(Conexão Sul 2013) Dia 3 – Nova Trento

Ao contrário dos dias anteriores, a manhã acordou agradável. Não chovia e mesmo o rio Alto Braço que nos passava próximo não foi capaz de umedecer o ambiente como acontecera nos últimos dias.

O seu Valdo acordara antes de nós e fora trabalhar. “Cortar eucalipto exótico para a prefeitura”, dissera. O grupo não amanheceu ao mesmo tempo. Enquanto eu acordava de sopetão com a claridade, alguns se banhavam no rio. Eram 7h30 e eu não estava atrasado.

Desta vez, dormira bem sobre a relva fofa na qual minha barraca se apoiara. Após ver muitos rostos se erguendo e o café coletivo sonolento que se aproximava, fui também aproveitar o rio. Correnteza leve, poucas pedras lisas. Uma delícia! Não sei bem quanto tempo lá fiquei, mas sei que foram ótimos momentos. Esticar o braço e, preguiçosamente, vencer a fraca corrente d’água entre as margens, uma, duas, três, quatro vezes… é algo que não tem preço.

Naquele ponto, o visual próximo ao Alto Braço permanece conservado, ao contrário de outras margens que servem de pasto ou que serviram à construção de pequenas centrais hidroelétricas (PCH).

Assim como na noite anterior, a refeição foi farta. Inúmeras fatias de pão para cada um, queijos, goiabada, melado, geléia, doce-de-leite, banana e granola complementavam o café coado na hora. Nosso amigo da Unioeste, do Paraná, Luigi, inventou  uma porção especial e riquíssima em nutrientes: fatia de pão com doce-de-leite (ou geléia, ou melado) recoberta de granola. Uma mistura, que, no final, deu bastante certo, embora “descoberta” ao final do café-da-manhã.

A roda de alongamento foi no pomar. A pedalada do dia foi dedicada a uma ciclista que não pôde estar presente desde o primeiro dia de viagem. A Raíza Padilha fora atropelada no Saco dos Limões há algumas semanas. Estava ela se preparando para a sua primeira cicloviagem, infelizmente abortada por um motorista fujão e uma prefeitura omissa. Raíza quebrou o braço esquerdo  e poderia perder um rim quando do começo de nossa jornada. A prefeitura, assim como no acidente fatal de Lylyan Karlisnki Gomes, nada fez. Continua até hoje pregando a política do abandono ciclístico e do “salve-se quem puder”, o antiplanejamento.

Alongamentos com posições de yôga e axé, seguido por palavras de despedida. Meus colegas, 26 jovens ciclistas, subiriam a Estrada do Padre, enquanto eu retornaria para Nova Trento. Optei por ficar na cidade, conhecendo-a e fotografando-a, após meu câmbio dianteiro sofrer seu problema constante de não cambiar as marchas. Testar a subida dura da escarpa nessas condições parecia-me um desafio além da técnica, em que a ausência de um instrumento (a bicicleta) adequado poderiam deixar-me na mão, entre o nada e o lugar algum.

Nesta manhã entre os meus amigos, percebi o quanto o jovens têm preconceito sobre as opiniões dos mais velhos. Diversas pessoas chamaram-me a atenção por estar de sunga, envolto numa toalha, durante o café da manhã, que foi acompanhado pela dona Juventina. Pré-julgaram que as pessoas de maior idade de lá dos confins de Nova Trento são mais conservadoras. Mas no dia anterior mesmo, o próprio seu Valdo levou um ciclista de sunga para a varanda de sua residência, aos olhos da esposa. As pessoas de lá desses confins, ou “cus do Judas”, para usar uma expressão tipicamente lusitana, têm hábitos normais. Nessa região, os mais velhos um dia caçaram. Há poucas décadas, não havia luz elétrica. Água encanada ainda hoje vem dos rios e regatos da região. O seu Valdo, que fora vereador de Nova Trento eleito em 1992, comentara a noite anterior toda sobre dois períodos políticos distintos da cidade, cobrando modernização e melhor gestão de recursos públicos. Inclusive, falou sobre o ímpeto dos jovens em fazer coisas novas e dinamizar as ações da máquina estatal.

Causo da serpente

No café-da-manhã, foi recontada uma histórica tão incomum que só poderia ter acontecido com biólogos. No dia anterior, no grupo dianteiro, o Ismael encontrou uma cobra já morta na estrada. Faceiro, girou-a pela cauda e lançou-a na direção do Renato. Ao ser atingido, Renato viu a serpente caída, com o dorso na terra. A primeira coisa que ele disse:

– É um macho!

Eu despedi-me deles ainda no pomar, já vestido para pedalar. Espero realmente que eles curtam o dia, as paisagens, o descanso em cada sombra aproveitada da íngreme subida.

