Bicicletário do TILAG será reformado e ampliado

Saiu no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis em 13 de setembro de 2013.

O bicicletário do TILAG é um dos projetos prioritários para obter recursos ainda deste ano. As discussões sobre seu destino acontecem desde fevereiro deste ano, levando em conta um levantamento feito pelo Bicicleta na Rua em setembro de 2011.

Bicicletário anexo ao TILAG deve ser reativado

Local deve estar em funcionamento até início do verão

Na tarde desta sexta-feira (13), o secretário de mobilidade urbana Valmir Piacentini, o secretário adjunto Adriano Mafra e o vereador  Pedro de Assis estiveram junto à representante da ViaCiclo, Karla Simm no bicicletário anexo ao Terminal de Integração da Lagoa da Conceição (TILAG).

A ideia é reativar, reformar e expandir o bicicletário, que atualmente tem 49 vagas. A previsão é que até o início do verão o local esteja funcionando, podendo atender especialmente os ciclistas que querem fazer o restante do trajeto utilizando ônibus.

“É um incentivo ao uso desse modal que está cada vez mais sendo utilizado na cidade, facilitando os deslocamentos e contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana”, conclui Piacentini.

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Saiba mais:

TILAG: um terminal problemático

Veja também:

Relato do Passeio Ciclístico da Lagoa

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Prefeitura de Florianópolis pretende reativar bicicletário do terminal da Lagoa da Conceição

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TILAG: um terminal problemático

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 24 de julho de 2011 (às 12h10). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Apesar de ter alguns meses, ela continua atual: Chapecó ainda toma conta das bicicletas no TILAG – sim, elas existem! – à noite. A situação desse bicicletário foi analisada numa visita técnica em que o Bicicleta na Rua esteve presente, juntamente com o Movimento Ciclovia na Lagoa Já e a Companhia Operadora de Terminais de Integração (COTISA), a pedido da própria Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, em 03 de outubro.

Bicicletário de terminal de ônibus vira dormitório em Florianópolis

Tem de tudo no bicicletário do Terminal de Integração da Lagoa. Difícil mesmo é encontrar magrelas.

Quem utiliza ônibus todos os dias na região da Lagoa da Conceição mal percebe uma construção logo ao lado do Terminal de Integração (Tilag). Não é para menos. Erguido há quase dez anos, o bicicletário da área está praticamente abandonado.

A situação evidencia o descaso com o espaço destinado às bicicletas nos terminais de ônibus da Capital. Os poucos ciclistas que ainda tentam utilizar o bicicletário precisam dividi-lo com moradores de rua, viajantes e funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap).

Um dos homens que ocupa o lugar é Mauro de Paula Nery, o popular “Chapecó”. Ele afirma estar morando em um dos contêineres, colocados ali para guardar os materiais de limpeza da Comcap, há cerca de cinco meses.

– Quem me autorizou a ficar por aqui foi o próprio senhor Paulo (Germano Alves, superintendente da Lagoa) – conta, apontando para as suas roupas, que ficam dentro de um dos recipientes da companhia.

Se não tem outro espaço, vai esse mesmo

O presidente da Comcap, Antônio Marius Bagnati, admite que o espaço não é adequado para receber os funcionários. A utilização da área deu-se após negociação com a prefeitura. Anteriormente, a base dos funcionários era na própria intendência. Quando ela foi deslocada para a Avenida das Rendeiras, ficou decidido que eles ficariam com os vestiários do bicicletário.

– O problema é encontrar outro local para abrigar os funcionários. Sabemos que ali não é o ideal – conta Antônio, que diz não ter prazo para o deslocamento dos trabalhadores.

Mobilidade urbana

Para o vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, o principal problema é a falta de vias adequadas para andar de bicicleta, o que inviabiliza o uso dos bicicletários em maior escala.

Haveria estudos sobre o uso de bicicletas na cidade e a construção de novas ciclovias. João Batista diz que os recursos, que somam R$ 60 milhões, deverão vir do Ministério das Cidades nos próximos meses.

O vice afirma ainda que irá enviar uma equipe técnica para analisar a situação do bicicletário pessoalmente.

Quanto ao morador de rua, ele diz que enviará um funcionário da Secretaria de Assistência Social para retirá-lo dali, mas não informou para onde ele será encaminhado.

– Ali não é lugar – reafirmou.

Usuários do transporte coletivo se viram como podem para deixar suas bicicletas. Foto: Luís Prates.

Abrigo de viajantes

O casal Marcos Volz, 22, e Mariela Villar, 21, saiu de Missiones, na Argentina, no dia 10 de julho. Eles pretendem viajar durante um ano de motocicleta, tendo como destino final a Austrália. Na parada em Florianópolis, decidiram utilizar o bicicletário do Tilag como albergue, com a “autorização do Chapecó”. O espaço serve de abrigo quando não estão passeando.

Eles chegaram na última terça-feira (19) e devem ficar até segunda.

Leonardo Gorges

Relato do Passeio Ciclístico da Lagoa

Quando eu saí da reunião da AMPOLA em que foi decidida a realização do Passeio Ciclístico da Lagoa da Conceição, mal poderia imaginar o sucesso que ele teria.

Nos dias anteriores, consertei o pneu da minha bike e mandei-a para a revisão. Às vésperas, comecei a preparar uma plaquinha para chamar a atenção e separei o meu apito. Instantes antes de sair de casa, vesti meu colete refletivo e, minutos depois, dirigia-me ao ponto de encontro do passeio, na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa, distante 13km. Lá, terminei de montar minha bicicleta e minha plaquinha e coloquei a camiseta em alusão à ciclista Márcia Prado. Termina aqui a minha história pessoal.

