Bicicletadas de novembro

Veja abaixo uma relação com as cidades que devem realizar suas respectivas Massas Críticas neste final de mês de agosto de 2009. Se o seu município não tiver listada abaixo, procure por informações dela no site da Bicicletada ou, então, ajude a formar a Bicicletada de sua cidade.

Sexta-feira, 27 de novembro

Aracaju, SE

Belo Horizonte, MG

Brasília, DF

Campinas, SP

Cuiabá, MT


Florianópolis, SC

Goiânia, GO

Saída da Praça Cívica, a partir das 18h30.

Lorena, SP

Rio de Janeiro, RJ

Concentração na Cinelândia, em frente ao Odeon, às 19h.

São José dos Campos, SP

São Paulo, SP

Vitória, ES

Sábado, 28 de novembro

Belém, PA

Blumenau, SC

Saída do Parque Ramiro Ruediger, às 10h.

Curitiba, PR

Jundiaí, SP

Maceió, AL

Osasco, SP

Santos, SP

Concentração na Praça das Bandeiras, às 17h.

Domingo, 29 de novembro

Natal, RN

Obs.: o atraso na publicação desta postagem foi um oferecimento de nossos eficientíssimos provedores.

Saiba mais:

Bicicletadas de agosto
Bicicletadas de julho
Bicicletadas de maio
Bicicletadas de abril
Bicicletadas de março
Bicicletadas de fevereiro

Viva a Macieira!

O recorte de reportagem abaixo foi originalmente publicado na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 26 de novembro de 2009 (pág. 5). Você pode ver a matéria completa no site do DC aqui.

Ao Natural

O número 7 em Macieira

Macieira, no Meio-Oeste de SC, é reconhecida pela qualidade de vida que oferece aos seus poucos mais de 1.700 habitantes. Por lá, onde tudo é perto, os carros ficam nas garagens enquanto os moradores percorrem a pé ou de bicicleta as largas ruas da cidade. O resultado de tamanha calmaria foi conhecido pelo resto do Estado ontem com a divulgação da pesquisa do IBGE: Macieira registrou sete mortes de óbitos, sendo que cinco foram de pessoas com mais de 70 anos. O que chama a atenção é que no mesmo período nasceram sete pessoas.

O dado dos sete nascimentos é contestado pela prefeitura: há o registro de 20 nascimentos. Para a enfermeira Graziele Maximo, 13 grávidas registraram os filhos em Caçador.

Nascerá a Ciclocidade

Participe do Ato de Fundação da Ciclocidade

No próximo dia 25 de Novembro, você está convidado a fazer parte da fundação da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo.

A Ciclocidade pretende ser a voz de quem utiliza ou gostaria de utilizar a bicicleta no cotidiano, atuando na defesa do interesse dos ciclistas e na promoção do uso deste veículo na região metropolitana.

Acreditamos que a bicicleta desempenha um papel ativo nas cidades e sociedades do século XXI, ajudando a construir comunidades vivas e solidárias no território urbano, economizando recursos naturais cada vez mais escassos e promovendo a saúde e o bem-estar da população.

A Ciclocidade é resultado da articulação de dezenas de ciclistas que já participam ativamente em diversos fóruns, grupos, discussões e ações em favor da bicicleta.

Sabemos que o desafio em São Paulo não é simples, por isso a sua presença é fundamental. Queremos uma associação forte, democrática e plural, que defenda o interesse do ciclista e colabore na construção de uma cidade mais justa, humana e sustentável.

Ato de Fundação da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

Local: Espaço Contraponto (rua Medeiros de Albuquerque, 55 / mapa)

Horário: 19h

** Para passar a receber informações sobre a Ciclocidade, visite este link e cadastre seu e-mail**

www.ciclocidade.org

Florianópolis: Plano Diretor NÃO Participativo

Dirigi-me nesta quinta-feira, 19 de novembro, ao prédio do antigo Cine Ritz, no Largo da Catedral, a fim de participar da audiência pública onde seria apresentada a proposta do Plano Diretor Participativo de Florianópolis. O PDP é o instrumento que norteará os rumos da cidade pelos próximos anos, incluindo aí a construção de novas pistas cicláveis,  trânsito compartilhado, zonas de acalmia de tráfego, redução de velocidade, municipalização de trechos urbanos de rodovias estaduais situadas exclusivamente dentro da capital catarinense, entre outras coisas. Claro que o PDP não trata apenas disso, mas também de educação, saúde, lazer, urbanização, habitação, meio ambiente e tudo aquilo que seja atribuição do município ou do interesse de seus habitantes.

