha para cada um. O chá de manjericão, erva baleeira e junco combina com o clima de descanso que se sucedeu. O céu, que abriu durante quase todo o dia desde que nos viu alegres sob a ponte, enche-se de nuvens agora também. A lua e a umidade não nos permitem mais ver as estrelas, mas criam um clima propício para que todos possam, serenamente, dormir.

Frase do dia: Gelol no c* do outro é refresco.

Distância percorrida: 55km.

Fabiano Faga Pacheco

Cachoeira do Amâncio, Biguaçu, 9 de novembro de 2013, às 22h47.

CONEXÃO SUL 2013

Relatos

Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio
Dia 2 – Cachoeira do Amâncio a Nova Trento
Dia 3 – Nova Trento

Fotos

Camila Claudino de Oliveira

Fabiano Faga Pacheco / Bicicleta na Rua
Dia 1: Facebook       Ipernity
Dia 2: Facebook       Ipernity
Dia 3: Facebook       Ipernity

João Ricardo Lazaro

Patricia Dousseau

Pedalada Daniel Lorenzini

Sao Jose 2013-11-10 Daniel Lorenzini

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Desrespeito com os pedestres em São José

Notícias do Dia - logo v2

Pedestres encontram dificuldade para transitar por ruas do Kobrasol e Campinas, em São José

Quem transita a pé por ruas de bairros como Kobrasol e Campinas, em São José, encontra uma série de dificuldades pelo caminho. A falta de espaço público reservado para pedestres ou até mesmo a obstrução de locais que são de passagem de pedestres são problemas diários enfrentados por quem se aventura a andar a pé em meio às lojas e aos carros.

Em determinados locais do Kobrasol, como na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, os lojistas utilizam as calçadas como se fossem estacionamentos particulares onde, em muito locais, os pedestres acabam prejudicados pela falta de espaço para transitar.

Segundo o guarda municipal de São José, Eduardo de Oliveira, a questão é complicada pela falta de regulamentação específica. “Não há uma definição clara de onde fica exatamente o espaço para passeio público em alguns locais”. De acordo com ele, em algumas situações o tamanho do carro interfere diretamente na fiscalização, já que os carros maiores correm o risco de tomarem conta de toda a calçada, não sobrando espaço para os pedestres.

“As pessoas são espremidas nas pequenas calçadas. Entendo que temos muitos carros nas ruas, mas acho falta de respeito com os pedestres”, criticou a professora Silvia Berro, 35 anos, durante um passeio com o filho na avenida Central do Kobrasol.  A doceira Crisleine Schelemper, 33, também sofre cada vez que sai de casa com o carrinho de bebê.  “Os automóveis estão muito em cima das pessoas. Pela quantidade de público que caminha por aqui todos os dias creio que sejam necessárias algumas mudanças em prol de quem está a pé”, pediu.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

O aposentado Cesar dos Santos, 68, acredita que as calçadas estão cada vez menores. “A disputa com os veículos só aumenta. Escapei de atropelamento por duas vezes. O poder público precisa tomar atitudes”, pede o morador do bairro Kobrasol.

De acordo com Priscila Godinho, comandante da guarda municipal de São José, ao longo dos anos os próprios lojistas fizeram obras em frente a seus estabelecimentos e cada um fez isso de acordo com suas necessidades, sem um controle específico. Há casos em que, em frente a uma loja não há nenhum espaço para pedestre e, em outros, há até duas calçadas (uma próxima à rua e outra próxima à loja). “O fiscalizador fica sem ter o que fazer, pois a infraestrutura do local não colabora”, avalia Priscila.

A secretária Andréa Pacheco, da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social de São José apresentou no dia 18 de outubro uma proposta para a prefeita Adeliana Dal Pont para tentar resolver estes problemas. Segundo Andréa, a proposta prevê alterações viárias em Campinas e Kobrasol, alterações do fluxo de trânsito e aumento de calçadas. Na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, o objetivo é padronizar a calçada, permitindo que os pedestres caminhem em frente às lojas sem obstáculos. “Vamos priorizar os pedestres e os ciclistas com o aumento das calçadas. O objetivo é levar os pedestres próximos às lojas, estimulando o comércio.”

Soluções serão discutidas com moradores

O primeiro entrave para a Prefeitura é definir se a área onde os carros estacionam na Lédio João Martins é pública ou privada. Esta questão será debatida com o Ministério Público no próximo dia 31. A partir daí, o objetivo da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social é discutir as alterações com as associações de moradores de Campinas e Kobrasol e, a partir daí, implementar as medidas.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

“Essas questões são muito controversas. Em relação aos estacionamentos, alguns lojistas são a favor de multar e outros são contra. Vamos propor que sejam feitas obras de aumento das calçadas para dar mais espaço aos carros, pedestres e incluir estes espaços na Zona Azul para dar rotatividade de clientes aos lojistas”, comenta Andréa.

A guarda municipal contabiliza que as principais infrações em São José são relacionadas a estacionamento irregular, atrapalhando o fluxo de automóveis e pedestres. Somente em setembro, 696 pessoas foram notificadas na cidade por infringirem normas relacionadas a estacionamento. Os que estacionam em local proibido estão em primeiro lugar (188 notificações), seguido por estacionar sobre calçadas (162) e estacionar em carga e descarga (42). As multas variam de R$ 50 a R$ 120, dependendo da infração, e geram de 4 a 7 pontos na carteira do motorista.

Lei municipal específica para farmácias e bancos

A lei n° 2907, de 1996, garante estacionamento temporário e rotativo de veículos em frente a farmácias e drogarias localizadas em São José, desde que haja placas de sinalização específica, no limite máximo de 15 minutos. O benefício também é estendido aos estabelecimentos bancários, onde o usurário pode ficar estacionado por até 30 minutos.

O que diz a lei

O capítulo 4 do Código de Posturas do Município de São José, de 1966, que discorre sobre trânsito público, garante que:

Art. 86 – O trânsito, de acordo com as leis vigentes, é livre, e sua regulamentação tem por objetivo manter a ordem, a segurança e o bem-estar dos transeuntes e da população em geral.

Artigo 87 – É proibido embaçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nas ruas, praças, passeios, estradas e caminhos públicos, exceto para efeito de obras públicas ou quando exigências policiais o determinarem.

Felipe Alves
(colaborou Alessandra Oliveira)

Fonte: Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, de 30 de outubro de 2013.

Pedais dominicais – 28/07

Mesmo com o frio, domingo promete agitar as pessoas que curtem pedalar ou que querem realizar alguma atividade física. Pessoas de variados gostos ciclísticos terão vez.

