Para comemorar pedalando o Dia do Trabalhador

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 30 de abril de 2011 (às 10h12). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

MÚSICA

Passeios ciclísticos em 20 cidades de SC comemoram o dia do trabalhador, no domingo

Concerto gratuito encerra o dia com marchas e canções militares, hinos, músicas populares e eruditas

Ruas e avenidas de 20 cidades de todas as regiões de Santa Catarina serão tomadas, neste domingo, no dia do trabalhador, por passeios ciclísticos e diversas atividades de lazer, recreativas e culturais abertas à comunidade. O Dia do Pedal, promovido pela segunda vez pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/SC), incentiva a adoção de hábitos saudáveis.

A data foi escolhida com o intuito de celebrar o dia do trabalhador e promover uma opção de lazer aliando a integração com a família e a promoção da qualidade de vida. Participantes de todas as regiões do Estado serão incentivados a praticar a atividade de uma forma divertida e descontraída. No ano passado, em sua primeira edição, o Dia do Pedal reuniu cerca de 20 mil pessoas em 15 cidades catarinenses.

Para encerrar, a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais faz uma apresentação no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte. O concerto — que faz parte das comemorações do dia do trabalhador — terá marchas e canções militares, hinos, músicas populares e eruditas e será gratuito e aberto ao público.

A banda tem suas raízes na Brigada Real da Marinha e é, atualmente, composta por dois maestros e 110 músicos formados e aperfeiçoados na Escola de Música do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, do Corpo de Fuzileiros Navais, sediado no Rio de Janeiro.

Entre as grandes personalidades do cenário musical brasileiro e internacional que foram integrantes das bandas de música dos fuzileiros destacam-se o professor e maestro Oswaldo Passos Cabral, autor do Poema Sinfônico Riachuelo, que retrata as glórias da Marinha do Brasil na Batalha Naval do Riachuelo e, como professor e regente, o maestro Francisco Braga, autor da música do Hino a Bandeira e patrono das bandas de música da Marinha.

Veja onde serão realizados os passeios ciclísticos:

Blumenau
Horário: A partir das 7h30min
Local: Parque Vila Germânica

Brusque
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Brusque

Caçador
Horário: A partir das 8h30min
Local: Parque Central José Adami

Canoinhas
Horário: A partir das 13h30min
Local: Prefeitura Municipal

Chapecó
Horário: A partir das 9h
Local: Praça Coronel Ernesto Bertaso

Concórdia
Horário: A partir das 13h
Local: Prefeitura Municipal

Criciúma
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Criciúma

Florianópolis
Horário: A partir das 15h
Local: Trapiche da Beira-Mar Norte

Itajaí
Horário: A partir das 7h30min
Local: Supermercado Forte Atacadista

Jaraguá do Sul
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Jarágua do Sul

Joaçaba
Horário: A partir das 13h30min
Local: Praça da Catedral

Lages
Horário: A partir das 8h30min
Local: Supermercado Alvorada

Laguna
Horário: A partir das 8h
Local: Praça Julio Villa

Rio do Sul
Horário: A partir 7h30
Local: SESI Rio do Sul

São Bento do Sul
Horário: A partir das 8h30
Local: SESC São Bento do Sul

São José
Horário: A partir das 8h
Local: Beiramar de São José

São Miguel do Oeste
Horário: A partir das 13h
Local: Praça Walnir Bottaro Daniel

Tijucas
Horário: A partir das 7h30min
Local: SESC Tijucas

Tubarão
Horário: A partir das 8h
Local: SESC Tubarão

Xanxerê
Horário: A partir das 8h30min
Local: SESC Xanxerê

Saiba mais:

Dia do Pedal SESC em São José e em Florianópolis

Tijucas adotará medidas de redução de velocidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 7 de janeiro de 2010 (pág. A1). A matéria pode ser vista também em .png aqui.

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Trânsito.

Segura o acelerador

Secretaria define até amanhã como reduzir a velocidade na Bayer Filho

Depois de tantos acidentes e contratempos a prefeitura de Tijucas definiu dois dos quatro pontos onde serão implantadas as lombadas eletrõnicas na avenida Bayer Filho. Um deles ficarpa antes do cruzamento com a rua Luiz Hipólito da Cruz. Já o outro, deve ser instalado antes da avenida Hercílio Luz. Até o final da semana a Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos deve definir como os equipamentos serão adquiridos.

