Bicicletada Floripa – fevereiro de 2015

Confira abaixo o vídeo irado feito da última edição da Massa Crítica de Florianópolis:

Massas Críticas catarinenses

O primeiro ano do novo velho governo estadual catarinense começa sem uma clara sinalização de que realmente fará uma “Política para as Pessoas” nas questões que tratam sobre a mobilidade das pessoas. Apesar de mudanças importantes em dois órgãos-chaves – a Secretaria de Estado de Infraestrutura e o Departamento Estadual de Infraestrutura/DEINFRA -, ainda não fica claro como será a política pública no que se refere aos meios de transporte ativos e coletivos, tampouco se haverá estímulo ao transporte intermunicipal sobre trilhos.

São dúvidas persistentes para um governo de continuidade. E ganha ainda maior dimensão quando se percebe que foi o deputado estadual líder do governo quem perdeu o projeto de lei que criava o sistema cicloviário estadual. Apesar das recentes ciclofaixas inauguradas ou em construção (caso das SC-401, 403 e 405), todas com qualidade duvidosa, nenhuma outra ação se viu em 4 anos do atual governo estadual que pudesse melhorar as condições de circulação por quem se utiliza da bicicleta para transporte, lazer ou esporte. É hora de mudar essa postura e governar para todos os catarinenses! Subsídios para isso já existem para a Grande Florianópolis, com os resultados do Plano de Mobilidade Sustentável (PLAMUS). Não são apenas as medidas de curtíssimo prazo, como uma faixa reversível no acesso à Ilha de Santa Catarina, que têm que ser tomadas, sob o risco de falha ainda mais grave na gestão de mobilidade. O investimento na segurança de pedestres e de ciclistas em rodovias que hoje são, funcionalmente, avenidas não pode ser procrastinado.

Em termos municipais, chegamos a mais das metades das gestões dos governos municipais. Alguns tiveram melhorias significativas, em especial onde a participação popular colaborou com os trabalhos dos órgãos técnicos e com a tomada da decisão política. Entretanto, em outros casos, refutou-se a participação dos cidadãos.

Especialmente grave é a situação de Florianópolis. Suas duas comissões que contavam com a participação de parcelas da sociedade civil foram efetivamente colocadas no limbo. Reconhecidas como promissoras em nível nacional, e com seus membros capazes de influenciar na adoção de boas políticas públicas, tanto a Floripa Acessível quando a Pró-Bici foram relegadas ao último plano da gestão municipal, que tanto pregava uma “Cidade para as Pessoas” durante sua campanha eleitoral. As conseqüências disso são perceptíveis, com o lançamento de ciclovias apenas em grandes obras, quase desvinculadas ao projeto cicloviário municipal denominado Rotas Inteligentes. Florianópolis não tem sabido aliar o hoje com o futuro em seus projetos urbanísticos. Os projetos demoram muito até serem efetivamente colocados em prática – quando o são! Um bom projeto pode demorar anos até sua conclusão, sem que isso, entretanto, prejudique os projetos mais iminentes, algo que não tem acontecido em Florianópolis, infelizmente.

Nessa esteira, após mais de um ano de notícias requentadas sobre ações não concretizadas pela prefeitura municipal, fevereiro trouxe como novidade a implantação de ciclovia definitiva no bairro continental de Coqueiros. Essa iniciativa, da qual o Bicicleta na Rua é forte apoiador, deveria vir em conjunto com a Pró-Bici, uma das idealizadoras do projeto Ciclofaixa de Domingo. Por sinal, a ciclovia em Coqueiros vai ao encontro deste artigo, na qual se defende as ciclofaixas de lazer como uma forma de implantação de pistas cicláveis de forma definitiva.

Em Florianópolis, a omissão e a demora na realização de ações efetivas poderá ser observada – literalmente – em março, durante a quarta edição local do World Naked Bike Ride (ou Pedalada Pelada). Em outras cidades, notadamente em Itajaí, ciclistas promovem protestos pedindo ciclovias.

E, enquanto, não são atendidos os pedidos dos ciclistas, maior fica o estoque de combustível para a realização das Bicicletadas/Massas Críticas no Estado.

Confira abaixo as Bicicletadas de fevereiro:

Brusque

Brusque 2015-02-27

Florianópolis

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Florianopolis 2015-02-27

Florianópolis e Blumenau terão Bicicletada

Fim de janeiro de 2015, primeira última sexta-feira da metade final dos mandatos dos atuais prefeitos do Brasil.

E, em Santa Catarina, percebe-se que muita coisa não foi e nem será feita pelos que nos governam.

