“Bici Bike Magrela” – Pequeno Cidadão

Vejam o clipe irado da música “Bici Bike Magrela”, da banda Pequeno Cidadão, feito pela Rachel Schein durante apresentação no Largo da Batata em 19 de setembro de 2014.

Saiba mais:

Vá de Bike! – Banda paulistana homenageia ciclovias com a música “Bici Bike Magrela”

“Bici Bike Magrela”

(Taciana Barros e Edgard Scandurra)

Bici Bike Magrela
Bici Bike Camelo
Você vai no seu carro
Aposto que eu chego primeiro

Cada dia que passa
Você está mais bonita
E o vento na cara
Nova faixa na avenida

Cada dia que passa
Você está mais divertida
Agora vou na banguela
Estou numa descida

São Paulo está diferente
Pedala olhando pra frente
São Paulo está mais contente
Pedala olhando pra frente

Charge – Carro vs Lar

charge - Mendes ND 2013-10-24 Carro vs lar
A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 24 de outubro de 2013. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja as últimas charges de Mendes neste site:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Semana do Trânsito

Charge – Lei Seca no Carnaval

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Nota de pesar: Jorge Carlos Schaeffer

pedaldesab2
“Raça medonha do pedal,
 
É com pesar que comunico o falecimento do nosso amigo e integrante do grupo Duas Rodas, Jorge Carlos Schaeffer (Carioca), por problemas de saúde, aos 64 anos, na última quinta-feira, doa 09/10, na sua cidade natal de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
 
Ultimamente, não vinha pedalando com o grupo. Seus pedais eram diurnos, mas nos acompanhou durante anos! Tinha como característica pedalar em marchas pesadas e ritmo forte. Com estilo próprio, de ciclista experiente e discreto, colaborou muito para com o grupo por sua amizade e bom humor. Sempre com bom papo e histórias de vida. Deixa saudades. Mas está em bom lugar, com certeza.Vá em paz, amigo!!
Obrigado pelos momentos de amizade e parceria. Fique com Deus.

Att,
Alexandre Souza”

Charge – Semana do Trânsito

charge - Mendes ND 2014-09-18

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 18 de setembro de 2014. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja também:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Charge – Semana Mundial Sem Carros

(Vídeo) Hitler contra ciclovias em São Paulo

Numa paródia do filme alemão “Der Untergang”, traduzido no Brasil como “A Queda: as últimas horas de Hitler”, o líder nazista mostra-se contrário às novas ciclovias implementadas em São Paulo pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), numa cômica demonstração dos mais estapafúrdios comentários utilizados pelas pessoas que, em nome do conforto e do comodismo, manifestam-se desfavoráveis à humanização da cidade e à boa convivência das pessoas nos espaços públicos.

O vídeo é de Rodrigo Ribeiro.

Artigo: Prefeitura de São Paulo e a relação do poder público com os ciclistas

Como foi citado em uma troca de mensagem a relação da Prefeitura de São Paulo com os ciclistas é importante fazer um esclarecimento sobre a história dos ciclistas em São Paulo:

A bicicleta é oficializada pela Prefeitura do Município de São Paulo pela primeira vez em um órgão específico no administração, a pedido de Werner Zulauf, Secretário de Verde e Meio Ambiente, que designa Gunter Bantel como coordenador do “Projeto Ciclista”.

Trabalhavam com ele Luís Fernando Calandriello e Ana Maria Hoffmann, e outras pessoas que, me perdoem, não me lembro quem. Ouvia-se que Maluf não se preocupava (?!?) com bicicleta. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. fizeram alguma pouca coisa e não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Celso Pitta: igual ao tempo Maluf: O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. Foi realizado muito pouco, a bicicleta continuou na mídia, mas não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Martha Suplicy (e Tatto Secretário): A pauta foi outra e praticamente nada se fez pela bicicleta. Quase esquecem da bicicleta no Plano Diretor, mesmo com Sérgio Luís Bianco, PT de carteirinha no bolso e uma das assinaturas do Programa de Governo de Marta, tentando abrir portas. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno.

