(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel

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Três empresas estão habilitadas a concorrer à implantação do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis. Uma delas é pioneira no Brasil em oferecer o serviço automatizado de compartilhamento de bicicletas. A Serttel tem origem em Recife, mas ganhou  destaque no Rio de Janeiro. Apesar de seus 23 anos de existência, apenas em 2009, quando firmou parceria com a prefeitura carioca para implantar o SAMBA (Sistema Alternativo de Mobilidade por Bicicletas de Aluguel) obteve reconhecimento nacional.

Com oito locais para se retirar e devolver bicicleta na zona sul do Rio de Janeiro, o sistema, que contava com a necessidade de uso de celular para se efetuar o aluguel, chamou atenção para esse nicho de mercado até então quase inexistente no país.

Ainda nessa época, a empresa chegou a ser cotada para oferecer o mesmo serviço em Florianópolis, em negociações que se mostraram infrutíferas.

Em 2011, a empresa passou por uma grande reformulação. O aporte de patrocínio do banco Itaú possibilitou uma melhora tecnológica do sistema de bicicletas coletivas e a expansão a outras cidades do país. Hoje, o BikeRio conta com 600 bicicletas em 60 estações na região de Copacabana, Vieira Souto e Lagoa Rodrigo de Freitas, nas quais são feitas mais de 125.000 viagens mensais.

BikeRio. Foto: Sebrae.BikeRio

Em compensação, os sistemas que existiram em Blumenau e João Pessoa não deram certo. Na cidade catarinense, as cinco estações instaladas em 2009 até estavam localizadas em bons pontos, mas eram em número insuficiente para gerar uma demanda atrativa ao serviço.

SAMBA Blumenau. Foto: Jaime Batista da Silva.SAMBA Blumenau

Já na orla paraibana, o Pedala João Pessoa mostrou-se um sucesso, mas o clima do nordeste prejudicou a durabilidade das bicicletas e, no início de 2012, o projeto foi retirado para ser reestruturado e recolocado em operação com foco nos moradores da cidade – o principal uso era por turistas. Até agora, o Pedala João Pessoa não foi reativado.

Pedala João Pessoa. Foto: Rogério Leite / Pedalando e Olhando.Pedala João Pessoa

Recentemente, a empresa adquiriu os direitos para implantar e operar os sistemas de bicicletas coletivas de diversas outras cidades brasileiras.

Confira a abordagem das bicicletas coletivas pela Serttel durante o Bicicultura 2010

Em março de 2011, a empresa disponibilizou em Petrolina (PE) o empréstimo de bicicletas, local onde opera já o sistema de estacionamentos rotativos (equivalente à Zona Azul).

SAMBA Petrolina. Foto: Plantão do Vale.SAMBA Petrolina

Em 2012, entrou em operação o BikeSampa. A capital paulista hoje possui 96 estações e 1152 bicicletas passíveis de circulação. Já na Baixada Santista, o BikeSantos conta com 30 estações e até 360 bicicletas.

BikeSantos. Foto: A Tribuna.BikeSantos

Além disso, venceu as licitações para Porto Alegre e Sorocaba. No Rio Grande do Sul, também são 30 as estações já em operação no BikePoA.

BikePoA. Foto: Deb Dorneles / Porto Alegre Cycle Chic.BikePoA

Já em Sorocaba, cidade-modelo quando se trata de mobilidade por bicicleta, o aluguel de bicicletas é gratuito. Para pegarem bicicletas em algumas das 18 estações do IntegraBike, o usuário deve utilizar um dos cartões de transporte coletivo.

Integrabike. Foto: Eu Vou de Bike.IntegraBike

Em Recife, no começo deste ano, começou a operar o Porto Leve, um projeto da incubadora tecnológica pernambucana Porto Digital. São 10 estações e 100 bicicletas em funcionamento, número que deve dobrar em três anos.

Porto Leve. Foto:  Rhayana Fernandes / LeiaJá.Porto Leve

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Bom Dia, edição de Sorocaba, no dia 03 de dezembro de 2010 (págs. 10 e 11). A matéria pode ser lida também, na íntegra e com vídeos, neste link.