Em nível estadual, o governo reeleito foi o que mais fez ciclofaixas em rodovias. Infelizmente, com uma qualidade tal que, apenas na SC-401, dois ciclistas perderam a vida…. na própria ciclofaixa! E as obras que vêm por aí determinam que a qualidade vai melhorar muito pouco em relação à ciclofaixa da Rodovia da Morte. Mesmo com ajuda de ciclistas, a ciclovia compartilhada da SC-405, no Rio Tavares, ficou muito aquém do que poderia. Apresenta, ironicamente, todos os problemas que os ciclistas alertaram já durante a confecção do projeto: largura insuficiente tanto para a ciclovia quanto para a calçada, postes sobre o leito ciclável, problemas na travessia da via, lado errado da pista, não atendendo a demanda de ciclistas crianças que vão à escola, não tratamento cicloviário nas rotatórias (os trechos mais críticos) e por aí vai.

Em nível municipal, enquanto as prefeituras da Costa Esmeraldina, por onde passa o Circuito Cicloturístico Costa Verde e Mar, dão um banho nas cidades maiores, apesar de problemas pontuais, a capital catarinense exibe uma série enorme de falhas em sua gestão de mobilidade, devidamente apontadas pelos resultados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS).

Apostas grandiosas e dispendiosas, com pouco resultado prático e elevado custo de manutenção, como teleférico, promovem uma gestão voltada à justaposição dos meios de locomoção, e não a uma complementação entre eles. Prova disso é que a linha de BRT prevista, além de fazer o mesmo trajeto do teleférico em vez de ser feita na mesma via que hoje comporta de 6 a 9 faixas para carros, será construída exatamente onde hoje fica a ciclovia, sendo esta jogada para um aterro a ser feito na Av. Beira-Mar Norte. Apenas para lembrar, em 23 de março de 2012 foi inaugurada a revitalização do passeio e calçada, contando também com arborização e pérgolas. O atual secretário municipal de Obras, funcionário de carreira, já ocupava cargo de diretoria à época da inauguração.

Promessas de campanha não foram e não devem ser cumpridas pelo prefeito em exercício. Bicicletas compartilhadas, maior quilometragem de ciclofaixas de lazer do país, uma das maiores malhas cicloviárias do Brasil. Nada disso esteve tão longe de ser cumprido quanto agora pela atual gestão. Mesmo projetos de ciclovias como nos bairros José Mendes ou Caieira da Barra do Sul estão muito distantes de serem considerados a ponto de virarem realidade.

Para piorar, a capital viu-se assolada com uma onda de roubos e furtos de bicicletas na própria principal ciclovia, o que gerou uma manifestação com mais de 100 ciclistas no Cicloabraço à Passarela do CIC, local onde ocorreu a maioria dos roubos.

Fevereiro, apesar de tudo, promete boas notícias, lançadas à luz da Peladada e das proximidades do aniversário de Florianópolis. Mas, enquanto isso, nada mais natural que os ciclistas saiam às ruas para mostrar sua presença na luta constante por continuar simplesmente pedalando!

Confira as Massas Críticas catarinenses de janeiro:

Blumenau

Reunião às 19h30 em frente à prefeitura.

Florianópolis

Florianopolis 2015-01-30

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Nous sommes Charlie Hebdo

Nós temos opções perante a diferença.

Podemos dialogar com ela.

Podemos integrar as opiniões contrárias.

Podemos buscar um consenso.

Podemos, em casos inconciliáveis, respeitar a existência da diferença.

E respeitar a existência do outro.

O que se viu na França nesta quinta-feira, 7 de janeiro, foi uma das mais cruéis demonstrações de ódio que pode ocorrer.

Foi uma exemplificação do desejo pela não existência do outro.

Como se o outro não pudesse existir, com suas opiniões divergentes.

As sátiras de Charlie Hebdo não poupavam nada. Valores ocidentais, cristãos, islâmicos. Nada.

Mas era ela uma publicação que manifestava idéias de uma minoria, assim como este blogue quando surgiu.

Particularmente, não acredito em limites para o humor.

Uma piada pode ter graça ou não tê-la.

Os cartuns de Charlie tinham muita graça para uns e muito pouca graça para outros.

Mas Charlie, com sua arma-caneta, não tirava o direito dos outros em existir.

O atentado de hoje não teve graça alguma – ao menos, para ninguém que preze pela existência da vida alheia, com sua variedade de formas, crenças e pensamentos.

Os tiros de hoje não tiveram graça.

Pensando bem, talvez haja sim um limite para o humor: que ele não tire a preciosidade da vida.

Visto sob esta ótica, o humor de Charlie Hebdo era superior ao não-humor das balas na carne humana que hoje atravessaram os ares de sua redação;

O atentado não é suficiente para calar a voz de quem diferente pensa.