Prefeitura com José Serra: Já nos primeiros dias é instituído o grupo interinstitucional para trabalhar o projeto conhecido como GEF / Banco Mundial, que pretendia colocar projetos piloto de bicicleta como modo de transporte e instrumento ambiental em locais de demanda já existente e população de baixa renda. Foi a primeira vez na história que várias secretarias, órgãos e sociedade civil sentavam a mesa para trabalhar pela bicicleta. SVMA, Secretaria de Transportes, Secretaria de Obras, Gabinete da Prefeitura de São Paulo, SP Trans, CET, CPTM, Metrô; mais ANTP, ONG Bike Brasil, ITDP, Escola de Bicicleta, Sérgio Luís Bianco, e quem mais quisesse participar das reuniões. Casa aberta. Foi um maravilhoso trabalho que não teve bom termino por conta de problemas burocráticos daqui, Brasil. Tivemos apresentações de consultores internacionais e outros eventos. Fora isto devesse reconhecer o trabalho de Walter Feldman e Eduardo Jorge, (além da Stela Goldenstein, gabinete), que empurram o que puderam a bicicleta. Não andou por conta da CET, ainda restritiva às bicicletas e aos problemas dos pedestres. Faço questão de dizer que dentro da CET a bicicleta teve muitos inimigos, mais ainda os desconfiados, e “amigos” que não foram assim tão amigos da bicicleta; e funcionários que não estavam ligados diretamente a questão da bicicleta, que por razões internas não puderam mostrar a cara (e ainda não podem) e foram realmente amigos da bicicleta. Outro ponto: A CET é quem tem a responsabilidade legal sobre o trânsito e é de lá que deve sair a assinatura de responsabilidade técnica sobre qualquer projeto (lei federal).

O número de ciclistas atuantes nesta época cresceu, mas ainda era muito pequeno.

Prefeitura com Kassab: enquanto o Secretariado (dois anos) foi o do Serra, que havia sido eleito Governador, a coisa foi relativamente bem. Quando o Kassab realmente assumiu a questão da bicicleta acabou restrita a Ciclo Faixa de Domingo. CET continuou emperrada.

Surge a Bicicletada** e começa aparecer uma garotada nova nas reuniões, mas a recepção na prefeitura de Kassab não é a mesma. Ele só mantém a bicicleta na pauta por que o marketing político assim diz.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (secretário Portella), do Governo do Estado, Serra, começou a fazer os bicicletários da CPTM, uns poucos do Metrô, e as ciclovias da Radial Leste e do rio Pinheiros.

Prefeitura atual, Haddad: os grupos de ciclistas estão muito maiores, organizados e maduros, o que facilita muito. A questão da bicicleta está muito mais encaminhada do que antes dentro das secretarias da própria Prefeitura. A CET, como um todo, aceita com mais facilidade a questão da bicicleta. A sociedade está mais preparada para a bicicleta. Tem muito mais ciclista circulando nas ruas em dias de semana. Enfim, a coisa está muito mais fácil de acontecer.

E o diálogo, em tempos de eleição, sempre é regado a cafezinho passado na hora. Lembrando que o Estado de São Paulo é bem interessante – eleitoralmente. Vamos ver depois.

São muito poucos os que realmente gostam da bicicleta. A maioria sabe que a bicicleta está na moda e que vale uma aposta política nela. Tem gente que a pouquíssimo tempo disse NÃO para os ciclistas e agora está pedalando. Tem gente que historicamente sacaneou com pedestres, pessoas com deficiência, ciclistas e outros alternativos,… e agora vai pedalar, diz que gosta de ciclista, bicicleta? OPS?!
Minha preocupação está no ser inocente útil. Muitos de vocês vão de boa fé e entusiasmo, sem levar em consideração o passado. Posso dizer que o passado não mente. O tempo diz tudo a todos.

Arturo Alcorta*

* Arturo Alcorta é ex-presidente da União de Ciclistas do Brasil e mantém o site Escola de Bicicleta

** N.E.: A Bicicletada surgiu em São Paulo em 2002. No artigo, o autor se refere à participação de ciclistas da Massa Crítica nas reuniões com o poder público.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2014

Julho chegou e passou.