Bike ganha mais espaço

Prefeito anuncia edital de licitação para contratar empresa que deseje alugar bicicletas e, ainda, a ampliação da ciclovia de Sorocaba que hoje tem 65km para 100km até 2012

Alternativo. A ciclovia da avenida Dom Aguirre é um importante corredor diário no transporte alternativo. Para lazer ou trabalho, é grande o número de ciclistas que cortam a cidade, todos os dias, usando este acesso.

Vou de Bike

Mais cem quilômetros de ciclovias interligando a cidade e a implantação de bicicletas públicas estão previstas dentro do Plano Cicloviário de Sorocaba

Até 2012 Sorocaba deve chegar a mais de 100 quilômetros de ciclovias, concretizando uma parte importante do Plano Cicloviário. Além disso, já no ano que vem, deve entrar em vigor o projeto das bicicletas públicas, que vão ligar várias regiões da cidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo prefeito Vitor Lippi após sua participação no Bicicultura 2010, evento que reúne representantes do segmento de mobilidade urbana de todo o país.

Desde 2009 a Urbes Trânsito e Transporte iniciou estudos para a implantação das bicicletas públicas. “São 13 pontos já definidos. Vamos dar maior possibilidade de locomoção para as pessoas com uma alternativa sustentável”, aponta o prefeito.

Os pontos em que a população poderá retirar as bicicletas se concentram nas zonas norte, oeste e centro, a partir de estudos de trajetos elaborados pela Urbes. São cerca de 10 bicicletas em cada ponto.

O projeto, que começou com 50 pontos, sofreu redução, segundo Lippi, devido a um redimensionamento de valores e do próprio trajeto. “Vamos iniciar o projeto. Reduzimos para ter essa aprendizagem necessária”, avisa.

Concessão

A exploração das bicicletas públicas também inaugura um novo modelo de gestão e parceria de serviços em Sorocaba. Segundo o prefeito, o projeto será uma concessão pública gerida por uma empresa que já detém algum serviço na cidade. “A empresa vai explorar um serviço público e ao invés de pagar a parte onerosa para a prefeitura, poderá explorar a bicicleta”, explica. “Mas para a população é totalmente de graça”, completa.

O projeto das bicicletas públicas, que começou com 50 pontos, sofreu redução, segundo Lippi, devido a um redimensionamento de valores e do próprio trajeto.

As bicicletas devem entrar em operação no ano que vem. Por enquanto, a fase é de elaboração de edital para o chamamento de empresas interessadas no projeto de mobilidade.

Os modelos mais resistentes e os acessórios que compõem o equipamento também foram objeto de estudo e constituem a parte mais onerosa do projeto.

O prefeito Vitor Lippi explica a importância da atividade física para combater o sedentarismo. Foto: Assis Cavalcante/Agência Bom Dia.

Conhecida pelo investimento no transporte alternativo, Sorocaba dá um passo importante até 2012, somando mais de 100 quilômetros de ciclovia ligando praticamente todas as regiões da cidade.

Só na obra do Sorocaba Total, que prevê a construção de novos acessos, são 33 quilômetros. A área onde se realiza o meplantio, no domingo, também deverá receber mais dois quilômetros de ciclovia, além de avenidas importantes como Ipanema e Armando Pannunzio. “A implantação na área central é a mais complicada. Não é fácil conciliar o trânsito com as bicicletas”, avalia Lippi.

Mais mobilidade

Interessados terão acesso às bicicletas públicas com o uso do cartão da Urbes

O cartão social da Urbes Trânsito e Transporte será o passaporte do usuário para o acesso às bicicletas públicas. Na prática, o cartão deve liberar uma unidade que será devolvida em outro ponto da cidade. Estudos ainda em andamento devem mostrar o melhor sistema e tecnologia para que o processo funcione corretamente.

O uso do cartão também é uma forma de unificar o acesso ao transporte público em Sorocaba, mostrando que a bicicleta também integra o sistema como prevê o Plano Cicloviário da cidade.

