Torcedor vem de bicicleta do México para assistir a sua sétima Copa

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza Aguiar, de 48 anos, é sul-matogrossense e faz shows pelo mundo em cima da bicicleta

Do alto de uma bicicleta de 3,3m, Elias de Souza Aguiar, brasileiro de Corumbá fala em espanhol a frase “Pátria não é onde nasce, mas o que sente no coração” na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, em frente ao hotel da seleção mexicana, neste domingo. Ele veste a camisa verde do país que escolheu para chamar de pátria em 1986. E conta como chegou até sua sétima Copa do Mundo.

Ele tinha 14 anos quando começou a produzir bicicletas “malucas”. Não tinha dinheiro para ter carro. O jeito era ter bicicleta”. Com uma de suas invenções deixou o Brasil para viajar ao México onde for torcer pela seleção brasileira. Foram 12 mil quilômetros percorridos. No país que viria a ser adotado por ele, conheceu a mulher que viria a ser esposa.

“A convidei para subir na bicicleta. Ela caiu, quebrou a perna, e cuidei dela por duas semanas. Foi amor à primeira queda”, brincou. Com ela viajou à Copa da Itália para torcer pelo Brasil (o México não se classificou) e na Itália “fabricou” Elias, o filho de 23 anos que o acompanha nas suas viagens. Há quatro anos se separou. “Ela se cansou de viajar. Eu não”. Hoje ele viaja fazendo números circenses.

Cercado de torcedores mexicanos, ele se destaca. Não era para menos com sua bicicleta. “Venho para minha sétima Copa do Mundo. Vim torcer pelo México, meu país”. Desde 1986 só não foi ao Japão, em 2002. Na viagem ao Brasil, que começou em fevereiro de 2013, percorreu 2,5 mil quilômetros até o Panamá escoltado pelo filho em uma caminhonete. Lá teve de mudar os planos. “A aduana apreendeu tudo que uso nos meus shows. Não deixou eu passar. Então viemos só com a bicicleta de avião até Recife. Mas vamos pegar de volta”.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias e o filho chegaram a Recife a tempo de assistir ao primeiro jogo do México em Natal, sexta-feira. Depois foram a Fortaleza, mas não sabem se conseguirão ver o jogo no Castelão. Não conseguiram ingressos ainda. Depois voltam a Recife para a partida contra a Croácia, dia 23.

O brasileiro-mexicano sustenta sua viagem vendendo pulseiras artesanais a R$ 2. Produziu 20 mil para vir ao Brasil e vendeu, de acordo com suas contas, 8 mil até agora. “É uma ajuda. Nos shows ganhamos um pouquinho mais. Mas sempre contamos com nossos fãs”, conta.

Depois de voltar ao Panamá, onde pretendem pegar de voltar a caminhonete e outras parafernálias de seu show, vendido no facebook como “Super Bike: Show de Bicicletas Más Grandes del Mundo”, a intenção é voltar ao Brasil para ficar um tempo. O destino é Matelândia, no interior do Paraná, onde Elias tem parentes. Fará seus shows pelo interior do Brasil. “Mas sempre com o México no coração”.

Bruno Winckler

Fonte:  Texto originalmente publicado no portal IG, em 15 de junho de 2014, às 13h59.

Saiba Mais:

O Globo – Em sua sétima Copa, torcedor faz de bicicleta gigante o seu ganha-pão: a reportagem de Rubem Berta, o mesmo autor da foto no início desta postagem, aborda como o brasileiro tem conseguido se manter na estrada por 1,5 ano, além dos seus planos para os próximos anos.

ESPN – Bicicleta gigante, muita festa e jogadores na janela dos quartos: México chega a Fortaleza: a matéria de Igor Resende.

Veja também:

Em 2010, Elias foi também destaque em matérias da imprensa brasileira. Confira abaixo a nota publicada no Globo Esporte em 15 de junho de 2010.

Na sua sexta Copa, brasileiro desfila de bicicleta por Joanesburgo

Sem hotel, Elias Aguiar dorme de favor e passa frio nos postos de gasolina

Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte.