Pode amedrontar, mas não emudecer.

O efeito, provavelmente, será ainda o contrário do esperado: mais canetas cortarão o ar em desenhos repletos de opiniões.

A mera caneta de Charlie é mais poderosa do que as armas que lhe tentaram calar.

Porque, metaforicamente, nesta quinta-feira, todos somos Charlie Hedbo.

charlie hebdo

Saiba mais no Le Monde:

Attentat contre « Charlie Hebdo » : Charb, Cabu, Wolinski et les autres, assassinés dans leur rédaction

2014

O ano que recém-finda foi, de certa maneira, muito especial para mim.

Infelizmente, pouco do que foi feito foi divulgado por aqui. Este foi, à exceção de 2009, quando estreamos em novembro, o ano em que menos publicamos neste site.

Certamente não foi por falta de notícias, embora a inação da Prefeitura de Florianópolis e do Governo do Estado de Santa Catarina tenham dado uma força.

Começamos fevereiro comigo, o editor, eleito para a União de Ciclistas do Brasil, no cargo de Conselheiro Fiscal, durante a terceira edição do Fórum Mundial da Bicicleta, em Curitiba. Desde 2010 membro da UCB, nunca vira uma diretoria mais ativa do que esta atual. Formalizamos parcerias importantes, como com a Aliança Bike, participamos da Brasil Cycle Fair e da Shimano Fest, fomos a Brasília (a UCB, não eu) discutir projetos de lei, mas, talvez a ação mais importante que fizemos foi a Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística. Candidatos à presidência, ao Senado, à Câmara de Deputados e às Assembléias Estaduais assinaram em concordância com as 14 propostas discutidas por ciclistas de todo o Brasil. Três candidatos ao posto máximo do Executivo brasileiro assinaram: Eduardo Jorge, Marina Silva e Luciana Genro. Eu mesmo tive a oportunidade de falar pessoalmente com Eduardo Campos e Marina e com a coordenação de Reforma Urbana da campanha de Dilma Rousseff. Se esta não assinou a Carta, lançou-nos um compromisso, englobando completamente 8 de nossas propostas, além de outras 4 de forma parcial. Infelizmente, a redução de IPI para bicicletas não foi contemplada, mas esperamos, com as outras demandas, possibilitar a melhoria da qualidade de vida de nossas cidades.

Graças à UCB – e com apoio da Aliança Bike, Bike Anjo e Rede Bicicleta para Todos e patrocínio do Itaú -, terei um capítulo de livro publicado. O livro “Realidade da Bicicleta no Brasil” deverá ser lançado em fevereiro em São Paulo e em Brasília. Talvez isso ajude a alavancar a versão brasileira de “Pedaling Revolution”, que tinha previsão de lançamento durante a mesma edição do Fórum Mundial da Bicicleta no qual fomos eleitos para a UCB… Sonhar nunca é demais!

Enquanto isso, um outo motivo leva-me a não atualizar tanto quanto possível o Bicicleta na Rua, embora continue lendo notícias sobre bicicleta todo santo dia. É um motivo que muito me alegra e do qual, de certa forma, o envolvimento com o ativismo em prol da bicicleta estava me provocando distanciamento. Após cerca de três dezenas de livros e uma centena de artigos lidos, finalmente minha monografia se encaminha para ser término. Será um trabalho interessante sobre a história ictiológica do Estado de Santa Catarina, com dados que estavam esquecidos pela nova geração de pesquisadores que adveio das universidades do sudeste do país. As cerca de 500 páginas escritas à mão denotam o minucioso trabalho de pesquisa que tenho empreendido nos últimos meses. E tomara que seu resultado recompense as notícias que cá deixamos de veicular.

Apesar disso tudo, como se pôde perceber, não deixei a bicicleta de lado. Pelo contrário: o afastamento com as questões municipais desterrenses me trouxeram de volta o prazer de pedalar. Pela primeira vez desde 2008, usei mais a bicicleta do que a motocicleta. Em 2014, finalmente cumpri a promessa dos últimos Réveillons!!! E pedalei em Florianópolis, pedalei em Balneário Camboriú, pedalei em Curitiba e pedalei em São Paulo. É incrível o esforço destas últimas cidades nestas novas gestões. Ao contrário do alcaide de Floripa, os prefeitos de Balneário, Curitiba e Sampa têm me deixado boquiabertos. De maneira geral, as ciclovias e ciclofaixas implementadas nessas cidades são de qualidade razoável a boa e – o principal – funcionais! Hoje, em São Paulo, nos meus maiores deslocamentos eu conto com ciclofaixa em metade do meu caminho, tornando o meu pedalar uma atividade realmente desestressante. A ciclofaixa na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. realmente me facilitou enormemente os deslocamentos na cidade, além de embelezar a orla. Como foram mostrados pelos estudos divulgados, ambas estão com um bom uso – as ciclofaixas da megalópole paulistana aumentaram em 50% a circulação de ciclistas – inclusive eu!

