Bicicletada Floripa – Para espantar a chuva!

Acontecerá esta sexta-feira, 28 de novembro de 2008, mais uma edição da Bicicletada Floripa! Como tem acontecido desde abril, a concentração do encontro lúdico-educativo começará a partir das 18h em frente à Concha Acústica e ao Básico/CCE da UFSC. Às 19h, os ciclistas pedalarão pelas ruas da cidade em percurso definido na hora pelos participantes. Em virtude dos meses de chuva contínua que cai em Santa Catarina, optou-se por um tema incomum: todos juntos para que as nuvens negras afastem-se daqui. E enquanto isso, os ciclistas aproveitam para serem vistos e respeitados como constituintes naturais do trânsito de Florianópolis.

Bicicletada Floripa de novembro de 2008

Se você está a par da situação do Estado, pode ajudar os desabrigados das enchentes através de alguma das formas descritas aqui.

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(I) Bicicleta roubada em Florianópolis

A bicicleta da foto abaixo foi furtada. Ajude a sua proprietária a encontrá-la. Segue o pedido dela:

“Minha bicicleta foi roubada e se alguém souber de alguém que queira vender um bicicleta com a seguinte descrição, por favor, me avisem ou interceptem:

Quadro GT avalanche (preto com vermelho), selim specialized.…trocadores deore lx gold.
Bem, essas são as características mais marcantes.”
Foto da bicicleta furtada em Florianópolis.

Foto da bicicleta furtada em Florianópolis.

Se você a encontrar, mande um e-mail para a Ju.

Chuva atrasa ciclovias no Campeche e Rio Tavares

Notícia vinda direto da edição de domingo, 23 de novembro de 2008, do Diário Catarinense (veja a matéria no site do DC aqui):

Diário Catarinense

Obras

Uma simples caminhada pode se tornar um perigo

Mais atenção enquanto calçada e ciclovia não forem concluídas

Para os moradores do Campeche, em Florianópolis, só disposição não basta na hora de fazer uma caminhada ou andar de bicicleta. Enquanto as obras de construção de calçadas e ciclovia na região não ficam prontas, é preciso olhos atentos e uma dose de malabarismo para não transformar um passeio em acidente de trânsito.

Ao menos deverá ser assim até o final do verão, para quando a prefeitura planeja a conclusão das obras de construção de calçamento e ciclovia na Avenida Pequeno Príncipe e Rio Tavares. A previsão da Secretaria de Obras é que os trabalhos na Pequeno Príncipe se encerrem no final de fevereiro; no Rio Tavares, no final de maio.

Por enquanto, o pedestre que transita pela região encontra exemplos do melhor e do pior da infra-estrutura urbana. No trecho que se estende entre o Marco do Campeche e a Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes, na Avenida Pequeno Príncipe, as lajotas e o asfalto pintados de vermelho indicam a existência de um ponto seguro – e ideal – para se caminhar e pedalar. Mas quando a placa indica o fim da única etapa já concluída das obras municipais, é preciso atenção redobrada para disputar um canto do asfalto com os veículos. Há três meses adepta da bicicleta como veículo de transporte pelo bairro onde mora, Cristiana Zalamena já levou alguns sustos.

– Domingo quase fui atropelada quando um carro desviou pelo acostamento – contou.

Adepta da bicicleta para locomoção, Cristiana Zalamena quase foi atropelada quando carro desviou pelo acostamento. Foto: Daniel Conzi.

Adepta da bicicleta para locomoção, Cristiana Zalamena quase foi atropelada quando carro desviou pelo acostamento. Foto: Daniel Conzi.

A chuva intensa do último mês também se transformou num problema a mais nos pontos onde as obras estão paradas, especialmente no Rio Tavares, nas proximidades do terminal de ônibus. Quem anda por ali cruza com o barro trazido com a terra removida e muitas pedras.