Em Florianópolis, teremos a inauguração da Ciclofaixa de Domingo, a partir das 8h até às 17h, em Coqueiros, na porção continental.

Às 9h30, um passeio ciclístico em homenagem aos trabalhadores da indústria sairá do Estreito. E logo após, tem início a Escola Bike Anjo para quem quer aprender a pedalar e a como se comportar no trânsito das cidades. Maiores informações aqui.

Já quem quiser algo um pouco mais puxado pode optar pelo Pedalzão de Domingo que os Amigos da Bike SC farão. Com saída às 7h45 do Alemão Bike Shop, na Avenida Elza Lucchi, na Palhoça, e ponto de encontro na loja do Kobrasol meia hora depois, os ciclistas estão convidados para um pedalada com destino a Governador Celso Ramos.

Balneário Camboriú

Mais uma vez ciclistas de Balneário Camboriú vão às ruas para pedir a implementação do plano cicloviário do município, em particular a ciclovia na Avenida Atlântica, uma das principais da cidade. Eles irão se encontrar às 10h, na Barra Sul e seguirão rumo à Barra Norte, retornando na altura da 2101.

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Os primeiros 50 que chegarem ganharão como brinde uma plaquinha como as das fotos abaixo.

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Entendam a problemática que envolve Balneário Camboriú nas palavras do presidentes da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú (ACBCC):

logo - ACBC&CCaros ciclistas e simpatizantes da bicicleta de Balneário Camboriú e região,

Está chegando a hora para que, dentro do processo democrático deste país, possamos demonstrar toda a nossa insatisfação com relação a execução do projeto do plano cicloviário de Balneário Camboriú. Projeto este que já está no papel desde 2010 e que muito vagarosamente vem sendo executado, não levando em consideração os verdadeiros objetivos de uma ciclovia. Dentre estes objetivos está a contribuição direta para a melhora da mobilidade urbana de uma cidade. Para que isto aconteça, precisamos pedalar por ciclovias seguras, que é outro objetivo desta, e o que vemos hoje em Balneário Camboriú é a colocação de uma faixa vermelha no chão e a ela é dado o falso conceito de ”ciclovia”.

Não há uma orientação, tanto para os ciclistas como para os motoristas, de que, ao trafegarem por uma via onde existem só estas faixas pintadas de vermelho, se deve ter o máximo de atenção por uma obra inacabada. Obra esta que, ao ser liberada para o uso e estar inacabada, gera a maior insegurança para todos que trafegam por ali.

Por não estar sinalizada corretamente há uma tendência da invasão dos automóveis para cima desta. Consequentemente pode vir a atingir um ciclista que se acha seguro por estar pedalando numa falsa ciclovia. Nós da ACBC temos como objetivo fazer com que, ao executarem as obras de uma ciclovia, esta seja implementada com toda a sua infraestrutura completa, para que o verdadeiro objetivo da ciclovia seja sempre o de gerar a devida segurança aos ciclistas que por ela trafeguem, não dando margem para que os acidentes aconteçam.

Por isto convidamos a todos para que participem do ”EVENTO PRÓ-CICLOVIAS” que acontecerá no domingo dia 28/07 as 10h da manhã, com saída da Barra Sul.

Atenciosamente

Henrique S. Wendhausen
Presidente – ACBC

Lages

A cidade da serra catarinense terá a segunda edição do passeio ciclístico da Estação Bike, que conta com apoio da Bicicletada Lages. Haverá sorteio de bicicletas e a idéia da secretaria de Saúde do município é mostrar os benefícios que o pedalar pode propocionar.

Lages 2013-07-28

Massas Críticas catarinenses

Julho chega com neve e frio em Santa Catarina.

Ainda assim, não é o vento e muito menos o frio que andam atormentando a vida dos ciclistas catarinenses.

O desrespeito oficial e não oficial parecem ser a regra neste Estado dito desenvolvido.

Rodovias são feitas, e ampliadas, e duplicadas, em desacordo com a lei, à revelia da circulação de ciclistas.

Ruas são revitalizadas e o dinheiro das ciclovias vão para o asfalto impermeável.

Enquanto isso, Lylyans tombam no betume duro.

E, pela parte oficial, do Estado e das prefeituras, ninguém se manifesta. Nenhum tomador de decisão realmente age.

A inércia dos congestionamentos transmuta-se na inércia da verdadeira vontade política.

O sofrimento dos ciclistas parece mesmo estar longe do fim.

Será que os postes que afixam ghost bikes irão se findar antes que as ciclovias permanentes tenham início, meio e fim?

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Massas Críticas catarinenses

Fim do mês chega e, como em todas as últimas sextas-feiras, traz junto as manifestações de ciclistas às ruas. E, pelo segundo mês seguido, em quatro cidades de Santa Catarina.

Brusque

Brusque 2013-06-26

Florianópolis

Florianopolis 2013-06-28Arte: Tavinha Primm

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Joinville

Joinville 2013-06-28

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São José

Sao Jose 2013-06-28

Bicicletada Floripa e 1ª Massa Crítica de São José

Nesta sexta-feira, 31 de maio, ocorrerão duas manifestações simultâneas de apoio à mobilidade ciclística na Grande Florianópolis. Além da tradicional Bicicletada de Florianópolis, a cidade vizinha, São José, terá também a sua Massa Crítica. Qualquer pessoa está convidada a participar de ambas as pedaladas, que terão ritmo leve.

Florianópolis

Na capital, a pedalada terá concentração iniciando às 18h, com saída àss 19h da pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi.

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Florianopolis 2013-05-31

São José

São José terá a sua primeira Bicicletada nesta sexta-feira. A concentração iniciará às 18h na pista de bicicleta da Beira-Mar de São José, ao lado da pista de skate. A saída será às 19h.

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Comemore de bike o 23

Marcando o aniversário de Florianópolis e de São José, estão agendados diversas pedaladas em variados locais da Grande Florianópolis. Confira os horários e participe!

Encontro de Ciclistas do SESC

Mais uma vez o SESC Prainha irá promover o encontro de ciclistas. Com um percurso de cerca de 6km pelas ruas do Centro de Florianópolis, o encontro pretende ser, além de uma pedalada, uma oportunidade de trocas de ideias.

Recomendado para pessoas de qualquer idade e com qualquer aptidão física, o Encontro de Ciclistas conta com apoio da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e do projeto Bike Anjo Floripa.

Sairá do SESC, na Travessa Syriaco Atherino nº100, às 9h. O passeio terminará no máximo às 11h e está integrado a outras atividades que o SESC promove no aniversário de Florianópolis.

