Bicicletada na Lagoa da Conceição para inspirar as crianças

9 Novembro 2009

Neste sábado irá ocorrer mais uma edição da Bicicletada da Lagoa da Conceição. Como ocorre desde abril deste ano, a Massa Crítica irá se concentrar a partir das 14h30min na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na Rua Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa, próximo à bifurcação com o Canto da Lagoa. O pedal lúdico-educativo sairá às 15h em percurso em ritmo leve pelas ruas do bairro. A Bicicletada ocorrerá independente das condições climáticas.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-11-14

Esta Bicicletada apresentará um diferencial: devem ser apresentadas as regras para o concurso de desenho do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Este concurso será voltado às crianças, que deverão expressar algo na linha de como a ciclovia vai beneficiar o bairro, qual a sua importância na vida das pessoas  e da comunidade e como ela pode contribuir para a sustentabilidade. O vencedor irá ganhar uma bicicleta Caloi Houston full suspension nova, que provavelmente será entregue durante a Bicicletada da Lagoa de dezembro.

Saiba mais:

Relato da Bicicletada da Lagoa de outubro – Por Daniel Costa


Bicicletas antigas em exposição em São Paulo

8 Novembro 2009

Passei estes dias pela exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, que está em cartaz em São Paulo, no antigo prédio dos Correios (Av. São João s/nº, próximo à estação São Bento do Metrô), até dia 13 de novembro, das 9h às 17h.

Como o próprio título explica, estão à mostra dez modelos de bicicletas e biciclos. O mais antigo é uma réplica de celerífero. Idealizado em 1790, não era propriamente uma bicicleta. Não tinha pedais e as pessoas tinham que colocar o pé no solo a todo momento para fazê-lo andar.

O celerífero, de 1790, idealizado pelo Conde Sivrac, consistia em duas rodas unidas por uma ponte de madeira.

O biciclo inglês, que já apareceu em diversos desenhos antigos, também está lá na mostra. Com uma roda dianteira extremamente grande, provocou diversos acidentes sérios, apesar de ser um modelo bem popular.

Biciclo inglês, de 1870, foi o primeiro veículo em que se podia de fato pedalar.

As demais oito bicicletas em exposição são da Caloi. Apresentam desde a Caloi Special Preta, o primeiro modelo totalmente brasileiro, fabricado em 1945, ao final da II Guerra Mundial, até  a Caloi Cross e a Fórmula C3, passando pela Fiorentina, 3 Marchas, Campeoníssima e as famosas Caloi 10 e Eddy Merckx.

Caloi Fiorentina, o primeiro modelo de bicicleta aro 26. Atrás dela, Caloi Special Preta, a primeira bicicleta 100% nacional.

Caloi Eddy Merckx, a bicicleta que mais me fascinou na exposição, era voltada ao ciclismo de velocidade. Eddy Merckx e Lance Armstrong já pedalaram uma.

Percebe-se a evolução das marchas, do câmbio, das rodas (da madeira ao pneumático), dos materiais empregados, das soldas (infelizmente não muito bem trabalhadas nos modelos mais recentes).

A Caloi Cross Extra Light, bicicleta voltada ao BMX, tinha soldas pouco trabalhadas.

Na mostra, encontra-se também uma exposição filatélica, com selos sobre bicicleta da coleção de Ney Jorge.

Mostra filatélica acompanha a exposição de bicicletas.

Mais fotos aqui.

Enfim, valeu a pena ter dado uma passada por lá. E antes que eu me esqueça, uma informação importante: a entrada é gratuita!

PS: não há bicicletário ou paraciclo no prédio dos Correios. A quem for de bicicleta, recomendo deixar no bicicletário do UseBike no Metrô Anhangabaú.

Fabiano Faga Pacheco


Joinville fechará avenida para atividades de lazer

7 Novembro 2009

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 06 de novembro de 2009 (pág. 12). Você pode ler a matérias no site do periódico aqui.

logo - A Notícia

Um pedaço de rua para o lazer

AN 2009-11-06 fig.1 - ccapa

LAZER

Um convite ao lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

A avenida Hermann August Lepper, a beira-rio, no Centro de Joinville, vai virar um espaço de lazer e esportes a partir deste domingo. Um projeto que envolve desde secretarias municipais até associações e empresas esportivas quer levar adeptos de caminhadas e corridas, ciclistas, skatistas ou apenas joinvilenses dispostos a conviver e se divertir por um dia à sombra das figueiras, às margens do rio Cachoeira.