– Com os buracos está ainda mais perigoso. Quem não está acostumado a andar por aqui se atrapalha – disse Marco Braga, que assim como Cristiana se acostumou a andar de bicicleta pelo bairro.

Chuva alterou o prazo de entrega

A chuva resulta em mais pedras no caminho tanto para transeuntes quanto para os responsáveis pela execução das obras. Segundo o secretário-adjunto Luiz Américo Medeiros, esse foi um dos motivos pela mudança no prazo de entrega da ciclovia e calçada do Rio Tavares, inicialmente prevista para o final do ano. Outra razão é a limitação do horário de trabalho.

– Nós temos um problema sério de desvio de trânsito ali. Além disso, a PRF pediu que nós reduzíssemos o trabalho das 9h30min às 16h30min. Por isso a obra não flui – explicou.

As duas obras foram iniciadas em março e, juntas, estão orçadas em aproximadamente R$ 1,6 milhão.

Bicicletas-fantasmas em Florianópolis para o mundo saber

O site internacional GhostBikes.org acrescentou Florianópolis entre as cidades que homenagearam seus ciclistas mortos nas estradas. Florianópolis é a segunda terceira cidade brasileira a implantar as “bicicletas-fantasmas” (ghost bikes), apenas após São Paulo, que teve implantada a sua “bicicleta-fantasma” durante a Bicicletada de novembro de 2007 (leia mais no CicloBR e no G1), e Brasília (assista à reportagem do DFTV).

Na recém-criada página de Florianópolis, constam as informações – em inglês – sobre as três primeiras (e,  esperemos, últimas) bicicletas-fantasmas da Grande Florianópolis, como visto abaixo:

“In Florianópolis, the capital of Santa Catarina State, Brazil, two ghost bikes were installed. The first was fixed on August 9th of this year on a road that leads to the Jurerê beach, Florianópolis, as a tribute to Rodrigo Machado Lucianetti, who was participating in a triathlon when he and a friend were hit by a car whose driver was drunk. On September 26th 2008, another ghost bike was fixed on the road that leads to the Canasvieiras beach, Florianópolis. The worker Rodrigo Wilmar da Costa was hit by another drunk driver on his way home. On October 11th 2008, the third ghost bike in the region was fixed in the city of Biguaçu, near Florianópolis, where Esau Roberto de Medeiros was hit by a motorcycle.”

Foi mais uma vitória do cicloativismo da região e um importante aliado para que elas permaneçam lá fixadas, ao contrário do que querem algumas pessoas.

Papo no Deinfra: sobre bicicletas em acostamentos e o caso de Jurerê

Ontem, segunda-feira, 17 de novembro, fui, finalmente, no Deinfra/SC, na Rua Tenente Silveira 162, região central de Florianópolis. O assunto que me motivou a ir para lá era algo bem específico: como conseguir autorização para fazer ou para que seja feita sinalização nas rodovias estaduais. Essa sinalização seria uma demarcação horizontal a ser pintada nos acostamentos ou locais que, pela legislação, seriam aqueles por onde o ciclista deve trafegar nas rodovias. Elas teriam o mesmo objetivo destas daqui: sinalizar que por lá passam ciclistas, contribuir para a educação no trânsito e para que o ciclista seja respeitado e acidentes como este e este não mais ocorram.

Pois bem, fui lá no chamado Edifício das Diretorias e fui encaminhado para falar com o gerente de Operações, engenheiro Ditinho. Comecei falando sobre o desejo de que houvesse a demarcação, nas vias, dos locais por onde passam ciclistas e dei o exemplo de Jurerê, onde há um bom acostamento, mas que não existem calçadas para pedestres e nem locais exclusivos para a circulação de bicicletas e, por isso, pedestres e ciclistas só poderiam transitar pelo acostamento.

