Ciclofaixa na SC-401: Deinfra diz que está dentro das normas. Ciclistas protestam.

Desde a semana anterior à inauguração da duplicação da rodovia SC-401, trecho entre o trevo de Jurerê e Canasvieiras, tenho ouvido constantes reclamações de todo tipo de ciclista e cidadão possível quanto à ciclofaixa.

Moradores da região contam que fizeram o recuo dos terrenos e esperavam uma obra decente, tal qual uma ciclovia. Ciclistas esportistas, em especial atletas que competem no triatlo, reclamam da impossibilidade de ultrapassagem segura e do perigo constante que é tocarem os tachões que dividem a ciclofaixa do acostamento.

Ciclistas cotidianos, por sua vez, reclamam da falta de critérios. Para as pistas, foram mantidas a distância de 3,5m para cada faixa de rolamento. O acostamento, diminuto, ficou com 1,5m e a ciclofaixa unidirecional, com outros 1,5m.

Os problemas, apontados pelos próprios ciclistas estão nas pontes e no elevado próximo à comunidade de Vargem Pequena, além do próprio tipo de via ciclística. As recomendações para vias cujas velocidades sejam superiores a 50km/h é a construção de ciclovia, segregada espacialmente por uma barreira física da pista de rolamento de veículos automotores. O tratamento dado também no elevado foi considerado pífio e completamente inadequado.

É interessante que nos últimos três anos, Florianópolis sediu três grandes eventos sobre mobilidade, com profissionais renomados mundialmente: Semana Internacional da Bicicleta (2009), Fórum Internacional sobre Mobilidade nas Cidades (2010) e Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades (2011). Em nenhum deles houve a presença de profissionais do DEINFRA. Daí resulta o desconhecimento técnico desse órgão em lidar com a mobilidade urbana como um todo, de forma integrada.

Guillermo Peñalosa, da 8-80 Cities, afirmou que devemos pensar a cidade para todas as pessoas, sejam elas de 8 ou até de 80 anos. Se você deixar o seu filho ou o seu pai sair à rua, com o modal possível a eles, sem se preocupar com a questão da violência no trânsito, então você terá uma cidade acessível. Deve-se planejar a cidade dessa maneira, afinal!

Infelizmente, não é esse o caso da ciclofaixa da SC-401. Não dá para se considerar seguro um trecho como aquele. No Brasil mesmo, temos o exemplo de Praia Grande, que modificou a forma de as bicicletas transitarem em ambas as marginais da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55), tornando muito mais seguro e eficiente tanto a mobilidade por bicicleta quanto pelo automóvel.

Nas oficinas técnicas da Semana Internacional da Bicicleta, o renomado arquiteto brasileiro Antonio Carlos de Mattos Miranda propôs uma solução à Via Expressa (BR-282) para o tráfego de ciclistas, com ciclovia abaixo do nível das pistas, de forma a evitar que ciclistas sejam atingidos por qualquer saída de pista de um ébrio motorista.

Recentemente, o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA), Paulo Roberto Meller, afirmou que a ciclofaixa da SC-401 estava dentro das normas. Hoje, disse ainda que se alguém falar que estava fora da norma, que lhe provasse e afirmou ainda haver um grupo criando polêmica sobre a rodovia.

De fato, há um grupo criando uma polêmica: o grupo dos que viram uma via ciclística mal projetada, o grupo dos arquitetos e engenheiros que pensam a cidade como um todo, o grupo dos especialistas estrangeiros, não entendendo como, após tantas horas dedicadas a passar instruções num país terceiromundista, vêm uma obra ser finalizada da maneira como foi e, por fim, o grupo dos ciclistas que se viram PREJUDICADOS por uma ciclofaixa que não atende aos verdadeiros fins da mobilidade urbana por bicicleta.

Visando a ilustrar toda essa situação, os florianopolitanos não puderam deixar de se manifestar sobre a irônica situação em que se depararam:

Por hora, sem uma percepção detalhada de toda a obra, mas com o projeto executivo em mãos, o Bicicleta na Rua aponta já o primeiro erro do projeto, elaborado pela empresa SOTEPA – Sociedade Técnica de Estudos, Projetos e Assessoria. A pista é tratada nominalmente como ciclovia, mesmo sendo oficialmente uma ciclofaixa. A diferença entre ambos encontra-se em leis tanto federais, quanto estaduais e municipais. Mais uma prova de que os ciclistas foram relegados a escanteio. Mais uma vez.

Atualizado em 13 de fevereiro de 2012, às 23h45.