O projeto se chama “Joinville em Movimento” e está sendo divulgado em cartazes pendurados em postes da própria Hermann August Lepper. A primeira experiência, neste domingo, vai servir como piloto. O sonho, no futuro, é transformar a beira-rio numa espécie de Times Square – a rua mais famosa de Nova York – joinvilense.

Os idealizadores aproveitaram a Corrida Rústica de Joinville, que larga do mesmo local, no domingo, para dar início ao projeto. Nesta primeira edição do Joinville em Movimento, o trânsito será interditado num trecho de 1,5 km entre a ponte no cruzamento da Hermann August Lepper com a Dona Francisca até a ligação com a outra beira-rio, a José Vieira. Agentes da Conurb vão orientar os motoristas.

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

Cerca de 60 funcionários da Fundação Municipal de Esportes, Lazer e Eventos (Felej) e pessoas da Associação de Corredores de Rua (Corville) darão dicas para quem quiser caminhar, andar de bicicleta ou praticar outros esportes no trecho.

O projeto irá ocorrer aos domingos e feriados, sempre das 7 às 13 horas, até o fim de semana antes do Natal. Por enquanto, não haverá infraestrutura montada no local. A rua será fechada apenas. Em janeiro, a proposta deve ser retomada. O horário foi escolhido por ter movimento reduzido de carros.

Futuramente, a ideia é levar outras iniciativas para a beira-rio como exposições artísticas, feiras de artesanato, de livros usados, espaços para relaxamento, dicas e atendimentos de saúde, brincadeiras, quadras para esportes de rua, obstáculos para esportes radicais (skates e bikes), por exemplo. Se a iniciativa ganhar adeptos, o objetivo é fechar os 5,3 km das duas beira-rios, desde a avenida Procópio Gomes até a rótula da José Vieira aos domingos e feriados.

A iniciativa atende a um dos itens do plano de governo atual, de fechar ruas para a prática de esportes e lazer. Além de Felej e Corville, o projeto envolve Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura, Secretaria Regional do Centro, 42K Assessoria Esportiva, Companhia da Corrida e outros parceiros. A falta de um parque para a cidade e de mais áreas para lazer e esportes está entre as razões da iniciativa, segundo os próprios idealizadores.

Rogério Kreidlow

AN 2009-11-06 - Projeto Joinville em Movimento(veja em .pdf)

Saiba mais:

Por mais áreas para o lazer, verde e vida – Opinião da jornalista Raquel Schiavini sobre o assunto.

Veja também:

Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias – Outrora conhecida como “cidade das bicicletas”, o município catarinense ainda possui poucas infraestruturas adequadas aos ciclistas urbanos.


Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias

6 Novembro 2009

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 05 de novembro de 2009 (pág. 10). Você pode ver as matérias no site do periódico nos links: {1} {2} {3} {4}.

logo - A Notícia

Pedaladas de alto risco

Foto: Rogerio Silva

CICLOVIAS

Projeto tem. Falta é dinheiro

Para quem usa a bicicleta como principal meio de transporte em Joinville, atravessar a cidade é um desafio. Não há ciclovias em ruas que ligam a zona Sul à zona Norte, como as avenidas Procópio Gomes, Santos Dumont e a rua Florianópolis, situação que obriga os ciclistas a disputar espaço com os automóveis.

Observando este problema, o leitor Alexandre de Oliveira questionou se existe previsão para a construção de ciclovias nessas ruas. “A Notícia” buscou respostas e constatou que, mesmo nos casos em que o projeto já foi elaborado pelo Instituto de Planejamento e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), os recursos ainda não estão garantidos, não há previsão para o começo das obras e até a Copa e as Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil, podem ser um empecilho.

O projeto do Eixo Norte-Sul, também conhecido como binário Procópio Gomes-Urussanga, já foi encaminhado para o Ministério das Cidades, que está reavaliando as propostas pois pretende priorizar as cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E ainda não há previsão para a avenida Procópio Gomes ganhar ciclofaixa e faixas exclusivas para ônibus, conforme prevê o projeto.

Para a avenida Santos Dumont, também há projeto para dar continuidade à ciclovia, que já existe no trecho do novo trevo de acesso às universidades. Porém, segundo o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante, é necessário aguardar a liberação de recursos para a obra, que requer desapropriações.

Já a rua Florianópolis é a que está mais distante da sonhada ciclovia.