Durante sua apresentação na Bicicultura 2010, o prefeito Vitor Lippi lembrou da importância do uso da bicicleta como equipamento de saúde. A partir de diretrizes como Cidade Saudável e Cidade Educadora, Lippi destacou à platéia com cerca de 130 pessoas, vindas de várias parte do país, que as cidades devem combater o sedentarismo e transformar os espaços públicos em promotores de saúde, seja com a criação de ciclovias, seja com a construção de novos parques.

Prêmio pelo transporte alternativo e não poluente
A malha cicloviária de Sorocaba garantiu à cidade, em 2009, um reconhecimento especial dentro do Selo Verde Azul, prêmio conferido anualmente pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

65
quilômetros de ciclovias já existem em Sorocaba, implantadas em várias regiões.

Por toda a cidade
Identificadas pela cor vermelha, as ciclovias já se espalham por toda a cidade, sobretudo em avenidas importante e de grande fluxo de veículos, como Dom Aguirre, Paulo Emanuel de Almeida, Camilo Júlio, Wasghinton Luiz e Bento Mascarenhas Jequitinhonha. É a bicicultura.

Carla de Campos

(Bicicultura) Técnico vai a Sorocaba para tentar resolver problema em ciclovia

Sobre reportagem veiculada em jornal local, que pode ser conferida aqui, técnicos da URBES – Trânsito e Transportes, empresa ligada à prefeitura de Sorocaba, afirmaram, na sexta-feira, dia 03 de dezembro, que o problema caminha para uma solução.

Quatro ciclistas de Brasília teriam caído após um deles escorregar na ciclovia da Av. Rudolf Dafferner, que havia sido pintada cerca de uma semana antes do Bicicultura. Com a chuva que havia caído no dia, a ciclovia estaria escorregadia, parecendo “um sabão”, segundo os relatos.

A prefeitura de Sorocaba logo se mobilizou e trouxe um técnico da empresa que fabrica a tinta para solucionar esse problema. Uma película antiderrapante teria sido aplicada na ciclovia, enquanto o técnico avaliaria se houve problema com o lote da tinta e tentaria encontrar alguma solução.

Pintura recém-feita na Av. Antonio Bardela.

Problemas assim já foram relatados em outras cidades. Em Florianópolis, a ciclovia da Av. Hercílio Luz, quando recém-pintada, foi considera muito lisa e escorregadia. A mesma coisa pode ser dita da ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo. Isso parece, portanto, ser um problema ainda comum em várias cidades do país e vive-se em um bom período para que novas técnicas sejam desenvolvidas para as tintas utilizadas na pintura de ciclovias e ciclofaixas. Empresas de visão podem vislumbrar desde já essa oportunidade.

(Bicicultura) Após o carreteiro…

A pedidos.

(Bicicultura) Trio de viola caipira

Na noite de sexta-feira, 03 de dezembro, os participantes do Bicicultura foram brindados com o som desse trio, que tocou músicas provincianas com suas violas caipiras enquanto era servido um verdadeiro arroz carreteiro.

Pequenos momentos de um grande evento que não podem cair em nosso esquecimento.

(Bicicultura) UCB tem nova diretoria

Neste sábado, 04 de dezembro de 2010, foi definida a nova diretoria da União de Ciclistas do Brasil (UCB). A presidência da entidade, pelos próximos três anos, será exercida por Arturo Alcorta, do site Escola da Bicicleta e conselheiro do Instituto Pedala Brasil (IPB). A diretoria financeira ficará por conta de Reginaldo Paiva, presidente da Comissão de Bicicletas da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Da capital federal, Uirá Felipe Lourenço ficará como diretor administrativo e Renato Zerbinato, como secretário executivo da entidade. Os conselheiros serão definidos posteriormente pela nova diretoria e deve mesclar novos nomes com cicloativistas já conhecidos.

Assim a UCB se deslocará de Blumenau e Florianópolis em direção a São Paulo e Brasília.

Arturo Alcorta é o novo presidente da União de Ciclistas do Brasil.

