(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

Sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis deve se tornar um dos melhores da América Latina

O Floribike, que prevê a implantação de um total de 664 bicicletas compartilhadas em 111 estações, contemplando 68 pontos da capital catarinense, tem sido discutido desde 2011. O projeto, abarcado dentro da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável (SMCTDES), vem sendo resultado de debates e avaliações dentro do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), com apoio da Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais (SMTMT).

Estão previstos dois módulos. No Centro, o projeto segue a microrrede cicloviária planejada desde 2008, com estações distantes no máximo 400m entre si, próximo ao padrão europeu. A empresa que for implantar as 66 estações, com 810 suportes para 405 bicicletas nos  41 pontos de aluguel do Centro, também pode colaborar para a implantação desta microrrede, cujo projeto sairá do IPUF.

Na Bacia do Itacorubi, estão previstas 45 estações, com 518 suportes e 259 bicicletas em 27 locais. Como a rede cicloviária integrada está defasada em relação ao Centro, foram contemplados os principais pontos de origem e destino.

FloribikeConcepção de como pode vir a ser o Floribike

Três empresas estão na disputa: Movement Barcelona, Serttel e Compartibike, que já tem projetos em funcionamento em outras cidades do país, e até no exterior.

A vencedora do edital ficará responsável, também, pela futura ampliação do sistema, cujas discussões ficarão a cargo do corpo técnico do IPUF e da Pró-Bici. O aumento no número de bicicletas e na quantidade de estações por pontos também passarão por avaliação destes órgãos. O adensamento das estações na Bacia do Itacorubi pode ocorrer com a construção de determinadas estruturas cicloviárias na região, bem como a ampliação do sistema para bairros do continente e para o sul da Ilha, como a planície do Campeche, serão objetos de estudos específicos.

O usuário terá que se cadastrar no sistema antes de usá-lo. Ele poderá pegar a bicicleta numa estação e deixá-la em outra. Ao menos os primeiros 40min de uso serão gratuitos.

Os valores, bem como as formas de aquisição de créditos e características dos sistemas, são objetos da licitação. Ela prevê também uma futura integração com os demais sistemas de transporte coletivo.

Atualmente, a demanda reprimida de ciclistas em Florianópolis é de 74%, segundo a pesquisa “Transporte por bicicleta em cidades catarinenses: metodologia para levantamento da realidade e recomendações para incremento da sua participação na mobilidade urbana” (Pesquisa Bici SC). São pessoas que passariam a utilizar mais esse meio de transporte se houvesse melhores condições para o seu usufruto.

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

Três empresas estão habilitadas a concorrer à implantação do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis. Uma delas é pioneira no Brasil em oferecer o serviço automatizado de compartilhamento de bicicletas. A Serttel tem origem em Recife, mas ganhou  destaque no Rio de Janeiro. Apesar de seus 23 anos de existência, apenas em 2009, quando firmou parceria com a prefeitura carioca para implantar o SAMBA (Sistema Alternativo de Mobilidade por Bicicletas de Aluguel) obteve reconhecimento nacional.

Com oito locais para se retirar e devolver bicicleta na zona sul do Rio de Janeiro, o sistema, que contava com a necessidade de uso de celular para se efetuar o aluguel, chamou atenção para esse nicho de mercado até então quase inexistente no país.

Ainda nessa época, a empresa chegou a ser cotada para oferecer o mesmo serviço em Florianópolis, em negociações que se mostraram infrutíferas.

Em 2011, a empresa passou por uma grande reformulação. O aporte de patrocínio do banco Itaú possibilitou uma melhora tecnológica do sistema de bicicletas coletivas e a expansão a outras cidades do país. Hoje, o BikeRio conta com 600 bicicletas em 60 estações na região de Copacabana, Vieira Souto e Lagoa Rodrigo de Freitas, nas quais são feitas mais de 125.000 viagens mensais.

BikeRio. Foto: Sebrae.BikeRio

Em compensação, os sistemas que existiram em Blumenau e João Pessoa não deram certo. Na cidade catarinense, as cinco estações instaladas em 2009 até estavam localizadas em bons pontos, mas eram em número insuficiente para gerar uma demanda atrativa ao serviço.

SAMBA Blumenau. Foto: Jaime Batista da Silva.SAMBA Blumenau

Já na orla paraibana, o Pedala João Pessoa mostrou-se um sucesso, mas o clima do nordeste prejudicou a durabilidade das bicicletas e, no início de 2012, o projeto foi retirado para ser reestruturado e recolocado em operação com foco nos moradores da cidade – o principal uso era por turistas. Até agora, o Pedala João Pessoa não foi reativado.