Os gestores não fizeram (quase) nada. Uma rotina que cansa e não tem desculpa.

Apenas notícias requentadas surgiram, distantes de outras mais trágicas, que envolveram a perda de vidas humandas.

Em plena época eleitoral, não parece que os gestores fazer sequer questão de fingir se preocupar.

Por isso, simbora pedalar!

Confira o horário da Bicicletada na sua cidade e, se não existir ainda, crie uma!

Blumenau

Blumenau 2014-07-25

Brusque

Brusque 2014-07-25

Florianópolis

A tradicional Bicicletada Floripa vai se concentrar a partir das 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

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Massas Críticas catarinenses – junho de 2014

Chega final de junho, trazendo consigo o ano pela metade. Um ano recortado, por sinal. Foi-se o Carnaval, permanece ainda a Copa do Mundo e, em breve, ter-se-ão as eleições que definirão os próximos quatro anos do país.

Pelo sul brasileiro, o Pacto por Santa Catarina esqueceu-se de procurar pelos ciclistas. Mas a sociedade reagiu e formou a Rede Vida no Trânsito. Em homenagem ao acompanhamento contínuo, foi aos ciclistas ofertado o direito de representar a sociedade civil na cerimônia de seu lançamento.

Mas esses atos de grande amplitude ainda escondem os interesses obscuros que pairam nas altas esferas do poder. O projeto que cria a Lei do Sistema Cicloviário Catarinense, tão debatido por diversos grupos, sumiu da Assembléia Legislativa desde novembro, diretamente do gabinete do líder parlamentar do governo. Além disso, ciclofaixas estão sendo construídas em rodovias onde, quando respeitam as leis, os motoristas correm a 80km horários.

Algumas cidades fecham, em dias, seus períodos de atrasos de promessas não cumpridas. Florianópolis deverá ser uma delas – a aguardar mais três dias para se confirmar. Apesar de anunciar – e até licitar – 6 novas ciclovias, a vontade política dúbia retirou R$500.000,00 de uma reivindicação de 17 anos para ser aplicado na construção de – pasmem – mais um elevado. Mais um estímulo ao uso do transporte individual e individualista, do qual poucos usufruem e cujos danos coletivos todos pagamos.

Continua a oferecer Santa Catarina, portanto, todos os requisitos para que as Bicicletadas continuem a existir. Confira abaixo se vai ocorrer na sua cidade e participe!

Continuee lendo…

Torcedor vem de bicicleta do México para assistir a sua sétima Copa

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza Aguiar, de 48 anos, é sul-matogrossense e faz shows pelo mundo em cima da bicicleta

Do alto de uma bicicleta de 3,3m, Elias de Souza Aguiar, brasileiro de Corumbá fala em espanhol a frase “Pátria não é onde nasce, mas o que sente no coração” na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, em frente ao hotel da seleção mexicana, neste domingo. Ele veste a camisa verde do país que escolheu para chamar de pátria em 1986. E conta como chegou até sua sétima Copa do Mundo.

Ele tinha 14 anos quando começou a produzir bicicletas “malucas”. Não tinha dinheiro para ter carro. O jeito era ter bicicleta”. Com uma de suas invenções deixou o Brasil para viajar ao México onde for torcer pela seleção brasileira. Foram 12 mil quilômetros percorridos. No país que viria a ser adotado por ele, conheceu a mulher que viria a ser esposa.

“A convidei para subir na bicicleta. Ela caiu, quebrou a perna, e cuidei dela por duas semanas. Foi amor à primeira queda”, brincou. Com ela viajou à Copa da Itália para torcer pelo Brasil (o México não se classificou) e na Itália “fabricou” Elias, o filho de 23 anos que o acompanha nas suas viagens. Há quatro anos se separou. “Ela se cansou de viajar. Eu não”. Hoje ele viaja fazendo números circenses.