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Esperei-os sair e fui desmontar a minha barraca. Vi um grupo que ficou para trás, a menos de 100m da largada do novo dia, arrumando corrente e pneus. Vi o seu Valdo passando de carro pela sua residência minutos depois de a galera sair, com os colegas ainda desafiando o pneu.

Tão logo terminei e montei minha bike, o Valdo chegou à sua casa para a parada do almoço. Dona Juventina insistia para que eu ficasse e almoçasse com eles. Meio receoso, mas já tendo passado das 11h30, aceitei. Pode-se dizer que, neste dia, saímos tarde, mas eu acredito que meus colegas iniciaram o pedalar em um bom horário. Aproveitaram a manhã de uma forma saudável, com os benefícios – incluindo fluviais – que o lugar proporcionava. O caminho não era o meio de se chegar a algum lugar, mas sim a sua finalidade, de modo que apenas trasladá-lo sem fruí-lo destoaria do nosso objetivo ciclístico.

A refeição típica contou com cerca de 10 pessoas, a maioria funcionários da prefeitura que trabalhavam em obras pela região. A um conjunto variado de carnes, sobrava-me arroz, feijão, maionese e uma salada folhosa. Dona Juventina não se conformava no meu ovolactovegetarianismo e esquentou ovos para mim e para o Valdo.

Despedi-me da galera novatrentina. O seu Valdo agora aguarda o envio de umas mudas e sementes de plantas nativas e espera aproveitar os seus açaís, obtendo rendimentos com a polpa.

Segui no sentido contrário todo o percurso rural do dia anterior, cerca de 18km. Passei pela igreja onde, às vésperas, foi-nos dificultado abrigo. Passei por uma única placa de trânsito, indicando velocidade máxima de 40km/h, lembrando-me de que, pelo corte de eucaliptos, eram esperadas diversas carretas trafegando em altas velocidades, descendo pela Estrada do Padre, colocando em risco meus colegas. Passei pelas marcas na estrada que, na véspera, demarcaram os caminhos das bifurcações aos últimos. A “bica da capela” na estrada parecia com água menos refrescante que o dia anterior. O morro que na véspera nos fez tremer as espinhas, não parecia tão difícil desta vez. Mudando a marcha da bicicleta na mão, subi com facilidade, quase me arrependendo de não ter seguido com meus amigos pela escarpa para Vidal Ramos.

Observei os vales, os riachos, as duas PCHs da região, de São Sebastião e de São Valentim. Até um teiú, lagarto de belo porte, me foi possível apreciar. É incrível essa sensação de proximidade com o micro e com o macro que a bicicleta te proporciona. Poder facilmente parar e observar-sentir o ambiente ao seu redor, sem prejuízo ao seu dia, ao seu caminho ou ao seu objetivo. Em condições normais, nenhuma pessoa observaria a serpente do dia anterior ou notaria o lagarto à beira da estrada. Simplesmente passariam, assim como passariam também as suas vidas. Ao observar o réptil, novamente desejei uma enorme fruição aos meus amigos, para que eles não apenas passem pelo dia, subindo as montanhas, mas que também o vivam com grande intensidade.

Próximo a Lageado e seu patrimônio histórico, estradas em reformas, demonstrando os trabalhadores novatrentinos na labuta. O calçamento com lajotas começou em São Roque. Meio imperdoável, simplesmente deixamos de observar um belo oratório centenário, datado de 1896.

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Assim como São João Batista tem seus postes pintados com cores francesas, os tons margueritas (verde, branco e vermelho) são onipresentes em Nova Trento. Tudo denota a colonização italiana da cidade.

Interessante é o trânsito de Nova Trento, que, mesmo com apenas 12.179 habitantes, já tem alguns binários e ruas de mão única implementados. Infelizmente, da forma como encontrei, denota que essas mudanças no trânsito não levaram em consideração a circulação de bicicletas. E olha que o ciclismo no município está crescendo e vem sendo promovido. No dia 15 de novembro, por exemplo, estava prevista uma edição do Pedala Trento, um tour por cidades da região com parada do sítio do Elizeu, situado bem próximo de onde repousamos, na Pitanga, cerca de 20km do centro da cidade.

É importante as cidades catarinenses saberem que a implantação de binários deve, obrigatoriamente, prever a inclusão das bicicletas. Frequentemente, os binários olvidam-se da dimensão humana. Em Florianópolis, querem fazer binários circulares de 4km, sem ciclovia ou ciclofaixa. Haverá, certamente, ciclistas pedalando no contrafluxo em meio ao fluxo motorizado, que, quando não engarrafado, será mais veloz – e, portanto, potencialmente mais fatal. Antes de ir ao santuário de Madre Paulina, relaxei na praça onde pousa o busto do Coronel Henrique Carlos Boiteux. Sob a copa de uma árvore, retomei as energias. Pude observar como era a acessibilidade no local. Existem pisos podotáteis corretamente dispostos, mas ainda carecem rampas com inclinação adequada e bem posicionadas. Algumas esquinas contam com meio fio bastante elevado e, onde poderiam haver rampas para usufruto das praças, simplesmente existe um canto. É um aspecto que pode melhorar ainda muito em Nova Trento, município que já oferece algumas faixas de pedestres elevadas. Uma forma de demonstrar o respeito aos pedestres no mar de lajota e paralelepípedos das ruas.