Passeio Ciclístico no Estreito

A Unique MCA Empreendimentos, com apoio da Fundação Municipal de Esportes, realizará o Passeio Ciclístico de Aniversário de Florianópolis, no bairro Estreito, no continente.

O percurso também é de cerca de 6km, praticamente todo pedalado na ciclovia da Av. Poeta Zininho, a Beira-Mar Continental. Os primeiros 100 inscritos receberão camisetas e, às 11h, haverá um show com o músico e humorista Darci.

Rec0mendado para pessoas de qualquer idade e com qualquer aptidão física, terá também o sorteio de uma bicicleta.

Sairá do final da Beira-Mar Continental, em frente à Academia Plastkolor, às 9h. O show do Darci acontecerá no plantão do empreendimento Sun Towers Residence, nas esquinas das ruas João José Cabral e Sérgio Gil. Essa primeira rua terá parte de seu trecho bloqueada até às 12h.

Florianopolis 2013-03-23 Estreito

Passeio Ciclístico Vá de Bike

Comemorando os 263 anos da emancipação política de São José e os seus 17 anos, o Centro Comercial Camelão promove a 5ª edição de seu passeio ciclístico.

Recomendado para pessoas de qualquer idade, o passeio terá um percurso de cerca de 5km pelas ruas do bairro Campinas e adjacências

Para participar as pessoas têm que levar um produto de higiene, que será doado a uma entidade social, e preencher um formulário de inscrição, que pode ser encontrado aqui. Haverá um concurso que premiará com uma bicicleta o ciclista mais idoso, o ciclista mais jovem, a grande família, a bicicleta mais criativa e a bicicleta mais antiga. Outras cinco bicicletas serão sorteadas.

Sairá do estacionamento do Centro Comercial Camelão, na R. Wanderlei Júnior, às 14h.

Passeio Ciclístico em Jurerê

Atrelado à Maratona Cultural, ocorrerá em Jurerê, um passeio ciclístico, que terminará pouco antes da programação do Jurerê Jazz.

Diversos artistas e coordenadores ligados ao evento são ciclistas e decidiram promover a sustentabilidade no transporte antes do evento. A primeira apresentação contará com Sito Lozzi, às 17h.

Contando com apoio da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e da loja Della Bikes, quem se inscrever  concorrerá ao sorteio de diversos brindes.

Sairá do Open Shopping Jurerê, às 16h.

Passeio Ciclístico da ViaCiclo

Marcando o aniversário de Florianópolis, além de dar apoio e suporte a outros dois eventos, a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis realiza também o seu passeio ciclístico, no qual será lançado o edital final (de concorrência) do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis, o Floribike.

A concentração começará às 15h, na Av. Beira-Mar Norte, na altura do Koxixo’s e da Ponta do Coral. Às 15h30, uma cerimônia simples marcará o lançamento do Floribike, projeto abarcado dentro da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável.

Na ocasião, o prefeito Cesar Souza Júnior e o secretário Rui Luiz Gonçalves prometem percorrer o trajeto inicial em bicicleta. O percurso total terá cerca de 25km e pode ser visualizado aqui. Passará por ruas e ciclofaixas do Centro, antes de cruzar a ponte. Outra concentração está prevista para acontecer no Parque de Coqueiros, pode onde a pedalada passará antes de ir para a Av. Poeta Zininho.

O percurso completo é recomendado para pessoas acima de 10 anos me que já tenham pedalado ou feito atividade física ao menos uma vez nos últimos meses. Partes do percurso, notadamente a partir do Parque de Coqueiros, podem ser feitas por pessoas de qualquer idade e qualquer aptidão física.

Sairá às 16h, retornando ao Koxixo’s até às 18h.

Florianópolis: Programação do Dia Mundial Sem Carro 2012

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro (World Car Free Day), mas a segunda quinzena de setembro contempla também a Semana Nacional do Trânsito, a Semana da Mobilidade Sustentável e a Semana da Bicicleta de Florianópolis.

Para marcar estas datas, vários eventos estão marcados. Confira aí a agenda!

Sábado, 15 de setembro

Foi realizado o Passeio Ciclístico da Caieira da Barra do Sul, expressando o desejo das comunidades da Taperinha e da Caieira por melhorias viárias que contemplem o pedestre, o ciclista e o skatista. Cerca de 60 pessoas participaram. Durante o caminho, aproveitou-se para se fazer anotações técnicas com representantes da comunidade, visando aprimorar a revitalização daquele trecho da Rod. Baldicero Filomeno, com a implantação de mirantes e acesso às praias, bem como o tombamento de patrimônios históricos da região.

Fotos:
Luis Antônio Peters

Quinta-feira, 20 de setembro

Foi realizada mais uma edição do Desafio Intermodal de Florianópolis. A largada ocorreu na Concha Acústica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) às 18h26min, com chegada no Largo da Alfândega. Participaram pessoas em automóvel, motocicleta, bicicleta fixa, bicicleta comum, skate elétrico, patins, ônibus, caminhando e correndo.

O evento foi organizado pelo Bicicleta na Rua, pela Bicicletada Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Evento no Facebook

Arte: Audálio Marcos Vieira Júnior

Sexta-feira, 21 de setembro

Bicicletada Nacional contra as Ciclofarsas

Os ciclistas de várias cidades manifestam seu descontentamento contra a má vontade na execução de obras providas de adequada engenharia de trânsito, bem como contra as ciclofaixas de lazer que funcionam apenas aos domingos.

Enquanto em São Paulo, em plena Avenida Paulista mais uma faixa de lazer é criada, durante a semana os ciclistas urbanos arriscam suas vidas. Invenção brasileira, as ciclofaixas com horário fixo de funcionamento espalharam-se por Campinas e Curitiba, tendo hoje várias cidades com projetos que fingem que a bicicleta é tratada como veículo.

Enquanto isso, em cidades como Florianópolis, ciclofaixas são retiradas para colocação de tubos de esgotamento sanitário e uma nova camada de asfalto, sendo que, após mais de um ano, não foram recolocadas (Cachoeira do Bom Jesus) ou pintadas conforme a lei (Agronômica). Isso sem contar na ciclovia sem começo nem fim da recém-inaugurada Beira-Mar do Estreito e nos nove postes que há três anos repousam no meio da ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares.

Evento no Facebook

Sábado, 22 de setembro

Passeio Ciclístico do Campeche

A partir das 9h30, a ViaCiclo e a Escola da Fazenda promovem a pedalada do Campeche, numa manifestação pró-melhorias das ciclofaixas da região e pela instalação do Parque Cultural do Campeche (PACUCA).