Cercado de torcedores mexicanos, ele se destaca. Não era para menos com sua bicicleta. “Venho para minha sétima Copa do Mundo. Vim torcer pelo México, meu país”. Desde 1986 só não foi ao Japão, em 2002. Na viagem ao Brasil, que começou em fevereiro de 2013, percorreu 2,5 mil quilômetros até o Panamá escoltado pelo filho em uma caminhonete. Lá teve de mudar os planos. “A aduana apreendeu tudo que uso nos meus shows. Não deixou eu passar. Então viemos só com a bicicleta de avião até Recife. Mas vamos pegar de volta”.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias e o filho chegaram a Recife a tempo de assistir ao primeiro jogo do México em Natal, sexta-feira. Depois foram a Fortaleza, mas não sabem se conseguirão ver o jogo no Castelão. Não conseguiram ingressos ainda. Depois voltam a Recife para a partida contra a Croácia, dia 23.

O brasileiro-mexicano sustenta sua viagem vendendo pulseiras artesanais a R$ 2. Produziu 20 mil para vir ao Brasil e vendeu, de acordo com suas contas, 8 mil até agora. “É uma ajuda. Nos shows ganhamos um pouquinho mais. Mas sempre contamos com nossos fãs”, conta.

Depois de voltar ao Panamá, onde pretendem pegar de voltar a caminhonete e outras parafernálias de seu show, vendido no facebook como “Super Bike: Show de Bicicletas Más Grandes del Mundo”, a intenção é voltar ao Brasil para ficar um tempo. O destino é Matelândia, no interior do Paraná, onde Elias tem parentes. Fará seus shows pelo interior do Brasil. “Mas sempre com o México no coração”.

Bruno Winckler

Fonte:  Texto originalmente publicado no portal IG, em 15 de junho de 2014, às 13h59.

Saiba Mais:

O Globo – Em sua sétima Copa, torcedor faz de bicicleta gigante o seu ganha-pão: a reportagem de Rubem Berta, o mesmo autor da foto no início desta postagem, aborda como o brasileiro tem conseguido se manter na estrada por 1,5 ano, além dos seus planos para os próximos anos.

ESPN – Bicicleta gigante, muita festa e jogadores na janela dos quartos: México chega a Fortaleza: a matéria de Igor Resende.

Veja também:

Em 2010, Elias foi também destaque em matérias da imprensa brasileira. Confira abaixo a nota publicada no Globo Esporte em 15 de junho de 2010.

Na sua sexta Copa, brasileiro desfila de bicicleta por Joanesburgo

Sem hotel, Elias Aguiar dorme de favor e passa frio nos postos de gasolina

Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte.

O brasileiro Elias de Souza Aguiar, de 44 anos, desfila diariamente por Joanesburgo com uma bicicleta especial que ele mesmo construiu. Paulista da cidade de Lins, o torcedor mora no México e está na sua sexta Copa do Mundo. Elias não tem reserva de hotel na cidade e dorme de favor em postos de combustível, sofrendo com frio da madrugada. Ele viajou de avião do México até a África do Sul, com a bicicleta desmontada, fazendo uma escala na Alemanha (Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte).

 

Moradores do Carianos terão atividades em local de futura praça

Florianopolis 2014-06-21 OcupAPraca Carianos

Acontece neste sábado, a partir das 9h da manhã, uma sequência de atividades para a primeira edição do OcupAPraça, no bairro do Carianos, em Florianópolis. Estão previstos jogos de vôlei e atividades para crianças, como piscinas de bolinhas e cama elástica, na área onde os moradores reivindicam há anos a implantação de uma praça, na Av. Dep. Diomício Freitas, na altura da lombada eletrônica.

Além disso, haverá também atividades de educação e ensino a quem quiser aprender a andar de bicicleta ou a se portar em meio ao trânsito sobre as duas rodas.