Na praça, olhei-me os pés. Meus tênis estavam em um estado lastimável. Sola descolando, proteção nula contra chuvas ou poças d’água. Aproveitei a cicloviagem para utilizá-los pela última vez numa aventura digna. Agora, estavam naquele estado, em seus últimos quilômetros.

Interessante também é o uso da praça pelos cidadãos. Apesar de bem cuidada, mesmo sem água na fonte esculturalmente ornamentada, os moradores não parece aproveitar tanto a praça quanto o fazem os moradores da vizinha São João Batista. Em meu período de descanso, interrompi apenas um casal de namorados (ou ficantes, sabe-se lá), que queriam o escurinho de uma sombra para consagrar a paixão.

Passei por algumas casas antigas, onde funcionam residências, mercados e lotéricas e, cruzando a praça onde a Igreja Matriz São Vigílio se ergue, rumei à rodoviária. Eram 16h30 e o último ônibus do dia para Florianópolis seria às 17h50.

Apressei-me para percorrer os 5km de ida até o Santuário em Vígolo. No percurso, diversas capelas, oratórios, centro de encontros e congregações chamam a atenção. São mais de 30 locais religiosos em toda a cidade, com destaques aos santuários de Santa Paulina e Nossa Senhora do Bom Socorro. Além do turismo religioso, destaca-se o enoturismo. As belíssimas partes rurais ainda não são adequadamente aproveitadas e podem criar um belo conjunto de roteiros cicloturísticos com variados graus de dificuldade.

Um local de descanso, com mirante para rio no meio da cidade, deve servir de repouso para os peregrinos que, em épocas sacras, inudam a cidade. No caminho ao santuário, existe uma pérgola muito bem cuidada, faltando, entretanto, rampas para pessoas com deficiência.

A rodovia SC-411, que leva ao distrito de Vígolo, permite altas velocidades, mas não tem acostamento. Num dia de semana, foi tranquilo pedalar por ali. Lombadas garantem uma velocidade reduzida em alguns trechos, mas, em outros, os temidos tachões fazem com que motoristas expremam os ciclistas numa beirada que não existe. Quase fui expremido junto a esses tachões. A paciência do povo de lá, que me esperou e ultrapassou educadamente, certaria não encontra correspondência na vida corrida da capital.

Vários símbolos da religiosidade fazem-se presentes em Vígolo. A história de Santa Paulina é contada com afrescos, painéis e imagens diversas. Sua casa paterna virou um símbolo bem agradável de mirar.

Às segundas-feiras, o teleférico que leva peregrinos ao alto da basílica não funciona. O parque da Colina Madre Paulina também se encontra fechado. Mas visitantes podem deixar suas fitas, oferendas e mensagens pelas graças alcançadas em diversos pequenos altares, árvores ou em grandes painéis.

A basílica é linda. Vi que pode ser acessada de bondinho, por uma escadaria ou ainda por uma rampa só para pedestres. Fiquei curioso para subir essa rampa de bicicleta. É possível que um outro caminho até a basílica, mais ao sul, possa ser feito pedalando ou de carro. Já estava saindo quando o vi e não pude checar.

Nesse santuário, uma imagem singela chamou-me tanta atenção quanto à enorme basílica de tetos côncavos, lembrando as vestes que recobrem as faces e pescoços de uma freira – ainda estão fortes em mim as cenas do filme francês “A Religiosa”. A Súplica da Árvore rogava: “Sou o ramo da beleza e a flor da bondade. Se me amas como mereço, defendas-me contra os insensatos”. Uma oração ecologista, levada muito a sério mesmo pelos biólogos menos crentes.

Cheguei adiantado na rodoviária. Com o calor q sentia nos últimos dias, experimentei um sorvete diet de chá de maçã com canela, fabricado pela Superfrut, empresa de Lages. Queria experimentar algo que fosse mais refrescante, mais frutoso, mais aguado. Não dei muita sorte. Infelizmente, o produto não tem nada de maçã, exceto o aroma, sendo bastante artificial. É triste ver isso – e a idéia de um sorvete de chá de maçã ou camomila ou erva cidreira é interessantíssima – quando pesquisas da UFSC buscam aproveitar frutos nativos e que precisam de proteção agroflorestal para a produção de sorvetes. O butiá, do geograficamente restrito Butia catarinensis, é um deles. Como diriam os tuiteiros: #ficaadica.