Palco de inúmeros acidentes em 2009, a avenida ganhou fama de autódromo Bayer Filho após a conclusão do asfaltamento. A velocidade máxima na via é de 60km/h, mas, sem qualquer tipo de sinalização ou mecanismo de redução, motoristas excedem os limites de velocidade. No último acidente, um carro e uma motocicleta bateram na pista e pararam somente depois de colidir com uma bomba de gasolina em um posto.

Segundo o secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos, Elói Geraldo, a prefeitura já entrou em contato com empresas para definir a forma de compra dos equipamentos. “Existem duas possibilidades para a instalação das lombadas. Na primeira, o município compra os equipamentos e administra as multas. Na segunda, uma empresa instala os equipamentos e faz a manutenção. Em troca, recebe parte dos recursos arrecadados pelas infrações”, explica Geraldo.

ABUSO
Velocidade máxima na via é de 60km/h, mas não há, hoje, meios de fazer o controle.

O secretário afirma que, depois da licitação realizada, o prazo para a conclusão da instalação das lombadas é de até 60 dias. O custo médio para adquirir os produtos é de R$ 100 mil. Caso o município compre os instrumentos, os recursos serão destinados pelo Fundo de Fiscalização do Trânsito da cidade.

Comum. Um dos acidentes na avenida, ocorrido em 17 de dezembro. Foto: Alex W. Farias/ND.

Tachões

Sem ter uma solução pelo menos até março, o secretário viu sua dor de cabeça aumentar em novembro de 2009. Uma normativa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe o use de tachões para reduzir a velocidade. Hoje, os tachões ou “tartarugas”, como são popularmente conhecidos, ajudam a amenizar o problema em alguns trechos da Bayer Filho. No entanto, deverão ser removidos.

Apesar da proibição, dois pontos com o equipamento estão instalados ao longo da avenida: em frente ao Colégio Ondina Maria Dias e próximo à Praça do Expedicionário. Para o secretário, os redutores de velocidade ficarão na via até a implantação das lombadas eletrônicas.

Se o processo de licitação se estender por um período mais longo que o previsto, o secretário pretende tomar uma medida drástica para solucionar o problema. “Se o processo demorar, vamos fazer lombadas de asfalto”, promete Geraldo.

Everton Palaoro

Veja também:

Tachões….?!?!?!? – A instalação desses equipamentos não tornou a vida dos ciclistas de Florianópolis mais segura.

Ciclista já conheceu mais de 3000 cidades com a sua bicicleta

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 (pág. A1). A matéria pode ser vista também em .png aqui.

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Gente.

Oito anos de pedaladas pelo país

Na estrada desde outubro de 2001, Luiz Carlos Rodrigues, 54 anos, completa pela segunda vez o trajeto do Oiapoque ao Chuí. O ciclista esteve esta semana em Tijucas para fazer reparos na bicicleta e, na sequência, seguir pedalando até Itajaí, onde reside oficialmente. Os planos do ciclista, que já foi pedreiro, é passar a virada do ano em casa.

Luiz já visitou de bicicleta 3.265 cidades, em oito países da América Latina. “Eu não passo simplesmente pelas cidades. Gosto de parar, conhecer as pessoas, culturas e tradições”, conta. Tijucas fez parte do roteiro do ciclista pela terceira vez e ele garante que sempre foi muito bem recepcionado aqui. No final da segunda viagem pedalando para cruzar o país, Luiz revela que está terminando de produzir um livro com as histórias que vivenciou.

“Recordações de um sonho realizado” será lançado dia 10 de fevereiro. “Conhecer o país de bicicleta foi uma lição de vida para mim. No livro conto um pouco sobre meu sonho, minha vida e minha loucura”, confessa. Luiz é gaúcho, mas catarinense de coração. Entre todas as praias no litoral brasileiro que já conheceu, garante que as catarinenses são as mais belas: “Garopaba não se compara a nenhuma outra praia do Brasil”.