Pois bem, lá fui! A poucos metros da entrada, havia um aglomerado de pessoas. Fiquei curioso, mas segui à audiência. Estava já com a caneta na mão para assinar a minha presença na sessão quando uma amiga me chamou a ouvir o que se discutia ali fora.

Cerca de 40 pessoas juntavam-se em uma manifestação contrária à forma pela qual o Plano Diretor estava sendo conduzido nos últimos meses. Estavam lá lideranças comunitárias, membros de movimentos sociais e também três políticos: o deputado estadual Vanio dos Santos (PT) e os vereadores Renato Geske (PR) e Ricardo Vieira (PCdoB).

Questionavam eles a validade da audiência pública. A começar pelo fato de que ela seria consultiva e não deliberativa. O que isso quer dizer? As pessoas que participassem apenas iriam ouvir as propostas feitas e opinar sobre estas, sem poder de decisão sobre nada, embora o Estatuto da Cidade estabeleça que a população deva ter esse poder durante todo o processo de formulação do PDP.

Questionavam-se os presentes se deveriam entrar ou não na audiência. A entrada poderia acarretar uma distorção da realidade, com a prefeitura afirmando que houve participação popular em uma sessão em que a população não poderia de fato se manifestar. Em compensação, ao entrar poder-se-ia tentar mudar alguma coisa, apesar do caráter não deliberativo.

Os que não queriam adentrar disseram justamente que não seriam ouvidos e ainda acabariam por confirmar a participação da população em um processo antidemocrático. Alegavam ainda que o processo da audiência pública não era legítimo e que a presença deles na sessão referendaria esse processo.

Em meados deste ano, a prefeitura encerrara as atividades dos núcleos distritais e contratara uma consultora externa, a Fundação CEPA, para finalizar o PDP, encerrando diálogos com as comunidades da capital e com o próprio núcleo gestor, composto por membros do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, o qual deveria conduzir o processo do início ao fim.

Havia mais gente fora do que dentro da audiência. “Quem lota as audiências não é a prefeitura, mas as lideranças”, disse Gert Schinke, da comunidade do Pântano do Sul. Não era também sem razão. A audiência fora pouco divulgada e mesmo aos vereadores o convite oficial só chegara na véspera.

As pessoas acabaram não entrando. Alguns cidadãos que estavam na sala saíram furiosos. “Estou me retirando de lá de dentro porque eu não concordo com aquela esculhambação!”, afirmou Édio Fernandes, líder comunitário do continente.

O que, então, ficou decidido?

A população quer poder deliberar sobre o Plano Diretor antes que este seja enviado à Câmara de Vereadores para aprovação, em um processo realmente participativo.

Além disso, irá, nesta sexta-feira, no Plenarinho da Câmara, às 16h reunir-se para “apontar as fraudes do Plano Diretor”.

Interessante era notar que o que acontecia aos arredores da Praça XV assemelhava-se muito ao processo de elaboração do PDP. Enquanto uma viatura da Guarda Municipal e outra da Polícia Militar fazia-nos recordar da época de ausência de democracia, os jovens que passavam rumo a uma micareta faziam-nos imaginar: será que a Ilha da Magia vai acabar por se tornar Folianópolis?

Veja também:

Uma das várias funções das ciclovias

Atualização em 21 de novembro, às 15h27min.

UFSC terá palestra sobre bicicleta nesta quarta-feira

O GEABio/UFSC – Grupo de Educação e Estudos Ambientais do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina convida a todos para assistirem à palestra “Bicicleta: Pedalando para um mundo melhor – O trato inteligente das nossas idéias diárias”, que ocorrerá nesta quarta-feira, 18 de novembro, às 19h, na sala CCB 509, ao lado do Centro Acadêmico da Biologia, no prédio antigo do CCB (Centro de Ciências Biológicas) da UFSC.

A palestra terá como convidado o sociólogo Luiz Carlos Pereira, da equipe da operadora de cicloturismo Caminhos do Sertão e estudioso dos temas gestão ambiental e sustentabilidade.