Paguei R$17,34 de passagem para Florianópolis pela Reunidas. E mais R$8,00 de excesso de bagagem para levarem a minha bicicleta, mal acomodada num dos bagageiros. Felizmente não houve nada com ela, mas não deixa de ser estranho o alto valor extra cobrado (mais de 50% da passagem) para a magrela ser levada de forma tão ruim.

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Se não fosse o último ônibus e se minha bicicleta não tivesse ficado cada vez pior ao longo do dia, a ponto de perder também a marcha dianteira mais pesada, eu pensaria em retornar pedalando para Florianópolis. O caminho não é tão longo assim, e os mais aventureiros podem tranquilamente ir da capital a Nova Trento em um dia e retornar. São apenas 65km. Mas a cidade também pode se qualificar melhor para o turismo por bicicleta. Não vi paraciclos adequados, apenas entorta-aros, no comércio da cidade. Os binários também pode ser repensados. Vale a pena implantar ciclofaixa no contrafluxo em algunas ruas, como na rua que leva ao acesso da SC-411, sentido Vígolo.

Cheguei em Florianópolis próximo a Morfeu, o deus grego do sonho, mas bem. Coxas torneadas, bicicleta podre, mas inteiro e esperando pela próxima. Não me lamento por não ter ido a Vidal Ramos. Muito embora aguardo, ansioso, notícias de lá do cume das escarpas.

E, claro, notícias de Piracicaba, onde a Raíza deve estar hoje e para quem este dia de pedaladas foi inteiramente dedicado.

Frase do Dia: A cobra tem língua bífida. Logo, as fêmeas devem ser muito felizes.

Distância percorrida no dia: 32,5km
Total acumulado: ~155km

Percurso pedalado: veja mapa

Fabiano Faga Pacheco

Joinville, 16 de novembro de 2013, às 1h24.

CONEXÃO SUL 2013

Relatos

Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio
Dia 2 – Cachoeira do Amâncio a Nova Trento
Dia 3 – Nova Trento

Fotos

Camila Claudino de Oliveira

Fabiano Faga Pacheco / Bicicleta na Rua
Dia 1: Facebook      Ipernity
Dia 2: Facebook     Ipernity
Dia 3: Facebook     Ipernity

João Ricardo Lazaro

Patricia Dousseau

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Rótula da UFSC será palco de novo protesto de ciclistas

Após mais uma ciclista atropelada e diante da inação dos gestores públicos, a manifestação a ocorrer nesta quarte-feira, 6 de novembro, deverá cobrar posições da UFSC e da Prefeitura, que é quem tem a capacidade legal de resolver a situação. Em reunião em julho, o superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, afirmou aos ciclistas que se reuniria para verificar melhorias na rótula em que Lylyan Karlinski Gomes foi atropelada antes do início do segundo semestre letivo de 2013. Até agora, ao final do semestre, nada foi feito.

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Palestra “A mobilidade e o transporte: novos enfoques a partir da Geografia”

Nesta segunda-feira, 19 de agosto, a professora Carme Miralles-Guasch, da Universidad Autónoma de Barcelona, realizará no Centro de Filosofia e Ciências Humandas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a palestra “La movilidad y el transporte: nuevos enfoques desde la Geografía”.

PPGG 2013-09-19

Reitoria da UFSC aceita pedido de audiência de alunos e ciclistas

Nesta última quarta-feira, a reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina acordou com o pedido de audiência pública solicitado por estudantes do curso de Oceanografia e ciclistas, protocolados no dia 6 de julho em virtude do falecimento da estudante Lylyan Karlinski Gomes.

Confira a nota:

Nota à imprensa

Na tarde do dia 10 de Julho de 2013, a Reitoria aceitou o pedido de audiência feito pelos alunos do curso de Oceanografia da UFSC, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, na semana passada. A data oficial da audiência será dia 15 de Julho de 2013 às 8h30, na sala de conselhos do prédio da Reitoria da Universidade.

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Empresas de ônibus mexem-se após morte de ciclista

As empresas-irmãs Transporte Coletivo Estrela e Insular Transporte Coletivo lançaram, em 11 de julho, nota à imprensa informando que os ônibus que fizerem as linhas UFSC passaram a contar com monitoramento por câmeras de segurança. Ela foi lançada 10 dias após a morte da jovem Lylyan Karlinski Gomes, que faleceu após ser atingida por um coletivo da empresa Insular.

Segue abaixo a nota das empresas na íntegra:

Buscando pela melhoria de atendimento e segurança dos nossos usuários, a Empresa Insular implantará em todos os veículos que fazem as linhas UFSC o sistema de câmeras.

A solicitação destes equipamentos já foi e em breve todos estes veículos estarão sendo monitorados.

Quais as vantagens de um veículo monitorado para você, usuário de transporte coletivo?

– A empresa estará sempre ciente da forma que foi executado todo o percurso diariamente. Podendo assim efetuar uma cobrança maior de seus colaboradores envolvidos.