Logo depois, tomei um banho de água fria. Ele me falou que aquilo seria irregular, que não era permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e que, inclusive, a bicicleta-fantasma que fora lá afixada era irregular e que deveria ser retirada dali (leia mais sobre as bicicletas-fantasmas na Grande Florianópolis).

Isso me causou espanto, mas não me deixou abater. Falei que elas não eram irregulares e que o CTB não impedia que uma bicicleta fosse pintada na via. O engenheiro mostrou-me uma versão do Código (e, provavelmente, de regulamentações complementares) que mostrava as sinalizações verticais (como placas) e horizontais (como faixas de pedestres e bicicletas no asfalto) que poderiam ser feitas, inclusive com as dimensões que deveriam ter cada uma. Falou-me também que lá na SC-401 não era lugar de o pessoal treinar e correr e disputar racha de bicicleta, alegando que era para esse pessoal treinar em ginásios e locais apropriados (onde há um velódromo aqui em Florianópolis?). Apesar de discordar disso, reiterei que não falava do pessoal que treina por lá, mas sim do ciclista urbano que tem que se locomover na região e, para isso, passar pela rodovia. Concordamos que o local de o ciclista andar nessas estradas era no acostamento, quando este existisse e não houvesse ciclovia, ciclofaixa ou lugar mais apropriado.

Ele me mostrou o livro e, após ser indagado, falou que não havia sinalização para bicicletas. Parece que havia saído uma regulamentação nova para padronizar as ciclovias e as ciclofaixas, que agora têm que ser pintadas de vermelho, destacando-se no asfalto cinzento. Mas, no livro que ele me mostrou não havia nada específico para essa demarcação. Ou seja, não é proibido fazê-las, entretanto elas não estão devidamente regulamentadas, mas isso não impede que elas sejam feitas de modo oficial pelo governo do Estado.

Apenas para finalizar a discussão, ele, de início, pensou que eu queria que lá fosse feita uma ciclovia no acostamento (se bem que não seria uma má idéia!). Chegou a dizer que o acostamento não serve para o pessoal treinar ou andar de bicicleta, mas, inteligentemente, voltou atrás, pois o CTB diz que é lá que a bicicleta deve andar quando não dispõe de local mais adequado. Falara-me que o acostamento era para o caso de um carro que tivesse algum defeito ter que ir para lá e que o acostamento não era local exclusivo para bicicletas. Mas creio que depois ele me entendeu que não pretendia que aquele acostamento fosse uma ciclofaixa exclusiva para os atletas treinarem, mas que era uma sinalização interessante para avisar aos motoristas que por ali também passavam ciclistas.

Fui orientado a fazer uma autorização ao presidente estadual do Deinfra, engenheiro Romualdo Theofanes França Junior, solicitando a inclusão dessa sinalização horizontal nas rodovias estaduais. Eu pretendo colocar as medidas do molde oficial da prefeitura de Florianópolis, disponibilizadas pelo Ipuf. Se bem que acho que vou verificar se há uma sinalização da prefeitura para calçada compartilhada, por onde transitam ciclistas e pedestres. Afinal, é pelo acostamento que tanto um como outro são obrigados a utilizar em várias das rodovias estaduais que não têm calçada e, muito menos, ciclovias.

Bicicleta no Parque de Coqueiros. Prefeitura de Florianópolis já regulamentou a sinalização. Falta ainda o governo no Estado de Santa Catarina contribuir para a educação no trânsito e promoção de hábitos saudáveis. Foto: Ciclista Fabiano.

Sobre a bicicleta-fantasma, seria bastante útil a realização de vários abaixo-assinados para pedir que ela permaneça ali. Aliás, melhor ainda, que elas sejam regulamentadas para que nenhum outro ciclista morto por veículos motorizados deixe de ter a sua justa homenagem embelezando, serenamente, a paisagem, provocando as mais diversas sensações e, acima de tudo, reflexões.

Bicicleta no Parque de Coqueiros.