O brasileiro Elias de Souza Aguiar, de 44 anos, desfila diariamente por Joanesburgo com uma bicicleta especial que ele mesmo construiu. Paulista da cidade de Lins, o torcedor mora no México e está na sua sexta Copa do Mundo. Elias não tem reserva de hotel na cidade e dorme de favor em postos de combustível, sofrendo com frio da madrugada. Ele viajou de avião do México até a África do Sul, com a bicicleta desmontada, fazendo uma escala na Alemanha (Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte).

 

Anotações do Fórum Mundial da Bicicleta 2014

Após vários pedidos de compartilhamento de informação derivado de nossas anotações das palestras do Fórum Mundial da Bicicleta, cuja terceira edição ocorreu em fevereiro deste ano em Curitiba, digitalizamos as anotações do nosso editor para quem quiser relembrar, saber sobre apresentações que não pôde estar presente ou simplesmente ter um gostinho de como foi um dos melhores encontros do ciclismo urbano e cicloativismo que aconteceu em território brasileiro.

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(Veja em PDF)

Bonde Sul rumo ao Fórum Mundial da Bicicleta

Curitiba sediará, durante os dias 13 e 16 de fevereiro de 2013, a terceira edição do Fórum Mundial da Bicicleta, contando com a participação de figuras conhecidas no meio cicloativista mundial, como a cartunista Mona Caron ou o fundador do que se tornou o “Critical Mass”, em português traduzido mais comumente como “Bicicletada”.

Será muito bom voltar a ter Curitiba como centro do cicloativismo nacional mais uma vez. Entre 2008 e 2010, a cidade sediou o Encontro Nacional de Bicicletadas do Brasil. Por sinal, um resquício desse encontro estará presente no Fórum deste ano: a descida da Serra da Graciosa, circuito de cicloturismo de nível fácil que ocorrerá na segunda-feira, dia 17 de fevereiro.

Além disso, como é comum em eventos fora do país, e mesmo já ocorreu no Brasil durante a Semana Internacional da Bicicleta em Florianópolis (2008), o arquiteto Antonio Miranda, conhecido no Brasil por seus projetos cicloviários, realizará no dia 12 uma Oficina de Planejamento Cicloviário.

A partir deste sábado (8/2), ciclistas de diversos locais sairão de Florianópolis de bicicleta rumo a Curitiba para poder participar do Fórum. Além de moradores da capital catarinense, ciclistas de São Paulo devem fazer o roteiro. Alguns deles, inclusive, com renome no cicloativismo nacional. Mais uma vez, desconhece-se a participação de algum funcionário público da área da mobilidade, da saúde, do empreendedorismo ou do lazer a participar do Fórum, para tornar práticos os ensinamentos nas cidades catarinenses.

O roteiro deve passar o máximo possível longe das rodovias, utilizando-se das estradas secundárias ou mesmo de terra – a exemplo da Estrada do Café entre Biguaçu e Tijucas.

Mapa - Viagem FMB 2014

(Conexão Sul 2013) Dia 2 – Cachoeira do Amâncio a Nova Trento

A chuva que caía fina no final da madrugada nos mostrava que, mais uma vez, a previsão do tempo mostrou-se equivocada. Seria o segundo dia de pedalada ao sol conforme os mais requisitados sites de meteorologia do Brasil e de Santa Catarina. Entretanto, os pingos batendo nas barracas indicava-nos o contrário. A chuva seguia fina, quase parando, no horário de levantar.

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(Conexão Sul 2013) Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio

O dia começou pregando peças.

Chovia forte às 6h30. Obnubliava na Grande Florianópolis, nuvens pesadas e cinzas.

A saída foi atrasada em cerca de meia hora. Encontraram-se sob a ponte Pedro Ivo 25 molhados ciclistas. A alegria, surpreendentemente, abria as emoções em cada rosto, contrariando o tempo fechado, sisudo.

Numa das mais novas praças de Florianópolis, onde antes erguia-se o condenado edifício que servira de sede à Federação Catarinense de Remo, esporte que ainda sobrevive ao lado daquele rincão, o alongamento unia cada pessoa, conhecida ou desconhecida. Estavam lá por um motivo: fazer uma das melhores viagens de suas vidas. O lugar é desconhecido, a provinciana Vidal Ramos, não muito distante dali. Apenas 200km por estradas vicinais, que poderiam ser feitos em um único dia.

