Recursos para ciclovias em Florianópolis são usados para outros fins

Conteúdo Especial - Bicicleta na RuaApenas na segunda gestão de Dario Berger, quase R$ 15 milhões que iriam para obras cicloviárias foram usados para outras funções

Foi publicado no Diário Oficial de Florianópolis, no dia 19 de julho, o Decreto nº 11.878, que realoca recursos do orçamento para obras em Florianópolis. E alguns desses recursos dizem respeito ao interesse dos ciclistas do município.

Para a “construção e reforma de calçadas e ciclovias”, por exemplo, foram anulados recursos da importância de R$ 600 mil. Não estão especificados os locais diretamente afetados.

Já é a terceira vez que recursos são retirados para projetos e obras cicloviárias em 2013. Em março deste ano, o Decreto nº 11.310 já havia anulado R$ 500 mil e, em junho, o Decreto nº 11.639havia realocado R$ 6 mil de “divulgação e campanha educativa para o uso da bicicleta” e outros R$ 4 mil de “Micro-Rede Cicloviária” para outras ações. Em compensação, em fevereiro, foram destinados R$ 160 mil reais em recursos próprios para as obras da ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, atualmente em construção.

Não é a primeira vez que o município anula orçamento para obras em passeios e ciclovias. Em 2010, o então prefeito Dario Elias Berger (PMDB), por meio do Decreto nº 8.241, destinou R$ 2 milhões inicialmente previstos para ciclovias para a Operação Tapete Preto/Cinza, projeto de asfaltamento e pavimentação de ruas. Para piorar, nenhuma das obras em novas ruas cumpriu a Lei Complementar Municipal nº 78, que afirma:

Art. 7º Nas novas vias públicas deverá ser implantado sistema cicloviário, conforme estudo prévio de viabilidade física e sócio-econômica, sendo considerado no mínimo a implantação de faixa compartilhada devidamente sinalizada. […]

Art. 8° Os projetos e os serviços de reforma para alargamento, estreitamento e retificação do sistema viário existente a data desta Lei, contemplarão a implantação de sistema cicloviário conforme estudo prévio de viabilidade física e sócio-econômica, sendo considerado no mínimo a implantação de faixa-compartilhada devidamente sinalizada.

Se a mudança de recursos de ciclovias para o Tapete Preto foi algo bastante comum, há casos mais graves. Em 2007, foram retirados R$ 420 mil de projetos de ciclovias e calçadas para a realização do Carnaval do ano seguinte, por exemplo. Outros casos são igualmente emblemáticos. Em 2011, R$ 1 milhão da revitalização das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, nos bairros Agronômica e Centro, nas quais estavam previstas ciclofaixas, foram alocados no projeto da Rodovia Baldicero Filomeno, no Ribeirão da Ilha. Acontece que, durante a execução das obras, houve mudanças profundas na revitalização desta última e a ciclovia prevista não foi feita, transformando-se num suposto passeio compartilhado sem sinalização, que acabou virando local irregular de estacionamento de automóveis.

A importância de determinados projetos para a administração municipal ficou evidente na realocação de recursos. Em 2011, um decreto destinou recursos de ciclovias para a construção do elevado do Trevo da Seta. Além disso, no mesmo ano, outros R$ 2 milhões da revitalização da Rodovia João Gualberto Soares, tão esperada desde 2008 pelos moradores do Rio Vermelho, acabaram indo para a construção do elevado do Rita Maria.

Trocando em miúdos, a política municipal de mobilidade urbana, expressa pela vontade do prefeito em exercício, desqualificou projetos cicloviários em prol de projetos que visavam ao estímulo do uso do automóvel particular. Não à toa os congestionamentos se agravaram neste mesmo período.

Um levantamento exclusivo mostra como os decretos do chefe do poder executivo municipal realocaram recursos que dizem respeito à política cicloviária municipal a partir de 2007. Estão contabilizados os gastos previstos para “Construção e Reforma de Calçadas e Ciclovias”, “Construção e Recuperação de Calçadas, Praça, Jardins e Ciclovias”, além de recursos destinados à microrrede cicloviária, ao Plano Cicloviário de Florianópolis e a “Divulgação e Campanha Educativa para o uso da Bicicleta”. Também estão contabilizados projetos que envolvem a construção de ciclovias e ciclofaixas, como o caso das revitalizações das ruas Bocaiúva, Frei Caneca, Trompowsky, Almirante Lamego, Ver. Osni Ortiga e Rod. João Gualberto Soares. Não estão contados recursos para a R. Dep. Antônio Edu Vieira, nem a projetos que inicialmente previam ciclovias mas que acabaram sem tê-las, como ocorreu com as rodovias Baldicero Filomeno e Haroldo Soares Glavan. Foi tomado o cuidado para não incluir alguns projetos que se mostraram exclusivos de recapeamento. Confira abaixo os valores