Passeio Ciclístico do Centro

PASSEIO CICLÍSTICO EM COMEMORAÇÃO AO DIA SEM CARRO

Dia: 22/09/2012
Horário:
09 horas
Local:
Calçadão em frente à Catedral Metropolitana

Objetivo do evento:

Conscientizar o uso da bicicleta como uma alternativa de transporte e marcar o lançamento do Projeto Ciclovia de Domingo.

Neste evento será realizado também uma pesquisa entre os participantes do passeio ciclístico, com objetivo de avaliar o roteiro proposto para o Projeto Ciclovia de Domingo.

Haverá distribuição de camisetas aos participantes do passeio ciclístico.

Haverá também um sorteio de 2 bicicletas entre os participantes da pesquisa.

  • Pesquisa: Formulário a ser preenchido pelos participantes no final do passeio e entregues a organização do evento. Em formato A4, contendo perguntas objetivas sobre o roteiro realizado.
  • Sorteio: A ser realizado no final do passeio ciclístico e entre aqueles que preencherem o formulário da pesquisa.
  • Projeto Ciclístico de Domingo: Projeto que visa estabelecer um domingo mensal no qual será realizado um passeio ciclístico pela cidade.

Concentração:

No local de concentração do evento será montado uma tenda para divulgação de projetos e programas ciclísticos, programa de conscientização de motoristas de ônibus, distribuição de folders de conscientização sobre uma boa convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres e água aos participantes.

Organizadores:

– PMF: IPUF, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Secretaria de Obras e Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais

 Apoio:

– Pró-Bici
– ViaCiclo
– Guarda Municipal
– Polícia Militar
– Grupo Globo

(Veja o mapa em PDF)

Pedalada com Elson Pereira

O candidato à Prefeitura Municipal de Florianópolis Elson Manoel Pereira (PSOL) realizará paralelamente ao passeio ciclístico do Centro, a sua pedalada pelo Dia Catarinense Sem Carro. Com fornecimento de auxílio em programas de pesquisa em Geografia que abrangeram os conceitos de bacias cicloviárias, o candidato teve, no decorrer dos últimos anos, participação ativa na introdução de um novo conceito de ocupação espacial, que privilegia a bicicleta e a caminhada aos veículos motorizados individuais.

Passeio Ciclístico de São José

Passeio ciclístico acontece neste sábado em São José

No próximo sábado (22), será realizado o 3º Passeio Ciclístico de São José. O evento que traz como slogan “Pela Paz no Trânsito” terá como ponto de partida o estacionamento da Beira-Mar de São José (Avenida Acioni de Souza Filho). A concentração iniciará às 14h e a saída será às 15h30min. Haverá sorteios de bicicletas e brindes surpresas. O percurso será acompanhado pela Guarda Municipal de São José e qualquer pessoa pode participar.

O 3º Passeio Ciclístico de São José é organizado pelo departamento de Educação Para o Trânsito da Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito de São José. Mais informações no telefone (48) 3259-6160 ou no site educacaogmsj.blogspot.com.

Guarda Municipal de São José

Ritmos das Cidades

Diversos eventos vão acontecer neste sábado na UFSC, entre às 10h e às 18h. Dentre os destaques, vai ocorrer a 1ª Circunferência de Mobilidade.

Baixe o folheto em PDF

O evento é organizado por ViaCiclo, Floripa Quer Mais, Mob Floripa, Moto Repórter, Associação de Motociclistas da Grande Florianópolis (AMO) e Grupo de Estudos da Mobilidade Urbana. Confira a programação completa no site Ritmos das Cidades ou baixe em PDF.

No espaço da ViaCiclo, haverá a seguinte programação (MODIFICADA):

10h – Palestra “A Inserção da Bicicleta na Política Nacional de Mobilidade Urbana”, com Giselle Noceti Ammon Xavier (CEFID/UDESC)
12h – CicloCine: “O Garoto da Bicicleta”
14h30 – Palestra “Cicloturismo”, com equipes dos projetos EcoAustral e Travessia Pacífico-Atlântico
16h – Palestra “A Bicicleta em Florianópolis”, com Fabiano Faga Pacheco (ViaCiclo)
17h30 – Entrega da Carta de Compromisso com os Ciclistas pelos candidatos

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

CicloCine

O CicloCine ocorrerá às 12h, com a exibição do filme “O Garoto da Bicicleta” (Le Gamin au Vélo, Bélgica , 2011), vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes. Leia aqui crítica no site Omelete.

Maratona Intermodal

Uma disputa interessante vai ocorrer juntos aos eventos ligados ao Ritmos das Cidades. Na Maratona Intermodal, os participantes têm que fazer percursos usando a criatividade para cumpri-lo com meios de transporte sustentáveis. Confira o regulamento AQUI.

Domingo, 23 de setembro

Beira-Mar Livre [de Carros]

Em alguns trechos no sentido Bairro-Centro, a Avenida Beira-Mar Norte será interditada para realização de atividades educativas e de lazer.

Passeio Ciclístico do Floripa Shopping

3º Passeio Ciclístico Floripa Shopping

Saúde nunca sai de moda, por isso o Floripa Shopping promove mais uma edição do Passeio Ciclístico no dia 23 de setembro, domingo.

O evento é uma iniciativa do Floripa Shopping em prol do Dia Mundial Sem Carro, comemorado em 22 de setembro.

O objetivo é promover uma atividade de conscientização para a prática esportiva, incentivando o uso da bicicleta, que é um meio de transporte ecologicamente correto e saudável.

Esta 3ª edição conta novamente com o patrocínio da Centauro do Floripa Shopping e da Ciclo Vil Bike. E traz ainda, pela primeira vez, o patrocínio da Plastkolor e Gráfica Natal.

O apoio ao evento é da Academia Curves e Nacional Supermercados do Floripa Shopping e da universidade Univali.

O percurso é de 5 km e a largada acontece na entrada principal do Floripa Shopping (SC-401), na área de estacionamento externa em frente ao shopping, às 9h da manhã. O trajeto será feito pela Rodovia Virgílio Várzea, sentido Norte da Ilha, até o Centro Administrativo do Governo do Estado com retorno ao mesmo local da largada.

Confira as atividades que teremos durante toda a manhã:

– A Centauro distribuirá bonés para os participantes;

– O Nacional disponibilizará garrafinhas de água para a hidratação dos participantes;

– Antes da pedalada, a Academia Curves realizará avaliação de gordura corporal nas participantes mulheres; e

– Profissionais da área da Saúde da Univali estarão presentes prestando serviços de bambuterapia e pinturinha de rosto e distribuindo balões.