(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

A tarde de sexta-feira, 03 de dezembro, contou com a presença de Ângelo Leite, presidente da Serttel, empresa que detém as concessões do sistema de bicicletas públicas nas cidades de Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa. Nestas três cidades, os usuários cadastrados desfrutam das bicicletas do SAMBA – Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel.

Ângelo afirmou que não é possível viabilizar economicamente o sistema de bicicletas públicas apenas com o dinheiro dos usuários do sistema, pois, se os custos de operacionalização fossem repassados os ciclistas, o valor da tarifa seria tão elevado que acabaria por inviabilizar o próprio sistema.

Ângelo Leite fala do sistema de bicicletas públicas implantado no Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa.

As bicicletas do SAMBA são liberadas através do celular e isso deve-se a dois motivos. O primeiro é financeiro: diminui-se o custo de instalação das estações nas quais as bicicletas poderão ser retiradas. A utilização de cartão encarece muito o custo de cada estação. Já o sistema de liberação pelo celular permite que a implantação de cada estação seja feita com 1/4 do valor de uma estação européia. O segundo motivo é a relação do consumidor com o celular: o aparelho é de uso pessoal, cada pessoa tem o seu, é difícil alguém passar o aparelho para os outros, como pode acontecer com o cartão. Mesmo assim, o sistema pode funcionar com o uso de cartões, que podem, inclusive, ser integrado ao sistema de transporte público dos municípios, ou ainda serem deixados em hotéis e liberaram as bicicletas para que os turistas possam utilizar com maior facilidade e comodidade as bicicletas públicas. A tecnologia para isso a empresa já tem desenvolvida.

Rio de Janeiro

As primeiras bicicletas públicas da Serttel começaram a ser implementado no Rio de Janeiro em caráter experimental em dezembro de 2008 e liberadas para todos no começo do ano seguinte. Começou tímido, com baixa procura, mas, com o aumento no número de estações, o número de usuários foi aumentando exponencialmente.

O SAMBA na Cidade Maravilhosa conta com cerca de mil usuários habituais e mais mil eventuais, totalizando cerca de 3000 viagens por mês, número expressivo quando se observa que, antes de abril deste ano, seram totalizadas entre 500 e 700 viagens mensais. Por lá, há ciclistas que utilizam as bicicletas públicas 90 vezes num mês!

Houve ainda expressivo aumento no número de usuários, destaca Ângelo, através de uma parceria com o jornal O Globo, no qual seus assinantes pagam apenas R$2,00 por mês ante o preço normal de R$20,oo. Hoje, eles somam 30% dos cadastrados no SAMBA.

Para o futuro, a empresa espera colocar nas ruas mais 2600 bicicletas até 2016, implantando 60 novas estações – todas funcionam com energia solar – por ano.

Blumenau

O SAMBA implantado na cidade catarinense apresenta um baixo uso frente à expectativa. Há cerca de 300 usuários cadastrados. Ângelo avaliou que isso ocorreu devido à implantação em locais inadequados e afirmou que o sistema na cidade deverá ser re-estruturado.

João Pessoa

Ao contrário de Blumenau, as bicicletas de João Pessoa tiveram um sucesso inesperado. Inauguradas em março deste ano, hoje já contam com mais de 500 pessoas cadastradas. Foram implantadas apenas quatro estações na orla da praia, voltadas ao lazer da população.

O caso de Florianópolis

Foi divulgada a implantação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis, o Floripa Bike, que deveria entrar em funcionamento em 22 de setembro de 2010. Mas isso não aconteceu. A cidade iria ser a segunda em que a Serttel instalaria as suas bicicletas, chegou a fazer todo um projeto, o IPUF projetou a instalação física e definiu locais em que a cidade deveria receber o sistema, em três fases de implantação.

Na hora da viabilização do projeto, as conversas entre a empresa e a prefeitura não avançaram. Opinou-se utilizar o dinheiro arrecadado com a Zona Azul, o sistema de estacionamento rotativo nas ruas da cidade, para financiar a manutenção das bicicletas públicas. Recebeu-se a negativa. Tentou-se falar com o banco que administra a folha de pagamento da cidade, que poderia se interessar pela imagem positiva que isso iria lhe proporcionar. Mais uma negativa. Sendo assim, teria-se que viabilizar o sistema apenas com as tarifas dos usuários, o que resultaria num projeto de alto risco que a empresa preferiu não assumir.