Em Florianópolis, entretanto, nosso trabalho não tem sido politicamente reconhecido. Os motivos são velhos conhecidos e passam apenas raspando pela falta de vontade política. Apenas nos últimos meses, cerca de 9 operações contra corrupção foram deflagradas pela Polícia Federal em Santa Catarina. Temos 14 dos 23 vereadores indiciados. E olha que as artimanhas que impedem a implantação de ciclovias nem foram ainda alvos… Basta ver mais alguns dos contratos para sinalização vertical de trânsito, retroativo a, pelo menos, 4 anos, para encontrar mais um rombo da ordem de dezenas de milhões de reais aos cofres públicos. Basta ver os contratos de consultoria para projetos de planejamento urbano, referente a 2012, incluindo a Microrrede Cicloviária central, para encontrar outro da ordem de centena de milhar. Se averiguarem a terceirização da menor Ciclofaixa de Domingo do país, encontrarão outro de dezenas de milhar.

O jeitinho da péssima gestão – e infelizmente o prefeito atual de Florianópolis peca enormemente de inabilidade de gestão -, aliado ao populismo, à falta de incentivo aos funcionários de carreira e à própria falta de vontade e de coragem política, são fatores que explicam as desordens que impedem ciclovias novas na Ilha da Magia e no continente lindeiro. Da promessa de 40km concluídos em julho deste ano, foram entregues menos de 1okm de pistas cicláveis pela administração municipal. Teve efeito a recusa de um Diretor de Obras em pedir verbas federais para a cerca de 30km em abril de 2013. Florianópolis ganhou outrossim o posto de Campeã Mundial de Enrolação para Implantação de Sistema de Compartilhamento de Bicicletas (EISCoBi). Os primeiros estudos datam de 2007. O edital está pronto praticamente desde o final de 2013, mas até agora não houve a vontade de relançá-lo.

Como se pode perceber, praticamente todas as notícias de 2014 foram o que chamamos de notícias “requentadas”, aquelas que já haviam sido divulgadas antes, com algum ou nenhum fato novo. Infelizmente, a notícia que acaba de sair na imprensa não é “requentada”: mais um ciclista veio a falecer na ciclofaixa (!) da rodovia (!) SC-401, obra do Governo do Estado de Santa Catarina que o Departamento de Estado de Infraestrutura (DEINFRA/SC) insiste em dizer que “está dentro das normas”, segundo seu presidente Paulo Meller afirmou em 2012. Que Estado que “governa para as pessoas” podem achar “normal” mais de um ciclista falecer ao trafegar numa obra que deveria protegê-lo??? Nenhum em sã consciência. Por sinal, a ciclofaixa na rodovia foi utilizada como antiexemplo do que deve ser feito num dos capítulos do livro “Brasil Não-Motorizado”, lançado em 2013. Espero que mais esta morte demonstre, de uma vez por todas, que a obra está completamente fora das normas e que o Ministério Público tome ações no sentido de nos preservar a vida.

Infelizmente, não foi só em obras horrendas (além da ciclofaixa da SC-401, temos as cicloporcarias da SC-403 e da SC-405 em obras) que o governo estadual deixou de governar para as pessoas. Na ALESC, a Assembléia catarinense, o deputado estadual Aldo Schneider (PMDB), líder do governo simplesmente PERDEU o projeto de lei que criava o Sistema Cicloviário Catarinense, que foi discutido por diversas entidades em setembro e outubro de 2013. O projeto será, por questão regimental, arquivado, mas pediremos desarquivamento e o substitutivo já no início da nova legislatura.

No meio de tantas notícias não tão boas, ao menos uma  ótima abre-nos boas perspectivas para o futuro da Região Metropolitana da Grande Florianópolis. Além da recriação do conceito de “Região Metropolitana”, no qual a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) fez contribuições em diversas reuniões oficiais, os resultados preliminares do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PLAMUS) foram animadores para quem realmente pensa a mobilidade urbana. Foram levantados contingentes dos esquecidos: das pessoas que circulam sem fazer barulho sobre bicicleta ou enfurnadas no transporte coletivo. Verificou-se que quase metade das pessoas que atravessam as pontes que ligam Ilha da Magia e continente lindeiro o fazem em transporte coletivo, sendo responsável por apenas 3% do espaço ocupado. Um total descalabro da gestão dos transportes evidenciado pelos números. Além disso, os resultados do PLAMUS – o mais abrangente estudo de mobilidade integrada feito em 4 décadas – também deixam evidentes o aumento no número de usuários da bicicleta entre 2011 e 2014.