Saiba mais:

SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas – reportagem do Jornal Notícias do Dia revela a preocupação com a circulação de bicicleta na rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina.
Notas sobre a reunião pelo fim da impunidade no trânsito – Sociedade civil, mobilizada, divulga novas informações sobre o acidente.
(Vídeo) Acidente na SC-401 no RBS Notícias – Conteúdo da RBS TV SC.
Acorda Floripa! – Depoimento do triatleta André Puhlmann, que estava pedalando próximo ao local do acidente.
Vídeo e mais comentários sobre a entrevista acerca dos ciclistas atropelados na SC-401 – Conteúdo comentado do Jornal do Almoço.
Comentários e impressões sobre a entrevista sobre o acidente com ciclistas no Jornal do Almoço – Primeira parte dos comentários sobre o vídeo do Jornal do Almoço.
Mais um ciclista morre na SC-401  – Divulgação do último acidente no Jornal Notícias do Dia.
Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo do triatleta Rodrigo Machado Lucianetti.
Dois exemplos de por que devem ser feitas ciclovias em vez de ciclofaixas nas rodovias – Desrespeito às normas técnicas de segurança no trânsito põem em risco a vida de usuários da bicicleta.
A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes como os deste fim-de-semana aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

Charge – Pedalando com segurança na SC-401

Litoral Plaza Shopping terá, enfim, bicicletário

Esta postagem é especial para este blogue. Tem a sua importância pelo que aconteceu ao final da primeira Bicicletada Interplanetária de São Paulo. Saiba mais aqui.

O Litoral Plaza Shopping comunicou, no último dia 26 de setembro, que o estabelecimento contará, a partir de 2012, com cerca de 400 vagas para bicicletas.

Praia Grande é a cidade brasileira com maior quantidade de pistas cicláveis, com 31,38 cm por habitante, tendo ciclovias ou ciclofaixas construídas ou projetadas ao longo das principais ruas da cidade, o que a permitiu dispor, hoje, de 95.573 ciclistas, número invejável comparado à sua população de 260.769 cidadãos.

As imediações do Litoral Plaza Shopping está entre os dois locais com maior ocorrência de furtos de bicicletas na cidade.

Vários clientes vão ao estabelecimento de bicicleta, aproveitando da malha cicloviária que passa logo em frente a ele. Entretanto, as queixas de furto das magrelas, impedidas de serem deixadas dentro na área interna do centro de compras já deixaram inúmeras pessoas terem que retornar aos seus lares a pé.

Várias reclamações já foram feitas anteriormente, e até o vídeo abaixo foi feito pelo blogue De Olho em Praia Grande:

A implantação do bicicletário pelo Litoral Plaza Shopping certamente contribuirá para melhorar essa situação que incomoda os ciclistas da cidade.

Saiba mais:

A Tribuna – Litoral Plaza confirma construção de bicicletários em centro comercial; local disponibilizará 400 vagas
Na PG Tudo Acontece – Litoral Plaza Shopping finalmente terá bicicletário 

Veja também:

A Tribuna – Cresce o número de furtos de bicicletas em Santos

1 ano sem Márcia

Homenagem à ciclista Márcia Prado, feita na última quinta-feira, 14 de janeiro, nas praias do Jardim Guilhermina, na Praia Grande, SP.

Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Márcia Prado, presente! – Apocalipse Motorizado
Márcia Vive! 1 ano de saudades – CicloBR

Veja também:

Uma justa homenagem – hoje, a rota cicloturística que leva os paulistanos ao mar leva o nome de Márcia Prado.
A última viagem com a Márcia – vídeo da última cicloviagem da Márcia, realizada apenas 3 dias antes do acidente.

(XVII) Interplanetária – O retorno a São Paulo

Ao sair do shopping, dei uma passada na rodoviária para ver os horários dos ônibus. Saí de lá e já segui pela nova ciclovia na Via Marginal. Ela está muito bem construída, por sinal. Aliás, as ciclovias da Praia Grande, cuja extensão cresce exponencialmente desde que eu conheci a cidade (em 2000), estão muito bem localizadas. A ciclovia à beira-mar cobre toda a orla desde o Forte até o município de Mongaguá. Avenidas importantes, como a Via Marginal, a Av. Presidente Kennedy e a Av. Presidente Costa e Silva já têm ciclovias. Praia Grande, de certo, será tema de postagem posterior.