Fabiano Faga Pacheco

(Bicicultura) Jornal Cruzeiro do Sul – Sobre as bicicletas públicas de Sorocaba

A notícia abaixo, ligeiramente alterada e sem correção de pontuação e  gramática, foi originalmente publicada na edição impressa do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, em 3 de dezembro de 2010, sexta-feira, na página A9. A matéria pode ser lida também neste link.

BICICLETAS

Redução de custos atrasa bicicletários

Prefeito Lippi pretende adotar o mesmo modelo de bicicleta que é utilizado no México e em Londres

A implantação das bicicletas para empréstimo à população que queira deslocar-se pela ciclovia em Sorocaba está atrasada por conta da redução de custos. Prevista para ser lançada neste ano, agora ela é prometida apenas para o primeiro semestre de 2011 e em proporção inferior ao que foi divulgado em 2009.  Em 2009 o presidente da Urbes, Renato Gianolla, falou em cerca de 50 bicicletários públicos (pontos de empréstimo das bicicletas). Em maio deste ano o próprio prefeito disse que seriam 20 e recentemente Lippi passou a divulgar 13 bicicletários.

Cada bicicletário terá de dez a 20 veículos à disposição, de acordo com a demanda. Segundo o prefeito, como a utilização gratuita das bicicletas no Brasil é um processo, preferiu começar com uma estrutura menor para ampliar após ver na prática como deverá ser a manutenção, logística e substituição das bicicletas. Também alegou que a redução dos bicicletários ocorreu para evitar o risco de colocar a estrutura maior que a demanda e gerar um subuso. “Preferimos iniciar pelos pontos onde os estudos mostraram que a utilização será maior para depois crescer”, falou o prefeito.

Lippi discursa em evento sobre "mobilidade por bicicleta". Foto: Fábio Rogério.

Em maio deste ano Lippi anunciou que estava pronto um projeto de lei que até hoje não chegou à Câmara. Explicou nesta quinta-feira (02) que o atraso deve-se a um estudo para a redução de custos, já que antes, com 50 bicicletários, R$ 500 mil mensais eram calculados como insuficientes para manter o programa em funcionamento. Naquela ocasião estudava-se a permissão de alguma empresa para explorar a publicidade em pontos de ônibus e em contrapartida assumir os bicicletários. Agora, segundo o próprio prefeito, haverá a concessão de um novo serviço público em Sorocaba e a empresa que assumi-lo, ao invés de pagar à Prefeitura, fará a implantação e manutenção dos bicicletários.

Lippi declarou que já foram definidos os locais onde funcionarão os 13 bicicletários: Zona Norte, Zona Oeste e principalmente no Centro. Mas não informou em quais pontos exatamente. A definição foi por meio de pesquisa, levando em conta o trajeto onde as pessoas têm mais desejo de usar as bicicletas ou são trajetos potencialmente mais utilizados pela população. Apenas os portadores dos cartões utilizados nos ônibus da Urbes poderão usar as bicicletas. Quem não faz uso hoje do transporte público e desejar emprestar as bicicletas terá que providenciar o cartão. “É a coerência para ter o transporte integrado e isso acabou reduzindo os nossos custos porque as informações dos usuários estão no cartão social”, disse Lippi.

Não revelou qual será o custo por bicicleta, mas disse que o mais caro será um controle eletrônico de posicionamento para que a localização de cada uma delas seja monitorada. Lippi pretende adotar a mesma bicicleta que está sendo utilizada no México e em Londres (Inglaterra). “Tinha experimentado no Rio de Janeiro mas achei que a qualidade em Londres e no México são bastante superiores em conforto e resistência”, afirmou. Segundo ele, além de muito confortáveis pareceram bastante seguras e mais fáceis para trocar a marcha em qualquer velocidade, sem que ele tivesse percebido o risco da corrente se soltar.