O OcupAPraça está sendo organizado pela Associação de Moradores e Amigos do Carianos (AMOCAR) e pela Associação dos Moradores Recreio Santos Dumont (AMOSAD/Cuidando do Carianos). Segundo Maikon Costa, presidente da AMOCAR,  “a futura praça do Carianos será o local ideal práticas esporte e atividades físicas, proporcionando aos moradores saúde e lazer, além de segunça comunitária já que terão a oportunidade de se conhecerem com mais intensidade e compartilhar experiências. Um local para onde as pessoas vão convergir”.

Assista abaixo matéria veiculada no quadro “Ação e Reação” do programa “SBT Meio Dia”, do SBT Santa Catarina, em 13 de abril de 2011.

Massas Críticas catarinenses

Maio de 2014. Quase um ano e meio após os prefeitos assumirem e 3,5 anos de os catarinenses terem um novo governador, em que pese o início de obras cicloviárias, o mês foi mais de discórdias do que de casamentos.

Com prazo de término para a época das eleições, teve início, enfim, a ciclovia na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis. Após mais de dois anos dificultando a vida dos estudantes das escolas da região, uma obra que deveria ter sido feita até junho de 2012 enfim há de começar. Uma vitória da sociedade? Nem tanto. Além da demora, a largura de 3m onde não haverá postes e pontos de ônibus colocará em conflito pedestres e ciclistas. É um avanço, sem dúvida. Tímido e sem resolução de pontos de conflitos, mas um avanço.

Como tem se tornado constante, maio também foi um mês de perdas. Constância essa que não se fez sentir nos movimentos de bastidores para mudar e melhorar a situação cicloviária catarinense.

Muito pelo contrário. Na capital, o prefeito vetou projeto de lei que extendia para locais de ensino, cultura, lazer e estacionamentos a necessidade de possuir paraciclos ou bicicletários. E seu braço direito, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) foi categórico ao dizer:

- As pessoas falam muito da ditadura do automóvel, mas existe também a ditadura da ciclovia, que oprime o pedestre!

Uma fala absurda para momentos de inação tanto para os pedestres quanto para os ciclistas. Ignorando as próprias comissões do IPUF, como a Pró-Bici e o Floripa Acessível, e o histórico da ViaCiclo e da própria Bicicletada Floripa, que sempre lutaram por melhorias para pedestres e para o transporte coletivo – exemplos clássicos constam com a Vidal Ramos e a R. Ver. Osni Ortiga. Talvez o secretário baseie-se na SC-405, que teve seu projeto denunciado reiteradamente, inclusive em instâncias jurídicas, pelos ciclistas.

Se na cidade algumas obras devem sair com infraestrutura cicloviária – inferior – , como na Av. Gov. Ivo Silveira, na própria R. Ver. Osni Ortiga e da R Dep. Antônio Edu Vieira, a própria prefeitura prejudica tanto pedestres quanto ciclistas na R. Padre Rohr, em Santo Antônio de Lisboa… e simplesmente ignora a implementação de uma cicloestrutura em plena Av. das Rendeiras, no coração da Lagoa da Conceição. Sem estudos numéricos de tráfico minimamente decentes, a opção foi pela manutenção de estacionamentos para o veículo particular. Um soco no estômago do planejamento cicloviário municipal, que previa há mais de dez anos a passagem de uma ciclovia por uma das mais cênicas paisagens ilhoas.

Sabendo que desde que assumiu, o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) ainda não construiu nem 10km de infraetrutura cicloviária decente e adequada percebe-se que vai ser muito difícil que ele cumpra, até o próximo mês, os 40km prometidos em 18 meses durante sua campanha eleitoral e sabatina. E o que deixa os ciclistas ainda mais nervosos é que parece cada vez mais distante que essa cifra seja atingida…

Mas é por isso, afinal, que existem as Bicicletadas!

Confira se vai haver na sua cidade e participe!

Blumenau

Saída da Prefeitura da Blumenau, na Praça Victor Konder, às 18h30.

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Brusque

Brusque 2014-05-30

Ao final da Bicicletada, palestra com Thiago Fantinatti, autor do livro “Trilhando Sonhos”, na Praça da Cidadania – Fundação Cultural.