2007

Decreto nº 4.703 – destina R$ 100.000,00
Decreto nº 4.879 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 5.056 – destina R$ 2.600.000,00, sendo R$ 1 milhão do Ministério das Cidades
Decreto nº 5.363 – anula R$ 420.000,00
Decreto nº 5.414 – anula R$ 70.000,00
Decreto nº 5.437 – anula R$ 70.000,00

Total:
Destinados R$ 3,2 milhões
Anulados R$ 560 mil
Saldo R$ 2 milhões e 640 mil

2008

Decreto nº 5.557 – destina R$ 200.000,00 e anula R$ 200.000,00
Decreto nº 5.612 – anula R$ 400.000,00 em recursos da CAF (Cooperação Andina de Fomento)
Decreto nº 5.677 – anula R$ 44.900,00 para ciclovia em Coqueiros
Decreto nº 5.740 – destina R$ 350.000,00
Decreto nº 5.959 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 6.056 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 6.156 – destina R$ 60.000,00 para o continente
Decreto nº 6.230 – destina R$ 40.000,00
Decreto nº 6.311 – anula R$ 20.000,00 para ciclovia na Vargem Grande
Decreto nº 6.339 – anula R$ 320.000,00
Decreto nº 6.388 – anula R$ 79.000,00
Decreto nº 6.389 – anula R$ 40.000,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis

Total:
Destinados
R$ 1,65 milhão
Anulados R$ 1 milhão e 103,9 mil
Saldo R$ 546,1 mil

2009

Decreto nº 6.468 – anula R$ 80.000,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 6.551 – destina R$ 635.000,00 e anula R$ 135.000,00
Decreto nº 7.055 – destina R$ 270.000,00
Decreto nº 7.144 – anula R$ 13.000,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis
Decreto nº 7.158 – anula R$ 13.500,00
Decreto nº 7.445 – anula R$ 300.000,00
Decreto nº 7.494 – anula R$ 1.400.000,00
Decreto nº 7.555 – anula R$ 200.000,00
Decreto nº 7.563 – anula R$ 65.000,00
Decreto nº 7.590 – destina R$ 200.000,00
Decreto nº 7.593 – anula R$ 1.000.000,00 de convênio com o BADESC
Decreto nº 7.626 – anula R$ 1.500,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis
Decreto nº 7.684 – anula R$ 125.000,00, sendo R$ 95 mil de ciclovia na orla continental
Decreto nº 7.786 – destina R$ 500.000,00 de convênio com o BADESC
Decreto nº 7.827 – anula R$ 240.000,00
Decreto nº 7.967 – anula R$ 1.400.000,00 de convênio com o Governo do Estado

Total:
Destinados
R$ 1,605 milhão
Anulados R$ 4,973 milhões
Saldo R$ 3 milhões e 368 mil negativos

2010

Decreto nº 8.006 – anula R$ 700.000,00
Decreto nº 8.107 – anula R$ 900.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego
Decreto nº 8.119 – anula R$ 200.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 8.226 – destina R$ 60.000,00, e anula R$ 19.990,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 8.241 – anula R$ 1.000.000,00, e outros R$ 500.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego e R$ 500.000,00 da Trompowsky, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.459 – anula R$ 100.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego e R$300.000,00 da Trompowsky
Decreto nº 8.514 – anula R$ 2.000.000,00
Decreto nº 8.520 – anula R$ 50.000,00 da avenida Trompowsky
Decreto nº 8.523 – anula R$ 200.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 8.527 – anula R$ 100.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga e R$ 500.000,00 da João Gualberto Soares
Decreto nº 8.612 – anula R$ 6.800,00
Decreto nº 8.637 – anula R$ 54.000,00 da microrrede cicloviária e R$ 5.000,00 de campanha educativa

Total:
Destinados R$ 60 mil
Anulados R$ 7 milhões e 76,79 mil
Saldo R$ 7 milhões e 16,79 mil negativos

2011

Decreto nº 8.699 – anula R$ 1.000.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.769 – anula R$ 200.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, de convênio com o Governo do Estado
Decreto nº 8.796 – anula R$ 90.000,00
Decreto nº 8.838 – anula R$ 2.000.000,00 da João Gualberto Soares, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.850 – destina R$ 115.000,00, e anula R$ 5.000,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 9.355 – anula R$ 36.000,00

Total:
Destinados R$ 115 mil
Anulados R$ 2 milhões e 331 mil
Saldo R$ 2 milhões e 216 mil negativos