— Não há projeto, mas já existe uma diretriz que estipula que as próximas intervenções na via serão acompanhadas da construção de uma faixa para ciclistas e construção de calçadas seguras —, afirma Constante.

Está longe da meta de 180 km em 4 anos

A Cidade das Bicicletas ainda está longe de fazer jus ao título quando o assunto é infraestrutura. Estima-se que em Joinville exista uma bicicleta para cada dois dos 500 mil habitantes, por isso a intenção do Ippuj em 2010 é duplicar o número de ciclovias (vias exclusivas para bicicletas, separada da rua e da calçada) e ciclofaixas (faixa para bicicletas isolada apenas pela sinalização) em bom estado, que hoje foram uma rede com 71 km. Para isso, está prevista a construção e reforma de outros 70 km de faixas para os ciclistas, contempladas em grande projetos como o dos parques da cidade, a ser realizado com recursos do Fonplata.

— No total, está prevista a construção de 21 km de novas ciclovias e outros 12 km de ciclofaixas que já existem serão reformados —, explica o diretor executivo do Ippuj, Vladmir Constante.

O objetivo é interligar os parques da cidade com as faixas exclusivas para bicicletas, formando um circuito entre essas áreas de lazer.

Na avenida Santos Dumont, ciclistas dividem espaço com os veículos.

Na avenida Santos Dumont, ciclistas dividem espaço com os veículos.

As ruas Rui Barbosa, Piratuba, Marquês de Olinda e Tenente Antônio João estão entre as que ganharão mais ciclovias, completando os trechos que já possuem faixas para os ciclistas. Já Beira-rio, Baltazar Buschle e Helmuth Fallgater terão as ciclovias reformadas. E existe ainda um projeto de implantar uma ciclovia entre a Estação Ferrovária e a Arena Joinville, ao longo do ramal ferroviário que hoje corta a cidade e será desativado após a conclusão das obras do contorno ferroviário.

Além disso, também já existem projetos no Ippuj para a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas ruas 15 de Novembro (em trecho da Blumenau ao terminal, no Centro, e também no Vila Nova), Almirante Jaceguay, rua dos Suíços, Miguel Castanheira, Tuiuti e Júpter, obras a serem realizadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Se as obras em 2010 seguirem o ritmo deste ano, os projetos não sairão do papel e o prefeito Carlito Merss estará ainda mais distante da meta que traçou, de construir 180 km de faixas para as bicicletas em quatro anos. Isso porque de fevereiro para cá, foram construídos apenas 4 km de novas ciclovias e ciclofaixas. Outros 4 km de ciclovias e ciclofaixas na rua 15 de Outubro, no Rio Bonito, em Pirabeiraba, devem ser finalizados ainda em 2009.

— A secretaria regional já iniciou as obras no acostamento para a pavimentação e implantação de 2,5 km de ciclovias e outros 1,5 km de ciclofaixas —, informa Constante.

Do nada a lugar nenhum

OPINIÃO AMANDA MIRANDA, REPÓRTER DE GERAL

Eu queria ser mais ciclista do que efetivamente sou, mas mergulhar no trânsito caótico de Joinville é um risco que não pretendo assumir. Sem ciclovia, não há segurança. Mesmo os ciclistas mais responsáveis, equipados com capacete, lanterna e espelho, são peças frágeis no meio de tantos carros, ônibus e caminhões.

Quando fiz o teste do ciclista em Joinville, percebi na pele o quanto é urgente – e aparentemente simples – a resolução desse problema. Mas não adianta pensar de forma isolada: hoje, as ciclovias e ciclofaixas começam do nada e terminam em lugar algum.

É preciso que nossos urbanistas projetem malhas cicloviárias, para que os usuários da “zica” consigam fazer seu trajeto de forma 100% segura, sem quebras e sem riscos. Só depois disso poderemos usar com direito o slogan de cidade das bicicletas.

Veja também:

Mais ciclovias em Blumenau
Novas ciclovias em Florianópolis


Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

2 Novembro 2009

charge - Zé Dassilva - DC 2009-11-02 - William de bicicleta

A charge acima foi publicada no Diário Catarinense, na edição de segunda-feira, 2 de novembro de 2009. A autoria dela é de Zé Dassilva. Ela pode ser vista também através deste link.

Com um golaço de bicicleta, o atacante William selou a permanência do Avaí na série A do campeonato brasileiro de futebol.

No dia seguinte, foi pedalar.

Ontem foi dia de descontração do herói William, que passeou de bicicleta para curtir um pouco mais seu gol não só cheio de estilo, mas decisivo para o Avaí. Foto: Diário Catarinense.