Bicicleta-fantasma afixada em Jurerê em frenta às mais de 300 pessoas que participaram da "Passeata pela Vida". O governo do Estado pretende retirá-la de lá. Foto: Sharom.

Em memória às vítimas de trânsito

Acontecerá este domingo, 16 de novembro, em Florianópolis, o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito – Um Sopro pela Vida, que tem como tema para este ano “Bebida & Direção”. A organização está por conta do ICETRAN – Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transportes. Às 18h, na Igreja da Agronômica, terá início uma celebração eucarística. A partir das 19h, no Koxixo’s, um comando educativo distribuirá panfletos e materiais educativos sobre o tema.

Divulgação do Dia Mundial em Memória das Vitimas de Trânsito

Divulgação do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito

O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em sua Assembléia Geral de 2005, a ser realizado no terceiro domingo do mês de novembro. No Brasil, ele foi realizado pela primeira vez no ano de 2007, sendo que Florianópolis foi uma das cidades que promoveu iniciativas de educação no trânsito.

O tema deste ano, em meio ao vigor da Lei Seca, remete nos ciclistas as perdas trágicas que tivemos na Grande Florianópolis. Em agosto, o triatleta Rodrigo Machado Lucianetti faleceu após um motorista embriagado invadir o acostamento da pista contrária e acertá-lo de frente quando ele pedalava pela SC-402, em Jurerê. Cerca de 1 mês depois, Rodrigo Wilmar da Costa morreu após um motorista alcoolizado tê-lo atingido quando pedalava no acostamento da SC-401, próximo ao trevo de Canasvieiras. Em ambos os locais, foram instaladas ghost bikes ou “bicicletas fantasmas” (leia mais aqui).

Sabemos que educação no trânsito é essencial. Transmite maior segurança para usar o nosso modal e fornece-nos, ao menos, a impressão de um mundo mais solidário e melhor para se vivenciar e viver.

Reflexões sobre bicicleta em Brasília

Acontece em Brasília, de 12 a 15 de novembro, a Bicicultura – Conferência Internacional de Mobilidade por Bicicleta, evento promovido pela União de Ciclistas do Brasil e pela organização não-governamental calanga Rodas da Paz. Paralelamente, ocorrerá o IV Encontro Brasileiro de Cicloativismo e o II Encontro da União de Ciclistas do Brasil. Haverá palestras, cursos de treinamento, eventos culturais e, no dia 15 de novembro, ocorrerá o Grande Passeio Ciclístico da República.

O evento contará com palestras muito boas, como você confere abaixo. Para ver a programação completa clique aqui.

Dia 12.11.2008

Tema: Políticas Públicas e a Mobilidade por Bicicleta

A mudança de paradigmas na mobilidade urbana em Bogotá

Programa Rio Estado da Bicicleta

Experiências com Sistemas Cicloviários Municipais (exemplos de Sorocaba e Aracaju)

Programa Pedala DF

Fontes de Financiamento para Infra-Estrutura Cicloviária

Educação no Trânsito


Dia 13.11.2008

Tema: Educação, Cidadania, Legislação e Fiscalização

Programas Internacionais de Mobilidade e Cidadania

O Parlamento e a Defesa dos Direitos da Mobilidade Urbana

Programa Bicicleta Brasil

Cidadania e o Direito à Cidade

Segurança no Trânsito

Manual de Projeto Geométrico Cicloviário do DENATRAN


Dia 14.11.2008

Tema: Promoção e incentivo para o uso da Bicicleta

A Cultura da Bicicleta

O Cicloativismo no Brasil

Cicloativismo e Mídia

Cicloturismo

Integração Modal da Bicicleta


Além de palestrantes da ONG holandesa Interface for Cycling Expertise (I-ce) e de representantes da Alemanha, Colômbia e Venezuela, participam da Bicicultura também os jornalistas Thiago Benicchio (Apocalipse Motorizado) e Renata Falzoni, da ESPN. Estão também no evento os cicloativistas André Pasqualini (Ciclo BR), João Lacerda (Blog Transporte Ativo) e Luciana Costa. De Santa Catarina, pelo menos três membros da ONG ViaCiclo se farão presentes.