O Passeio contará ainda com o apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis acompanhando e garantindo a segurança os participantes durante o percurso.

E, após a pedalada, haverá sorteio de brindes dos nossos parceiros e ainda o sorteio do prêmio principal, uma bike da Ciclo Vil Bike.

E aí, vamos pedalar?

 

Traga a família toda para este agradável passeio e faça você também parte do MOVIMENTO ECOFRIENDLY do Floripa Shopping.

Esperamos por você.

Sábado, 29 de setembro

Passeio Ciclístico dos Ingleses

PASSEIO CICLÍSTICO DOS INGLESES

Dia: 29/09/2012
Horário:
09 horas

Objetivo do evento:

Marcar o início revitalização da ciclovia dos Ingleses.

Haverá distribuição de bonés aos participantes do passeio ciclístico.

Haverá também um sorteio de 2 bicicletas entre os participantes do passeio ciclístico.

Concentração:

No local de concentração do evento será montado uma tenda para divulgação de projetos e programas ciclísticos, programa de conscientização de motoristas de ônibus, distribuição de folders de conscientização sobre uma boa convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres e água aos participantes.

Organizadores:

– PMF: IPUF, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Secretaria de Obras e Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais
– Comunidade do sistrito de Ingleses do Rio Vermelho

Apoio:

– Pró-Bici
– ViaCiclo
– Guarda Municipal
– Polícia Militar
– Grupo Globo

Paixão pelas bicicletas antigas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 18 de junho de 2012, no caderno Plural (pág.8). Veja em PDF: {contracapa} e {pág. 8}.


Bicicletas são a paixão de Hélio Becker

Palhoça. Peças em exposição no ViaCatarina. Foto: Marco Santiago / ND.

Perfil.

Amor incondicional pelas bikes

Paixão. Além da coleção de bicicletas antigas, Hélio Becker tem uma área onde coleciona toda sorte de objetos. Foto: Marco Santiago / ND.

FLORIANÓPOLIS – O galpão onde Hélio Becker trabalha e guarda suas ferramentas tem mais de 30 bicicletas, mas muitas outras estão espalhadas pelo terreno, protegidas ou ao ar livre, limpas ou tomadas pela ferrugem. Somadas às que ficam em exposição até o dia 24 no shopping ViaCatarina, em Palhoça, devidamente restauradas, são mais de cem as unidades que esse advogado de 52 anos garimpou para dar asas a um hobby que pode não ser barato, mas que lhe dá grande prazer.

Recuperar bicicletas e andar com elas pela avenida das Torres, no Real Park, em São José, só se compara, em sua rotina meticulosa de ourives de bikes sem uso, à busca de peças para dar sobrevida a esses veículos que, não raro, são abandonados em terrenos baldios ou ferros velhos. O começo foi com uma bicicleta ganha de um amigo que ele remontou para pedalar na região.

Becker tem um blog (http://bicicletasantigashb.com/), viaja, lê e usa a internet para trocar informações com outros colecionadores e comprar bikes inteiras ou em pedaços, sem se importar com a distância em que se encontra o objeto de sua curiosidade. Nessa peregrinação, já comprou bicicletas em Blumenau, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Foi lá que encontrou uma Philips de 1910, verdadeira raridade, que faz companhia a uma Phoenix inglesa de 1968.

Nesse mètier, o advogado – ele é consultor jurídico na Assembleia Legislativa do Estado – se concentra na marca, no ano, na pintura, nos frisos, nos desenhos e adesivos das bicicletas que arrebanha. Uma vez recuperadas, eles ficam em sua casa ou vão para exposições. Entre as 25 que estão na fila da reforma, há modelos como Caloi, Monark, Oxford, Wanderer e a italiana Bianchi, uma das melhores do mundo.

Uma lição de vida

Habituado a levar mais de dois meses para recuperar cada unidade, Hélio Becker chega a encomendar peças no exterior para não deixar seus veículos de duas rodas sem chance de restauro. Foi o que aconteceu com um porta-corrente que veio da Itália, diretamente da Bianchi Milano, e vai ajudar a recompor uma bicicleta de 1930 adquirida em Blumenau. “Gosto de restaurar, ver o resultado”, diz. “Quanto mais difícil, mais interessante é”.

Ele explica a relação tão próxima com as bikes. “Elas nos dão uma lição: quando param, caem; se andam, adquirem equilíbrio; quando pedem força, estão subindo; quando não pedem, estão descendo. Assim é a nossa vida”.

No pedal desde a infância

Além do galpão e da casa onde mora, Hélio Becker tem uma área onde, além da churrasqueira para reunir família e amigos, guarda toda sorte de objetos. Ali podem ser vistos rádios a pilha, lampiões, velhos telefones e máquinas fotográficas, ferros de passar que eram alimentados com brasa, moedor de pimenta, uma antiga TV Philco, projetor de slides e operador de telégrafo. E mais, há um Fusca 1968 totalmente original, um Gurgel e um antigo Ford coberto com lona.

Voltando ao compartimento das ferramentas, pode-se ver pneus de 80 anos em bom estado, guidões, aros, pedais, porta-correntes, quadros, para-lamas e até um farol português da década de 1910 que iluminava o caminho a partir de uma vela de cera. Acostumado a andar de bicicleta desde a infância, em Santo Amaro da Imperatriz, Becker também curte a admiração dos outros pelo seu trabalho. “No shopping, como elas parecem ter acabado de sair da loja, as pessoas ficam horas olhando a exposição”, afirma.

Paulo Clóvis Schmitz

Veja também:

Exposição “Caloi 110 Anos” na Vila Olímpia – impressão das bicicletas expostas da centenária fabricante, em 2010.

Bicicletas antigas em exposição em São Paulo – impressão da exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, em 2009.

Relembrando S. José

Última atividade da Semana da Mobilidade Sustentável na Grande Florianópolis.

 

Mova-se no dia 22!

Atualização da programação do Dia Mundial Sem Carros em Florianópolis em 2011

Campeche, Florianópolis, SC

“Três Escolas, mais de 400 estudantes, equipes pedagógicas engajadas, toda uma comunidade mobilizada: na próxima 5ª-feira, 22 de setembro, mais uma vez o Sul da Ilha manifesta-se pela defesa da mobilidade urbana: Escola da Fazenda, Escola Porto do Rio Tavares e Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, juntas, promovem a Pedalada e Caminhada pela Mobilidade Ativa e Sustentável – pelo 9º ano consecutivo!