– O motorista que opera em um sistema monitorado busca sempre a melhor forma de conduzir o veículo. O que aumenta a segurança e o conforto de todos os usuários

– O sistema atua como inibidor de assaltos. O que trará mais segurança para você.

– Qualquer evento que ocorrer durante a viagem poderá ser apurado de forma concreta.

Assessoria de imprensa.
Transporte Coletivo Estrela
Insular Transporte Coletivo

Segundo membros de movimentos por melhorias no transporte coletivo, as câmeras não melhorarão as condições de trabalho para motoristas e cobradores. Apesar de úteis para evitar furtos, elas serviriam apenas para avaliar o comportamento dos empregados das empresas. Se, por um lado, isso é bom para se evitar imprudências ao volante, por outro não modifica a lógica que leva alguns motoristas a cometerem infrações de trânsito para conseguirem cumprir os curtos horários entre duas viagens subseqüentes.

Ainda assim, vale lembrar que diversas reclamações perante motoristas da empresa Insular ocorrem em trajetos do sul da Ilha de Santa Catarina, não nas proximidades da UFSC.

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Vídeo filmado por Filipe Brandão.

(Vídeo) Avaí de Bike: Ghost Bike à Lylyan

O parceiro Cristian Thiago Moecke, do Avaí de Bike, fez esta pequena homenagem, mostrando momentos da primeira hora da manifestação na qual foi instalada a bicicleta-fantasma em honra à estudante Lylyan Karlinski Gomes.

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Carta dos alunos da Oceanografia à Reitoria

Os alunos da Oceanografia entregaram nas mãos do chefe de gabinete da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Antonio Oliveira Vieira, na tarde da última sexta-feira, 5 de julho uma carta com reivindicações em relação à postura da instituição diante das situações que levaram à morte da estudante Lylyan Karlinski Gomes, na última segunda-feira, 1º de julho.

Confira na íntegra a nota à imprensa, que também pode ser acessada em PDF.

Nota à imprensa

Na manhã do dia 5 de Julho de 2013, os alunos do curso de Oceanografia, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, escreveram e entregaram à Reitoria uma carta solicitando uma audiência com a vice-reitora, para discussão do seguinte conteúdo:

Vimos por meio deste instrumento manifestar nossa indignação com a péssima mobilidade urbana e segurança que circunda nossa instituição e que levou à tragédia ocorrida esta semana, em um dos acessos do Campus, com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes. Neste momento, mais do que a dor da perda, sentimo-nos na responsabilidade de reivindicar o amparo da Reitoria à nossa causa e solicitar uma audiência com a Vossa Senhoria. Abaixo, propomos algumas das pautas a serem discutidas.

1 – Construção, adequação e revitalização das sinalizações horizontal e vertical, que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas tanto na UFSC quanto em seu entorno, num prazo de, no máximo, 6 (seis) meses a partir encerramento do semestre letivo 2013.1. Para as adequações da rótula da Praça Santos Dumont um prazo máximo de até dia 19 de Julho de 2013.

2 – Acesso imediato ao projeto de mobilidade da UFSC, finalizado e aprovado em Dezembro de 2012, financiado pelo Banco do Brasil (com valor estimado em 2.1 milhões de reais) e que prevê também construções de bicicletários, o qual foi mencionado pelo chefe de gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, na última Quarta-feira 4 de Julho de 2013, no prédio da Reitoria, durante a manifestação dos alunos do curso e ciclistas.

3 – Participação de alunos na comissão deliberativa do projeto da duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

4– Apoio à produção e divulgação de campanhas que promovam a correta utilização das vias utilizadas por pedestres, ciclistas e automóveis no interior no entorno do campus universitário, através da gráfica, editora e imprensa da universidade, conforme compromisso assumido pelo chefe de gabinete da Reitoria no dia 4 de Julho de 2013.

5 – Transferência das verbas destinadas aos estacionamentos da UFSC para projetos que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas. Restrição e/ou diminuição dos estacionamentos da universidade.

6 – Trocar e aumentar o número de estacionamentos de bicicleta da UFSC pelos do modelo aprovado pela prefeitura, num prazo máximo de 1 (um) mês a partir encerramento do semestre letivo 2013.1.

7 – Instalação de lombadas nas entradas do campus universitário.

8 – Formação de uma comissão emergencial que discuta mensalmente e aponte soluções para, pelo menos, os pontos acima listados.

Solicitamos que a data desta audiência seja dia 12 de Julho de 2013.

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Para você que é mãe

A Ritmos das Cidades – Rede Pró Infraestrutura, Trânsito, Mobilidade e Segurança convida a todos, em especial às mães para a “MÃEnifestação pela segurança dos ciclistas de Florianópolis, seus filhos” neste domingo, a partir das 14h, em frente ao supermercado Comper, na Trindade, a poucos metros de onde ocorreu um incidente que vitimou uma ciclista e estudante da Universidade Federal de Santa Catarina.