Mas não era essa a intenção. O caminho, e não o destino, era o fim. Pelo caminho aproveitaríamos as interações existentes, as sombras, os rios, as subidas e as descidas. Mas, principalmente, nos aproveitaríamos. Conhecer-nos-íamos  cada vez mais, sob os olhares daqueles que conosco estavam.

O caminho era um tanto curto, mas não estávamos lá pela velocidade, para chegar antes. Desses 25, quase ninguém usava roupas de ciclista. Eu era outlier-mor. Não por não querer trajar-me com algodão, mas simplesmente pq as roupas de ciclismo são confortáveis para um dia inteiro sobre a magrela. Simplesmente porque, com ela, me sinto bem. E a maioria sentia-se bem com roupas leves, muitas de algodão, alguns até de chinelos. Bicicletas simples convivendo com camelos um tanto mais custosos. Não era isso que nos diferenciava. A simples presença da bicicleta já era, por si só, motivo suficiente para nos unir, uma união inquebrável, inrupta, incapaz de ser segregada por esses fatores materiais.

Mas estávamos lá, sob a ponte, às 9h30, aguardando a chuva parar para nos alongar. A roda incluiu pessoas diferentes e até seres vivos diferentes: as poucas árvores lá presentes, que nos serviam de choupana contra Sol e chuva e de parceira de abraços, sendo até mesmo componentes da roda.

Uma pessoa ficou: apenas nos daria a força inicial. Fúria era ele. Apelido de quem enfrentou a fúria climática divina apenas para mandar um “até logo”.

Florianópolis tem cachoeiras feitas especificamente para os ciclistas se refrescarem. Elas ficam na passarela sob a ponte e só funcionam quando está chovendo e logo depois. Ao lado delas, obras de arte marginal formam um mosaico de diferentes significados, conotações, realidades e qualificações técnicas e gráficas.

Fomos pelo Estreito, passando ao largo de onde a Velha Senhora, Ponte Hercílio Luz, aguarda os materiais ficarem prontos para montarem as estruturas que se lhe podem salvar. O canteiro de obras guarda esperanças nos corações de muitos desterrenses, que esperam ver Dama de Ferro de volta à ativa, após aposentadoria compulsória de três décadas.

Onde a Ciclofaixa de Domingo, transforma-se em trifaixa, o som de uma música demoníaca atraía-nos. Eram guitarras, instrumentos eletrônicos e um som batido e ritmo que ecoavam de um palco recém-montado. Era como se o som estivesse sendo passado. Para nossa surpresa, constituía-se na Marcha para Jesus.

Em frente, na antiga geral do Barreiros, bairro de São José, a primeira pessoa a nos fotografar. Rosana da Rosa deve compartilhar nossas fotos pelo Facebook (tomara). Perguntou se fazíamos isso com frequência. Existe todo ano, na época do EREB, o Encontro Regional dos Estudantes de Biologia da Região Sul. Ao menos tem sido assim desde 2010. Ilha do Mel e Maquiné foram os últimos destinos. Rosana, de bike, e nós, seguimos.

Pegamos a marginal da BR-101, sendo muito bem recebidos. Diversas foram as buzinadas de apoio. Era impressionante a fila indiana de 23 bicicletas a trafegarem, lotadas as cestas, alforjes, sacos de dormir, isolantes e barracas.

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Pouco antes do Centro de Biguaçu, furou um pneu mariliesco. Um momento interessante para começar uma das brincadeiras do dia. Com ela, descobrimos que “fomos na feira e compramos maçã, pêra, amendoim, limão, melancia, goiaba, morango, abacate, chocolate, jabuticaba, jenipapo, gengibre, paçoca, capuchinha, alface, hortelã, couve, pepino, cenoura, tomate, banana, ovo, uva, batata, wasabi, feijão, melão, beterraba, agrião, cebola, abacaxi, brócolis, jiló, mandioca e Spirogyra”. Ainda não sei o nome da garota com quem travo esse desafio botânico de memória (esqueçam o ‘ovo’ ao interpretar o ‘botânico’).

Ficamos um bom tempo travados no início da Estrada do Café, na parte inicial de Três Riachos. Almoçamos no Restaurante da Gorete, em promoção exclusiva para nós. Também foi lá que encontramos um grupo de cinco ciclistas que haviam se atrasado. Éramos, agora, 29 pessoas em bicicleta. A parada no mercado abasteceu e reabasteceu todos com mantimentos.