Cheguei na rodoviária Tude Bastos no horário de saída do ônibus. Na verdade, parecia que estavam apenas me esperando para sair. Coloquei a bicicleta, presa com os cadeados da bike e um cadarço, no bagageiro do ônibus da Expresso Brasileiro. Saímos pouco depois das 21h45.

Desembarquei na rodoviária do Jabaquara. Aproveitei o Projeto Ciclista Cidadão do metrô de São Paulo e entrei com a bike num dos vagões. Desci na estação Bresser-Mooca e depois fui pedalando para a residência de meus pais. Eram quase 24h quando cumprimentei minha mãe às portas de seu lar.

Saiba mais sobre a Bicicletada Interplanetária:

Cobertura completa do “Bicicleta na Rua”

(I) Interplanetária – O período precedente
(II) Interplanetária – Rodas a girar rumo ao litoral
(III) Interplanetária – As primeiras infrações da PMR e os bloqueios
(IV) Quantos ciclistas tinham, afinal?
(V) Interplanetária – Perseguição policial
(VI) Interplanetária – Ciclistas são impedidos de pedalarem até o litoral
(VII) Interplanetária – Policiais cumprem horas extras para bloquear descida de ciclistas ao litoral
(VIII) Interplanetária – Policiais ignoram leis
(IX) Interplanetária – Polícia Rodoviária gasta mais de R$16 500,00 impedindo ciclistas de irem ao litoral
(X) Interplanetária – Bares amigo e não amigo dos ciclistas
(XI) Interplanetária – Os primeiros a chegarem a Santos
(XII) Interplanetária – Bloqueio dos Caminhos do Mar
(XIII) Interplanetária – A Estrada da Xiboca
(XIV) Interplanetária – “Pequenos” problemas técnicos: o pneu vegano e a Estrada de Manutenção
(XV) Interplanetária – Santos, enfim!
(XVI) Interplanetária – Faltam bicicletários no Litoral Plaza Shopping
(XVII) Interplanetária – O retorno a São Paulo

Veja também

Bicicletada Interplanetária 2008

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Nicolas Lechopier (em francês) (chegou a Santos)
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Ciclista Fabiano (chegou a Santos)
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Ecologia Urbana
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Macaco Véio (chegou a Santos)
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Rodrigo Navarro (chegou a Santos)
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Ecologia Urbana {1} {2} [3} {4} {5} {6} {7}
Fabiano Faga Pacheco {1} {2} {3} {4} {5} {6} {7} {8} {9} {10} {11} {12} {13} {14} {15} {16} {17} {18} {19} {20} {21} {22} {23} {24} {25} {26} {27} {28} {29} {30} {31} {32} {33} {34} (chegou a Santos)
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TV Record

(XVI) Interplanetária – Faltam bicicletários no Litoral Plaza Shopping

Uma das primeiras coisas que fiz na Praia Grande foi lavar minhas roupas. Eu usara três camisetas nas 36h anteriores. Nenhuma estava em condições de ser reutilizada. Entretanto, devido ao longo tempo em que não estivera na Praia Grande, já não havia mais nenhuma roupa minha por lá. Minhas vestes ficaram lavando enquanto eu tombava de sono na cama recém-arrumada.

Mas agora o fato que realmente interessa. Na noite do dia seguinte, próximo às 22h, dirigi-me ao Extra do Litoral Plaza Shopping. Qual não foi a minha surpresa quando soube que ele não possuía bicicletário. Fui informado que, enquanto os demais veículos podiam entrar tranqüilamente, as bicicletas eram barradas. Como essa situação não fazia o menor sentido, fui seguindo a pé com minha bike ao lado. Um segurança com motocicleta abordou-me querendo saber as minhas intenções com a bike. Conversamos enquanto eu prosseguia. Quase na porta de entrada, outro segurança parou-me e agrediu-me. Pedi de imediato seu nome. Visivelmente nervoso, recusou-se-me a fornecê-lo. Fui seguindo com a bike, mas ele segurou-a pela roda traseira. Convencido de que eu iria entrar no shopping com a bicicleta mesmo, pegou-a e, indelicadamente, jogou-a numa cerca próxima a nós. Falou que poderia deixar lá. Trancafiei-a. Entrei no Extra, trajado com capacete, camiseta de ciclista e colete refletor.

Ao sair, vi seis funcionários próximos à minha bicicleta (o segurança que me agredira já havia saído de lá). Conversamos um pouco. Um cliente que vira a minha entrada aproximou-se e cumprimentou-me.