Ciclovia

O prefeito prevê que até 2012 a ciclovia em Sorocaba ultrapasse os cem quilômetros (km) planejados, podendo chegar a 120 km. Citou que no momento está ampliando na avenida Ipanema e Armando Pannunzio. Estão previstos mais 33 km pelo Sorocaba Total e no novo parque onde haverá o megaplantio no domingo. “E tem outros trajetos que estão sendo aprovados para o centro da cidade”, disse Lippi.

Leandro Nogueira

(Bicicultura) Jornal Cruzeiro do Sul – Ciclistas de Brasília relatam problema em ciclovia de Sorocaba

A notícia abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, em 3 de dezembro de 2010, sexta-feira, na página A9. A matéria pode ser lida também neste link.

Ciclistas de Brasília reclamam da ciclovia

Um grupo de ciclistas da cidade de Brasília abordou ontem o prefeito Vitor Lippi (PSDB) dizendo que um deles caiu na ciclovia de Sorocaba, “porque fica escorregadia quando chove”, reclamou. Também pediram uma ação educativa para que os motoristas respeitem mais os ciclistas. As queixas ocorreram logo após o prefeito palestrar sobre “Os avanços de Sorocaba na modalidade por bicicleta”, no evento Bicicultura 2010, que está sendo promovido na cidade até amanhã, e reúne cerca de 150 ciclistas de várias regiões do Brasil.

O ciclista de Brasília, Uirá Felipe Lourenço, falou a Lippi que percorria a ciclovia molhada pela chuva e quando freiou para reduzir a velocidade em uma curva o pneu saiu deslizando no solo escorregadio. Pelas características citadas por Uirá, o fato ocorreu na avenida Rudolf Dafferner, local onde a pintura foi feita nos últimos dias. O grupo também observou que falta sinalização informando aos motoristas que estão cruzando uma ciclovia e a ausência de semáforos para os ciclistas, que ao chegarem em um cruzamento são obrigados a ficar observando as reações dos motoristas para saber se podem cruzar ou não.

Ciclistas reclamaram de solo escorregadio na ciclovia após chuva. Foto: Fábio Rogério.

Para os ciclistas o prefeito afirmou que pedirá para que seja avaliada a situação da aderência da pista quando chove. Explicou que, por conta da inexistência de uma tinta específica para ciclovias, está sendo aplicada a mesma da sinalização de solo habitual do trânsito. “Estamos usando um tipo mais resistente (…) é mais espessa e quanto mais espessa provavelmente é menos aderente”, disse o prefeito aos ciclistas. Quanto ao comportamento dos motoristas, o prefeito disse que é preciso trabalhar na educação e fiscalização e que o município criou os amarelinhos para coibir abusos. À reportagem Lippi que isso foi uma novidade, que nunca tinha ouvido esse tipo de queixa, e vai checar, ver se é alguma tinta nova usada em determinado trecho e que providências poderão ser tomadas. “Eu vou andar com chuva para ver”, disse o prefeito.

Prevenção

O prefeito Vitor Lippi expôs na palestra que a decisão em investir no incentivo da prática do ciclismo e caminhada foi tomada, entre outros motivos, porque prefere combater os problemas de saúde incentivando a prática de exercícios do que ter que gastar na construção de hospitais para tratar de pessoas adoecidas por conta do sedentarismo e obesidade. Os laboratórios internacionais não investem em pistas de caminhada. Citou que as melhores cidades do mundo são as planejadas e as piores, as que não tiveram planejamento. E explicou que o planejamento de Sorocaba prioriza a saúde e a educação.

Bicicultura

A programação do Bicicultura 2010 inclui a realização de palestras, oficinas e vivências, pedaladas e confraternizações, destinadas ao aprimoramento no conhecimento do ciclismo. As palestras são promovidas no Sorocaba Park Hotel e reúne representantes do segmento de mobilidade urbana de todo o país. De acordo com os organizadores, a escolha de Sorocaba para sediar esta nova etapa do Bicicultura ocorreu justamente por causa das políticas públicas do município voltadas ao incentivo desse meio de transporte. Ele é organizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Urbes Trânsito e Transportes, pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) e Instituto Pedala Brasil e com apoio do Ministério das Cidades. Mais informações e a programação podem ser consultadas no site bicicultura2010.site.com.br.