Acontece que havia bastante gente mesmo na concentração. Grupos de crianças e adolescentes conversavam ao lado ou sobre as suas bicicletas. Repórteres procuravam a quem entrevistar em meio ao mar de duas rodas. Algumas pessoas portavam mensagens às costas: “Na Osni de bike é um perigo”, “A pé ou de bike na Osni? Tás tolo?!”, “- Poluição, + Exercício físico!!!”, “Passeio na Osni é só para carros?”. Teve também a célebre “Seja gentil com o ciclista PORRA!!!”, ironia inspirada nesta placa dos Sombra Bikers.

Pessoas concentradas na sede da AMPOLA. Foto: Caminhos do Sertão.

Pessoas concentradas na sede da AMPOLA. Foto: Caminhos do Sertão.

A palavra da população. Foto: Ciclista Fabiano.

A palavra da população. Foto: Ciclista Fabiano.

Placas de ironia e de informação. Foto: Ana Carolina Vivian.

Placas de ironia e de informação. Foto: Ana Carolina Vivian.

Mídia: Patrola. Foto: Ciclista Fabiano.

Mídia: Patrola. Foto: Ciclista Fabiano.

Às 15h30 saímos e logo estávamos a caminho do centrinho da Lagoa. Éramos, então, 144 ciclistas, sendo que mais gente chegou pedalando durante o percurso. Contávamos com o apoio de duas motocicletas da Guarda Municipal de Florianópolis (GMF), que íam à frente dos ciclistas, e com mais uma outra viatura atrás.

Parando e observando à beira da Lagoa, era impossível não perceber a diferença da Osni Ortiga ocupada pelos ciclistas, um espaço público servindo à saúde, bem-estar e sociabilização da população, e da Osni Ortiga imediatamente após à viatura da GMF, um espaço público privatizado por uma máquina de 1ton que carregava, em mais de três quartos (75%) das vezes, apenas uma única pessoa, situação antiecológica, antissociabilizante e estimuladora do sedentarismo e de seus males.

A Osni Ortiga embelezada, servindo à saúde e ao lazer da população. Foto: Caminhos do Sertão.

A Osni Ortiga embelezada, servindo à saúde e ao lazer da população. Foto: Caminhos do Sertão.

Eu perguntava às pessoas em volta sobre o passeio. A sensação de bem-estar era unânime. “Podia ter isso sempre!”, disse-me Neuza, uma mulher com roupa clara. “Pedalar assim é tão bom!”, falava uma moça de camisa lilás.

Tomando o centrinho da Lagoa, onde mais ciclistas se juntavam ao grupo, a curiosidade nas lojas e bares era geral. E olha que a Lagoa já é naturalmente cheia de bicicletas…

No centrinho da Lagoa. Foto: Caminhos do Sertão.

No centrinho da Lagoa. Foto: Caminhos do Sertão.

A primeira parada deu-se próximo ao Terminal de Integração da Lagoa (TILAG). Fato desconhecido da população: O TILAG tem bicicletário! São mais de 30 vagas! No dia, apenas duas magrelas dividiam o espaço com cinco motos e alguns bancos “de praça” e poltronas de madeira (!).

Passagem pelo TILAG. Foto: Caminhos do Sertão.

Passagem pelo TILAG. Foto: Caminhos do Sertão.

Motos no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Motos no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Banco no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Banco no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Metade do caminho percorrido, era hora de voltar.

Logo ao readentrarmos a Osni Ortiga, amostra da imprudência dos motoristas e desconhecimento dos motoqueiros quanto à legislação de trânsito. Atrás do carro da GMF, cerca de quatro estressadinhos (estresse?? quem mandou não estar de bike! rsrs) buzinavam forte, ao que o meu apito fazia “coro” para uma melhor consonância dos sons…

Alguns desses, contrários às ordens da guarda, passaram a viatura e seguiram na contramão. Um deles por muito pouco não acertou algumas das crianças!

Quanta infantilidade por trás de um volante! Infelizmente, quem pedala na região sabe: esse não foi um caso isolado.

Dessa vez, a GMF foi atrás. Mas é uma pena que tem pipocado casos em Santa Catarina onde apenas um corpo ao lado de uma bicicleta é encontrado, enquanto motoristas covardes fogem sem prestar os primeiros socorros.

Uma parada sob o pôr-do-Sol à beira da Lagoa, água pra todo mundo e brindes sorteados.

Bicicletas à beira da Lagoa da Conceição. Foto: Ciclista Fabiano.

Bicicletas à beira da Lagoa da Conceição. Foto: Ciclista Fabiano.

Finalizou-se o passeio no retorno à sede da AMPOLA. Destaque para a Guarda Municipal, que, mesmo após umas críticas quando do começo do passeio, se redimiu completamente e foi ovacionada ao sair.

O passeio acabou por aí, mas eu, o Juliano e o casal Ana Carolina e André fomos ainda assistir ao ocaso do Sol na trilha de acesso ao Gravatá, onde nos alimentamos com o lanche que o Juliano comprou com o vale-compras que recém-ganhara.

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A caminho do Gravatá. Foto: Ciclista Fabiano.

A volta ao lar ainda me reservaria mais uma surpresa, mas isso vai ficar para uma ocasião mais oportuna.

Por Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Veja como foi o primeiro Passeio Ciclístico da Lagoa.

Relatos:

Bicicleta na Rua
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Fotos:

Ana Carolina Vivian
Caminhos do Sertão
Ciclista Fabiano

Vídeos:

Bicicleta na Rua
Daniel de A. Costa
Lagoa Virtual
Patrola – RBS TV/Globo

Problemática:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

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