Com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual, partiremos às 8 da manhã do Trevo da Avenida Pequeno Príncipe com a SC 405, iremos pela Avenida Pequeno Príncipe até o Campo de Aviação, onde estarão instalados equipamentos recreativos, sistema de som, e barracas das instituições parceiras. Aproveitaremos a pausa para brincadeiras, sorteio de brindes, lanche com frutas e água, para a realização do concurso PEDALANDO PARA MELHORAR O MUNDO, e para, novamente, discutir com a comunidade o uso do transporte coletivo e da bicicleta, a poluição e os problemas decorrentes do uso excessivo dos automóveis em meio urbano.

Contamos com a participação maciça da comunidade para, juntos com a Escola, exercer cidadania na prática!”

Centro e Sul, Florianópolis, SC

Uma pedalada para iniciados, com apoio da Guarda Municipal sairá da Praça XV de Novembro, coração da cidade, rumo ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz. A saída do passeio ciclístico, organizado pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e pela Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) será às 20h e terá escolta da Guarda Municipal e participação de diversos grupos de ciclistas da região. O percurso passará por José Mendes, ciclovia da Via Expressa Sul, Trevo da Seta e Av. Dep. Diomício Freitas, no bairro Carianos. Nas proximidades do aeroporto, haverá uma parada para abastecimento antes do retorno, que será pelo mesmo caminho.

Outras notícias

Estreito, Florianópolis, SC

A volta olímpica de bicicletas que estava programada para acontecer no Estádio Orlando Scarpelli antes do jogo Figueirense x Internacional nesta quarta-feira, dia 21, foi cancelada. Estava previsto, na Semana Nacional do Trânsito, que ciclistas, motociclistas e pedestres iriam contornar o estádio, entretanto apenas pessoas a pé – e sem bicicleta – vão fazer alusão à campanha por mais respeito nas ruas.

Praia Comprida, São José, SC

A Bicicletada deste domingo, 25 de março, segue confirmada e contará com a participação de grupos de ciclistas locais, que unirão suas pedaladas do fim de semana à atividade.

Na sexta-feira, também está prevista a blitz da balada  na cidade, uma campanha de conscientização nos points noturnos dos jovens.

Centro, Florianópolis, SC

Uma ação diferente que merece destaque no calendário de atividades da Semana Nacional do Trânsito é a blitz das ciclovias, prevista para ocorrer das 18h às 21h na Rua Bocaiúva, cuja ciclofaixa vira, comumente, estacionamento de automóveis.

A programação SEST/SENAT da Semana Nacional do Trânsito pode ser vista aqui.

Outras atividades da Semana da Mobilidade Sustentável também constam aqui.

Programação da Semana da Mobilidade na Grande Florianópolis

Abaixo, seguem alguns eventos já programados para ocorrer durante os próximos dias que fazem parte do calendário da Semana da Mobilidade Sustentável e da Semana da Bicicleta.

Florianópolis, domingo, 18 de setembro

O Floripa Shopping, no bairro Saco Grande, realizará, com apoio da CicloVil, o seu segundo passeio ciclístico, que percorrerá as ruas do bairro a partir das 9h.

 

Saiba mais:

Domingo é dia de pegar a bicicleta – conteúdo publicado no periódico Diário Catarinense.

Florianópolis, quinta-feira, 22 de setembro

A já tradicional Pedalada e Caminhada pela Mobilidade Ativa e Sustentável do Campeche vai começar às 8h, no trevo entre o Campeche e o Rio Tavares. Realizado pela Escola da Fazenda e pela ViaCiclo, espera-se reunir mais de 300 pessoas, que realizarão um percurso pela Av. Pequeno Príncipe.

Haverá sorteio de prêmios e equipamentos recreativos.

O Rio Tavares está tendo a construção de uma nova pista e de acostamento em andamento, em obra que não contempla os anseios dos ciclistas que trafegam pela região.

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

 Biguaçu, sábado, 24 de setembro

 Biguaçu vai ter Ciclovia de Sábado! Saúde e lazer a partir das 9h.

 São José, domingo, 25 de setembro

São José terá passeio ciclístico a partir das 9h, saindo da Av. Beira-Mar, na Praia Comprida, ao lado da mini pista. O percurso será circular passando pela própria Av. Beira-Mar e pela Av. Pres. Kennedy. A pedalada não será longa e é indicada, inclusive, para crianças e pessoas que querem voltar a pedalar. Ideal para famílias.

Esse passeio é uma realização das entidades abaixo relacionadas.

 

(Conexão Sul 2011) Dia 1 – Florianópolis – Porto Belo

Desculpem-me por não atualizar o site tanto quanto surgem os acontecimentos relacionados à bicicleta, O Pró-Bici, o qual hoje secretario, as atividades acadêmicas e as pesquisas para a minha monografia não me permitem atualizá-lo com tanta freqüência quanto gostaria.

Entre sábado, 18 de junho, e quarta-feira, dia 22, estará acontecendo a versão 2011 do Projeto Conexão Sul. Este projeto, não oficializado pela universidade, está sendo tocado por estudantes de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Grupo de Estudos e Educação Ambiental (GEABio). Entre os objetivos, sem dúvida está a divulgação da bicicleta como meio de deslocamentos, tanto de curta quanto de longa distância.

Entre esses dias, refletindo o movimento de intenso uso da bicicleta entre os estudantes, estará acontecendo a cicloviagem entre Florianópolis e Ilha do Mel (PR), na qual, na quinta-feira, terá início o Encontro Regional de Estudantes da Biologia da Região Sul – EREB-Sul.

Minha vontade de participar desse projeto era grande, mas os desafios também eram enormes. Fora TCC e Pró-Bici, um outro problema me afetava há meses. Eu tivera um acidente feio durante o Audax Floripa 200km deste ano, realizado em 23 de março. Mesmo com dor, pedalei os demais 185km que me distanciavam da chegada. Mas a queda não ficou barata: depois de um mês, descobriu-se que ganhei, com ela, um tipo de hérnia de disco! Ao saber da cicloviagem, meu desafio pessoal estava lançado! Dá-lhe fisioterapia para minorar a dor.

Após passar grande parte das duas semanas anteriores estudando, consegui finalizar as atividades a tempo para poder participar dessa pedalada. As dores praticamente terminado nesse meio tempo também (mais de dois meses após o acidente) e obtive, às vésperas, os equipamentos de bicicleta que me deixaram confiantes em poder realizar a pedalada sem maiores preocupações. Bagageiro decente, um novo capacete (uma vez que o outro teve que ficar indisponibilizado quando protegeu-me a cuca na queda) e alforges! Sim, antes eu utilizava malas e mochilas para o traslado de minhas coisas.