Ontem foi dia de descontração do herói William, que passeou de bicicleta para curtir um pouco mais seu gol não só cheio de estilo, mas decisivo para o Avaí. Foto: Diário Catarinense.

Como diriam os manézinhos, esse Avaí faz “côsa”. Para melhorar – e aumentar o misticismo que ronda a Ilha da Magia -, o golaço de bicicleta veio em boa hora a um dos poucos clubes cujo estádio tem bicicletário, inaugurado no começo deste Brasileirão.

Saiba mais:

Bicicletário do Avaí Inaugurado – Matéria do Avaí de Bike sobre a inauguração do bicicletário da Ressacada.
De bicicleta ao estádio? O goleiro do Avaí dá o exemplo! – Reportagem do Diário Catarinense sobre o goleiro Eduardo Martini, que volta e meia vai aos treinos pedalando. Há também uma reportagem semelhante no Infoesporte.

Veja também:

Charge – Não chegue antes na escola, filho!
Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando


UFSC terá oficina de bicicleta nesta terça

1 Novembro 2009

A oficina de conserto de bicicletas deve acontecer nos arredores do Centro Acadêmico da Biologia (CABio) da Universidade Federal de Santa Catarina e fará parte da programação da Espícula – Espaço de Cultura e Arte da Biologia a partir das 20h30min do dia 3 de novembro. O CABio fica em frente à sala  508 do CCB velho, situado próximo ao Colégio de Aplicação.

A programação completa da Espícula pode ser visualizada abaixo.

Espícula+divulgação


Bicicletada de Dia das Bruxas

29 Outubro 2009

As bruxas estarão à solta na Bicicletada Floripa deste mês. E não será por menos! Às vésperas do Halloween e do Dia do Saci (por que será que todos se esquecem do Dia do Saci???), ciclistas estarão novamente reunidos em atividades em prol da mobilidade humana na capital catarinense. A concentração da Bicicletada começará a partir das 18h, em frente à Concha Acústica e ao CCE/Básico da UFSC, e o pedal lúdico-educativo, às 19h. O ritmo da pedalada será leve, respeitando o fôlego e os limites físicos de todos. Afinal de contas, não queremos esbarrar em seres míticos que alimentam o fantástico no imaginário popular ou sofrer alguma pegadinha do capixaba de uma perna só!

Chame seus amigos, traga seus apitos, balões, enfeite sua magrela e venha participar! De preferência, compareça fantasiado! Divirta-se nesta comemoração dos 7 anos da Bicicletada em Florianópolis!

Floripa 2009-10-30

Saiba mais:

6 anos? Lá vou eu! – Relato da Bicicletada Floripa do Dia das Bruxas do ano passado.


Pedalar para o trabalho fortalece o coração

27 Outubro 2009

O hábito de ir de bicicleta ao trabalho ajuda a previnir problemas cardiovasculares, apontou  o trabalho de conclusão de curso intitulado “Comparação da modulação autonômica cardíaca entre indivíduos sedentários e ciclistas”, de Henrique Machert Pereira Bruno e Hidalina Rodrigues de Macedo, do curso de Educação Física da Universidade São Judas Tadeu.

No estudo, foram avaliadas 8 pessoas sedentárias e 7 ciclistas que utilizam a bicicleta em seu cotidiano. Eles tiveram que ficar 24h sem realizar atividade física para a realização dos exames sangüíneos e de avaliação cardíaca.

Não houve diferença significativa entre sedentários e ciclistas quanto a colesterol, glicemia, triglicérides e pressão arterial, mas foi observada uma redução na freqüência dos batimentos cardíacos nos ciclistas, explicitada no aumento dos intervalos R-R (entre assístoles cardíacas) no eletrocardiograma, bem como um menor balanço simpato-vagal. Isto ocorreu devido ao aumento da ação do sistema nervoso parassimpático. A diminuição da freqüência cardíaca previne diversos problemas do coração, como infarto.

A prática regular de exercício físico tem se mostrado eficaz na proteção ao sistema cardiovascular. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A realização de atividades moderadas, como pedalar 30min por dia, diminui a incidência delas.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.


Lançamento de livro em São Paulo

25 Outubro 2009

Recebi já há alguns dias o convite para o lançamento do livro abaixo e julguei legal compartilhá-lo.