Foi um ano, de fato, muito interessante para os conceitos que freqüentemente venho reformulando sobre uma cidade com qualidade de vida. Além dos exemplos nacionais citados, neste ano empreendi mais uma viagem para fora do país. Os conhecimentos obtidos lá fora, que pretendo divulgar aqui quando acabar meu terceiro livro (lá para fevereiro), focaram em 2014 nos países-irmãos de cultura latina e ibérica. As realidades das diferentes regiões da Espanha e de Portugal, percorridas majoritariamente a pé com um enfoque em cultura, arquitetura, urbanismo e mobilidade urbana, evidenciam semelhanças e diferenças com o que ocorre no Brasil e fizeram-me enxergar novos horizontes. Na bagagem, foram pouco mais de 70 livros e livretos, metade já lidos, que me fizeram crescer um tanto mais como ser humano.

Quanto mais eu conheço lá fora (agora são cerca de 50 cidades em 7 países percorridos a pé), mais eu posso falar sobre Santa Catarina. E se em 2014 eu pouco relatei cá, foi também o ano em que eu mais dei palestras sobre a temática de mobilidade urbana. Falei em Balneário Camboriú como parte do Bike Anjo Floripa. Falei como ViaCiclo e UCB na Brasil Cycle Fair e na Semana de Engenharia da UFSC. Falei em hang outs, falei em reuniões presenciais e virtuais, o que me veio bem a calhar num ano no qual eu mal parei na cidade em que habito.

E é como habitante desta cidade que eu quero melhorias. Melhorias de gestão em primeiro lugar. Quero mais ciclovias e mais arborização. Quero um aquário municipal ou estadual, que seja também objeto de pesquisas. Quero a aprovação do Sistema Cicloviário Catarinense. Quero o Floribike funcionando. Quero que o Plano Setorial de Mobilidade Urbana seja feito realmente de forma participativa. Eu quero finalmente me formar e partir para o mestrado. Quero ver parte do meu projeto cicloviário para São José implementado. Quero que a Viação Catarinense volte atrás nos seus procedimentos e permita bicicletas em todos os seus veículos que tiverem condições para o traslado. Quero começar a praticar beach tennis. Quero pedalar mais nas ciclovias paulistanas. Quero continuar com saúde. Quero um amor maior. Quero divulgar por aqui apenas boas notícias.

Parte de meus desejos – a parte egoísta deles – depende apenas de mim. Mas parte importante e fundamental deles está alicerçada à vontade e competência de outras pessoas. E são justamente esses os desejos que mais gente vai beneficiar – e por muito mais tempo!

Feliz 2015!

Fabiano Faga Pacheco

Massas Críticas catarinenses – outubro de 2014

A bruxa está solta em Santa Catarina!

Se em termos de ação política temos pouco a comemorar – visto que a ciclofaixa da SC-405 vai ficar a porcaria há 3 anos anunciada! -, em termos de atuação cidadã temos o que comemorar.

Santa Catarina foi o Estado em que mais candidatos ao legislativo assinaram a Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística da União de Ciclistas do Brasil (UCB). Foram 15 candidatos a deputado estadual e federal por Santa Catarina a apoiar a iniciativa da sociedade civil. Juntos, obtiveram mais de 100 mil votos! Obteve-se uma primeira suplência na Câmara Federal e uma sétima suplência na Assembléia Legislativa,

O Bicicleta na Rua teve participação direta nessa iniciativa, tanto na confecção da Carta, via Grupo de Trabalho Eleições da UCB, seja no convite aos candidatos no apoio às propostas, passando, inclusive, por reunião oficial com assessoria da candidata reeleita presidenta da República.

Em outubro, a política da sociedade civil avançou mais do que a política partidária constituída. Uma notícia boa e ruim ao mesmo tempo. Só não devemos fazer com que o excesso de diálogo impeça a ação!

E se a ação do Poder Público anda tacanha, a sociedade civil bota a mão na Massa. É uma das essências da Bicicletada.

Confira a Massa Crítica da sua região:

Blumenau

Concentração em frente à Prefeitura Municipal a partir das 19h30. Saída às 20h.

Brusque

Brusque 2014-10-31Florianópolis

Florianopolis 2014-10-31 Floripa

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Bicicletada Floripa comemora 12 anos!

O dia 31 de outubro é o Dia das Bruxas. No Brasil, virou oficialmente o Dia do Saci, como uma forma de homenagear o folclore nacional. Mas, na Ilha de Santa Catarina, a Ilha da Magia, em Florianópolis, as bruxas nunca deixaram de estar presentes no imaginário popular.