Se essa rua fosse minha…

Um dos exemplares expostos na I Bienal do Livro de Curitiba, que ocorreu durante o II Encontro de Bicicletadas do Brasil, era a coleção didática Se essa rua fosse minha (Editora Fama, Curitiba, 2008). Ela é constituída por vários livretos, sendo que na Bienal era possível encontrar o Livro do Aluno e o Livro para os Pais.

Se essa rua fosse minha

O primeiro é ricamente ilustrado com gravuras, num formato semelhante a uma história em quadrinhos. A temática da coleção é voltada a contribuir para a existência de um trânsito seguro. Se hoje temos um hiato nas escolas brasileiras quando nos referimos à educação voltada para a convivência pacífica em meio ao tráfego, “Se essa rua fosse minha” pode ser utilizada como um material didático com essa finalidade.

Diferentemente de outros livretos e cartilhas ditas educativas, não há um predomínio do antigo paradigma de que a rua é, por si só, perigosa e, portanto, apenas os pedestres devem tomar cuidado em seus deslocamentos.  Claro que regras defensivas que todos adotamos ao atravessar a rua estão lá, lembrando que o livro é voltado a crianças em formação, aconselhável a alunos cursando até o 5º ano do Ensino Fundamental (apesar de que serviria muito bem a vários motoristas que dirigem por aí). Mas essas regras estão junto a informações como as da página abaixo, que deixam clara a idéia de que a bicicleta é um veículo.

pag.43 revista[Atenção, não pedalem muito próximos ao meio-fio. Vejam por que aqui.]

Várias leis de trânsito estão lá e a leitura do Livro dos Pais é extremamente aconselhável. Aos estudantes, além das “histórias em quadrinhos”, há exercícios, sugestões de pesquisa, caça-palavras, quiz (com algumas poucas perguntas não muito bem elaboradas, mas que um bom professor consegue contornar), redação, espaço para anotações e desenhos. A toda hora os personagens do livro interagem com os estudantes, criando uma certa intimidade com eles, facilitando o incremento no conhecimento.

Há vídeos no site www.seessarua.com.br que mostram diversos assuntos relacionados ao trânsito tratados nos livretos, inclusive com o mesmo tipo de abordagem encontrada nestes últimos.

Para quem é educador em Santa Catarina, pode-se conseguir o material didático com o Detran/SC, que o utiliza nas campanhas de prevenção de acidentes e educação no trânsito.

Bicicletada na Lagoa da Conceição para inspirar as crianças

Neste sábado irá ocorrer mais uma edição da Bicicletada da Lagoa da Conceição. Como ocorre desde abril deste ano, a Massa Crítica irá se concentrar a partir das 14h30min na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na Rua Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa, próximo à bifurcação com o Canto da Lagoa. O pedal lúdico-educativo sairá às 15h em percurso em ritmo leve pelas ruas do bairro. A Bicicletada ocorrerá independente das condições climáticas.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-11-14

Esta Bicicletada apresentará um diferencial: devem ser apresentadas as regras para o concurso de desenho do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Este concurso será voltado às crianças, que deverão expressar algo na linha de como a ciclovia vai beneficiar o bairro, qual a sua importância na vida das pessoas  e da comunidade e como ela pode contribuir para a sustentabilidade. O vencedor irá ganhar uma bicicleta Caloi Houston full suspension nova, que provavelmente será entregue durante a Bicicletada da Lagoa de dezembro.

Saiba mais:

Relato da Bicicletada da Lagoa de outubro – Por Daniel Costa

Bicicletas antigas em exposição em São Paulo

Passei estes dias pela exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, que está em cartaz em São Paulo, no antigo prédio dos Correios (Av. São João s/nº, próximo à estação São Bento do Metrô), até dia 13 de novembro, das 9h às 17h.

Como o próprio título explica, estão à mostra dez modelos de bicicletas e biciclos. O mais antigo é uma réplica de celerífero. Idealizado em 1790, não era propriamente uma bicicleta. Não tinha pedais e as pessoas tinham que colocar o pé no solo a todo momento para fazê-lo andar.

O celerífero, de 1790, idealizado pelo Conde Sivrac, consistia em duas rodas unidas por uma ponte de madeira.

O biciclo inglês, que já apareceu em diversos desenhos antigos, também está lá na mostra. Com uma roda dianteira extremamente grande, provocou diversos acidentes sérios, apesar de ser um modelo bem popular.