Arrumei praticamente tudo na véspera, separei a roupa que esperava usar (e troquei antes de sair de casa, devido ao tempo bom), só ficando as coisas de geladeira para serem guardadas. O horário combinado de saída era às 7h30, entretanto eu teria que fazer algumas atividades no comércio, as quais só faria após às 8h. Esperava encontrá-los pouco após sair para pedalar, mas não foi isso o que aconteceu…

Fui dormir mais ou menos às 5h30, resolvendo as últimas questões de minha ausência e arrumando as coisas. Bom, demorei 20min para fazer o que faria pela manhã e algumas horas para acordar. Às 14h apenas  saí de casa e segui ao encontro da galera, que entre às 8h e 9h já haviam de partido.

Despedi-me de minhas vizinhas e saí. Bem no começo de meu caminho, ainda na Ilha de Santa Catarina, uma surpresa: Um grupo de pouco menos de 10 pessoas terminava uma prova de caminhada. Eles estavam há 8 dias dando a volta à ilha, cansados, mas preparando-se para finalizarem festejando.

No Balneário do Estreito, um guri numa bike grande para o seu tamanho puxou conversa comigo (-Maneira a sua bike!). Olhando a barraca que levava, disse-me que sempre quisera acampar, mas nunca tivera oportunidade. Minha mãe, quando criança, acampou por todo o litoral brasileiro com os pais e os irmãos, enquanto eu só fui acampar pela primeira vez aos 17 anos, embora a vontade imensa. Meu avô recentemente se desfez de vários de seus equipamentos de escotismo. Eu também, ao saber que alguém é bandeirante ou escoteiro, converso com um misto de inveja e fascinação. Acho também uma pena a pouca adesão  – relativamente – ao  contato com a natureza e às suas maravilhas.

Evitei quase todos os trechos mais perigosos, desviando por algumas das poucas ruas paralelas existentes nas cidades catarinenses. Usei a ainda não inaugurada Beira-Mar do Estreito (Avenida Poeta Zininho). Foi emocionante ver a população utilizando-se daquele espaço ainda livre de automóveis. Um parque poderia ser melhor opção do que mais 3 pistas para o tráfego supostamente fluir melhor à Ilha da falta de mobilidade.

Evitei trechos da PC3 (Av. Leoberto Leal, em São José) seguindo pela R. Heriberto Hulse, de mesmo nome do estádio do Leão do Sul, o Criciúma.

Pouco antes das 15h30 já estava no Prado, em Biguaçu, quando o Arthur Fleury (vulgo Panda) falou-me que eu estava em bom ritmo, que uma galera já havia chegado em Tijucas e que se pensava em seguir rumo a Itapema. Há dois caminhos para se alcançar Tijucas. Um é pela BR-101, com os carros agora andando a 110km/h como velocidade mínima, como de praxe no Estado vice-líder em mortes por imprudências no trânsito. O outro é pela chamada estrada do Café. Falei com o Max Levy, o mesmo que foi para o Chile em janeiro do ano passado, antes de sair de Floripa e ele me aconselhou fortemente a ir por esse caminho.

Em Biguaçu, fui por dentro de Três Riachos, e logo me deparei com paisagens mistas de pasto e vegetação. Muita pecuária e pasto inutilizado. O caminho dá cinco quilômetros mais longo, mas a sensação térmica é bem diferente. É mais frio que pelo asfalto da BR-101, mais seguro e mais agradável, embora os carros não forneçam tanto vácuo, um dos motivos que ouvi em defesa da rodovia federal. Em Três Riachos, a pista dá voltas e o asfalto e a movimentação de automóveis não deixam as ruas calmas. A vegetação e o verde dos morros chamam a atenção. Virei em direção a Sorocaba. O asfalto terminou e começou o chão batido. O sinal do celular apagou-se. Ao contrário do asfalto, a sensação térmica era amena e agradável. Desbarrancamentos podiam ser observados em alguns trechos do caminho. Muitas espécies exóticas, como Pinus e eucaliptos davam os contornos gerais da vegetação. Em um dos sítios do lugar, um casal de pavão chamou-me a atenção. Um pássaro negro e um anu branco também percebi quando de dia. Sem contar as garças, patos e gansos.

Antes de Sorocaba virei em Estiva. Mesmo chão batido, mas quase sem morros. às 17h30, mais ou menos, avistei a BR ao longe. Cheguei a ela e….. não havia como cruzá-la com uma bike pesada. Havia muretas em toda a extensão. De lá, optei por voltar à Estrada do Café em vez de seguir pela BR. Hoje acho que não foi uma boa escolha. [Obs.: agora observando pelo mapa, navegando pela internet, vejo que essa volta por Estiva, recomendado por moradores foi o meu erro, deveria ter adentrado Sorocaba].

O Sol havia se recém-posto.

Cheguei no povoado de Estiva e, já de noite, um dos caras de lá passou-me uma informação incorreta que aumentou em alguns quilômetros meu caminho e meu cansaço. Durante todo o percurso, eu mal parei, ao contrário de meus amigos, que aproveitaram para banhar-se em rio! Bebi 1,4L de água e 0,5L de gatorade antes de encontrar meus colegas, além de mais 0,8L de Powerade, água e SUUM. Alimentei-me basicamente de pãezinhos, carboidrato em gel (GU e VO2) e barras de proteína. Queria parar pouco para tentar encontrá-los. A fase noturna de minha viagem solo não permitiu isso.

Entre Estiva, Areias de Cima, Areias de Baixo, Sorocaba do Sul e Timbé, o frio, a falta de iluminação, o cansaço, as irregularidades do chão batido, as variações de relevo imperceptíveis a longa distância foram, sem dúvida, os maiores desafios e o que me ajudou a seguir mais devagar. Se de dia eu podia observar e me programar para a próxima pedalada – e fechar os olhos com a passagem de veículos que levantavam poeira -, de noite a luz dos carros e dos postes rarefeitos eram a minha chance de acelerar. Quase todas chances, por sinal, vans.

Se a noite era inimiga da velocidade, era amigo do contemplar do céu. A Lua somente apareceu bem mais tarde e permitiu que as estrelas pudessem mostrar todo o seu esplendor no céu limpo longe da civilização. Uma cena curiosa foi a sensação falsa da movimentação de um avião vista de uma subida de morro, parecendo fazer movimentos erráticos e a pousar no mato, tal qual um disco voador. Um dos morros na Estiva cansou-me bastante e tive que empurrar a bike por uns metros tanto acima quanto para baixo, pois não conseguia ter noção exata da declividade do morro. Já no plano, minha velocidade era consideravelmente maior que nas mais íngremes descidas.