Pedala João Pessoa. Foto: Rogério Leite / Pedalando e Olhando.Pedala João Pessoa

Recentemente, a empresa adquiriu os direitos para implantar e operar os sistemas de bicicletas coletivas de diversas outras cidades brasileiras.

Confira a abordagem das bicicletas coletivas pela Serttel durante o Bicicultura 2010

Em março de 2011, a empresa disponibilizou em Petrolina (PE) o empréstimo de bicicletas, local onde opera já o sistema de estacionamentos rotativos (equivalente à Zona Azul).

SAMBA Petrolina. Foto: Plantão do Vale.SAMBA Petrolina

Em 2012, entrou em operação o BikeSampa. A capital paulista hoje possui 96 estações e 1152 bicicletas passíveis de circulação. Já na Baixada Santista, o BikeSantos conta com 30 estações e até 360 bicicletas.

BikeSantos. Foto: A Tribuna.BikeSantos

Além disso, venceu as licitações para Porto Alegre e Sorocaba. No Rio Grande do Sul, também são 30 as estações já em operação no BikePoA.

BikePoA. Foto: Deb Dorneles / Porto Alegre Cycle Chic.BikePoA

Já em Sorocaba, cidade-modelo quando se trata de mobilidade por bicicleta, o aluguel de bicicletas é gratuito. Para pegarem bicicletas em algumas das 18 estações do IntegraBike, o usuário deve utilizar um dos cartões de transporte coletivo.

Integrabike. Foto: Eu Vou de Bike.IntegraBike

Em Recife, no começo deste ano, começou a operar o Porto Leve, um projeto da incubadora tecnológica pernambucana Porto Digital. São 10 estações e 100 bicicletas em funcionamento, número que deve dobrar em três anos.

Porto Leve. Foto:  Rhayana Fernandes / LeiaJá.Porto Leve

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

Primeiras versões foram remodeladas

O sistema de bicicletas coletivas chegou ao Brasil em 2009, implantado de forma quase simultânea em São Paulo e no Rio de Janeiro. No exterior, é comum observá-lo em cidades européias e na América do Norte.

Em São Paulo, a iniciativa começou com o Instituto Parada Vital. Com o apoio da Porto Seguro, implantou aluguel de bicicletas junto a estações de metrô e estacionamentos da rede Estapar na Avenida Paulista. O sistema não era automatizado, sendo que foram constantes as reclamações de usuários quanto à demora para se retirar uma bicicleta, mesmo com cadastro já feito.

Possuía um caráter social, dando oportunidades de emprego e treinamento a jovens de comunidades carentes. Além do empréstimo de bicicletas, também possibilitava o estacionamento de bicicletas dos usuários. O serviço funcionava, de início, até às 22h, com alguns dias, como durante as Bicicletadas, fechando às 23h. Atualmente, várias estações encontram-se desativadas.  No site da empresa, diz que existem 16 estações junto aos metrôs, além de uma na EMTU e duas em unidades educaionais. Alguns deles, entretanto, não tem estado funcionando

Já o sistema carioca já começou automatizado. A empresa Serttel, que concorre também em Florianópolis, tinha implantado 8 estações, cada uma com 10 bicicletas, na região de Copacabana, Vieira Souto e Lagoa Rodrigo de Freitas. A retirada e devolução das bicicletas era feita mediante SMS, fornecendo os números contidos nas estações.

Em 2011, entretanto, houve uma imensa reformulação tecnológica. Novos aplicativos facilitaram a vida de quem queria usar o sistema. As bicicletas ganharam cores novas com o patrocínio Master do Itaú e o SAMBA (Sistema Alternativo de Mobilidade por Bicicletas de Aluguel) virou o atual BikeRio, Hoje, são 60 estações e 600 bicicletas disponíveis no Rio de Janeiro.

<Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis

Foi publicado na última sexta-feira, no Diário Oficial de Florianópolis, o resultado da etapa de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis, previamente denominado Floribike. Das cinco empresas que se inscreveram, apenas duas foram habilitadas para seguirem para o processo seguinte da licitação.  Na próxima etapa da concessão do serviço de aluguel de bicicletas,

serão avaliados critérios econômicos, que englobam menor tarifa para o usuário e menor ônus à prefeitura, e técnicos, incluindo características dos sistemas de cadastramento, aquisição de crédito, locação das bicicletas e logística, além de características das próprias bicicletas e das estações para retirada e devolução destas.

As empresas nacionais M2 Soluções em Engenharia (CompartiBike) e Serttel foram habilitadas, enquanto que a portuguesa Miralago e a espanhola Movement Barcelona, que operam os sistemas de Paris e Agueda (Miralago) e de Barcelona e Cornella de Labregrat (Movement Barcelona), foram desclassificadas por não apresentarem toda a documentação necessária, incluindo atestados de capacidade técnica. A empresa Nery & Scheinkmann, de Curitiba, dentre outras coisas, não conseguiu comprovar fornecimento do serviço por meio eletrônico.