Florianopolis 2014-10-31 FloripaComo tem acontecido nos últimos 7 anos, a temática da Massa Crítica da capital catarinense envolve a imaginação no livre fantasiar. As belas bruxas de Franklin Cascaes serão evocadas na luta contra os Boitatás que insistem em apavorar os ciclistas. O desfile bruxólico está previsto para acontecer a partir das 19h, no ventre da Bruxa que conforma a Ilha de Santa Catarina, mais precisamente na pista de skate da Trindade, em frente ao shopping Iguatemi. A pedalada de uivos comemorativos está prevista para sair às 20h, em destino a ser definido pelos presentes, num ritmo leve para que os mais frágeis seres místicos consigam acompanhar.

O duelo dos ciclistas nestes 12 anos de história da Bicicletada Floripa não tem sido fácil. Forças ocultas e poderosas querem que, assim como em Itaguaçu, os ciclistas transformem-se em pedras, imobilizados. Um efeito que até os não pedalantes sentem no dia a dia: a imobilidade urbana atinge quem tenta se deslocar das mais diversas maneiras. Mas essas forças ocultas tem sido mais implacáveis com ciclistas e pedestres mesmo.

Ao comparar Florianópolis com São Paulo, cuja Bicicletada completou 12 anos em julho, percebemos o potencial perdido com a caça aos magos sobre duas rodas. A Ilha da Magia, em 2002, era uma das cidades com maior malha cicloviária do país. Embora com pouca quilometragem absoluta, destacava-se também pela qualidade de suas ciclovias. Doze anos depois, Floripa adotou uma tática falha: praticamente só construiu ciclovias nas reformas de vias, quando seu prefeito ou governador tinha a vontade de cumprir a lei. Com isso, os ciclistas tiveram que aumentar seu portfólio de truques: o teletransporte fez-se necessário para cruzar ciclovias que mudam de lado na via, sem razão alguma, o desvio de postes passou a ser algo quase instintivo.

Já a São Paulo dos últimos meses adotou uma postura mais folclórica, cansada de ver-se com sacis sem membros. E tem dado certo. A postura de implantar ciclovia mesmo antes da reforma da via garantiu de forma imediata a segurança do usuário da bicicleta. Em vários lugares de São Paulo, o ciclista não precisa mais ter superpoderes para transitar sem que Boitatá o atente.

Já em Florianópolis e em Santa Catarina, a omissão de pessoas como os prefeitos Dário Berger (PMDB) e Cesar Souza Júnior (PSD) e os governadores Luís Henrique da Silveira (PMDB) e Raimundo Colombo (PSD) provocou mortes evitáveis. Foram bruxos superpoderosos imobilizados para sempre que pereceram. Não viraram pedras como na paisagem cênica de Itaguaçu. Foram tornados pó.

Mas o que Boitatá  não sabe é que quanto piores as obras feitas e quanto mais criminosas forem as omissões, mais sobrevida ganha a Massa Crítica! Se a existência desta é uma busca por direitos – em especial, o direito à vida -, mais vezes os mágicos pedalantes irão às ruas chamar a atenção para as forças ocultas e poderosas que dificultam o seu existir.

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Veja também:

6 Anos? Lá vou eu!

“Bici Bike Magrela” – Pequeno Cidadão

Vejam o clipe irado da música “Bici Bike Magrela”, da banda Pequeno Cidadão, feito pela Rachel Schein durante apresentação no Largo da Batata em 19 de setembro de 2014.

Saiba mais:

Vá de Bike! – Banda paulistana homenageia ciclovias com a música “Bici Bike Magrela”

“Bici Bike Magrela”

(Taciana Barros e Edgard Scandurra)

Bici Bike Magrela
Bici Bike Camelo
Você vai no seu carro
Aposto que eu chego primeiro

Cada dia que passa
Você está mais bonita
E o vento na cara
Nova faixa na avenida

Cada dia que passa
Você está mais divertida
Agora vou na banguela
Estou numa descida

São Paulo está diferente
Pedala olhando pra frente
São Paulo está mais contente
Pedala olhando pra frente

Charge – Carro vs Lar

charge - Mendes ND 2013-10-24 Carro vs lar
A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 24 de outubro de 2013. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja as últimas charges de Mendes neste site:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Semana do Trânsito

Charge – Lei Seca no Carnaval

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Nota de pesar: Jorge Carlos Schaeffer

pedaldesab2
“Raça medonha do pedal,
 
É com pesar que comunico o falecimento do nosso amigo e integrante do grupo Duas Rodas, Jorge Carlos Schaeffer (Carioca), por problemas de saúde, aos 64 anos, na última quinta-feira, doa 09/10, na sua cidade natal de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
 
Ultimamente, não vinha pedalando com o grupo. Seus pedais eram diurnos, mas nos acompanhou durante anos! Tinha como característica pedalar em marchas pesadas e ritmo forte. Com estilo próprio, de ciclista experiente e discreto, colaborou muito para com o grupo por sua amizade e bom humor. Sempre com bom papo e histórias de vida. Deixa saudades. Mas está em bom lugar, com certeza.Vá em paz, amigo!!
Obrigado pelos momentos de amizade e parceria. Fique com Deus.