Leandro Nogueira

(Bicicultura) Ciclovia à beira do Rio Sorocaba pela manhã

Hoje de manhã, eu e o David Alves, de uma nova associação de ciclistas de Guarujá (SP), pegamos a ciclovia da Av. Dom Aguirre, à beira do Rio Sorocaba, para chegarmos até onde acontece o Bicicultura.

Para quem quiser ver a minha impressão pessoal sobre esta ciclovia, além de se aproveitar para ver a condição atual, com seus pontos positivos e negativos, dêem uma olhada nos vídeos abaixo.

(Bicicultura) Abertura no Jornal Ipanema

A matéira abaixo foi publicada no Jornal Ipanema, em 2 de dezembro de 2010, e pode ser lida também neste link.

Qualidade de vida

Prefeito de Sorocaba abre o “Bicicultura 2010”

O prefeito Vitor Lippi fez, no início da tarde desta quinta-feira (2), a abertura oficial do “Bicicultura 2010”, que acontece no Sorocaba Park Hotel e é considerado o maior evento sobre bicicletas do Brasil. Organizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Urbes – Trânsito e Transportes, pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) e Instituto Pedala Brasil, com apoio do Ministério das Cidades, a programação do evento inclui a realização de palestras, oficinas e vivências, pedaladas e confraternizações, destinadas ao aprimoramento no conhecimento do ciclismo.

Além de participantes de várias partes do Brasil, como Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o Bicicultura trouxe a Sorocaba o presidente da União de Ciclistas do Brasil (UCB), Antônio Miranda, e a presidente do Instituto Pedala Brasil (IPB), Ana Lia de Moraes, além de Cláudio Silva, representante da Secretaria Nacional da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, e ainda o prefeito de Rio do Sul (SC), Milton Hobus.

Após da solenidade de abertura, Vitor Lippi proferiu palestra falando sobre os programas que fazem de Sorocaba uma “Cidade Educadora, Cidade Saudável”. Falou também sobre os programas que estimulam as atividades físicas, como 24 Horas de Caminhada, o Pedala Sorocaba, Pedala Noturno. “O gestor público tem que oferecer programas que estimulem a prática de atividades físicas; deve pensar em uma cidade onde os espaços públicos sejam promotores de uma vida saudável”, disse ele.

De acordo com os organizadores, a escolha de Sorocaba para sediar esta nova etapa do Bicicultura ocorreu justamente por causa das políticas públicas do município voltadas ao incentivo desse meio de transporte. Sorocaba possui atualmente 65 quilômetros de ciclovia e vai chegar aos 100 km até 2012, interligando praticamente todas as regiões da cidade. Além disso, a administração promove frequentemente eventos para estimular o uso da bicicleta pela população.

Além do prefeito Vitor Lippi, também estiveram na cerimônia o presidente da Urbes, Renato Gianolla, e os secretários municipais Jussara Carvalho (Meio Ambiente) e Fernando Furukawa (Finanças). O Bicicultura 2010 prossegue até sábado (4).

Informações também no site bicicultura2010.site.com.br.

(Bicicultura) Palestra do prefeito de Sorocaba dá um show de gestão pública

“A gente sabe que a melhor cidade para a gente viver é uma cidade bem planejada”.

Essas foram das primeiras palestras proferidas por Vitor Lippi, prefeito de Sorocaba, cidade de 600 mil habitantes a 85km de São Paulo, cuja economia é baseada nas indútrias metal-mecânica e automobilística, mas que, mesmo assim, tem sido considerada um exemplo da inserção e valorização da bicicleta nas cidades.