Mas também nos atrasou. Seguíamos por Sorocaba de Dentro até o desvio para a Cachoeira do Amâncio, destino de nosso acampamento. Mas aí já eram 17h. De fato, pouco aproveitou-se o potencial da cachoeira. Cumpriu-se a promessa de se nadar pelado, eles e elas. Não fiquei de fora. Poucas pessoas de fato aproveitaram o dia de hoje para olhar a cachoeira. Apenas 5. De onde estão nossas barracas, não é possível observar todo o potencial de uma cachoeira. Mas a piscina natural, com corda para se lançar à água, não deve em nada para o aproveitamento do lugar.

Causo: Senhora Cidade Alerta

Num dos desvios no distrito de Sorocaba, paramos para perguntar o caminho para uma senhora da região. Moradora há 30 anos do lugar, disse que havia muito tempo não iria para a cachoeira do Amâncio. E que, qualquer problema que acontecia na região se dava por ali. Não chegou a especificar nada de especial. Recomendou que não deixássemos nossas bikes na estrada de terra e que a levássemos conosco. Lembrou que um adolescente falecera na cachoeira no ano anterior. Enfim, tentou, de todas as maneiras, desqualificar o lugar, um ponto turístico próximo ao seu lar. Lembrou-me muito a reação da minha avó após ver o programa “Cidade Alerta”. Num período do dia, ela fica contente e alegre. Após assistir à televisão, fala só de desgraças e situações negativas, empesteando o ar com maus fluídos.

Para mim, ficou evidente: a melhor vista é da Cachoeira em si. Já o melhor local para se ficar, nos pontos mais fundos da piscina natural à nossa frente, situada numa das primeiras trilhas de acesso à cachoeira.

Esta parece estar mais vazia do que o usual. Denota que, mesmo com a chuva, já esteve recentemente com maior vazão, mas não muito mais. Vi um filete de água sair de seu caminho e umedecer a rocha semisseca na qual eu pisava, indicando um pequeno aumento em sua vazão. Ao lado dela, um pequeno descampado guarda lixo. Muitas garrafas de cerveja, refrigerante e até de aguardente denotam a atitude não sustentável de maus visitantes. Ao lado delas, dois pequenos montes de tijolos demonstram que é usual o uso do fogo próximo à água.

As rochas demonstram que o local já foi de maior envergadura. Rochas hoje nuas moldadas pela ação da água com o tempo estão expostas, complementando o paredão por onde escoem as águas. Não me recordo de nenhuma pequena usina hidroelétrica (PCH) na região para explicar o fenômeno.

Muitos insetos puderam provar de nosso sangue. Mutucas, mosquitos e, como não poderia deixar de ser em um local com água corrente, borrachudos. Muitos. Demais até. Pego a me imaginar em como é aqui no verão.

A piscina natural cujas águas ouço fluir agora, próxima à barraca, tem solo de rochas polidas, de variados tamanhos, ou ainda com partes cobertas por terra ou areia. Em comparação ao caminho aquático para se ver a cachoeira, é um alívio para os pés. Existem vários acessos à essa piscina, incluindo pelo ar, por uma corda presa a árvore. Foi dessa piscina, um poção, que pegamos água para beber, fazer sopa, esquentar comida e lavar roupas e utensílios de cozinhar.

A noite foi seguida por rodas de conversas ao lado de uma fogueira improvisada, a cerca de um metro da porta da minha barraca. As melodias de Caetano Veloso foram as mais cantadas hoje. Os sons de violão e flauta embalavam-nos harmonicamente, enquanto a sopa era aquecida. Uma canequinha para cada um. O chá de manjericão, erva baleeira e junco combina com o clima de descanso que se sucedeu. O céu, que abriu durante quase todo o dia desde que nos viu alegres sob a ponte, enche-se de nuvens agora também. A lua e a umidade não nos permitem mais ver as estrelas, mas criam um clima propício para que todos possam, serenamente, dormir.

Frase do dia: Gelol no c* do outro é refresco.

Distância percorrida: 55km.

Fabiano Faga Pacheco

Cachoeira do Amâncio, Biguaçu, 9 de novembro de 2013, às 22h47.