A CompartiBike opera, atualmente, o PEDALUSP, sistema de bicicletas compartilhadas da Universidade de São Paulo (USP). Já a Serttel, responsável pela SAMBA (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel), gerencia a locação de bicicletas no Rio de Janeiro (BikeRio), Petrolina, João Pessoa e Sorocaba.

As empresas poderão recorrer da habilitação até o final desta semana.

Veja abaixo a nota completa no Diário Oficial.

SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

RESULTADO DO PROCESSO LICITATÓRIO DE PRÉ-QUALIFICAÇÃO Nº. 147/SMAP/DLC/2012.
O Município de Florianópolis, por intermédio da Comissão Permanente de Licitações para cadastro e habilitação, torna público aos interessados:

EMPRESAS HABILITADAS: SERTTEL e M2 BIKE

EMPRESAS INABILITADAS:

Empresa MOVEMENT BARCELONA 2005 SL, por não atender a norma editalícia, conforme segue:
a) A Procuração foi outorgada ao Sr. Renato Frison de Almeida, sem poderes para substabelecer, e quem representou a empresa na data da abertura com substabelecimento foi o Sr. Cesar David Sahid Pedrozo;
b) A Certidão Negativa de Débitos do Município de Cornella de Labregrat não está traduzida, descumprindo o subitem 4.2.2.3 do edital;
c) Que os atestados de capacidade técnica emitidos pela Bicing Barcelona não vieram acompanhados dos contratos traduzidos, descumprindo o subitem 4.2.2.3. do edital.

Empresa NERY & SCHEINKMANN, por não atender a norma editalícia, conforme segue:
a) A empresa não apresentou as duas últimas guias do FGTS quitadas, descumprindo o subitem 4.2.2”b” do edital.
b) A empresa apresentou índices de endividamento em desconformidade com o disposto no subitem 4.2.3 do edital.
c) A empresa não comprovou o fornecimento do serviço por meio eletrônico, conforme o anexo I do edital.

Empresa CICLISTA MIRALAGO, por não atender a norma editalícia, conforme segue:
a) Não apresentou os contratos referentes aos atestados de capacidade técnica emitidos pelas cidades de Paris e Agueda, descumprindo o subitem 4.2.4, alínea “A” do edital, que solicita a apresentação dos mesmos.
b) Não apresentou as Certidões Negativas de Débito do FGTS (subitem 4.2.2, alínea “b”), Certidão Negativa Federal (subitem 4.2.2, alínea “f”), Certidão Negativa Estadual (subitem 4.2.2, alínea “g”) e Certidão de Dívida Ativa da União (subitem 4.2.2, alínea “e”), do edital, ou equivalentes no país de origem.

A Comissão Permanente de Licitações, em conformidade com o art. 109, I, “a”, da Lei 8.666/93 abre prazo de 05 (cinco) dias úteis para recurso.
Florianópolis, em 06 de junho de 2012. A Comissão.

Saiba mais:

Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Veja também:

Pedalada Pelada leva bom humor às ruas de Florianópolis na busca por respeito no trânsito
(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias
(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

Cinco empresas concorrem ao Floribike

Cinco empresas entregaram a documentação para habilitação ao processo licitatório do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis, o Floribike. As empresas interessadas deveriam se manifestar oficialmente até às 14h desta quinta-feira, 02 de maio.

Agora, uma comissão da Diretoria de Licitações e Contratos da Secretaria Municipal de Administração e Previdência irá avaliar a documentação e manifestar-se, habilitando as empresas ao próximo passo da licitação, que se refere à concessão do serviço.

Manifestaram interesse as seguintes empresas:

1) M2 Soluções em Engenharia Ltda., da Compartibike, que opera o PEDALUSP, sistema de bicicletas compartilhadas que funciona na Universidade de São Paulo (USP).

2) Empresa Ciclista Miralago, de Portugal, que fabrica as bicicletas utilizadas nos sistemas de Paris (Vélib) e Lyon (VéloV).

3) Movement Barcelona 2005 SL, da Espanha, responsável pelo sistema de bicicletas comunitárias de Barcelona (Bicing).

4) Serttel Ltda., empresa de Recife responsável pela SAMBA (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel), que gerencia a locação de bicicletas no Rio de Janeiro (BikeRio), Petrolina, João Pessoa e Sorocaba.

5) Nery & Scheinkmann Comércio, Aluguel e Manutenção de Bicicletas Ltda., de Curitiba, que mantém na capital paranaense locação de bicicletários.