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Veja abaixo o depoimento da parceira Claudia de Siervi:

Eu sou Claudia, mãe de três ciclistas, esposa de ciclista. Eu quero viver em um mundo mais sustentável, eu me orgulho de ser parte de uma família que faz tudo pra contribuir com um mundo mais humano, mais limpo e consciente. Mas sinto muito medo, todo dia, quando meus filhos saem de casa com suas bikes, que são pra eles como uma amiga mesmo. Não aceito mais esta situação e vou estar nesta mãenifestação declarando minha indignação e exigindo medidas urgentíssimas.

A mãenifestação espelha-se no movimento das Mães da Plaza de Mayo, que existe com muita força, desde o fim da ditadura militar, na Argentina. A ditadura teve fim em 1983 e estas corajosas mães passaram a ocupar a Praça em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, exigindo notícias do paradeiro de seus filhos desaparecidos. Elas aparecem nas manifestações sempre vestindo um lenço branco na cabeça o que acabou por se tornar o símbolo do movimento. Inspiradas nestas lutadoras mães, tomamos emprestado o símbolo e pedimos a todas as participantes da MÃEnifestação de domingo que venham COM UM LENÇO BRANCO NA CABEÇA.

Será com flores, orações e a força de nossos corações que as mães dos jovens usuários da bicicleta de Florianópolis irão prestar homenagem àquela que poderia ser nossa filhinha, Lylyan Karlinski Gomes. Aos 20 anos, cheia de alegria e beleza humana, a Lylyan perdeu a vida por ter escolhido a bicicleta como meio de transporte, dia 1º julho, segunda feira. Nós estaremos lá também para exigir que o prefeito de Florianópolis dê início imediato à implantação de uma rede cicloviária que ofereça segurança aos nossos jovens que utilizam a bicicleta diariamente para ir à escola, à universidade e às suas atividades, TODAS importantíssimas em suas vidas e desenvolvimento.

Somos mães que enfrentam diariamente a angústia de ver nossos filhos partirem para as ruas com o coração cheio de sonhos e fé na sustentabilidade de sua escolha, com suas bicicletas. Há angústia porque sabemos que os riscos são imensos: motoristas, de toda forma de veículos, desprezam a fragilidade do ciclista.

BASTA! Nossos filhos são tesouros, são diamantes e devem ser protegidos, respeitados AGORA!

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Perante mulher ciclista, duas vezes mais respeito

Hoje as lágrimas lubrificam as correntes

UFSC encaminha ofício à Insular Transporte Coletivo

A notícia saiu no Blog da Gestão da Universidade Federal de Santa Catarina em 5 de julho de 2013, às 12h44.

A nota prossegue:

O Gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina enviou hoje (5) um ofício à empresa Insular Transporte Coletivo, envolvida na colisão que vitimou uma estudante do curso de Oceanografia da UFSC na última segunda-feira (1). Durante um protesto realizado na manhã de quinta-feira (4), ficou acordado que a Reitoria se manifestaria em carta à empresa solicitando a implantação de medidas de segurança ao circular na Universidade. O chefe de gabinete, Prof. Carlos Antonio Oliveira Vieira, conversou com os manifestantes e assinou o documento. O ofício também será encaminhado para outras empresas de transporte coletivo que circulam na UFSC.

O chefe de gabinete da Reitoria, Prof. Carlos Antonio. Foto: Divulgação / UFSC.

O chefe de gabinete da Reitoria, Prof. Carlos Antonio. Foto: Divulgação / UFSC.

Leia abaixo a íntegra do ofício, disponibilizado também em PDF aqui ou aqui.

Ao Senhor Gildo Formento
Diretor Administrativo da Insular Transporte Coletivo

Assunto: Solicitação de medidas de segurança

Senhor Diretor,

1. A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, como entidade representativa de uma comunidade acadêmica de mais de 45.000 pessoas, vem, respeitosamente, em função dos recentes acontecimentos e de numerosas reclamações recebidas, solicitar à empresa Insular Transporte Coletivo algumas medidas de segurança ao circular no interior e no entorno desta instituição.

2. A colisão acontecida na última segunda-feira, 1º de julho, próximo à entrada da UFSC, que resultou no óbito de uma de nossas estudantes, abalou sensivelmente nossa comunidade acadêmica.

3. Independentemente das investigações em curso sobre a culpabilidade da empresa Insular, entendemos ser nosso papel, como representantes de milhares de alunos, professores e servidores técnico-administrativos em Educação, alertar a direção da empresa quanto à atenção que deve ser dispendida ao circular dentro do campus e em todo o seu entorno.

4. Pedimos que seja respeitado o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei 9503/1997, que, em seu artigo 29, diz que “em ordem decrescente, os veículos de maior porte são sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pela segurança dos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”.