A programação do evento me parece ser muito boa, mas, segundo um cicloativista presente na reunião, a melhor parte acontece fora do Auditório do Ministério das Cidades, onde ocorrem as palestras. A troca de experiências entre as pessoas, nos diálogos informais que podem acontecer entre os ciclistas a qualquer instante em qualquer rua de Brasília, já compensaria todo o esforço por se estar lá.

Pena que, desta vez, não consegui participar.

Surpresa nas ruas de Floripa

Este domingo, eu estava a pedalar pelas ruas de Floripa, seguindo em direção à Ponta das Canas, a fim de participar do evento “Um Dia de Saúde e Alegria”, quando me deparei com uma bicicleta pintada na geral do Pantanal (R. Dep. Antônio Edu Vieira). Era de um dos modelos que são encontrados no disco virtual do Apocalipse Motorizado, pintada ao lado direito da rua para quem vem do Sul em direção ao Norte da Ilha, no mesmo sentido de circulação dos automóveis. Havia apenas duas dessas bicicletas pintadas nessa rua, sempre no mesmo sentido da via. O caminho para quem vai do Norte ao Sul da Ilha não estava demarcado. Passei direto sobre elas e acabei não parando para fotografá-las.

Quando voltei para casa, cansado após pedalar mais de 70km, fui conversar com umas pessoas que poderiam ter feito tal pintura. Fui informado que ela também havia sido feita na geral do Córrego Grande (R. João Pio Duarte Silva). Mas mesmo assim fiquei sem saber quem é que acabou por pintar essas bicicletas nas ruas.

Pedalando mais um pouco nesta terça-feira, encontrei mais algumas bicicletas na rua. Além das duas do Pantanal, vi mais uma na Trindade (R. Lauro Linhares), duas na geral do Córrego Grande e mais duas na Carvoeira (R. Cap. Romualdo de Barros).

Bicicleta pintada na R. Lauro Linhares, na Trindade.

Bicicleta pintada na R. Lauro Linhares, na Trindade.

Bicicleta pintada na R. João Pio Duarte Silva, no Córrego Grande.

Bicicleta pintada na R. João Pio Duarte Silva, no Córrego Grande.

Bicicleta pintada na R. Cap. Romualdo de Barros, na Carvoeira.

Bicicleta pintada na R. Cap. Romualdo de Barros, na Carvoeira.

Essas bicicletas pintadas no asfalto sinalizam que naquelas ruas passam muitos ciclistas. Elas indicam àqueles que não sabem que a bicicleta é um meio de transporte – por sinal bastante eficiente – e que o lugar dela é na rua. São poucos os motoristas que conhecem a legislação de trânsito referente à bicicleta, inclusive aquelas leis mais básicas, como a que o ciclista (e o pedestre também) têm prioridades em relação ao transporte motorizado.

Quanto às pinturas, todas elas se encontram em apenas um sentido da via, próxima ao bordo direito da rua, no sentido de circulação. Todas as ruas estão com essa demarcação em apenas um de seus lados e as bicicletas pintadas não estão contínuas formando uma ciclofaixa cidadã. O molde utilizado não foi o molde oficial que a prefeitura utiliza – e que já foi prometido aos ciclistas há mais de 2 meses.

Eu desisti de saber quem é que demarcou as ruas com essas pinturas de bicicleta. Mas se a pessoa quiser se manifestar terá os meus parabéns! Ela realizou uma ação muito positiva para a cidade. As bicicletas pintadas na rua trazem uma maior visibilidade ao ciclista – e, com isso, diminuem os riscos de acidentes.