2012

Decreto nº 9.836 – anula R$ 200.000,00
Decreto nº 10.022 – anula R$ 150.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 10.035 – anula R$ 25.000,00 da microrrede cicloviária e R$ 1.000,00 de campanha educativa
Decreto nº 10.097 – anula R$ 120.000,00
Decreto nº 10.171 – anula R$ 333.450,00 da João Gualberto Soares, de convênio com a CASAN
Decreto nº 10.339 – anula R$ 800.000,00
Decreto nº 10.382 – anula R$ 450.000,00
Decreto nº 10.478 – destina R$ 1.750.000,00 para a ciclovia da Osni Ortiga, por meio dos Convênios Nº 8071/2012 e Nº 9604/2012
Decreto nº 10.526 – anula R$ 24.000,00
Decreto nº 10.624 – anula R$ 500.000,00
Decreto nº 10.628 – anula R$ 380.000,00, e outros R$ 350.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego
Decreto nº 10.651 – anula R$ 350.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga e R$ 250.000,00 da Trompowsky

Total:
Destinados R$ 1,75 milhão
Anulados R$ 3 milhões 933,45 mil
Saldo R$ 2 milhões e 183,45 mil negativos

No total, desde 2007, ao menos R$ 9.490.000,00 foram incluídos por decreto em projetos cicloviários e R$20.138.140,00 foram anulados para essa finalidade. Ou seja, ao todo, mais de R$ 10,5 milhões previstos para obras que englobavam melhoramento em ciclovias e passeios saíram de suas previsões no orçamento municipal com destino a outras ações nos últimos seis anos e meio. O período mais crítico foi durante a segunda gestão de Dario Berger. Entre 2009 e 2012, R$ 3.530.000,00 do orçamento entravam para projetos cicloviários, enquanto outros R$ 18.314.240,00 foram retirados. Apenas nesses quatro anos, quase R$ 14,8 milhões deixaram de ser investidos em ciclovias.

A maior parte desse trânsito de dinheiro ocorreu em orçamentos relativos à Secretaria Municipal de Obras, o que mostra o caráter fundamental que esse órgão teve – ou deveria ter tido – para a construção de pistas cicláveis em Florianópolis. Outros órgãos tiveram bem menos destaque na realocação de recursos, como foi o caso da Secretaria Municipal do Continente e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), sendo que este último teve apenas verbas cortadas, nenhuma acrescida.

É importante notar como essa maneira de gestão retirou o caráter fundamental do planejamento urbano, que foi notadamente sabotado ao longo da gestão de Dario Berger. A ausência de recursos para se planejar pode ter sido de fundamental importância para a não-destinação de verbas para obras fundamentais de mobilidade urbana por bicicleta.

Os decretos são uma forma de o chefe do poder executivo deliberar sobre questões que são de sua alçada. E a mudança na aplicação de recursos lhe foi respaldada pela legislação municipal, com a aprovação pela Câmara de Vereadores de dispositivos que autorizam essa realocação de recursos pelo prefeito.

As formas pelas quais ocorreram o sumiço de verbas em torno da bicicleta, nos últimos anos, entretanto, demonstram justamente que a cidade viveu no improviso, completamente sentida pela ausência do planejar. Obras discutidas nas comunidades que poderiam ter saído em questão de meses passaram anos sem se fazer serem notadas, justamente por dispositivos legais como esses.

Os dados referentes a esse levantamento não levam em consideração o total de recursos previstos quando da formulação do orçamento municipal e tampouco quanto ao que foi de fato efetivamente aplicado, mas demonstram como as modificações no orçamento feitas pelo prefeito afetaram negativamente a segurança de ciclistas e pedestres ao longo dos últimos anos em nossa cidade.

Com os mais de R$ 10 milhões retirados do orçamento, a cidade poderia não estar hoje defasada em 40km de pistas cicláveis, número que só se fez aumentar nesse período.

Agora, com novo governo, resta ainda saber se a demanda reprimida de ciclistas, que gira em torno de 70% a 74% da população florianopolitana, vai ver novamente o desvio sistemático de recursos que iriam para a segurança do pedalar sendo utilizados para outras finalidades.

Secretário diz que rodovia em Florianópolis terá CICLOFAIXA

A rodovia SC-403, que liga o bairro dos Ingleses até a SC-401 em Canasvieiras está próxima de ser duplicada. Vai ganhar duas faixas de rolamento para cada sentido, além de novos acostamentos e pistas laterais. A surpresa ficou por conta da divulgação de que o local ganhará ciclofaixas, em vez de ciclovias.

Não se tem dúvida de que o secretário de Estado de Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini (PMDB), tem tirado do papel obras viárias (em especial rodoviárias) importantes para o fluxo de mercadorias e pessoas. Entretanto, o acabamento geral dessas obras, em especial as que cruzam o perímetro urbano, tem deixado muito a desejar.