CONEXÃO SUL 2013

Relatos

Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio
Dia 2 – Cachoeira do Amâncio a Nova Trento
Dia 3 – Nova Trento

Fotos

Camila Claudino de Oliveira

Fabiano Faga Pacheco / Bicicleta na Rua
Dia 1: Facebook       Ipernity
Dia 2: Facebook       Ipernity
Dia 3: Facebook       Ipernity

João Ricardo Lazaro

Patricia Dousseau

(Vídeo) Teaser de “Além da Vida ‘Inteligente'”

Mateus Pacheco apresenta a rotina solitária do homem que cruza a Patagônia Argentina de bicicleta e transforma-se após cada pedala.

Veja também:

Documentário “Ciclovida” será exibido na UFSC

(Vídeo) Em São Paulo, ex-terra da garoa

Continuam as pedaladas por terras sulinas

Casal de cicloturistas que dava a volta ao mundo falece no trânsito da Tailândia

Os artistas ingleses Peter Root e Mary Thompson, ambos de 34 anos, morreram em um acidente de trânsito nos arredores de Bancoc, na Tailândia, depois de terem pedalado por mais de 23 países.

O casal estava fazendo uma viagem de volta ao mundo de bicicleta e já havia cruzado a Europa, a Ásia Central e a China. O acidente aconteceu na quarta-feira passada, a cerca de 100 km à leste da capital Bancoc.

Thompson e Root morreram ao colidir frontalmente com uma picape em Chachoengsao, de acordo com a imprensa local.

A Embaixada do Reino Unido na Tailândia foi procurada pela BBC Brasil para maiores detalhes do caso, mas não deu entrevista até a tarde desta segunda-feira. A representação afirmou apenas que “todos os esforços estão sendo feitos para ajudar as famílias das vítimas”.

Two on Four Wheels - Foto: Divulgação / Tree Hugger.

Root era morador da ilha de Jersey e cresceu em Guernsey. Thompson era de Bristol. Ambos se conheceram há 14 anos na faculdade Falmounth College of Arts – onde estudavam arte.

A dupla tinha um blog, uma página no Twitter e postava vídeos no Vímeo (site de compartilhamento de vídeos) narrando a aventura que começou em julho de 2011. Eles já haviam pedalado mais de 25 mil quilômetros.

A última publicação na internet foi feita há sete dias e mostrava imagens da passagem do casal pelo Camboja em janeiro.

Amigos da comunidade Lonely Planet publicaram comentários no fórum homenageando os ciclistas.

“Se você alguma vez teve a chance de encontrar pelo caminho essas duas pessoas adoráveis, você deve ter sido arrebatado pela generosidade, entusiasmo e jeito de tocar banjo de Peter e ter sido tocado pela natureza gentil, senso de humor e lindo sorriso de Mary”, escreveu o também ciclista Chris Roach.

Mortes no trânsito

Conhecida por seu trânsito caótico, a Tailândia tem uma frota de mais de 25, 6 milhões de veículos e registra cerca de 12,5 mil mortes no trânsito a cada ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

São comuns os casos de turistas acidentados, pois é popular o aluguel de vespas e motocicletas para pessoas sem experiência. Além disso, ruas superlotadas com má sinalização e a presença de tuk-tuks, os triciclos coletivos, aumentam os riscos.

Tragicamente, Peter Root comentou em seu blog dias antes de morrer que estava satisfeito com o trânsito na Tailândia, pois era menos barulhento que nas nações vizinhas. “Bom estar em um país onde há menos ação de buzinas”, escreveu ele.

Fonte: BBC Brasil, em 18 de fevereeiro de 2012, às 16h35.

Crítica do livro “Uma viagem de bicicleta por Santa Catarina”

Minha explicação para quem me questionava, era curta e simples: “estou conhecendo o Estado com minhas próprias pernas!”

Claro que meus motivos iam muito além: eu tinha um quê político comigo, subversivo, era um fora-de-esquema no silêncio de minhas pedaladas. Tinha um quê muito pessoal também, de autoconhecimento físico e psíquico. Motivos estes que superavam a simples busca por paisagens bonitas ao meu redor ou então a busca por uma vida “mais saudável”.

Com este fascinante relato, Luã Olsen sintetisa sua travessia de 32 dias por 36 cidades catarinenses no verão de 2012 à bordo de sua bicicleta Helga, colecionando histórias em um tom de descoberta que é característicos em cicloturistas.

“Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” apresenta-se como um diário de viagem muito bem elaborado, rico em detalhes que nos mostra pela sua experiência a possiblidade, os percalços e os prazeres de viajar de bicicleta por Santa Catarina, com suas costumeiras ondulações serranas.

Uma volta de bicicleta por SC - Fregolão

Pode ser dividido em duas partes. Em “O Vale Europeu”, percorreu as travessias entre os diversos municípios carimbando um “passaporte” para receber o certificado de travessia, junto com mais dois colegas de viagem. E na segunda parte, denominada de “Sozinho na Estrada”, cruzou o Estado de norte a sul no ímpeto de fazer a travessia da Serra do Rio do Rastro.

Creio que com esta viagem Luã atingiu seus objetivos de reconhecimento de Santa Catarina e seus objetivos de autoconhecimento físico e psíquico, exceto um: o de compartilhar com todos suas ricas experiências com os que tiverem interesse de conhecer sua saga.

Este objetivo final foi conquistado com a publicação desse livreto de bolso, que pode ser uma ótima dica para quem mais queira se aventurar pelos caminhos catarinenes ter uma boa ideia e estar preparado psicologicamente para o que quer que seja.

Mario Sergio Fregolão

Livro “Uma volta de bicicleta por Santa Catarina”

Uma Volta de Bicicleta por Santa Catarina

Acaba de ser lançado, de forma independente, o livro “Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” (Florianópolis, 2013, 94 p.). O relatode Luã Olsen aborda a viagem que o autor fez no verão de 2012 pelo seu Estado, com as próprias pernas, passando por 36 cidades, num total de 1780 km. Nessa aventura, que durou 32 dias, pedalou pelo interior de Santa catarina com sua companheira de estrada, a Helga.

Escrito em “quatro noites regadas a café”, o livreto de bolso não gerará lucro ao seu autor. O dinheiro arrecadado será totalmente destinado a uma nova viagem de bicicleta. Com destino a Buenor Aires, na Argentina, cruzando o litoral uruguaio, na nova empreitada será desenvolvido um projeto de documentação relacionado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

“Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” foi escrita e confeccionada por Luã Olsen, com capa de Franciele Dal Prá. Sua publicação foi apoiada pela Speck e pela gráfica Nova Trio. A tiragem está restrira a apenas 500 exemplares, vendidos ao custo de R$ 10,00.

Para adquiri-lo, entre em contato com o Luã ou procure nas seguintes lojas de Florianópolis:

– Bike Dream (Beira-Mar Norte)
– Della Bikes Floripa (Trindade)
– Valdir Bike (Córrego Grande)
– Capitão Malagueta (Shopping Beiramar – térreo)
– Mundo Verde (Shopping Iguatemi – térreo)

Florianópolis realizará Pedal do Silêncio

Vai acontecer hoje, 19 de maio, em Florianópolis, a primeira edição do Pedal do Silêncio. Conhecido mundialmente como Ride of Silence, os ciclistas utilizarão camisetas brancas, manifestando o desejo de paz nas ruas e lembrando as vítimas dos acidentes de trânsito.

Confirmaram presença vários grupos de pedais da região, que devem se encontrar a partir das 19h30 na Praça de Skate existente em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 20h em um tour pelas ruas do centro da cidade. Qualquer pessoa poderá participar.

Livro “Ciclismo: Um giro pela Europa”

“Ciclismo: um giro pela Europa” (2ª ed., Editora da UFSC, Florianópolis, 2006, 168p.) conta a história de seu autor, Paulo MS Coelho Santos, que, em 1986, junto com os amigos Hercílio da Costa Neto e Murilo Krüger, concretizou o projeto “Giro ciclístico visitando universidades européias”.

Em uma narrativa corrida e de fácil leitura e compreensão, o livro aborda desde a idéia original, surgida em meio a uma conversa ao acaso, as dificuldades dos então estudantes com apoios e patrocínios na preparação para a viagem até, claro, a conclusão da aventura após mais de 8000 km percorridos em pouco mais de 5 meses, em roteiro que incluiu Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Itália, San Marino, Vaticano e Mônaco.

O texto relembra causos passados durante a empreitada e, através deles, mostra aspectos da cultura dos povos desses países, bem como a relação destes com os viajantes e com a bicicleta.

Ciclismo - Um giro pela Europa - capa

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