Em Areias, poderia ter cortado caminho cruzando um morro em direção a Timbé, mas optei por seguir pelo plano via Sorocaba. Essa escolha pareceu-me mais acertada pelas circunstâncias. Cruzar Timbé foi um sacrifício. O chão batido é muito irregular e a falta de iluminação não permite controlar a velocidade e a direção. Minha salvação aí foi um motorista que, por alguns quilômetros ao final do trecho, iluminou-me o caminho e me permitiu fazê-lo e bom tempo.

Margeei o Rio Tijucas e cruzei a Ponte Bulcão Viana, uma construção de metal que impressiona. Tijucas pareceu-me uma cidade muito simpática, com praças, construções em estilo açoriano, neoclássico e eclético que chamam a atenção na composição da paisagem. Quase todas as ruas são de paralelepípedo ou de lajota, o que, se por um lado dificulta os automóveis de andarem muito rápido, também prejudica o deslocamento do ciclista. O retorno à civilização, às 20h30 mais ou menos, significou o retorno do sinal do celular. Panda ligou-me, avisando de que levantaram acampamento em Porto Belo.

Eu já não estava muito distante. Cruzei a R. Santa Catarina, a BR-101 por baixo e, pela rua R. Euclides Peixoto, no bairro Santa Luzia (a Estrada Geral do bairro), deparei-me com trechos com paralelepípedo, terra (muito) batida e asfalto. Às 21h48 saí de Tijucas, tranqüilo e segui por Porto Belo. numa estrada de terra e pedras. Entrei no loteamento em que meus colegas acamparam, usei o celular, mas não consegui falar com eles. Não encontrei a saída e segui rumo ao ponto de encontro, o qual vejo daqui de onde estou. Num posto, comprei uns biscoitos e tentei usar o celular. Interessante como a mudança de código de área de 48 para 47 confunde as chamadas. Peço desculpas se você que lê, por ventura, acabou recebendo telefonemas meus na alta noite.

O Max conseguiu me ligar e, poucos minutos depois, no mesmo acampamento num loteamento do Programa Minha Casa, Minha Vida em que parei para olhar as barracas estava eu. Estou agora na barraca do Max de Roberta (estudante de Geografia), onde foram colocadas as coisas da galera, aumentando o conforto nas demais barracas. As bicicletas estão do outro lado, viradas a um rio que corre a poucos metros daqui. Isso explica não ter conseguido vê-las a primeira vez que passei. Apenas o Max me viu hoje. Uma névoa marinha deixa o ar mais denso, a umidade maior e a temperatura mais baixa. As bicicletas e os demais colegas as Biologia descansam/dormem bem. Vou fazer o mesmo.

Fabiano Faga Pacheco

Porto Belo, domingo, 19 de junho de 2011, às 1h49min.

[Obs.:  para os próximos dias estão agendados os relatos dos dois dias seguintes. Os demais, só quando voltar a ter acesso à internet]

Para comemorar pedalando o Dia do Trabalhador

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 30 de abril de 2011 (às 10h12). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

MÚSICA

Passeios ciclísticos em 20 cidades de SC comemoram o dia do trabalhador, no domingo

Concerto gratuito encerra o dia com marchas e canções militares, hinos, músicas populares e eruditas

Ruas e avenidas de 20 cidades de todas as regiões de Santa Catarina serão tomadas, neste domingo, no dia do trabalhador, por passeios ciclísticos e diversas atividades de lazer, recreativas e culturais abertas à comunidade. O Dia do Pedal, promovido pela segunda vez pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/SC), incentiva a adoção de hábitos saudáveis.

A data foi escolhida com o intuito de celebrar o dia do trabalhador e promover uma opção de lazer aliando a integração com a família e a promoção da qualidade de vida. Participantes de todas as regiões do Estado serão incentivados a praticar a atividade de uma forma divertida e descontraída. No ano passado, em sua primeira edição, o Dia do Pedal reuniu cerca de 20 mil pessoas em 15 cidades catarinenses.

Para encerrar, a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais faz uma apresentação no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte. O concerto — que faz parte das comemorações do dia do trabalhador — terá marchas e canções militares, hinos, músicas populares e eruditas e será gratuito e aberto ao público.

A banda tem suas raízes na Brigada Real da Marinha e é, atualmente, composta por dois maestros e 110 músicos formados e aperfeiçoados na Escola de Música do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, do Corpo de Fuzileiros Navais, sediado no Rio de Janeiro.

Entre as grandes personalidades do cenário musical brasileiro e internacional que foram integrantes das bandas de música dos fuzileiros destacam-se o professor e maestro Oswaldo Passos Cabral, autor do Poema Sinfônico Riachuelo, que retrata as glórias da Marinha do Brasil na Batalha Naval do Riachuelo e, como professor e regente, o maestro Francisco Braga, autor da música do Hino a Bandeira e patrono das bandas de música da Marinha.

Veja onde serão realizados os passeios ciclísticos:

Blumenau
Horário: A partir das 7h30min
Local: Parque Vila Germânica

Brusque
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Brusque

Caçador
Horário: A partir das 8h30min
Local: Parque Central José Adami

Canoinhas
Horário: A partir das 13h30min
Local: Prefeitura Municipal

Chapecó
Horário: A partir das 9h
Local: Praça Coronel Ernesto Bertaso

Concórdia
Horário: A partir das 13h
Local: Prefeitura Municipal

Criciúma
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Criciúma

Florianópolis
Horário: A partir das 15h
Local: Trapiche da Beira-Mar Norte

Itajaí
Horário: A partir das 7h30min
Local: Supermercado Forte Atacadista

Jaraguá do Sul
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Jarágua do Sul

Joaçaba
Horário: A partir das 13h30min
Local: Praça da Catedral

Lages
Horário: A partir das 8h30min
Local: Supermercado Alvorada

Laguna
Horário: A partir das 8h
Local: Praça Julio Villa

Rio do Sul
Horário: A partir 7h30
Local: SESI Rio do Sul

São Bento do Sul
Horário: A partir das 8h30
Local: SESC São Bento do Sul

São José
Horário: A partir das 8h
Local: Beiramar de São José

São Miguel do Oeste
Horário: A partir das 13h
Local: Praça Walnir Bottaro Daniel

Tijucas
Horário: A partir das 7h30min
Local: SESC Tijucas

Tubarão
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Tubarão

Xanxerê
Horário: A partir das 8h30min
Local: SESC Xanxerê

Saiba mais:

Dia do Pedal SESC em São José e em Florianópolis

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