Brusque 2014-05-30 Trilhando Sonhos

Chapecó

Chapeco geral v2

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Florianópolis

Florianopolis 2014-05-30Arte: Flora Neves

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Massas Críticas catarinenses

Março chegou com um alvoroço carnavalesco. Sem pudor, mas temendo por sua vida, os ciclistas pedalaram pelados, mostrando as fragilidades de seus corpos às pessoas e pedindo proteção. As autoridades olharam e viram passar. E só.

Atitudes de omissão como essas é que alimentam a permanências das Massas Críticas em Santa Catarina. A depender das autoridades muitas delas ainda vão ocorrer em território barriga-verde.

Nota: prefeito da Capital, Cesar Souza Júnior (PSD) anunciou um Plano de Metas para 2014, que engloba a construção de 20km de ciclovias e ampliação das ciclofaixas de lazer na cidade. Só faltou contar que não realocou recursos para isso. No ano de 2013, as metas eram mais ousadas: 30km até o final do ano. Cerca de 10% disso foi construído, no bairro da Tapera. Pouco mais de 8km estão em fases de projetos na Caieira da Barra do Sul e José Mendes e o trecho da R. Ver. Osni Ortiga teve sua fase 2 lançada, sem a conclusão do aterro na Lagoa da Conceição da fase 1.

Com essa meta de 20km, a prefeitura praticamente detona o Termo de Compromisso com os Ciclistas, firmado às vésperas das Eleições de 2012. O acordado com os cidadãos era a conclusão de 40km de pistas cicláveis decentes até o final de junho de 2014. Os méritos dessa desconquista são compartilhados também com o superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, arquiteto Dalmo Vieira Filho.

Enquanto isso, perdemos ciclistas no Estado, com destaque para o garoto João Vitor, atropelado por um motorista bêbado no Travessão do Rio Vermelho, numa via em que os habitantes pedem ciclovia desde 2009.

Blumenau

Blumenau 2014-03-28Arte: Yasna Muñoz Catalán

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Brusque

Brusque 2014-03-28

Florianópolis

Florianopolis 2014-03=28

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Anotações do Fórum Mundial da Bicicleta 2014

Após vários pedidos de compartilhamento de informação derivado de nossas anotações das palestras do Fórum Mundial da Bicicleta, cuja terceira edição ocorreu em fevereiro deste ano em Curitiba, digitalizamos as anotações do nosso editor para quem quiser relembrar, saber sobre apresentações que não pôde estar presente ou simplesmente ter um gostinho de como foi um dos melhores encontros do ciclismo urbano e cicloativismo que aconteceu em território brasileiro.

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(Veja em PDF)

Poesia – Bicicleta Fantasma

“Esta poesia é dedicada a todos os ciclistas mortos por atropelamento nesse país e, em especial, ao nosso companheiro ciclístico Egon Koerner Júnior, que falecei atropelado por um motorista bêbado quando participava de uma prova de superação – Audax na cidade de Curitiba.” 

BICICLETA FANTASMA

Cabisbaixa às margens da estrada, subjugada, punida, ignorada, batida pelo tempo.
Sou bicicleta fantasma, minha morte faz te lembrar
Que hoje sou bicicleta sem alma; muitas outras eu tento salvar.
Dividida, atônita, aturdida, pressa ao teu passado; sofro só de vê-los passar sem um corpo a me pedalar.
Sou bicicleta branca, fantasma, sabe lá o nome que querem me dar,
Sou calada, amordaçada, indefesa e não posso falar.

Sou bicicleta sem alma, minha morte faz te lembrar
Ninguém sabe agora és morta.
Nem disso eu posso falar.
Amordaçam minhas rodas, não posso gritar.
Entre amarras e presilhas, meu corpo minhas rodas estão livres mas não posso tu levar.
Sou bicicleta morta, o significado de estar morta só eu posso lhes mostrar.

Sou uma velha, desprezada, reciclada, remontada sabe lá, o nome que querem me dar,
Mas sou bicicleta morta e da morte te fazer lembrar.
Sou menina, sou menino, não importa! Sou simplesmente bicicleta morta.