Fiz a reclamação abaixo:

Transcrição:

“No dia 8 de dezembro, em frente à entrada principal às 22h22 ± 7min, fui agredido fisicamente por um segurança do shopping. Tal fato constitui-se crime segundo o Código Penal. Tal ato foi feito propositalmente por eu, como cliente do shopping, entrar aqui com meu veículo (Art. 96 CTB), pelo qual o shopping não se responsabiliza. Gostaria que os funcionários fossem melhor instruídos a como lidar com os clientes, bem como a instalação de bicicletário na área interior do shopping.”

A resposta, até agora, foi:

“Prezado cliente

Com relação à sua queixa de agressão por um segurança do nosso shopping, registrada no último dia 09 de dezembro, enviaremos uma cópia à Gerência de Segurança para que apure os fatos internamente.
Lamentamos o transtorno.
Atenciosamente

SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente / Litoral Plaza Shopping”

Mas as coisas não acabaram por aí!

Voltei lá no dia seguinte no horário do expediente. Como queria falar com os responsáveis pelo shopping sobre a instalação de bicicletários, não quis ver uma confusão ser causada – até porque um dos funcionários, que depois me afirmou chamar Alex, não teria escrúpulos em cortar o cadeado de minha bicicleta e furtá-la (não há outra palavra para descrever tal ação ilegal). Deixei-a presa simplesmente no local mais perigoso da cidade, bem em frente onde o tal Alex ficaria.

Fui à administração. Falei dos incidentes com outro Alex, operador de segurança. Ele se esquivou de meus argumentos. Não falou sobre as ações dos funcionários e muito menos como eu poderia fazer, como cliente, para ir de bicicleta ao shopping e não voltar a pé. Ainda falou comigo o Cristiano, coordenador do shopping. Parece que ele me entendeu, mas mesmo assim pediu para fazer o pedido por escrito. Fi-lo, como você confere abaixo:

reclamação de bicicletário 1

reclamação de bicicletário 2reclamação de bicicletário 3

Transcrição:

“——————–Instalação de Bicicletário——————–

Local: região interna do Litoral Plaza Shopping, situado na av. Ayrton Senna da Silva 1511, Jd. Intermares, Praia Grande, SP.

Situação atual: o referido shopping conta com centenas de locais de estacionamento para automóveis e motocicletas. Ele conta com uma área aberta (=sem cobertura) onde funcionários guardam as suas bicicletas. Clientes não têm local para estacionarem suas bicicletas e a têm que deixar em área externa ao shopping, onde não há segurança e o shopping não se responsabiliza pelas veículos de seus clientes (Art. 96 do CTB: bicicleta é um veículo).

Praia Grande foi considerada, em 2003, o município paulista com mais de 100 000 habitantes com maior índice de violência. Furtos de bicicleta são comuns na cidade. A administração municipal, atenta aos problemas advindos do excesso de veículos, têm investido na construção de dezenas de quilômetros de ciclovias nos últimos anos e o número de ciclousuários cresceu enormemente.

Bicicletários em estabelecimentos: quase todos os estabelecimentos de grande porte contam, hoje, com bicicletários destinados aos clientes. Situação comum é, até, a ampliação do número de vagas em bicicletários devido à elevada demanda. Em um local destinado à ocupação de um automóvel cabem 6 bicicletas. Sendo sincero, nos últimos 2 anos não vi e nem tive conhecimento de um shopping que não dispusesse de bicicletário.

Bicicletário ideal ao Litoral Plaza Shopping: pelas características do município, das vias de acesso ao shopping, do número de bicicletas de clientes presas fora do shopping e pelo fluxo de gente do local, o ideal é a instalação, de preferência em parte coberta, de 25 ± 5 vagas em bicicletário para clientes (mais as vagas para funcionários). O bicicletário tem que ser de um dos 2 tipos descritos: (1) uma barra grande em forma de corrimão com suporte (guinchos) para que a bicicleta fique presa pelo guidão e roda dianteira. Altura sugerida da barra: 1,20m. Espaçamento entre os guinchos: 1,0m a 0,8m. (2) uma barra em forma de “U” invertido, com cerca de 1,0m de altura, onde a bicicleta seria presa pelo quadro e roda dianteira. Costuma ocupar menos espaço e parece mais apropriado à realidade de Praia Grande. Não é necessário que o shopping se responsabilize pelas bicicletas (apesar de eu, como ciclista, adorar caso se tome uma atitude dessas). Um shopping de Santos oferece senhas para moto e bicicleta e vive abarroto de ambos, mesmo não se responsabilizando por elas. Os clientes sentem-se seguros e compram aos montes indo para lá sobre duas rodas.