Biciclo inglês, de 1870, foi o primeiro veículo em que se podia de fato pedalar.

As demais oito bicicletas em exposição são da Caloi. Apresentam desde a Caloi Special Preta, o primeiro modelo totalmente brasileiro, fabricado em 1945, ao final da II Guerra Mundial, até  a Caloi Cross e a Fórmula C3, passando pela Fiorentina, 3 Marchas, Campeoníssima e as famosas Caloi 10 e Eddy Merckx.

Caloi Fiorentina, o primeiro modelo de bicicleta aro 26. Atrás dela, Caloi Special Preta, a primeira bicicleta 100% nacional.

Caloi Eddy Merckx, a bicicleta que mais me fascinou na exposição, era voltada ao ciclismo de velocidade. Eddy Merckx e Lance Armstrong já pedalaram uma.

Percebe-se a evolução das marchas, do câmbio, das rodas (da madeira ao pneumático), dos materiais empregados, das soldas (infelizmente não muito bem trabalhadas nos modelos mais recentes).

A Caloi Cross Extra Light, bicicleta voltada ao BMX, tinha soldas pouco trabalhadas.

Na mostra, encontra-se também uma exposição filatélica, com selos sobre bicicleta da coleção de Ney Jorge.

Mostra filatélica acompanha a exposição de bicicletas.

Mais fotos aqui.

Enfim, valeu a pena ter dado uma passada por lá. E antes que eu me esqueça, uma informação importante: a entrada é gratuita!

PS: não há bicicletário ou paraciclo no prédio dos Correios. A quem for de bicicleta, recomendo deixá-la no bicicletário do UseBike no Metrô Anhangabaú.

Fabiano Faga Pacheco

Links atualizados em 1° de dezembro de 2012, às 3h44.

Joinville fechará avenida para atividades de lazer

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 06 de novembro de 2009 (pág. 12). Você pode ler a matéria no site do periódico aqui.

logo - A Notícia

Um pedaço de rua para o lazer

AN 2009-11-06 fig.1 - ccapa

LAZER

Um convite ao lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

A avenida Hermann August Lepper, a beira-rio, no Centro de Joinville, vai virar um espaço de lazer e esportes a partir deste domingo. Um projeto que envolve desde secretarias municipais até associações e empresas esportivas quer levar adeptos de caminhadas e corridas, ciclistas, skatistas ou apenas joinvilenses dispostos a conviver e se divertir por um dia à sombra das figueiras, às margens do rio Cachoeira.

O projeto se chama “Joinville em Movimento” e está sendo divulgado em cartazes pendurados em postes da própria Hermann August Lepper. A primeira experiência, neste domingo, vai servir como piloto. O sonho, no futuro, é transformar a beira-rio numa espécie de Times Square – a rua mais famosa de Nova York – joinvilense.

Os idealizadores aproveitaram a Corrida Rústica de Joinville, que larga do mesmo local, no domingo, para dar início ao projeto. Nesta primeira edição do Joinville em Movimento, o trânsito será interditado num trecho de 1,5 km entre a ponte no cruzamento da Hermann August Lepper com a Dona Francisca até a ligação com a outra beira-rio, a José Vieira. Agentes da Conurb vão orientar os motoristas.

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

Cerca de 60 funcionários da Fundação Municipal de Esportes, Lazer e Eventos (Felej) e pessoas da Associação de Corredores de Rua (Corville) darão dicas para quem quiser caminhar, andar de bicicleta ou praticar outros esportes no trecho.

O projeto irá ocorrer aos domingos e feriados, sempre das 7 às 13 horas, até o fim de semana antes do Natal. Por enquanto, não haverá infraestrutura montada no local. A rua será fechada apenas. Em janeiro, a proposta deve ser retomada. O horário foi escolhido por ter movimento reduzido de carros.

Futuramente, a ideia é levar outras iniciativas para a beira-rio como exposições artísticas, feiras de artesanato, de livros usados, espaços para relaxamento, dicas e atendimentos de saúde, brincadeiras, quadras para esportes de rua, obstáculos para esportes radicais (skates e bikes), por exemplo. Se a iniciativa ganhar adeptos, o objetivo é fechar os 5,3 km das duas beira-rios, desde a avenida Procópio Gomes até a rótula da José Vieira aos domingos e feriados.