Essas pinturas, tão difundida em outras cidades – apenas em São Paulo (SP) mais de 50 km de ruas e avenidas as contêm -, estavam demorando para reaparecerem em Florianópolis. Esperamos que elas se espalhem rapidamente por aí. E que, além de maior segurança aos ciclousuários, mais gente possa ver a bicicleta como alternativa para se realizar os deslocamentos urbanos.

Simbora pra Ponta das Canas?

Vai acontecer amanhã, domingo, 9 de novembro, o projeto “Um Dia de Saúde e Alegria”, promovido pelo Conselho Local de Saúde de Ponta das Canas. Das 11h até às 17h, várias atividades de recreação infantil, esporte, saúde e lazer serão realizadas na praia de Ponta das Canas.

Cartaz de divulgação do projeto "Um Dia de Saúde e Alegria"

Cartaz de divulgação do projeto “Um Dia de Saúde e Alegria”

Atividades

Recreação infantil: cama elástica, pintura de rosto, corrida do saco, etc.

Esportes: aulas de ginástica, alongamento, caminhada orientada, vôlei de praia, passeio ciclístico de encerramento.

Prevenção de doenças: medição de pressão arterial e HGT, cálculo de risco cardíaco.

Diversos: divulgação de iniciativas protetoras do meio ambiente, estandes do Conselho Local de Saúde, do Plano Diretor Participativo, de entidades locais ligadas à saúde e meio ambiente, artesanato local, etc.

Serviços: barracas de lanches, carrinhos de pipoca, churros, algodão doce.

Detalhe da área do evento

Detalhe da área do evento

O passeio ciclístico deve começar às 16h e vai sair em frente à praia de Ponta das Canas. Ele seguirá pela Rua Fernandes Viegas e passará pela Av. Luiz Boiteux Piazza e pela Rua Leonel Pereira antes de retornar pelo mesmo caminho.

Itinerário do passeio ciclistico

Itinerário do passeio ciclístico

O percurso pode parecer longo, mas quem conhece a área, comparando com a dimensão da praia na imagem, sabe que o trajeto é menor do que aparenta. O local é plano, o trajeto parece-me ter cerca de 8km e pretende-se aproveitar para utilizar as partes já concluídas da nova ciclovia da Cachoeira do Bom Jesus. Utilizando-a e mostrando aos moradores da região os benefícios que ela traz, quem sabe não se pressiona o poder público para a continuação da ciclovia até a praia de Ponta das Canas e – por que não? – para a realização de mais obras que beneficiem aos usuários de bicicleta de Florianópolis.

6 Anos? Lá vou eu!

A Bicicletada Floripa completou no mês de outubro 6 anos desde a sua primeira edição, em 03 de outubro de 2002. Em 2008, a Bicicletada Floripa foi realizada na última sexta-feira do mês, como tem acontecido desde abril. E a última sexta caiu no dia 31, em pleno Halloween! Estava pronta a festa!

logo-bicicletada-floripa-out-2008-v1

Com tanta coisa para se comemorar, tema nesta Bicicletada não faltou. A festa de aniversário tinha tudo para ter uma temática interessante. Era um dia de festejar mais um ano de existência,desse movimento sem líderes ou organizadores. Era dia de fantasiar-se de bruxa, fantasma, caveira, numa clara alusão às recentes bicicletas-fantasmas (“ghost bikes”) implantadas na cidade, nos locais onde ciclistas faleceram vitimados por veículos motorizados.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Como o Halloween não faz parte das festividades nacionais, sendo [mais] uma festa importada, havia um motivo para os nacionalistas convictos também participarem da Bicicletada. Coincidência ou não, em 31 de outubro é comemorado, no país, o Dia do Saci. E foi com essa mescla de folclore nacional, aniversário e dia das bruxas que ocorreu a Bicicletada Floripa de outubro.

Na concentração, em frente ao CCE/Básico e à Concha Acústica da UFSC, os participantes não ficaram parados. Tinham máscaras a colocar . . .