Att,
Alexandre Souza”

Charge – Semana do Trânsito

charge - Mendes ND 2014-09-18

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 18 de setembro de 2014. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja também:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Charge – Semana Mundial Sem Carros

(Vídeo) Hitler contra ciclovias em São Paulo

Numa paródia do filme alemão “Der Untergang”, traduzido no Brasil como “A Queda: as últimas horas de Hitler”, o líder nazista mostra-se contrário às novas ciclovias implementadas em São Paulo pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), numa cômica demonstração dos mais estapafúrdios comentários utilizados pelas pessoas que, em nome do conforto e do comodismo, manifestam-se desfavoráveis à humanização da cidade e à boa convivência das pessoas nos espaços públicos.

O vídeo é de Rodrigo Ribeiro.

Artigo: Prefeitura de São Paulo e a relação do poder público com os ciclistas

Como foi citado em uma troca de mensagem a relação da Prefeitura de São Paulo com os ciclistas é importante fazer um esclarecimento sobre a história dos ciclistas em São Paulo:

A bicicleta é oficializada pela Prefeitura do Município de São Paulo pela primeira vez em um órgão específico no administração, a pedido de Werner Zulauf, Secretário de Verde e Meio Ambiente, que designa Gunter Bantel como coordenador do “Projeto Ciclista”.

Trabalhavam com ele Luís Fernando Calandriello e Ana Maria Hoffmann, e outras pessoas que, me perdoem, não me lembro quem. Ouvia-se que Maluf não se preocupava (?!?) com bicicleta. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. fizeram alguma pouca coisa e não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Celso Pitta: igual ao tempo Maluf: O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. Foi realizado muito pouco, a bicicleta continuou na mídia, mas não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Martha Suplicy (e Tatto Secretário): A pauta foi outra e praticamente nada se fez pela bicicleta. Quase esquecem da bicicleta no Plano Diretor, mesmo com Sérgio Luís Bianco, PT de carteirinha no bolso e uma das assinaturas do Programa de Governo de Marta, tentando abrir portas. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno.

Prefeitura com José Serra: Já nos primeiros dias é instituído o grupo interinstitucional para trabalhar o projeto conhecido como GEF / Banco Mundial, que pretendia colocar projetos piloto de bicicleta como modo de transporte e instrumento ambiental em locais de demanda já existente e população de baixa renda. Foi a primeira vez na história que várias secretarias, órgãos e sociedade civil sentavam a mesa para trabalhar pela bicicleta. SVMA, Secretaria de Transportes, Secretaria de Obras, Gabinete da Prefeitura de São Paulo, SP Trans, CET, CPTM, Metrô; mais ANTP, ONG Bike Brasil, ITDP, Escola de Bicicleta, Sérgio Luís Bianco, e quem mais quisesse participar das reuniões. Casa aberta. Foi um maravilhoso trabalho que não teve bom termino por conta de problemas burocráticos daqui, Brasil. Tivemos apresentações de consultores internacionais e outros eventos. Fora isto devesse reconhecer o trabalho de Walter Feldman e Eduardo Jorge, (além da Stela Goldenstein, gabinete), que empurram o que puderam a bicicleta. Não andou por conta da CET, ainda restritiva às bicicletas e aos problemas dos pedestres. Faço questão de dizer que dentro da CET a bicicleta teve muitos inimigos, mais ainda os desconfiados, e “amigos” que não foram assim tão amigos da bicicleta; e funcionários que não estavam ligados diretamente a questão da bicicleta, que por razões internas não puderam mostrar a cara (e ainda não podem) e foram realmente amigos da bicicleta. Outro ponto: A CET é quem tem a responsabilidade legal sobre o trânsito e é de lá que deve sair a assinatura de responsabilidade técnica sobre qualquer projeto (lei federal).

O número de ciclistas atuantes nesta época cresceu, mas ainda era muito pequeno.