“Uma secretaria só não muda uma cidade”, afirmou o prefeito. “Mas todas juntas sim”. A intersetorialidade foi fundamental para que todo o governo se mobilizasse e tomasse atitudes conjuntas para beneficiar a população como um todo. Não são apenas os órgãos ligados ao trânsito que são responsáveis pela execução de políticas públicas ligadas à bicicleta. Os órgãos de saúde, educação, meio ambiente e até de finanças trabalham unidos para que a cidade seja um espaço educador e promotor da saúde. Ou, nas palavras do prefeito, para que Sorocaba não siga o estigma da ampla maioria das cidades que “crescem perdendo qualidade de vida”.

Saúde & Bicicleta

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo atinge mais de 50% da população que vive nas cidades. Como resultado disso, mais de 40% da população está acima do peso, sendo 10% dela obesa. Na capital paulista, o sedentarismo atinge níveis alarmantes, com quase 70% dos habitantes da metrópole não realizando atividades físicas freqüentemente.

Dentre as doenças mais comuns em adultos, a hipertensão (40% de prevalência) e a diabetes (9%) estão diretamente relacionados a casos de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, amputações, insuficiência renal e doenças vasculares, que oneram a saúde pública. Dos casos de hipertensão e diabetes, 70% estão relacionados ao estilo de vida das pessoas. Assim, a única solução eficiente é a adoção de um estilo saudável de vida. Ou seja, realizar atividades físicas, ter hábitos alimentados saudáveis e combater o tabagismo.

Deve o poder público atuar eficientemente na promoção da saúde da população, e é aí que as ciclovias  e o caminhar se inserem.

Os benefícios da caminhada

Trinta minutos de caminhada por dia promove:

– Controle da pressão arterial;
– Controle da diabetes;
– Redução do risco de infarto e AVCs;
– Redução na velocidade da osteoporose;
– Redução dos riscos de câncer (30% nos cânceres de intestino e de mama);
– Melhora a imunidade;
– Reduz estresse, ansiedade, depressão;
– Melhora a autoestima do idoso;
– Melhora o humor, a disposição, o bem-estar e a qualidade de vida.

A depressão é considerada pela OMS a doença deste século. E isto se deve ao isolamento social e à frustração provocada pelo consumismo induzido.

As cidades devem combater o sedentarismo, transformando espaços ociosos em espaços promotores da saúde, com a criação de parques, pistas de caminhada, ciclovias, melhoramento de calçadas e áreas de esportes e de lazer.

A herança sorocabana

Sorocaba tem hoje 65km de ciclovias e o projeto da cidade tem como meta chegar aos 100km até 2012. Ela possui até um Plano Diretor de Ciclovias, no qual constam ciclovias na maioria das avenidas e a interligação entre bairros e regiões. Com isso, está à frente de praticamente todos os outros municípios, preparando-se para um futuro em que as pessoas estejam em primeiro lugar para o usufruto da cidade com saúde e real qualidade de vida.

Começou o Bicicultura! Florianópolis pouco representada.

Começou hoje, quinta-feira, 2 de dezembro de 2010, as palestras da segunda edição do Bicicultura, um dos principais eventos culturais e políticos pró-bicicleta do país. A edição deste ano, que pretende se tornar anual, ocorre em Sorocaba, uma das cidades brasileiras onde houve maior implantação recente de infraestrutura cicloviária.

Estão participando desta edição pessoas do Equador, Chile e Colômbia, além de gente de São Paulo, Sorocaba, Blumenau, Teresina, Praia Grande (SP), Suzano, Ribeirão Pires, Brasília, Porto Alegre, Campos (RJ), Rio de Janeiro, Aracaju, Curitiba, Santos, Rio do Sul (SC), Maringá, entre outros.

Da Grande Florianópolis, vieram apenas 4 pessoas. E todos os que aqui estão são associados da ViaCiclo: André Geraldo Soares, que também é diretor financeiro e administrativo da União dos Ciclistas do Brasil (UCB); Roberta Raquel; Fernanda Cortez; e Fabiano Faga Pacheco, que estará, na medida do possível, atualizando este site e o nosso twitter.

Nenhuma pessoa de algum órgão oficial ligado às prefeituras da região está aqui presente até este momento. Carece aqui de pessoas do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) ou da Secretaria de Transporte, Mobilidade e Terminais, órgãos diretamente ligados a esse tema na capital catarinense.

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