A iniciativa atende a um dos itens do plano de governo atual, de fechar ruas para a prática de esportes e lazer. Além de Felej e Corville, o projeto envolve Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura, Secretaria Regional do Centro, 42K Assessoria Esportiva, Companhia da Corrida e outros parceiros. A falta de um parque para a cidade e de mais áreas para lazer e esportes está entre as razões da iniciativa, segundo os próprios idealizadores.

Rogério Kreidlow

AN 2009-11-06 - Projeto Joinville em Movimento(veja em .pdf)

Saiba mais:

Por mais áreas para o lazer, verde e vida – Opinião da jornalista Raquel Schiavini sobre o assunto.

Veja também:

Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias – Outrora conhecida como “cidade das bicicletas”, o município catarinense ainda possui poucas infraestruturas adequadas aos ciclistas urbanos.

Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 05 de novembro de 2009 (pág. 10). Você pode ver as matérias no site do periódico nos links: {1} {2} {3} {4}.

logo - A Notícia

Pedaladas de alto risco

Foto: Rogerio Silva

CICLOVIAS

Projeto tem. Falta é dinheiro

Para quem usa a bicicleta como principal meio de transporte em Joinville, atravessar a cidade é um desafio. Não há ciclovias em ruas que ligam a zona Sul à zona Norte, como as avenidas Procópio Gomes, Santos Dumont e a rua Florianópolis, situação que obriga os ciclistas a disputar espaço com os automóveis.

Observando este problema, o leitor Alexandre de Oliveira questionou se existe previsão para a construção de ciclovias nessas ruas. “A Notícia” buscou respostas e constatou que, mesmo nos casos em que o projeto já foi elaborado pelo Instituto de Planejamento e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), os recursos ainda não estão garantidos, não há previsão para o começo das obras e até a Copa e as Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil, podem ser um empecilho.

O projeto do Eixo Norte-Sul, também conhecido como binário Procópio Gomes-Urussanga, já foi encaminhado para o Ministério das Cidades, que está reavaliando as propostas pois pretende priorizar as cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E ainda não há previsão para a avenida Procópio Gomes ganhar ciclofaixa e faixas exclusivas para ônibus, conforme prevê o projeto.

Para a avenida Santos Dumont, também há projeto para dar continuidade à ciclovia, que já existe no trecho do novo trevo de acesso às universidades. Porém, segundo o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante, é necessário aguardar a liberação de recursos para a obra, que requer desapropriações.

Já a rua Florianópolis é a que está mais distante da sonhada ciclovia.

— Não há projeto, mas já existe uma diretriz que estipula que as próximas intervenções na via serão acompanhadas da construção de uma faixa para ciclistas e construção de calçadas seguras —, afirma Constante.

Está longe da meta de 180 km em 4 anos

A Cidade das Bicicletas ainda está longe de fazer jus ao título quando o assunto é infraestrutura. Estima-se que em Joinville exista uma bicicleta para cada dois dos 500 mil habitantes, por isso a intenção do Ippuj em 2010 é duplicar o número de ciclovias (vias exclusivas para bicicletas, separada da rua e da calçada) e ciclofaixas (faixa para bicicletas isolada apenas pela sinalização) em bom estado, que hoje foram uma rede com 71 km. Para isso, está prevista a construção e reforma de outros 70 km de faixas para os ciclistas, contempladas em grande projetos como o dos parques da cidade, a ser realizado com recursos do Fonplata.

— No total, está prevista a construção de 21 km de novas ciclovias e outros 12 km de ciclofaixas que já existem serão reformados —, explica o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante.

O objetivo é interligar os parques da cidade com as faixas exclusivas para bicicletas, formando um circuito entre essas áreas de lazer.

Na avenida Santos Dumont, ciclistas dividem espaço com os veículos.

Na avenida Santos Dumont, ciclistas dividem espaço com os veículos.

As ruas Rui Barbosa, Piratuba, Marquês de Olinda e Tenente Antônio João estão entre as que ganharão mais ciclovias, completando os trechos que já possuem faixas para os ciclistas. Já Beira-rio, Baltazar Buschle e Helmuth Fallgater terão as ciclovias reformadas. E existe ainda um projeto de implantar uma ciclovia entre a Estação Ferrovária e a Arena Joinville, ao longo do ramal ferroviário que hoje corta a cidade e será desativado após a conclusão das obras do contorno ferroviário.