Lançamento de livro Ciclismo 2009-10-26

Pretendo aparecer lá na Bela Vista e, quiçá, adquirir um exemplar de “Ciclismo – Treinamento, Fisiologia e Biomecânica” (Phorte Editora, São Paulo, 2009, 336p.). Nem tanto pelo primeiro item, visto que as provas ciclísticas que mais me atraem são aquelas em que o espírito de união entre os participantes sobrepõem-se à competitividade. Aquelas em que o grande desafio está na autossuperação. Entretanto a fisiologia e a biomecânica do pedalar são de grande interesse a todos aqueles que se utilizam regularmente da bicicleta. Conhecer melhor a como ocorre o movimento permite-nos previnir lesões no joelho e na coluna, por exemplo. Saber como nosso organismo responde ao pedalar em marcha mais pesada ou girando mais influencia diretamente nos nossos objetivos ao praticar exercício físico, sejam eles perder peso, adquirir resistência, completar uma cicloviagem com disposição ou enfrentar a mais temida das subidas.

Em busca dessas respostas e em como melhorar minha postura e minha pedalada pretendo ir a esse lançamento. Minha espectativa quanto a este livro é alta – e espero daqui alguns meses fazer uma resenha sobre ele.


Entrevista com Roelof Wittink

23 Outubro 2009

Interview with Roelof Wittink

Conteúdo Especial - Bicicleta na Rua

The consultant Roelof Wittink works in the dutch NGO Interface for Cycling Expertise (I-ce). Recently, he was in Florianópolis, where he joined with municipal authorities and checked the new cycling strutures that have been implemented in the capital of Santa Catarina State. On Monday, September 28, he granted the interview published below.

O consultor Roelof Wittink trabalha na ONG holandesa Interface for Cycling Expertise (I-ce). Recentemente, ele esteve em Florianópolis, onde se reuniu com autoridades municipais e verificou as novas estruturas cicloviárias que têm sido implementadas na capital catarinense. Na segunda-feira, 28 de setembro, concedeu a entrevista publicada abaixo.

Could you tell us what do you do, what is your job in I-ce?
Você poderia nos dizer o que você faz, qual o seu trabalho na I-ce?

Roelof Wittink – I am the director of I-ce. We are building with the Third World policies. So, we support, as the possibilities, the policies in other countries, and the politics for promoting cycling.
Eu sou o diretor da I-ce. Nós estamos trabalhando com as políticas dos países do Terceiro Mundo. Então, nós fornecemos suporte, conforme as possibilidades, às políticas em outros países e aos políticos para promoverem o ciclismo.

In the last two days, you knew some places here in Florianópolis. What did you know? What places did you visit?
Nos últimos dois dias, você conheceu alguns locais aqui em Florianópolis. O que você conheceu? Quais lugares você visitou?

RW – I was in the city center. I was at the lake [Lagoa da Conceição] and Campeche. They were the several places I specially wanna know because the cycling facilities that have been implemented.
Eu estive no centro da cidade, na lagoa [Lagoa da Conceição] e no Campeche. Estes eram os principais lugares que eu especialmente gostaria de conhecer por causa das facilidades ciclísticas que têm sido implementadas.

How do you analyse the bike lanes and bike routes that you saw?
Como você analisa as ciclofaixas e ciclovias que você viu por aqui?

RW – Well, the facilities that you have in Florianópolis are better than nothing, but the major lanes are not continue. If I want to go from A to B, there will be a situation when I will be in the street, dividing the space with the cars. In this case, we can make the traffic very calm, with low speed. What I see is the very small start. The people are afraid to take any space from the cars. But what should you do is to have a better speed relative for cyclists, for pedestrians… So there is a long way to go.
Bem, as facilidades que vocês têm em Florianópolis são melhores que nada, mas a maioria das vias para os ciclistas não é contínua. Se eu quiser ir de A para B, haverá alguma situação em que eu estarei na rua, dividindo espaço com os carros. Neste caso, nós podemos criar áreas de traffic calm (acalmia de trânsito), com baixas velocidades. O que eu vejo é um começo muito tímido. As pessoas têm medo de tirar qualquer espaço dos automóveis. Mas o que se deveria fazer é proporcionar melhor velocidade relativa aos ciclistas, aos pedestres… Então, há um longo caminho pela frente.

Roelof Wittink

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“The facilities that you have in Florianópolis are better than nothing.”

“As facilidades que vocês têm em Florianópolis são melhores do que nada.”

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“The United States don’t still better than Brazil.”

“Os Estados Unidos não estão melhores do que o Brasil.”