Fui roubada, ultrajada para outro me usar, mas sou bicicleta morta e pro meu lugar devo voltar.
Vejo amigos, vejo estranhos, vejo a vida me rondar.
Vejo as lágrimas da amada que se curva a chorar.
Vejo luas, tempestades, vejo o inverno passar.
Vejo flores de saudades, lembranças a me acalentar.
Represento vida e morte daqueles que vejo passar.

Sou bicicleta morta, e morta estou,
Sou bicicleta branca, e branca estou,
Sou fantasma sem alma, sabe lá o nome que ainda terei
Fantasma sem alma; morta está… e branca me tornei.
Tu que me fizeste fantasma, branca sem alma, de ti sempre lembrarei.

Nicolau Marques Júnior
[Florianópolis, 2014]

Pedalada Pelada mostra que Florianópolis ainda está longe de atender às demandas dos ciclistas

Florianopolis 2014-03-08 WNBR v0

A terceira edição florianópolitana do World Naked Bike Ride, ou Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupa, conhecido no Brasil como Pedalada Pelada ou Peladada, deverá acontecer na tarde deste sábado, 8 de março. A concentração para pintura dos corpos começará às 15h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi, com saída para pedalar às 19h.

A capital catarinense não será a única cidade brasileira a ter a sua edição no WNBR. Ainda hoje, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre irão se juntar a outras 30 cidades do mundo nas comemorações e provocações da data do WNBR para o Hemisfério Sul. São Paulo deve realizar a sua sétima edição no sábado que vem, dia 15.

Muito distante de fazer uma apologia ao sexo, o lema da Pedalada Pelada é “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. A nudez é a representação da fragilidade do corpo humano e passa uma mensagem clara: o ciclista é um componente bastante frágil no trânsito. Desmunido de air bags ou uma carroça metálica ao seu redor, o pedalante conta com muito pouco para se defender num país no qual, anualmente, mais de 50.000 pessoas morrem devido a “acidentes” nas ruas e rodovias.

A repetição dos mesmos motes, ano trás ano, parece pouco ter mudado (ainda) na vida do ciclista cotidiano em Florianópolis, demonstrando a inação e omissão também do poder público. Isso é relevante quando se relembra que este evento tem a proposta difusa de conscientização dos demais componentes do trânsito.

Se o respeito por parte dos motoristas parece estar aumentando ao longo dos últimos anos, parece ter sido mais obra dos próprios ciclistas e suas ações de rua do que de uma campanha de conscientização propriamente feita pelos órgãos do poder executivo. São os ciclistas que estão à frente também das campanhas com motoristas das empresas de ônibus. Tomaram a frente num vácuo inaceitável deixado pelos gestores após uma morte de ciclista por um coletivo e o surgimento de diversos relatos correlatos.

Em pleno Dia Internacional da Mulher, o que os ciclistas querem é uma pauta comum com o movimento feminista: fugir da opressão e se mostrarem como iguais. Neste caso, mostrarem o tamanho da desigualdade que se apresenta nas ruas, mas também o tamanho da desigualdade na hora dos gestores priorizarem obras. Avenida das Rendeiras, SC-401, SC-403, SC-405, Av. Paulo Fontes, R. Padre Rohr, Elevado do Rio Tavares, Elevado de Capoeiras, Elevado do Rita Maria, Elevado do Trevo da Seta e até mesmo a ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga: todas são obras, conclusas, em andamento ou em projeto, na qual o ciclista e o pedalar foram desconsiderados em seus deslocamentos. Isso inclui até mesmo esta última, ciclovia da Lagoa da Conceição, cujo material impossibilitará a circulação adequada de patins, skates e patinentes e ainda, segundo informações de arquitetos apresentadas durante o Fórum Mundial da Bicicleta, prejudicar o coração do ciclista que por ela trafegar! Até uma obra de beleza cênica e voltada para o ciclista não foi pensada para a circulação sobre bicicleta.

Assim, deverão existir muitas outras edições da Pedalada Pelada para que os ciclistas possam fazer no WNBR um evento mais festivo e menos reivindicativo.

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