5. Solicitamos também que os condutores de ônibus utilizem o bom senso e reduzam a velocidade ao circular na região da Universidade. Além dos estudantes universitários, a UFSC recebe diariamente centenas de crianças e adolescentes que frequentam o Núcleo de Desenvolvimento Infantil e o Colégio de Aplicação.

6. Por fim, tendo em vista que temos um grande número de usuários da bicicleta como meio de transporte e que é nossa intenção incentivar o uso dessa modalidade de deslocamento para que, futuramente, possamos reduzir a necessidade de estacionamentos e os frequentes congestionamentos de veículos ao redor da UFSC, requisitamos que seja respeitado o artigo 201 do CTB, que considera infração média punível com multa deixar de guardar a distância lateral de um metro e meio ao passar ou ultrapassar bicicletas. Entendemos que nem sempre as vias públicas permitem que se mantenha uma distância segura das bicicletas; por isso, pedimos que, ao trafegar próximo a uma bicicleta, o motorista tenha cautela, reduza a velocidade, respeite a distância e ultrapasse como faria com qualquer veículo – com segurança.

7. Cientes da responsabilidade que tanto a UFSC quanto a Insular têm de educar a sua comunidade, gentilmente requeremos que essas medidas de segurança sejam transmitidas aos condutores de ônibus, com a realização de treinamentos com enfoque especial a ações direcionadas a pedestres e ciclistas. Colocamo-nos à disposição para auxiliar a empresa a conduzir treinamentos nesse sentido. Zelar pela vida é e deve ser sempre a prioridade de todos nós.

8. Acreditamos que todas as medidas propostas são de fácil aplicação e conduzirão nossa sociedade a um convívio mais pacífico no trânsito. Estamos certos de sua cooperação.

Atenciosamente,

Prof. Carlos Antonio Oliveira Vieira
Chefe de Gabinete

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A notícia foi publicada pela redação da Band Santa Catarina em 4 de julho de 2013. As fotos são de autoria de Fábio de Farias.

BAND SC - logo

Ciclistas pediram paz no trânsito e penduraram mais uma bicicleta branca representando a morte de mais um ciclista na Capital

Desta vez pela estudante que foi atropelada próximo a rótula da UFSC na segunda-feira

Por volta das 8h20 cerca de 100 pessoas entre ciclistas e estudantes fecharam uma das rótulas da Universidade Federal de Santa Catarina onde aconteceu o acidente com a estudante na última segunda-feira (01).

Os ciclistas circularam de bicicleta pelo local e os estudantes caminharam com faixas, cartazes e flores. O movimento foi silencioso e o único som que se ouvia era o das companhias das bicicletas. Em homenagem à estudante os manifestantes deram as mãos e fizeram um minuto de silêncio. Em sinal de luto o grupo pendurou uma bicicleta branca no poste do canteiro central.

Band SC 2013-07-04 fig.1

Pedindo pelo fim da violência no trânsito o grupo deitou no meio da rua pelo fim da violência no trânsito, em seguida o trânsito foi totalmente liberado. A professora aposentada, Maria de Fátima Silva Duarte, conta que desde 1997 um grupo de professores já se mobilizava para a implantação da ciclovia na UFSC e no entorno dela, mas de lá pra cá pouca coisa foi feita.

A estudante da 1ª fase de Oceanografia da UFSC Lylyan Karlinski Gomes, 20 anos estava indo para a Universidade de bicicleta na manhã de segunda-feira quando foi atropelada próximo da rótula por um ônibus. Os colegas de curso de Lylyan participaram da manifestação e pediram que a Universidade faça algo para melhorar a acessibilidade no campus.

O acidente trouxe mais uma vez a tona um problema enfrentado para quem adota a bicicleta para se locomover: a falta de ciclovias. Existem projetos tanto da prefeitura como da universidade para a instalação delas, mas o que falta são recursos e projetos técnicos. A bicicleta fantasma, pintada de branco é uma espécie de memorial a um ciclista, uma maneira de tornar o protesto permanente. Esta será a sétima bicicleta pendurada em Florianópolis.

Band SC 2013-07-04 fig.2

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A TV Barriga Verde (TVBV/Band Santa Catarina) fez uma cobertura da manifestação de ciclistas na rótula da Trindade, próximo na entrada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Confira abaixo a reportagem exibida no Notícias da Redação em 04 de julho de 2013. A matéria é de Schaina Marcon, com imagens de Fábio de Farias.

Conteúdo semelhante e dos mesmos autores foi exibido durante o BAND Cidade, no mesmo dia:

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O atropelamento de Lylyan Kaslinski Gomes, numa rotatória de acesso à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi tema de reportagem na TV UFSC durante esta semana.

No vídeo abaixo, você confere a cobertura da instalação da bicicleta-fantasma (ghost bike) em 04 de julho.

Apesar de os números da Polícia Militar de Santa Catarina serem oficialmente de 150 manifestantes, mais de 350 cidadãos de fato participaram do ato.