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How you analyse the potencial for cycling in Florianópolis?
Como você analisa o potencial do ciclismo em Florianópolis?

RW – I think here we have a high potencial for cycling. And that’s a lot of reason. Florianópolis is a cycling city. We have some mountains, ok, this is an obstacle. But the distances for many trips are an opportunity to make them by bicycle. If you change traffic system, if you create the routes safety and direct rails for cyclists I could not understand why 20% or 30% of all trips by people will not become by bicycle.
Eu penso que aqui nós temos um alto potencial para o ciclismo. E há muitas razões para isso. Florianópolis é uma cidade ciclável. Nós temos algumas montanhas, tudo bem, isto é um obstáculo, mas as distâncias para muitas viagens são uma oportunidade para que estas sejam feitas de bicicleta. Se você modificar o sistema de tráfego, se você criar rotas seguras e pistas diretas para os ciclistas, eu não consigo entender porque 20% ou 30% de todas as viagens das pessoas não seja feita de bicicleta.

How do you compare the structures to Florianópolis bicyclists with the other cities that you know?
Como você compara as estruturas para os ciclousuários de Florianópolis com as de outras cidades que você conheceu?

RW – Of course you have a long way to go. If I compare with the other countries, there are some countries, like the Netherlands, Denmark and Germany, that have good facilities. But, well, the United States don’t still better than Brazil – and they are very rich! Comparing with another developing country, there are a lot of cities in India, for example, that you have still a lot of cyclists, but you don’t have any facility for cyclists. So, I’ve sensed you are doing better than a lot of cities around the world.
É claro que vocês têm um longo caminho a percorrer. Se eu comparar com outros países, há alguns, como os Países Baixos, a Dinamarca e a Alemanha, que têm grandes facilidades. Mas, bem, os Estados Unidos não estão melhores que o Brasil – e eles têm muito dinheiro! Comparando com outros países em desenvolvimento, há inúmeras cidades na Índia, por exemplo, em que você encontra muitos ciclistas, mas não há nenhuma facilidade para eles. Eu sinto que vocês estão indo melhor que um monte de cidades do mundo.

Roelof Wittink in a meeting with the former mayor of Florianópolis. Roelof Wittink numa reunião com o vice-prefeito de Florianópolis. Foto/Photo: André Geraldo Soares.

Roelof Wittink in a meeting with the former mayor of Florianópolis. / Roelof Wittink numa reunião com o vice-prefeito de Florianópolis. Photo/Foto: André Geraldo Soares.

What do you think we could make better?
O que você acha que nós poderíamos fazer melhor?

RW – Well… a lot! [guffaws] I think the most important challenge that you have now is the politicians and people from the municipality the happy idea: yes, we have to change, and we can change. But to change policies that are all completely in other direction is not easy. That’s the biggest challenge and all the time organizations like ViaCiclo need to convince them: they can do better, they need to do better – I like the politic way.
About the new structures, you need to ask for the cyclists, invite everyone to experience them. Then you analyse: is this safe or not, is this comfortable or not? This is missed, this is a mistake, this is good for cyclists, and you can do that.
That’s, you have fifteen or seventeen years to go. Then, you’ll say you have a good cycling-friendly situation. But still there, you have to work every day very hard to make it happen.
Bem… muita coisa! [gargalhadas] Eu penso que a mudança mais importante que vocês têm agora é terem políticos e pessoas da municipalidade com a feliz idéia: sim, nós temos que mudar, e podemos mudar. Mas para modificar políticas que estejam todas em uma direção completamente opostas não é fácil. Esta é a grande mudança e todo o tempo organizações como a ViaCiclo precisam convencê-los: vocês podem fazer melhor, vocês precisam fazer melhor – eu gosto do caminho político.
Sobre as novas estruturas, você precisa perguntas aos ciclistas, convidar todos a experimentá-las. Então você analisa: isto é seguro ou não, isto é confortável ou não? Isto não está certo, isto está errado, isto é bom para os ciclistas, você pode fazer aquilo.
Vocês terão quinze ou dezessete anos pela frente. Então, você poderá dizer terá uma boa situação de cidade amiga do ciclista. Mas, até lá, vocês têm que trabalhar duro todo dia para tornar isso uma realidade.

Fabiano Faga Pacheco e Juliana Diehl

Special acknowledgments for Giselle Noceti Ammon Xavier.
Agracimento especial a Giselle Noceti Ammon Xavier.

Saiba mais:

Consultor holandês discute ciclovias em Florianópolis
Roelof Wittink em Floripa