Ciclista. Luiz Carlos passou por Tijucas antes de seguir para casa, em Itajaí. Foto: Allex W. Farias/ND.

Superação sobre duas rodas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 21 de dezembro de 2009 (pág. 28). A matéria pode ser vista também em .pdf aqui.

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Gente. Claudiomir faz duas coisas com bicicleta: vende peixes e ganha troféus

Ele dá duro no pedal

O peixeiro Claudiomir Dias, 34 anos, passa o dia na estrada vendendo peixes e frutos do mar. Sua principal ferramenta de trabalho é uma bicicleta com duas caixas de isopor. Diariamente, ele pedala cerca de 40 quilômetros por estradas de chão de Tijucas, Porto Belo e Itapema. A rotina começa logo que o sol nasce, quando ele sai para buscar o peixe, fresquinho, direto dos pescadores. Quando chega em casa, por volta das 15h, almoça e descansa até o final da tarde, quando então troca a bicicleta de carga por uma de corrida.

Apaixonado por esporte, Dias trocou as academias de musculação pelos pedais. Até então, corria apenas por diversão. A primeira competição da qual participou foi em 2005, a convite de amigos. Depois da prova passou dois anos sem competir, voltando apenas em 2007. De lá para cá, não parou mais de pedalar em busca de medalhas e troféus.

Correndo na categoria speed para atletas de 30 a 34 anos, Dias conquistou o campeonato brasileiro da modalidade em 2008, disputado na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais. Antes disso, ele tinha deixado o título escapar no ano anterior. Na prova, realizada em Rolante, no Rio Grande do Sul, Dias errou o percurso quando liderava a prova.

“Com meu equipamento, que custa R$ 500 reais, eu consigo chegar na frente”

Claudiomir Dias, peixeiro e ciclista

Para manter a forma, o atleta percorre 450 km por semana. Quando tem competição, ele treina diariamente. Fora isso, o trabalho diário com a venda de peixes ajuda no condicionamento físico, assim como as pedaladas com os amigos. “Todas essas atividades ajudam a superar as dificuldades do dia a dia”, afirma, com resignação.

Para encarar a rotina de quatro provas por mês, o peixeiro conta com pequenos patrocínios de empresas da cidade. Os valores, tímidos, ajudam apenas nas despesas com alimentação. “Eu recebo R$ 300 por mês, mas tenho que dividir com outro atleta”, explica Dias.

Magrela sem recursos

As dificuldades vão além das despesas com transporte e alimentação durante as competições. Para correr, o peixeiro utiliza uma bicicleta com poucos recursos e que está defasada em relação às utilizadas pelos outros competidores.

“Se eu tivesse uma bicicleta adequada, meus resultados seriam melhores. Mas eu não reclamo. Com meu equipamento, que custa R$ 500, eu consigo chegar na frente de pessoas que têm bicicletas de até R$ 40 mil”, avalia.

Otimismo para dar e vender

Exemplo de dedicação e amor ao esporte, o ciclista diz que corre mais pela saúde do que pelos resultados. A inspiração dele vem de Valcemar Justino da Silva, que foi campeão brasileiro de ciclismo aos 41 anos. “Eu admiro muito o trabalho dele. Se ele conseguiu, eu também posso”, projeta o ciclista peixeiro.

Em 2010, o atleta de Tijucas espera dias melhores. Ele vê a possibilidade de ser contratado por uma equipe de Joinville. “Se eu conseguir esse apoio, vou disputar o Campeonato Catarinense de igual para igual com os outros competidores da minha categoria”, avisa, confiante.

Enquanto a equipe não confirma a parceria, ele segue pedalando uma bicicleta carregada de peixes durante o dia e treinando à noite. Sem desanimar, o peixeiro sai sobre duas rodas em busca de seus sonhos e objetivos. “Eu gosto de andar de bicicleta. Com ou sem patrocínio, vou continuar participando das competições atrás de medalhas e troféus para minha coleção”, projeta o confiante vendedor de peixes.

Everton Palaoro

Veja também:

Uma perna e duas rodas – conheça a história de Alarico Alves de Moura, que, apesar de ter a perna esquerda amputada, tornou-se octacampeão de provas de ciclismo.

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