Prefeitura com Kassab: enquanto o Secretariado (dois anos) foi o do Serra, que havia sido eleito Governador, a coisa foi relativamente bem. Quando o Kassab realmente assumiu a questão da bicicleta acabou restrita a Ciclo Faixa de Domingo. CET continuou emperrada.

Surge a Bicicletada** e começa aparecer uma garotada nova nas reuniões, mas a recepção na prefeitura de Kassab não é a mesma. Ele só mantém a bicicleta na pauta por que o marketing político assim diz.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (secretário Portella), do Governo do Estado, Serra, começou a fazer os bicicletários da CPTM, uns poucos do Metrô, e as ciclovias da Radial Leste e do rio Pinheiros.

Prefeitura atual, Haddad: os grupos de ciclistas estão muito maiores, organizados e maduros, o que facilita muito. A questão da bicicleta está muito mais encaminhada do que antes dentro das secretarias da própria Prefeitura. A CET, como um todo, aceita com mais facilidade a questão da bicicleta. A sociedade está mais preparada para a bicicleta. Tem muito mais ciclista circulando nas ruas em dias de semana. Enfim, a coisa está muito mais fácil de acontecer.

E o diálogo, em tempos de eleição, sempre é regado a cafezinho passado na hora. Lembrando que o Estado de São Paulo é bem interessante – eleitoralmente. Vamos ver depois.

São muito poucos os que realmente gostam da bicicleta. A maioria sabe que a bicicleta está na moda e que vale uma aposta política nela. Tem gente que a pouquíssimo tempo disse NÃO para os ciclistas e agora está pedalando. Tem gente que historicamente sacaneou com pedestres, pessoas com deficiência, ciclistas e outros alternativos,… e agora vai pedalar, diz que gosta de ciclista, bicicleta? OPS?!
Minha preocupação está no ser inocente útil. Muitos de vocês vão de boa fé e entusiasmo, sem levar em consideração o passado. Posso dizer que o passado não mente. O tempo diz tudo a todos.

Arturo Alcorta*

* Arturo Alcorta é ex-presidente da União de Ciclistas do Brasil e mantém o site Escola de Bicicleta

** N.E.: A Bicicletada surgiu em São Paulo em 2002. No artigo, o autor se refere à participação de ciclistas da Massa Crítica nas reuniões com o poder público.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2014

Julho chegou e passou.

Os gestores não fizeram (quase) nada. Uma rotina que cansa e não tem desculpa.

Apenas notícias requentadas surgiram, distantes de outras mais trágicas, que envolveram a perda de vidas humandas.

Em plena época eleitoral, não parece que os gestores fazer sequer questão de fingir se preocupar.

Por isso, simbora pedalar!

Confira o horário da Bicicletada na sua cidade e, se não existir ainda, crie uma!

Blumenau

Blumenau 2014-07-25

Brusque

Brusque 2014-07-25

Florianópolis

A tradicional Bicicletada Floripa vai se concentrar a partir das 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

:: Confirme sua participação pelo Facebook

Massas Críticas catarinenses – junho de 2014

Chega final de junho, trazendo consigo o ano pela metade. Um ano recortado, por sinal. Foi-se o Carnaval, permanece ainda a Copa do Mundo e, em breve, ter-se-ão as eleições que definirão os próximos quatro anos do país.

Pelo sul brasileiro, o Pacto por Santa Catarina esqueceu-se de procurar pelos ciclistas. Mas a sociedade reagiu e formou a Rede Vida no Trânsito. Em homenagem ao acompanhamento contínuo, foi aos ciclistas ofertado o direito de representar a sociedade civil na cerimônia de seu lançamento.

Mas esses atos de grande amplitude ainda escondem os interesses obscuros que pairam nas altas esferas do poder. O projeto que cria a Lei do Sistema Cicloviário Catarinense, tão debatido por diversos grupos, sumiu da Assembléia Legislativa desde novembro, diretamente do gabinete do líder parlamentar do governo. Além disso, ciclofaixas estão sendo construídas em rodovias onde, quando respeitam as leis, os motoristas correm a 80km horários.

Algumas cidades fecham, em dias, seus períodos de atrasos de promessas não cumpridas. Florianópolis deverá ser uma delas – a aguardar mais três dias para se confirmar. Apesar de anunciar – e até licitar – 6 novas ciclovias, a vontade política dúbia retirou R$500.000,00 de uma reivindicação de 17 anos para ser aplicado na construção de – pasmem – mais um elevado. Mais um estímulo ao uso do transporte individual e individualista, do qual poucos usufruem e cujos danos coletivos todos pagamos.

Continua a oferecer Santa Catarina, portanto, todos os requisitos para que as Bicicletadas continuem a existir. Confira abaixo se vai ocorrer na sua cidade e participe!

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