No vídeo seguinte, veja a notícia veiculada na Universidade Já sobre o falecimento da universitária.

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Texto: Fabiano Faga Pacheco. Fotos: Marina Lisboa Empinotti.

A implantação da bicicleta-fantasma, como convencionou-se chamar em português as ghost bikes, na rótula da Trindade, na entrada do campus da Universidade Federal de Santa Catarina, foi marcada por diversos simbologismos e significados.

A dor da perda de uma amizade estava estampada nos rostos de dezenas de colegas da estudante de Oceanografia Lylyan Karlinski Gomes, que faleceu na última segunda-feira, 1º de julho, após ter sido abalroada por um ônibus. Lamentos, os olhos vermelhos de tanto chorar, a lástima por esvair-se assim, sem mais nem menos, a vida de uma amiga.

As mais de 350 pessoas que estiveram presentes na manhã desta quinta-feira tinham seus motivos para estarem lá. Algumas não aguentavam mais as “finas corretivas” que cotidianamente motoristas lhes infligiam. Quase todas se colocavam na mesma situação em que Lylyan se encontrava no momento da colisão. Uma ida à faculdade, algo tão banal, deveria se tornar algo perigoso? E por quê, numa cidade tão aprazível quanto Florianópolis, é tão difícil a convivência pacífica nas ruas?

A bicicleta branca não representava apenas Lylyan. Embora fosse um marco de sua morte, era também um marco de sua vida, de sua existência. A ghost bike representa isso: uma vida – que foi vivida e foi perdida! Mas ela não é apenas o símbolo do falecimento da ciclista. É um monumento da situação desarmônica das ruas, que descamba para a violência no trânsito. Ciclistas e pedestres são apenas o ente mais frágil dessa difícil relação de convivência entre os componentes da mobilidade urbana.

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O centro da rotatória foi o lugar escolhido para a alva escultura. Às 8h20, o fatídico horário, começou a marcha. O pedalar e o caminhar se fizeram emudecidos em torno daquele espaço circular. Cartazes e faixas demonstravam o desprezo pela ausência de ação do poder público – que até agora sequer se manifestou oficialmente – e o prezar pela vontade de viver. E pela vontade de que Lylyan também pudesse estar lá com eles, fisicamente, vivamente.

Uma longa escada foi o suficiente para que o símbolo do descaso com a situação dos cidadãos começasse a ser erigida e ficasse ao alcance dos olhos de todos. Uma foto de Lylyan emoldurou o poste.

O deitaço, unido aos 4 minutos de silêncio, foi certamente um dos mais lindos flash mobs que já aconteceu em Florianópolis. Os ciclistas ao chão, o silêncio compassível dos automóveis ao redor da rótula, as lágrimas de lembranças molhando o asfalto e as flores na estrela negra (estrella negra) contrastavam com o retrato sorridente de Lylyan.

O dar-se as mãos ficou pequeno para o tamanho do cruzamento de cinco vias. Tal qual o “coração gigante”, os ciclistas e estudantes abraçaram-se ante o fúnebre local, em sinal de respeito, e aplaudiram a garota bem-humorada da foto, esperando, quiçá, que ela abençoe a todos e os livre dos males da tensa convivência no trânsito.

A marcha seguiu caminhando e pedalando para o seio do antro acadêmico. Na reitoria, os gritos não ouvidos na rótula ecoaram. “Ei, Reitoria, cadê a ciclovia!”, bradavam. O chefe de gabinete Carlos Antonio Oliveira Vieira desceu para falar com os manifestantes. Sobre as ciclovias dentro do campus, alertou que deve receber o projeto em um mês e, então, levar ao conhecimento da comunidade acadêmica para melhorias e aprovação. Os ciclistas também devem lotar a audiência pública de 13 de agosto, na Câmara de Vereadores, para cobrar por novas ciclovias. Já na garagem da empresa Insular, dona do ônibus envolvido no falecimento, os mecânicos postaram-se em posição de confronto com ciclistas e ninguém na empresa atualmente atende a demanda de reclamações. Sugeriram fazê-las na empresa-mãe, a Transporte Coletivo Estrela, que opera linhas na região do continental de Florianópolis.

Ao fim das contas, o protesto terminou com muitas incertezas quanto ao posicionamento do poder público.

Ainda assim, para quem se fez lá presente, a manifestação teve um conjunto de significações todo especial.

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A manifestação no local onde faleceu a estudante Lylyan Karlinski Gomes vai acontecer logo mais, às 8h de hoje, 04 de julho.

No protesto, organizado pelos estudantes do curso do Oceanografia e pelos ciclistas do Bike Anjo Floripa e da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), mais uma bicicleta-fantasma (ou ghost bike) deve ser instalada em Florianópolis, em pleno centro acadêmico.

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Ghost Bike Trindade 2013-07-03

Ghost Bike Trindade. Foto: Daniel de Araújo Costa.

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