Além disso, também já existem projetos no Ippuj para a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas ruas 15 de Novembro (em trecho da Blumenau ao terminal, no Centro, e também no Vila Nova), Almirante Jaceguay, rua dos Suíços, Miguel Castanheira, Tuiuti e Júpter, obras a serem realizadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Se as obras em 2010 seguirem o ritmo deste ano, os projetos não sairão do papel e o prefeito Carlito Merss estará ainda mais distante da meta que traçou, de construir 180 km de faixas para as bicicletas em quatro anos. Isso porque de fevereiro para cá, foram construídos apenas 4 km de novas ciclovias e ciclofaixas. Outros 4 km de ciclovias e ciclofaixas na rua 15 de Outubro, no Rio Bonito, em Pirabeiraba, devem ser finalizados ainda em 2009.

— A secretaria regional já iniciou as obras no acostamento para a pavimentação e implantação de 2,5 km de ciclovias e outros 1,5 km de ciclofaixas —, informa Constante.

Do nada a lugar nenhum

OPINIÃO AMANDA MIRANDA, REPÓRTER DE GERAL

Eu queria ser mais ciclista do que efetivamente sou, mas mergulhar no trânsito caótico de Joinville é um risco que não pretendo assumir. Sem ciclovia, não há segurança. Mesmo os ciclistas mais responsáveis, equipados com capacete, lanterna e espelho, são peças frágeis no meio de tantos carros, ônibus e caminhões.

Quando fiz o teste do ciclista em Joinville, percebi na pele o quanto é urgente – e aparentemente simples – a resolução desse problema. Mas não adianta pensar de forma isolada: hoje, as ciclovias e ciclofaixas começam do nada e terminam em lugar algum.

É preciso que nossos urbanistas projetem malhas cicloviárias, para que os usuários da “zica” consigam fazer seu trajeto de forma 100% segura, sem quebras e sem riscos. Só depois disso poderemos usar com direito o slogan de cidade das bicicletas.

Veja também:

Mais ciclovias em Blumenau
Novas ciclovias em Florianópolis

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

charge - Zé Dassilva - DC 2009-11-02 - William de bicicleta

A charge acima foi publicada no Diário Catarinense, na edição de segunda-feira, 2 de novembro de 2009. A autoria dela é de Zé Dassilva. Ela pode ser vista também através deste link.

Com um golaço de bicicleta, o atacante William selou a permanência do Avaí na série A do campeonato brasileiro de futebol.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

No dia seguinte, foi pedalar.

Ontem foi dia de descontração do herói William, que passeou de bicicleta para curtir um pouco mais seu gol não só cheio de estilo, mas decisivo para o Avaí. Foto: Diário Catarinense.

Ontem foi dia de descontração do herói William, que passeou de bicicleta para curtir um pouco mais seu gol não só cheio de estilo, mas decisivo para o Avaí. Foto: Diário Catarinense.

Como diriam os manézinhos, esse Avaí faz “côsa”. Para melhorar – e aumentar o misticismo que ronda a Ilha da Magia -, o golaço de bicicleta veio em boa hora a um dos poucos clubes cujo estádio tem bicicletário, inaugurado no começo deste Brasileirão.

Saiba mais:

Bicicletário do Avaí Inaugurado – Matéria do Avaí de Bike sobre a inauguração do bicicletário da Ressacada.
De bicicleta ao estádio? O goleiro do Avaí dá o exemplo! – Reportagem do Diário Catarinense sobre o goleiro Eduardo Martini, que volta e meia vai aos treinos pedalando. Há também uma reportagem semelhante no Infoesporte.

Veja também:

Charge – Não chegue antes na escola, filho!
Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando

UFSC terá oficina de bicicleta nesta terça

A oficina de conserto de bicicletas deve acontecer nos arredores do Centro Acadêmico da Biologia (CABio) da Universidade Federal de Santa Catarina e fará parte da programação da Espícula – Espaço de Cultura e Arte da Biologia a partir das 20h30min do dia 3 de novembro. O CABio fica em frente à sala  508 do CCB velho, situado próximo ao Colégio de Aplicação.

A programação completa da Espícula pode ser visualizada abaixo.

Espícula+divulgação

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