Em Florianópolis, duas obras são exemplos. A SC-401 foi duplicada, mas ao lado de onde os carros trafegam a 80km/h, os ciclistas contam com uma ciclofaixa que, em alguns trechos, chega a apenas 80cm e sem cuidado algum nos cruzamentos. Embora o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) Paulo Meller tenha defendido a ciclofaixa como solução técnica, ela foi rechaçada por diversos técnicos de Florianópolis, do Brasil e até do mundo, envergonhando os catarinenses – mais pelas declarações do que pela obra em si, que também é lastimável.

Por outro lado, a SC-405, no Rio Tavares, que deveria ter ciclovia, foi ampliada, sendo que a nova pista sequer foi destinada à exclusividade do transporte coletivo. Previstas como obras fundamentais para acabar com os congestionamentos, ambas obras apenas jogaram o gargalo do trânsito poucos quilômetros à frente. Prova disso é que, logo no primeiro dia de semana, a SC-405 parou novamente. Hoje, os veículos ficam presos em duas faixas de rolamento, em vez de uma. E não será o elevado do Rio Tavares que vai adiantar.

Em janeiro de 2012, em reunião com ciclistas, junto ao secretário adjunto Paulo França, foram exibidas as normas técnicas consideradas adequadas pelos padrões nacionais (e internacionais) de pistas cicláveis dependendo do tipo de via. Além disso, tanto a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) quanto a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) dispuseram-se a ajudar nos projetos rodoviários que cortassem o município de Florianópolis.

Até hoje, não saiu a pista ciclável da SC-405, embora o projeto tenha sido feito de forma a implantar algo seguro às crianças das escolas da região num prazo de até seis meses. Quase um ano e meio depois, nada. Agora, novamente a parte técnica está sendo colocada de lado nos Ingleses. E mesmo os projetos solicitados pelos ciclistas, com a finalidade de auxílio, não foram mostrados.

No local, as faixas terão de 3,5m a 4m. Nas pistas para carros, claro. Com essas medidas, mesmo a velocidade máxima sendo de 80km/h, os veículos podem transitar a 120km/h. É uma solução de engenharia para possibilitar isso. Já para os ciclistas, que pedem 2,8m de ciclovias  em ambos os lados, que é a solução técnica propagada pelo Ministério das Cidades, não haverá isso. As ciclovias dos Ingleses não terão continuidade na SC-403. Num lugar onde poderia haver até arborização, optou-se por se fazer ciclofaixa. Na SC-401 foram 2 mortes de ciclistas somente ano passado e somente onde foi feita ciclofaixa. Pergunto-se: será que o governo de Santa Catarina espera que o aumento no número de mortes de ciclistas extenda-se às planícies da Vargem Grande e Ingleses do Rio Vermelho?

Confira abaixo a declaração de Valdir Cobalchini em seu Facebook:

ATENÇÃO:
O lançamento do edital para duplicação da SC 403, previsto para acontecer amanhã às 15 hs na rodovia será às 16 hs no gabinete do Governador Raimundo Colombo.

A duplicação da rodovia SC 403 terá 5,2 quilômetros de extensão, com um orçamento previsto de R$ 36.259.332,08, dos quais R$ 28 milhões serão do Governo, através do Ministério do Turismo. O trecho terá três elevados, sendo um na Vargem Grande, outro na Vargem do Bom Jesus e o terceiro para acesso a Cachoeira do Bom Jesus. Toda a via terá duas faixas de tráfego, dividas por uma mureta de concreto, e ainda 3,2 mil metros de vias laterais para atender o trânsito local.

O projeto ainda prevê duas passagem subterrâneas, sendo uma em frente a escola básica Luiz Cândido da Luz, eliminando o radar existente no local. E outra, será construída na Vila União. A nova SC 403 terá ainda dez paradas de ônibus e uma espera central para retorno, além de ciclofaixa para pedestres e ciclistas. A previsão de conclusão da obra é em 15 meses.

Vale a pena relembrar duas inserções publicadas aqui no Bicicleta na Rua:

“Nenhum ciclista até hoje obteve acesso aos projetos de pistas cicláveis na Transavaiana nem da SC-403. E os temores se justificam: basta olhar a ineficiência técnica da ciclofaixa da SC-401. E o aumento dos acidentes com ciclistas e pedestres na SC-405, no Rio Tavares. Nenhum acesso, nenhuma conversa, sequer passou por consulta da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) ou mesmo pela coordenação de projetos cicloviários da prefeitura de Florianópolis.

Temem os ciclistas que virem a trafegar por essas rodovias, inseridas dentro da urbe.” [Um ano e nada mudou]

Isso é uma ciclovia

Saiba mais:

Ciclofaixa na SC-401: Deinfra diz que está dentro das normas. Ciclistas protestam.

Charge – Pedalando com segurança na SC-401

(Vídeo) Pedestres têm dificuldade no Rio Tavares 

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