Dos clientes com bicicleta: o shopping, não tendo lugar adequado para o cliente estacionar bicicleta, não pode impedi-lo de entrar em suas dependências com ela (se ele  dispuser de estacionamento para veículos motorizados não poderá impedir o ciclista de entrar com a bicicleta). Pela legislação, o ciclista desmontado equipara-se ao pedestre, podendo, portanto, entrar com a bicicleta no shopping. Os seguranças não podem encostar no ciclista (caso contrário, estará cometendo crime segundo o CP). Estes são bons motivos para a instalação de bicicletáriuos na parte interna do shopping.”

Recebi a seguinte resposta no dia 30 de dezembro:

“Prezado Cliente

Recebemos sua carta, datada do último dia 12 de dezembro, com sugestões para a instalação de um bicicletário aqui no Litoral Plaza Shopping.
Estamos estudando o assunto com muito carinho e, futuramente, poderemos ter novidades.
Aproveitamos para agradecer suas sugestões “técnicas”.
Atenciosamente

SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente LITORAL PLAZA SHOPPING “

Após feito o requerimento, minha bicicleta ainda se encontrava presa, junto a outras 21 de clientes, e mais de 40 bikes podiam ser vistas no bicicletário improvisado para funcionários.

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Ciclista Fabiano (chegou a Santos)
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(XV) Interplanetária – Santos, enfim!

Fui seguindo as placas em direção a Santos. Vários trechos possuem acostamento, inclusive algumas pontes. Mas vários outros, incluindo  outras pontes, não o apresentam. Cheguei a Santos.

Ciclista Fabiano.

Limites entre os municípios de Santos e Cubatão. Foto: Ciclista Fabiano.

Prossegui na rodovia e ela se transformou numa avenida. No meio do nada, no canteiro central, surge uma ciclovia (mas demorei a encontrar um acesso para ela). Vi vários ciclistas, inclusive em grupos, transitando por lá. Saí da ciclovia próximo à rodoviária. Em outra oportunidade, falarei melhor sobre essa ciclovia e também sobre a estrutura cicloviária de Santos (mas vale a pena conferir a opinião do Nicolas, em francês).

Ciclista Fabiano.

Ciclistas pedalam por uma ciclovia em Santos. Foto: Ciclista Fabiano.

No túnel próximo à rodoviária (que dá no Canal 2), onde o trânsito de bicicletas é proibido, pedalei pela passarela de pedestres. Indo em direção ao mar, encontrei o McDonald’s. Vegetariano, parei para tomar um sorvete.

Ciclista Fabiano.

Túnel de Santos proíbe a passagem de ciclistas. Foto: Ciclista Fabiano.

O McDonald’s tinha paraciclos ruins, de um modelo onde somente se prende a bicicleta pela roda dianteira. Mesmo assim, deixei a bike lá e arrumei uma mesa onde ficaria de olho nela.

Saí de lá e fui no sentido do Porto. Na Av. Ana Costa, parei para comprar um lanche no Extra. Lá, para a minha surpresa, encontrei este bicicletário.

Ciclista Fabiano.

Bicicletário do Extra, em Santos. Foto: Ciclista Fabiano.

Ele tem capacidade para cerca de 35 bicicletas. Um funcionário fornece-lhe uma senha, anota seu nome num caderno e fica a tomar conta do seu veículo.

Ao sair de lá, rumei para a praia. Peguei a ciclovia à beira-mar. Interessei-me em assistir a um dos filmes que iria passar num cinema pequeno que fica entre a ciclovia e a praia. Enquanto ele não começava, fui de bike procurar por algum lugar onde tivesse caldo de cana (só encontrei depois do Canal 4) e também uma hidratante água-de-coco. Assisti ao filme e segui para a Praia Grande.

Ciclista Fabiano.

Ciclovia à beira-mar em Santos. Foto: Ciclista Fabiano.

Ao cruzar a ponte pênsil de São Vicente, qual não foi a minha surpresa ao perceber que ela estava fechada para os automóveis no sentido Praia Grande! Como eu sou ciclista, passei tranqüilo e andei sozinho pela rua, vendo os carros que íam sentido Santos parados num congestionamento quilométrico. Nem me preocupei em pegar a ciclovia, que estava do outro lado dos carros – só fui nela próximo ao pórtico que me anunciava “Bem-vindo à Praia Grande!”.

Cheguei à Praia Grande. Foto: Ciclista Fabiano.

Às 19h, estava em frente ao meu prédio a telefonar aos meus pais para avisar que, enfim, já chegara.

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