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano.

… chapéus de aniversário para pôr por sobre o capacete ou em suas cabeças …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… adereços para as bicicletas …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… sangue [falso] para se mancharem.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Até com uma transeunte à caráter nos deparamos …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… e, com ela, vieram os fotógrafos e os curiosos.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Enfim, às 19h30, saímos. Pegamos a Lauro Linhares e fomos até a ciclofaixa da Agronômica.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Em plena ciclofaixa, flagrante de desrespeito. Um carro estava parado na ciclofaixa, no trecho da  Rua Rui Barbosa próximo à Travessa do Rouxinol, às 19h41, na saída de uma loja. E agora, por onde passa o ciclista? Quando eu desviei do carro, indo à rua, quase fui pego por um automóvel, justamente por não estar na ciclofaixa. Ou seja, dependendo de alguns motoristas, eu não posso usar a rua nem a ciclofaixa, sob o risco de ser prensado entre dois veículos. Até quando isso vai acontecer? Quando poderemos ser respeitados e não sofrer intentos contra nossas vidas nas vias?

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

De resto, o pedal lúdico foi bem tranqüilo. Paramos ao final da ciclofaixa, próximo ao Shopping Beira-Mar. Enquanto alguns aproveitavam para descansar, outros conversavam e panfletavam nas ruas. Muitas gostosuras (balas de iogurte) foram entregues nos semáforos.

Seguimos pela Rua Bocaiúva e, na Av. Prof. Othon Gama D’Eça, pegamos a ciclovia da Beira-Mar Norte, rumo à ponte.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Na ciclovia, um garoto pedalando fez jus a uma deliciosa balinha.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Fomos até o começo da ponte. A idéia era ir até o Parque de Coqueiros, mas optou-se por retornar. Pegamos o caminho de volta pela ciclovia, passamos perto do Shopping e lá,saímos da ciclovia para voltar a pedalar na rua. Aí um tiozinho nos acompanhou por um bom trecho. Pegamos a Lauro Linhares e retornamos tranqüilos em direção à UFSC.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

E assim terminou mais uma Bicicletada Floripa. Percurso leve, tranqüilo, cheio de monstros, mas sem maiores sustos no caminho.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Aguardo ansioso a última sexta-feira de novembro!

Mais fotos:

Ciclista Fabiano

Diego Hartmann

Bom dia, Novembro!

As eleições municipais acabaram. Depois de um período sem poder fazer nenhuma grande manifestação política, o mês de novembro começa com cara de ser um mês produtivo para o ciclismo de Santa Catarina.

Nem bem acabaram as eleições e, num prólogo do que está por vir, ocorreu em várias cidades do Brasil, a Bicicletada. Em Florianópolis, a Bicicletada Floripa ocorreu no dia 31 de outubro.

Mal começou o mês e mais dois eventos agitaram o ciclismo urbano do Estado. No dia 4 de novembro, às 19h, ocorria a Assembléia da ViaCiclo (Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis), na Escola Henrique Stodieck, no centro da cidade. Simultaneamente, no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, a Simbiosis (Empresa Junior de Ciências Biológicas da UFSC) promovia a palestra “Ciclovias: a necessidade de um urbanismo sustentável”, proferida pela arquiteta Vera Lúcia Gonçalves da Silva, do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf). A palestra foi muito boa, com várias explicações sobre a importância de um Plano Diretor, as novas obras já realizadas e as que estão em planejamento na cidade, o que já foi feito em outras cidades, o movimento ciclístico de Florianópolis, entre outros. No final, ainda foram tiradas várias dúvidas e explicados alguns planos do que se pretende fazer com as vias da cidade.

Cartaz de divulgação da palestra sobre ciclovias.

Vários dos eventos que já ocorreram merecem uma melhor explanação, inclusive aqui mesmo no blog.

Mas uma coisa já se pode garantir: Novembro promete!

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