O próximo edital de licitação deve sair até dia 06 de julho, de acordo com a legislação, por ser 2012 ano eleitoral.

Saiba mais:

Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Veja também:

Pedalada Pelada leva bom humor às ruas de Florianópolis na busca por respeito no trânsito
(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias
(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

A tarde de sexta-feira, 03 de dezembro, contou com a presença de Ângelo Leite, presidente da Serttel, empresa que detém as concessões do sistema de bicicletas públicas nas cidades de Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa. Nestas três cidades, os usuários cadastrados desfrutam das bicicletas do SAMBA – Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel.

Ângelo afirmou que não é possível viabilizar economicamente o sistema de bicicletas públicas apenas com o dinheiro dos usuários do sistema, pois, se os custos de operacionalização fossem repassados os ciclistas, o valor da tarifa seria tão elevado que acabaria por inviabilizar o próprio sistema.

Ângelo Leite fala do sistema de bicicletas públicas implantado no Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa.

As bicicletas do SAMBA são liberadas através do celular e isso deve-se a dois motivos. O primeiro é financeiro: diminui-se o custo de instalação das estações nas quais as bicicletas poderão ser retiradas. A utilização de cartão encarece muito o custo de cada estação. Já o sistema de liberação pelo celular permite que a implantação de cada estação seja feita com 1/4 do valor de uma estação européia. O segundo motivo é a relação do consumidor com o celular: o aparelho é de uso pessoal, cada pessoa tem o seu, é difícil alguém passar o aparelho para os outros, como pode acontecer com o cartão. Mesmo assim, o sistema pode funcionar com o uso de cartões, que podem, inclusive, ser integrado ao sistema de transporte público dos municípios, ou ainda serem deixados em hotéis e liberaram as bicicletas para que os turistas possam utilizar com maior facilidade e comodidade as bicicletas públicas. A tecnologia para isso a empresa já tem desenvolvida.

Rio de Janeiro

As primeiras bicicletas públicas da Serttel começaram a ser implementado no Rio de Janeiro em caráter experimental em dezembro de 2008 e liberadas para todos no começo do ano seguinte. Começou tímido, com baixa procura, mas, com o aumento no número de estações, o número de usuários foi aumentando exponencialmente.

O SAMBA na Cidade Maravilhosa conta com cerca de mil usuários habituais e mais mil eventuais, totalizando cerca de 3000 viagens por mês, número expressivo quando se observa que, antes de abril deste ano, seram totalizadas entre 500 e 700 viagens mensais. Por lá, há ciclistas que utilizam as bicicletas públicas 90 vezes num mês!

Houve ainda expressivo aumento no número de usuários, destaca Ângelo, através de uma parceria com o jornal O Globo, no qual seus assinantes pagam apenas R$2,00 por mês ante o preço normal de R$20,oo. Hoje, eles somam 30% dos cadastrados no SAMBA.

Para o futuro, a empresa espera colocar nas ruas mais 2600 bicicletas até 2016, implantando 60 novas estações – todas funcionam com energia solar – por ano.

Blumenau

O SAMBA implantado na cidade catarinense apresenta um baixo uso frente à expectativa. Há cerca de 300 usuários cadastrados. Ângelo avaliou que isso ocorreu devido à implantação em locais inadequados e afirmou que o sistema na cidade deverá ser re-estruturado.

João Pessoa

Ao contrário de Blumenau, as bicicletas de João Pessoa tiveram um sucesso inesperado. Inauguradas em março deste ano, hoje já contam com mais de 500 pessoas cadastradas. Foram implantadas apenas quatro estações na orla da praia, voltadas ao lazer da população.

O caso de Florianópolis

Foi divulgada a implantação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis, o Floripa Bike, que deveria entrar em funcionamento em 22 de setembro de 2010. Mas isso não aconteceu. A cidade iria ser a segunda em que a Serttel instalaria as suas bicicletas, chegou a fazer todo um projeto, o IPUF projetou a instalação física e definiu locais em que a cidade deveria receber o sistema, em três fases de implantação.

Na hora da viabilização do projeto, as conversas entre a empresa e a prefeitura não avançaram. Opinou-se utilizar o dinheiro arrecadado com a Zona Azul, o sistema de estacionamento rotativo nas ruas da cidade, para financiar a manutenção das bicicletas públicas. Recebeu-se a negativa. Tentou-se falar com o banco que administra a folha de pagamento da cidade, que poderia se interessar pela imagem positiva que isso iria lhe proporcionar. Mais uma negativa. Sendo assim, teria-se que viabilizar o sistema apenas com as tarifas dos usuários, o que resultaria num projeto de alto risco que a empresa preferiu não assumir.

Fabiano Faga Pacheco

%d blogueiros gostam disto: